Notas iniciais
Olá pessoas lindas do meu coração, estamos agora com o décimo quarto capítulo.
Não falarei muito aqui, mas peço, por favor, que leiam as notas finais do capítulo, onde quero esclarecer alguns tópicos.
Obrigada a todas que estão novamente aqui para ler a fic.
Boa leitura!

Capítulo 14

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Foi um alívio que sua criada não estava esperando quando chegou no quarto. A última coisa que queria naquele momento era ver alguém.

Caminhou agitada até a janela e parou, fitando o jardim escuro lá embaixo. Pensou nos seus sonhos de quando ainda era adolescente. Não envolviam aquele imenso desejo pelo toque e olhar de Ikuto. Nem beijos que lhe aceleravam o coração, nem carícias que a deixavam arfante e abalada, nem o fogo que lhe fervia o sangue.

Amu pôs a mão no peito, como se pudesse conter as emoções que fervilhavam em seu interior. A paixão que vivenciara aquela noite fora tão feroz, tão elementar... e sabia que preferia aquele calor incontrolável à doçura e ao amor insípido que imaginara quando menina. Seria fácil sucumbir àqueles sentimentos, cair na cama dele como uma libertina. E seria mais fácil ainda se apaixonar por Ikuto.

Mas também sabia que seria louca se agisse dessa forma.

Ikuto não acreditava no amor. Embora, estivesse convencida de que ele era uma pessoa mais emotiva e amável do que imaginava ser. Mas também sabia o quanto ele era cuidadoso e independente dessas emoções. Temia que Ikuto jamais se permitiria ceder a uma paixão de verdade. Permitia-se apenas afeto do tipo que sentia por ela, uma dose de bondade para temperar suas ações, mas mantinha o coração fechado, protegido da dor e da solidão que suportara quando criança.

Isso ficava óbvio pelo tipo de casamento que desejava ter. Não estava apaixonado, não entregara seu coração a uma mulher. Não. Procurara uma esposa com quem pudesse manter amizade, uma mulher que considerasse uma amiga, para quem não receasse perder seu coração. Propusera-lhe casamento por bondade, é claro, mas também estava certa de que era para se proteger. Ikuto não queria se apaixonar.

E se ela se apaixonasse por ele, seria um sentimento unilateral e continuaria assim para sempre. Ele nunca sentiria algo diferente de um afeto e ela estaria garantindo para si a dor de um amor não correspondido.

Mas Ikuto sentira paixão, tinha certeza. Não havia erro sobre o fogo que o queimou quando a beijou e acariciou embora ele evitasse tais sentimentos. Virará as costas, pretendendo lembrar a ambos que desejo não fazia parte daquele casamento.

Sem dúvida, era melhor não se envolverem novamente. Era melhor aceitar o casamento sem amor que lhe fora oferecido do que tentar transformá-lo em outra coisa. Precisava pôr um freio em seu coração. Poderiam ter um casamento amigável, um laço de afeto, até mesmo amor fraternal. Mas não podia se permitir querer transformá-lo em algo diferente, nem sentir desejo por ele, nem deixar que tal desejo se transformasse em paixão ou amor.

Amu se afastou da janela. Sentia-se dolorosamente vazia. Não pôde evitar pensar se não fizera papel de boba ao concordar em se casar Ikuto Tsukiyomi.

*****

As coisas sempre pareciam melhores de manhã, pensou Amu, e o dia seguinte não seria nenhuma exceção. Quando a criada afastou as cortinas para deixar a luz do sol entrar, sua energia aumentou sem motivo e ela sorriu ao beber o chá. Então, vestiu-se e desceu para o café-da-manhã.

Yukari e Ikuto já se encontravam sentados à mesa, fazendo a refeição em silêncio, quando Amu entrou. Ao ver Ikuto, não pôde deixar de pensar no que acontecera entre os dois na noite anterior e, como acontecera antes, sentiu-se dominada por uma onda de calor. Desviou o olhar, envergonhada pela lembrança e aborrecida consigo mesma pela incompetência de controlar seus desejos quando estava perto dele.

Ikuto ergueu a cabeça e a olhou. De imediato, mostrou-se um ar de alívio em seu rosto , que a fez esquecer a vergonha e se divertir. Obviamente, não devia estar nada satisfeito em ficar a sós com a tia.

— Bom dia, minha querida. — Ele caminhou na direção dela, beijou-lhe a mão e a conduziu até a cadeira. Um criado apressou-se em puxar a cadeira para ela sentar.

