Notas iniciais
Finalmente poderei postar aqui novamente *---------* Nyah seu lindo, te amo ♥

Em um cômodo perto da biblioteca do castelo, Rogue e suas esposas estudavam trajetórias possíveis do inimigo. Bisca possuía a habilidade de manusear armas de fogo, então Rogue buscou ajuda nos castelos vizinhos por atiradores profissionais que pudesse ajuda-la. Kagura levava sempre consigo uma katana misteriosa, nunca vista por ninguém. Ele nunca havia questionado o motivo, mas naquele dia era necessário.

– Kagura, por que sempre anda com esta katana?

– Foi um presente da minha avó antes de falecer! – Respondeu ela rapidamente enquanto observava o mapa.

– Você sabe usá-la? – Ele observava com atenção a katana embainhada.

– Qual seria o motivo de eu levar sempre comigo uma arma sem que soubesse manipular? – Seu olhar foi desviado do mapa para Rogue. – Digamos que sou uma das melhores em minha categoria. – Ela abriu um singelo sorriso. – Se conseguir tocá-la, eu desembainho ela! – Um olhar desafiante formou-se repentinamente.

Rogue sentiu uma pequena excitação, e com um movimento rápido tentou pegar a katana. Mas Kagura, sempre esperta com apenas um salto sobre a mesa desviou-se.

– Isso é tudo o que você sabe fazer? – Disse ela entre risos.

– Eu só estou começando! – Respirou ele enquanto retirava o cabelo negro dos olhos.

– Então venha! – Ela não disse em voz alta, apenas movimentou os lábios.

O jovem não pensou duas vezes e partiu para cima da garota que o desafiou, ela desviava-se de todos os golpes de Rogue com graciosidade. Bisca estava sentada em uma das cadeiras polindo sua arma, de vez enquanto ela levantava seu olhar para ver o que acontecia. Kagura saltou sobre os ombros de Rogue e como uma felina aterrissou seus pés.

– Como você é lento! – Disse ela com voz chateada.

Ele estava de costas para a Kagura e sua respiração estava cansada, ele virou-se lentamente observando onde ela estava e a atacou novamente. Desta vez, ela apenas saiu da frente. Por ter pegado muito impulso, o mesmo não conseguiu parar antes de cair pela enorme janela aberta. – KYYAAAAAH! – ele gritou.

As meninas correram para a janela, e lá embaixo estava o corpo de Rogue estirado na grama úmida e Erza de braços cruzados observando a cena.

A mesma olhou para cima e falou entre risos: — Acho que você pegou pesado Kagura!

– Não, ele que é lento mesmo! – Resmungou Kagura enquanto virava as costas.

Erza abaixou-se e retirou algumas pétalas de flores grudadas na face de Rogue, com suavidade lhe deu alguns tapas até que ele recobrasse a consciência.

– Onde estou? O que houve? Porque minha cabeça dói? – Ele resmungava entre gemidos baixos

– Pelo que me parece – ela olhou para cima e viu Bisca – ou você caiu da janela, ou suas esposas tentaram te matar!

– Agora me lembro, e elas não tentaram me matar. – Sentou-se próximo a Erza e encostou sua cabeça nos peitos da mesma, envolvendo seus braços em sua cintura. – Elas nunca tentariam me matar... – Disse ele com receio.

– Rogue o que você pensa que está fazendo? – Ela tentava empurrá-lo.

– Dá uma trégua, acabei de cair da janela e você está me maltratando! – Com o rosto ele acariciou os seios da garota. – Macios!

– Tss, bakaaaaa! – Ela empurrou com toda a sua força e deu-lhe um tapa na cara. Com o semblante todo vermelho, levantou-se e saiu pisando duro enquanto resmungava.

– Até para bater você tem mãos macias! – Gritou ele provocando-a. – Doeu! – cochichou para si mesmo.

Ao chegar o fim do dia, Rogue estava sozinho em seu quarto quando uma misteriosa mulher entrou sem que ninguém a notasse.

– Deveria trocar seus guardas! – Disse ela em tom ríspido.

– Quem é você? – Perguntou permanecendo deitado sobre sua cama, ele fechou o livro que estava lendo e o colocou sobre o travesseiro macio recheado por penas de ganso.

– Não importa quem sou eu... O que realmente importa é que em breve tudo isso será meu! – Ela estreitou os olhos e sorriu malignamente direcionando-se até a janela toda coberta por uma cortina vermelha. Ao abrir a cortina, Rogue aproximou-se e arregalou os olhos, seu coração estava batendo forte e o sangue começava a ferver de pavor. – E que a guerra comece! – Disse a mulher entre risos perversos. – Não fique ai parado, avise seus homens... ou avise suas mulheres... Não, espera! Acho que já dei um jeito nelas.

– Minhas esposas? – Sussurrou Rogue com um olhar inacreditável nos olhos. A sua audição provavelmente estava enganando-o e a mulher impiedosa que acabara de surgir era apenas um delírio. Na verdade, era o que ele queria acreditar. – O que você fez com elas? – Falou ele descontroladamente.

– Nada... Pelo menos não ainda! E só para constar, não gosto de acabar com o meu inimigo sem ele saber meu nome antes. Meu nome é Juvia, esposa de Gray, o homem que irá derrubar o seu reinado para enfim chegar ao Imperador. – Ela sessou seu sorriso maléfico e saltou pela janela, mas antes disse: — Se quer ver suas esposas novamente, entregue-me o seu reino e assim mandarei meus homens sessarem essa guerra e devolverei elas.

– EU JAMAIS RENUNCIAREI! SALVAREI MEU POVO E MINHAS ESPOSAS. AGUARDE-ME! – Gritou ele com tamanha fúria que sua voz aos poucos ia desaparecendo.

Por dentro, Rogue estava destroçado como se fosse metal. Como se alguém tivesse arrancado dele algo importante, ou até mesmo uma parte de seu corpo. Ele gritava e quebrava a mobília por ter fracassado e não ter percebido que o inimigo estava há um passo a frente. A única certeza que ele tinha era de que não perderia essa batalha e faria os culpados sofrerem as consequências. Seus olhos estavam mais sombrios, ele correu e pegou sua espada e a levantou para o alto apontando para a lua cheia.

– SE É SANGUE QUE ELES QUEREM, É SANGUE QUE ELES TERÃO!

Notas finais
Espero que esse capítulo tenha agradado, tentarei o máximo fazer capitulos maiores. Só que a falta de tempo está atrapalhando :'(