Amor em Cinquenta Sombras
5 Grey Room
Notas iniciais
Aproveitem e boa leitura, baby's. ;)
Capítulo Cinco- Pov Christian
(Música do capítulo)
http://letras.mus.br/damien-rice/385518/traducao.html
Quando ela separou os nossos lábios e olhou com aqueles lindos olhos, percebi que não tinha o direito de fazer isso com ela. Não posso iludi-la, eu não presto. Apesar de nesse momento estar desesperado para tê-la em meu Quarto de Jogos, ela parece ser inocente e isso vai contra os meus princípios. O pior de tudo é que ela mexe comigo de uma forma que não sei explicar. A partir do momento em que nossos olhos se cruzaram, algo dentro de mim nasceu. Sei que não tenho alma e nem coração, mas sinto isso aqui dentro. Não seria justo com essa linda moça, que com certeza é corações e flores fazer o que tenho em mente e o que realmente gosto. Precisava sair dali e respirar, o seu olhar estava me sufocando e minha mente não respondia as minhas perguntas. Não pensei duas vezes e fui embora o mais rápido que pude. Notei que sua boca ficou suja de batom borrado, então a minha também deveria está na mesma situação. Limpei minha boca e já fui procurando as chaves no meu bolso. O que está acontecendo comigo? Pergunto a mim mesmo. Entrego o papel de estacionamento para o manobrista e espero o meu carro. Percebo que esqueci a jaqueta na mesa. Ah, depois Elliot pega pra mim. Nessa hora ele chega com os olhos arregalados. Porra!
- O que aconteceu, cara? Ela te tocou? – Ele pergunta preocupado.
- Não é da sua conta, Elliot. Me deixa em paz! – Falo e viro a cabeça em direção do meu carro que está chegando.
- Que isso, Christian! Você vai deixar a gente aqui? – Interroga ele.
- Desculpa, mano. Preciso ir, vocês podem pegar um taxi? – Pergunto mais calmo.
- Podemos! Vai com calma, depois conversamos. – Ele diz e entra na boate.
Entro no carro e vou dirigindo pelas ruas sem rumo. Agora longe dela consigo raciocinar direito. Como uma mulher em uma única noite me faz querer tê-la em minha Sala de Jogos? Quando ela revirou os olhos para mim tive vontade de dar umas boas palmadas e deixar aquela pele toda rosadinha por causa da minha mão.
Ela é perfeita... Seu corpo, seu cabelo, seus olhos e sua altura. Geralmente não tenho submissas altas, porque passa uma impressão de força. Mas com Anastásia é diferente, mesmo com aquela altura, parece ser frágil, delicada... Submissa! Sua pele e aquela tatuagem. Ficou perfeito nela! Parece que é uma marca de nascença. Arghh.. Acho que estou enlouquecendo! Não consigo tirar aquele olhar confuso da minha mente. -Balanço a cabeça- Preciso ter o controle da situação novamente. Depois de passar 1 hora dirigindo, volto para o hotel.
No trecho de volta, começo a pensar direito no que fiz. Mais que merda! Tenho essa necessidade de beija-la novamente e sentir o seu cheiro. Porra! Ela deve está com muita raiva de mim. Não mereço ter uma linda mulher como Anastásia. Não sou nada! Sou uma casca de homem. E ela parece um anjo. Entro na garagem do hotel e estaciono. Desço e vou para o elevador. Para minha sorte, Elliot não está aqui. Tiro a minha roupa e vou para o quarto frio. Deito na cama e fito o teto. Tenho que ter a Srta. Steele como submissa. Quero tanto experimentar o meu mundo com ela, e vou dispensar Leila amanhã cedo. Sei que não vai gostar, mas pra ter a Srta. Gostosura farei o que for preciso. Primeiro tenho que me desculpar pelo comportamento idiota e covarde. Não consigo entender o que deu em mim para sair correndo. Espero que desculpe e dê uma segunda chance. Anastásia você será minha... custe o que custar! Com esse pensamento caio no sono mais uma vez perturbador.
“Estou em um quarto cinza e tem uma sombra no canto da parede. Tento focar a minha visão, mas não consigo. Sento no chão e vou rastejando para a porta que está aberta. Porque tenho medo dessa sombra? Quando estou quase chegando à porta, sinto um cheiro familiar que me dá náuseas. É cheiro de bebida com cigarro. Tento vomitar, mas não consigo.
- Aonde você pensa que vai seu merdinha? – A sombra fala e reconheço a sua voz.
É ele, o homem que bate na minha mamãe. Me encolho ainda mais e começo a chorar. Ele é muito grande!
- Responde seu merda! – Ele diz e dá um chute na minha perninha.
Soluço e não sai palavras da minha boca. Ele pega o meu cabelo e me joga no chão. Tá tão frio aqui... Eu quero a minha mamãe.