Amu cumprimentou Yukari e a mulher mais velha apenas acenou com a cabeça. Era o tipo de cumprimento frio que Amu esperara da prima da sua mãe. Não conseguia se lembrar de uma só vez em que Yukari se mostrara feliz em ver alguém ou algo, exceto, é claro, seus cavalos. Era toda sorrisos quando saía para montar. Amu sempre se perguntara como uma mulher podia ser tão fria com as pessoas e amar tanto os animais.

— Sou a última a chegar outra vez? — uma voz vibrou alegremente, e Amu se virou para ver Utau entrando na sala.

Pela segunda vez, houve uma série de saudações. Pelo menos Yukari conseguira dizer "olá" à filha, embora não relaxasse o bastante para lhe oferecer um sorriso.

. — Sir Kukai e Tadase não estão — comentou Ikuto.

— Oh, Sir Kukai nunca toma café-da-manhã — informou Utau — Meu marido é meio preguiçoso. Até aqui no campo, não sei como pode ir dormir tarde. Ele gosta de se sentar e ler até altas horas da noite.

As últimas palavras foram ditas num tom de assombro que fez Amu sufocar um sorriso. Estava certa de que Utau achava o comportamento decididamente bizarro. Não se lembrava de tê-la visto alguma vez abrir um livro por vontade própria.

Percebeu que Utau não comentou nada sobre o irmão. Então, suspeitou que, a quantidade de álcool que Tadase havia bebido na noite anterior, devia estar com uma forte dor de cabeça aquela manhã e duvidou que fossem amaldiçoados com a presença do arrogante. Curiosa, quis saber se aquela atitude se tratava de um hábito ou o evento foi provocado pela chegada de Ikuto.

As duas recém-chegadas se serviram da ordem informal de pratos no aparador, com Utau tagarelando o tempo todo sobre a quantidade de comida.

— Se eu comesse sempre do modo que como aqui no campo, estaria do tamanho de uma casa.

— De fato é comida para um batalhão — comentou Amu.

— Nunca como mais do que algumas torradas e chá pela manhã, quando estou na cidade. — Utau suspirou. -Mas aqui não há nada para se fazer, a não ser comer.

— Podia me acompanhar em uma cavalgada— disse a mãe. — Já fiz uma hoje. Não há nada melhor para tornar o dia de qualquer pessoa mais agradável.

Utau estremeceu.

— Oh, não sinto a menor vontade de pular cercas e saltar obstáculos assim que o dia amanhece.

— Não saí assim tão cedo, já que são quase nove horas.

— Ficaria na cama outras duas horas se eu estivesse em casa — replicou a filha, sentando e atacando a comida vorazmente.

— Surpreendi-me ao encontrá-la aqui com a temporada em Londres a pleno vapor — comentou Amu.

Utau espetou um pedaço de presunto com o garfo e disse sem pestanejar:

— Sir Kukai desejava um pouco da paz e tranqüilidade do campo.

Amu decidiu que aquele era um assunto fútil, então pensou em outra coisa para dizer.

— O que planeja fazer esta manhã? — perguntou Ikuto, ajudando

Ela lhe lançou um sorriso de agradecimento.

— Bem, na verdade, não pensei em nada. não tenho idéia de por onde começar. Tenho que ir falar com o vigário sobre a cerimônia. E, então, tem muito a ser feito para a festa de casamento. — Ela se virou na direção de Yukari. — Espero que me ajude com os preparativos, tia Yukari.

— Claro. — A mulher a fitou como se nada pudesse desagradá-la mais.

Mas, havia algo que poderia sim, e a sua expressão ficou ainda mais azeda quando Ikuto disse:

— Sem dúvida, tia Yukari vai querer lhe mostrar o lugar, Amu. Ensinar-lhe todos os detalhes, já que você assumirá o comando da casa em breve.

— Naturalmente — murmurou a mulher, virando-se na direção de Amu. — Levará algum tempo para aprender o que fazer, já que não está acostumada a administrar uma casa deste porte.

— Darei o melhor de mim — respondeu Amu em tom firme.

— Tenho certeza de que Amu é bastante capaz para essa assumir essa tarefa — disse Ikuto à tia, com expressão fria.

— Você se sairá muito melhor do que eu — observou Utau com um sorrisinho, dispersando um pouco da tensão quase palpável. — Estou nas mãos da minha criada e quase não ouso mudar nada do que ela faz. E quando ela fica falando sem parar sobre livros e o custo disso e o preço daquilo, concordo, é tudo que posso fazer para evitar adormecer.