- Isso é para você aprender a me responder e parar de ser covarde, seu merda. – Ele diz chutando a minha perninha mais uma vez.
- Mamãe! Mamãe! Me ajuda! – Consigo sussurrar, mas ela não me ajuda..."
Acordo desorientado e banhado de suor. Será que esses pesadelos nunca irão me deixar? Levanto da cama e olho no relógio. Cinco e quarenta da manhã. É sempre o mesmo sonho e na mesma hora. Tenho marcar uma consulta com o Flynn. Vou para o banheiro e entro no chuveiro. Preciso que essa água leve toda essa merda de mim. Encosto as minhas mãos na parede e deixo a água molhar a minha cabeça. Lembre-me de Anastásia em seguida. Preciso pensar em algo para tentar me aproximar novamente. Vou ligar para Taylor assim que sair do banho. Tenho que ligar para Leila também. Daqui a duas semanas acabaria o nosso contrato. Estava pensando em renová-lo, mas agora quero terminar ainda hoje. Leila é uma ótima submissa e não tenho do que reclamar, porém Anastásia fez perder todo interesse nela. Sei que ela irá ficar chateada, mas está decidido. Termino o meu banho, me seco e vou me vestir. Quando termino já passa das seis da amanhã. Acho que Taylor deve ter acordado. Coloco uma roupa para malhar e ligo para ele.
- Pois não, Senhor? – Ele atende no primeiro toque.
- Estou indo malhar, você quer vir comigo? – Pergunto abrindo a porta da suíte.
- Sim. Te encontro lá em 5 minutos, Sr. Grey. – Ele responde e espera me pronunciar.
- Ok. – Falo e desligo.
Chego à academia e graças a deus está vazia. Começo a me aquecer correndo na esteira. Depois 10 minutos Taylor aparece e começa a correr também.
- Taylor, preciso que você providencie tulipas vermelhas, as mais bonitas que achar. Sei que é raro, mas deve ter em alguma floricultura do estado. – Peço enquanto corremos.
- Tudo bem, Senhor! Para quem entrego essas flores? – Ele pergunta e vejo que está um pouco perplexo.
Não sou de mandar flores nem para minha mãe.
- Quero que mande para Anastásia Steele. Ela é amiga da namorada do Elliot e uma futura submissa. – Falo e ele quase cai da esteira.
Taylor sabe do meu gosto e da minha Sala de Jogos.
- Certo! Hoje ainda ela receberá. Algo mais? – Pergunta depois que se recompõe.
- Sim. Quero que você peça ao nosso chefe de segurança para investigar toda a vida dela. Tudo! Desde o nascimento ao dia de hoje. – Ordeno e paro de correr.
- Ok. Assim que terminamos o treino providenciarei tudo o mais rápido possível, Senhor. – Ele conclui colocando a toalha no pescoço.
Concordo com a cabeça e vamos treinar um pouco de artes marciais. Depois de ter derrubado Taylor três vezes no tatame, me sinto um pouco melhor. Vamos para os nossos quartos e tomo um banho demorado. Já tomado banho, começo a comer o meu café. Penso mais um pouco e já sei onde conversar com Anastásia. É um prédio de um sócio que tem visão panorâmica de Portland. Ele usa apenas para festa ou algum evento importante. Um lugar neutro será ótimo. Ligo para Taylor e peço para ele arrumar tudo pra mim, pois agora tenho que ligar para Leila. Pego o meu Blackberry e disco o número dela.
- Sim, Senhor Grey. – Ela fala baixo.
- Leila, irei terminar o contrato hoje. – Falo logo, não gosto de enrolação.
Ouço um suspiro e ela fica muda. Espero um pouco, mas ela continua sem falar. Olho para o visor do celular e vejo que não caio a ligação.
- Leila, fale comigo! – Ordeno. Não tenho paciência para esperar muito.
- Não estou agradando, Senhor Grey? – Ela sussurra. E acho que está chorando.
Ah, merda! Definitivamente não tenho saco para choradeiras.
- Leila, isso não vem ao caso. Não quero mais e pronto! Você é uma boa submissa, porém estou interessado em outra. – Explico rispidamente.
Não devo explicações da minha vida, mas acho que ela tem o direito de saber o motivo que não quero renovar o contrato. Ela chora ainda mais, e isso me deixa nervoso.
- Você vai continuar chorando? Isso é só um contrato, Leila. Você sabia disso! — Agora falo gritando.
- Desculpe, Sr. Grey... Até mais! - Ela diz e espera.
- Até... E se cuide! — Me despeço e desligo.
Ela sabia que poderia romper esse contrato em qualquer momento. Como o restante do café da manhã e ligo para o Taylor novamente.
- Senhor Grey! – Atende educadamente.
- Tudo pronto, Taylor? – Pergunto me encaminhando para varanda.
- Sim. O Senhor quer mandar algum recado? – Pergunta e aguarda.
- Quero. Por favor, venha até a minha suíte. – Peço.
Irei mandar um recadinho para Srta. Tentação. Vou até a sala e em cima da mesa de telefone tem vários envelopes. Pego um papel e escrevo o meu pedido. Torço para que ela ao menos me escute. Quando estou terminando de escrever ele aparece e espera.
- Mande isso com as flores e o dossiê está pronto? – Pergunto e entrego o envelope para ele.
- Estará pronto em 24 horas. A cobertura já foi reservada e as flores serão entregue a noite. – Conclui com cara de satisfação.
- Ótimo! Muito obrigado, Taylor. Vamos sair em duas horas para a reunião. – Comunico e pego o meu Macbook.
- Certo. Qualquer coisa é só me chamar. – Diz e se retira.
Coloco um pouco do trabalho em dia. Estou concentrado lendo um documento que a Ros me envio, quando o meu celular toca. É a minha mãe.
- Oi, mãe! – Atendo e espero se pronunciar.
- Oi, meu filho! Tudo bem? Faz duas semanas que não nos vemos, estou com saudade. – Ela fala docemente e relaxo um pouco.
- Estou bem, mãe! E a Senhora? Também estou com saudade. – Falo e espero mais uma vez.
- Quando você voltará para Seattle? Elliot me contou que você está em Portland. – Ela diz.
Tinha que ser o linguarudo do Elliot.
- Talvez na sexta, pois tenho que discursar em uma formatura da universidade de Vancouver. – Respondo.
- Ah, você vai discursar? Faria tudo para ver isso, meu filho. Posso participar da cerimônia. – Pergunta toda animada.
Coço a cabeça. Não gosto de envolver minha família nesses assuntos, mas por essa mulher faço tudo.
- Tudo bem! Vou pedir um convite para o diretor da universidade. Hoje tenho uma reunião com ele e tenho certeza que vai providenciar. – Respondo concordando.
- Ai, que bom! Vou me preparar então. Terei que desmarcar algumas consultas e tentarei adiantá-las. Quinta a gente se vê, filho. Fica com Deus! – Ela diz eufórica. -Sorrio- O seu jeito doce me desarma.
- Certo, mãe. Até sexta e se cuida. – Murmuro e desligo.
Tinha esquecido dessa formatura. Estou ansiosa para ver Anastásia discursar. O fato de não parar de pensar nela, está me irritando profundamente. Fica passando repetidas vezes o olhar que ela fez quando disse que iria embora. Para tentar pensar em outra coisa vou me preparar para reunião. Depois de tudo pronto, ligo para Taylor vir me buscar e partimos para universidade. Chegando lá, fui recebido com a maior educação. Todos muitos solícitos com o "Benfeitor" é claro. Essa falsidade não me surpreende mais. Retribuo com total formalidade e começamos a reunião. Ficou estabelecido que eu teria 10 minutos de discurso e seria logo após a Srta. Distração. Quando tocam no nome da Anastásia parece que ligam um radar em mim e fico atento a tudo que é falado. Ela é muito elogiada pelas suas notas, comportamento, presença na sala de aula. Fico impressionado com a nota de suas redações. Ela tirou nota dez em todas. Anastásia me surpreende em cada momento. Quando ela dançou comigo, seu beijo e agora a sua inteligência. Começo a ficar nervoso, e tenho receio que nem aceite as minhas flores, quanto mais jantar comigo amanhã. Finalmente a reunião terminou e voltei para o hotel. Falei com Ros por 1 hora mais ou menos e pedi o meu almoço. Resolvo tomar um banho de banheira para relaxar. Quando estou devidamente acomodado, Anastásia vem mais uma vez em meus pensamentos. Comecei a imaginá-la sentada nos meus joelhos e eu a castigando por ter revirado os olhos para mim. Em seguida lembro-me dela mordendo os lábios e não aguento. Preciso me aliviar! Começo a me masturbar pensando naquela boca e no seu corpo. Não demora muito e gozo com um gemido gutural. Caralho! Estou fora de controle... Ela me tira o controle! Não sou de fazer isso, geralmente fodo duro com a minha submissa. Mas ela está me enlouquecendo e como no momento estou sem submissa, tenho que me aliviar assim. Como é possível essa garota mexer tanto comigo? A conheci ontem e mal trocamos palavras. Levanto da banheira. Vou trabalhar até Taylor me ligar para avisar se ela recebeu ou não as malditas flores. Depois de uma eternidade ele liga.
- Sim, Taylor! – Falo com o coração na boca.
Puta que pariu! Não tenho dúvidas de que estou maluco.