Amu sorriu para a prima. Utau ainda continuava a mesma cabeça oca, mas pelo menos parecia estar tentando ser agradável.

— Mas talvez possa me ajudar com o casamento, Utau. Será uma cerimônia simples, mas acho que os festejos serão grandes. Afinal, queremos fazer algo para os arrendatários e aldeões, bem como uma ceia para a família e amigos.

A face de Utau clareou só de pensar em uma festa.

— Oh, sim. Deveríamos dar um baile, não acha? E, é claro, um jantar antes disso. Talvez algumas mesas de jogo para os que não gostam de dançar.

A idéia de mesas de jogo em uma celebração de casamento soou um tanto estranhamente para Amu, mas, não estava muito atualizada com as festas de casamento da sociedade.

— Não seja mais idiota do que já é — repreendeu Yukari,dando um olhar de desaprovação à filha. — Não se coloca mesas de jogo em uma festa de casamento. Acho que devemos oferecer uma ceia aos arrendatários, é claro. E um baile também seria correto.

Um silêncio pesado caiu sobre a mesa. Após alguns instantes, Amu tentou recomeçar a conversa.

— O que vai fazer esta manhã, Ikuto, enquanto tia Yukari me mostra os arredores da casa?

— Revisar as contas com o administrador da propriedade e Tadase — respondeu ele.

Amu suspeitou que Tadase se sentiria humilhado com aquilo, mas não disse nada. Desejou saber o que Ikuto encontraria. Não se surpreenderia se soubesse que o homem vinha desfalcando a propriedade durante todos aqueles anos, desde a morte do pai, nem se descobrisse que ele não havia feito quase nada em relação ao lugar, deixando tudo nas mãos do administrador. Tadase nunca lhe pareceu alguém muito esforçado.

Como se adivinhasse os pensamentos, Yukari disse:

— Tadase tem feito um excelente trabalho administrando a propriedade. Sempre foi totalmente apaixonado pelas terras.

Havia um olhar aflito na face da mulher e Amu desconfiou que Yukari compartilhava do pensamento do filho de que a terra deveria ser dele e não do sobrinho.

— Tenho certeza de que encontrarei tudo em ordem — respondeu Ikuto, cuidadoso. Amu estava certa de que ele tinha o mesmo tipo de dúvidas que ela sobre a competência de Tadase.

A refeição continuou daquele modo desagradável e formal e foi um alívio quando terminou e puderam partir. Yukari ergueu-se e virou-se para ela.

— Posso levá-la até a criadagem agora, se desejar — disse com uma cortesia fria.

Amu achou que Yukari pretendia intimidá-la com seu tom e maneiras, lembrando-a de que era uma apenas uma órfã pobre e ela a senhora das terras. Talvez, pudesse continuar administrando a casa. Para ser sincera, não se importaria de deixá-la continuar com essa tarefa. Afinal, manter uma casa em ordem não era algo que a agradasse muito. Porém, agora seria a esposa de Ikuto. Era seu dever e responsabilidade. Além do mais, se deixasse a casa nas mãos de Yukari, seria uma parte da propriedade que estaria sendo roubada de Ikuto e, não tinha a menor intenção de permitir que isso acontecesse.

— Obrigada — respondeu com cortesia semelhante. Os lábios de Yukari se contraíram em uma linha fina, mas a retraída senhora não disse mais nada, apenas caminhou pela sala e depois ao longo do corredor até a cozinha. Amu a seguiu, determinada a não se deixar aborrecer com a rudeza da tia.

Quando chegaram à cozinha, todos os criados se viraram para fitá-las com curiosidade, erguendo-se e curvando-se em sinal de respeito. Amu desconfiou que Yukari não era uma presença muito comum naquela área. Rinji, o mordomo saiu da despensa e apressou-se até elas.

— Sra.Hotori. Srta. Hinamori. Em que posso ajudá-las?

— Estou mostrando a casa para a Srta. Hinamori, Rinji. A Sra. Haeni está aqui?

— Claro. — Ele se virou para procurar a mulher, mas a governanta já estava entrando na cozinha, cumprimentando-os com largo sorriso nos lábios, ao mesmo tempo em que lançava um olhar feroz aos outros criados, obrigando-os a voltar ao trabalho.

— Talvez apreciassem ir até minha sala de estar — sugeriu num tom animado. — Ami, traga um pouco de chá para nós.

Amu gostaria de ter recusado, já que acabara de tomar o café-da-manhã, mas sabia que seria mal interpretada se recusasse o convite da criada. Então, sorriu e se resignou a tomar outra xícara chá.