- Senhor, ela aceitou as flores, mas não quis mandar recado. – Ele fala sério e profissional.
Suspiro aliviado. Pelo menos ela aceitou, e isso é sinal que pode me dar uma chance ou é curiosa.
- Obrigado, Taylor! Assim que estiver com o dossiê me avise. Você está dispensado por hoje. Boa noite! – Termino de falar e desligo.
Não quero que o telefone esteja ocupado quando ela ligar. Deito na cama e espero, espero e espero. Depois de uma eternidade o meu celular toca. É um número que não conheço.
- Grey. Quem fala? – Atendo ríspido. Anastásia pode ligar a qualquer momento.
- Alô, é a Anastásia que está falando. – A sua doce voz ecoa pelo celular.
Quando fala seu nome suspiro surpreso e o meu celular quase cai da minha mão.
- Olá, Srta. Steele. Que surpresa agradável, confesso que não tinha esperança de você me ligar. – Digo com alegria.
Realmente estou muito feliz nesse momento.
- Eu liguei apenas para dizer que aceito o seu convite. – Ela comunica e parece que está nervosa.
Isso é bom! Ah, Srta. Steele posso resolver esse problema de nervosismo em dois tempos. Penso e passo a mão no cabelo.
- Que bom, estou muito feliz por isso Anastásia. Pode ser amanhã ás 20 horas? – Pergunto e escuto um leve suspiro.
- Tudo bem, onde te encontro? – Ela pergunta séria.
Posso sentir a sua respiração ofegante. Sorrio de orelha a orelha.
- Passo no seu apartamento para te buscar, pois é surpresa. – Respondo no tom sedutor. Quero que ela sinta o meu desejo.
- Não. Eu prefiro te encontrar no lugar do jantar. Tenho o meu carro e posso dirigir. – Ela retruca e me pega de surpresa.
Não quero que dirija a noite. É muito perigoso! E vai estragar a minha surpresa. Penso nas possibilidades. Não... É perigoso! Irei busca-la, mas será que ela pode querer fugir de mim?
- Por favor, Anastásia. Deixa eu te buscar, vai estragar a surpresa. Você quer ir de carro, caso queira fugir de mim? – Afirmo sério e questiono.
Não quero que fuja de mim! Tudo bem que fiz isso, mas me arrependo, porra.
- Tudo bem, Christian –Escuto ela dá um longo suspiro — Ás 20 horas então? – Ela aceita e sorrio novamente.
- Combinado. Você não respondeu a minha pergunta. Por favor, confie em mim – Peço rígido. Quero passar firmeza nas minhas palavras.
- Amanhã a gente conversa, Sr. Grey! – Quando ela fala Senhor Grey paro de respirar.
Ela está me provocando? Com essas palavras minha ereção subiu automaticamente. Ah, Anastásia... Me aguarde! Jogo o celular para o lado e viro de lado. Tenho que convence-la a ser a minha submissa. Tenho certeza que seremos ótimos juntos! Fico pensando em todas as alternativas e posições que podemos fazer até dormir...
Estou deitado no chão do quarto cinza. A porta está fechada e está muito escuro. Dobro o meu corpo e abraço os meus joelhos. Está frio, muito frio. Ouço passos pelo quarto, mas não vejo ninguém. Aquela sensação de medo volta e fecho os olhos para ver se passa. Não adianta, os passos estão mais pertos e sinto o seu cheiro.
- Aqui está você seu merdinha! – Ele diz e segura o meu braço com força.
Ainda não enxergo nada, está muito escuro. Tento solta o meu braço e ele aperta ainda mais.
- Você não vai embora, nunca vai embora. Ouviu seu moleque? – Ele grita tão alto que estremeço.
- Me solta, por favor! – Peço e choro muito.
Ele bate em mim com força e caio no chão novamente. Consigo gritar e sinto novamente uma mão em meu braço. Só que o seu cheiro sumiu, agora sinto cheiro de baunilha. É doce! Abro os olhos, mas ainda está escuro. Ela me ajuda a levantar e saímos do quarto cinza. Quando ela abre a porta, já não sou mais criança e vejo que é Anastásia. Ela parece um anjo de cabelos castanhos. Sorrir e me abraça. Retribuo o seu abraço.
- Não precisa ter medo, Christian. – Ela diz e me sinto estranhamente seguro.
Abro a boca para falar, mas não consigo. A minha voz mais uma vez não sai. Olho atrás dela e o vejo. Ele vai ataca-la.
Acordo olhando para todos os lados. Consigo organizar os meus pensamentos. Ela estava em meu sonho! Nunca tinha sonhado com nenhuma outra pessoa, a não ser com o cafetão e a prostituta drogada. Será que até nos meus sonhos, ela irá me perturbar?
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