Uma vez sentadas na pequena sala de estar da governanta, esperando que Ami trouxesse a bebida, Yukari se virou para a Sra. Haeni, dizendo:

— A Srta. Hinamori assumirá o controle da casa quando se casar com Lorde Tsukiyomi, como sabe. Sem dúvida vai querer mudar o cardápio da semana e revisar seus horários.

A criada parecia alarmada com a notícia, mas disfarçou depressa sua reação, dizendo:

— Claro, madame. Permita-me ir buscar o cardápio.

— Oh, não, Sra. Haeni. Não pretendo mexer no cardápio ou em seus horários. Estou certa de que a senhora controla ambos muito bem. Por certo, a Sra. Hotori se adiantou — acrescentou lançando um olhar afiado a Yukari. — Gostaria somente de dar uma olhada no seu cardápio. E talvez no futuro possamos acrescentar um prato ou dois de acordo com os gostos de Lorde Tsukiyomi....

Toleraram mais uma xícara de chá e mais um pouco de conversa formal com a governanta e então deixaram a cozinha. Amu manteve o passo com Yukari e quando ela começou a subir os degraus, Amu se postou na sua frente, segurou-a pelo braço e conduziu até a sala de visitas.

— Gostaria de falar com a senhora, tia Yukari, por favor.

Por um instante, Amu pensou que a tia ia se recusar, entretanto, com um estremeção de lábios, ela se virou e entrou na sala. Sentou-se em uma cadeira e se virou de frente para Amu, as sobrancelhas erguidas de modo inquiridor.

—Acho que vai querer Rinji e a Sra. Haeni se reportem a você e acatem suas ordens de agora em diante?

— Tia Yukari, não tenho nenhuma intenção de destituí-la da sua autoridade — disse Amu num tom calmo. -Tenho certeza de que com a proximidade do casamento, haverá bastante trabalho para ocupar nós duas. Seria agradável se pudéssemos trabalhar juntas, em vez ficarmos uma contra a outra. A senhora conhece a casa, os criados, tudo, muito melhor do que eu. Estou simplesmente pedindo a sua ajuda. Gostaria que me ensinasse, que me mostrasse como administra a casa e me preparas se para essa tarefa. A senhora é perita nisso e eu apreciaria sua ajuda.

— Para depois assumir a minha posição? — Um meio sorriso surgiu nos lábios de Yukari.

— Nenhum de nós pode fazer nada para mudar o fato de que Ikuto é o Lorde Tsukiyomi. Embora a senhora pense que o destino foi ingrato com vocês nesse sentido, as coisas são como são. E vou me casar com ele. Serei a nova Lady Tsukiyomi. Mas, não tenho nenhum desejo de tirá-la do caminho.

— Acha que não sei quanto prazer sentirá em tomar o meu lugar? — Os olhos da mulher chamejaram. -Aposto que seria ainda mais gratificante para a sua mãe saber que está me substituindo nesta casa.

Amu fitou-a boquiaberta, surpresa pelo veneno que permeava a voz de Yukari. Sabia que a tia jamais gostara dela ou da sua mãe, mas nunca percebera a profundidade dessa antipatia. Nem podia imaginar uma razão para tal.

Yukari tirou proveito do estado atordoado de Amu para se erguer.

— Se já me humilhou o bastante, eu gostaria de subir para meu quarto.

A mulher se dirigiu à porta com as costas eretas e a cabeça erguida. Amu a seguiu, confusa. Ao sair, avistou Tadase apoiado de encontro à parede oposta do corredor. Ele sorriu ao vê-la.

— Não vai ser tão fácil assumir sua posição, não é? -perguntou cínico.

— Costuma espreitar as conversas dos outros atrás das portas? — disparou Amu

— Sim, desse modo podemos ouvir coisas bem interessantes — respondeu ele, com um sorriso ainda mais malicioso.

— Nossas opiniões sobre o que é ou não interessante são bem diferentes — rebateu Amu num tom frio e acrescentou: — Não deveria estar revisando os livros com Ikuto?

Tenho certeza de que ele pode fazer isso muito bem sem a minha presença. — Tadase fez uma carranca.

— Estou certo de que ele ficará contente em colher os benefícios do meu trabalho. Fui um tolo maldito desperdiçando meu tempo durante todos esses anos para o sacana assumir tudo no final Amu enrijeceu.

— Agradeceria se usasse linguagem menos vulgar.

— Oh, sinto muito. Ofendi sua sensibilidade feminina? Não pode ter muito orgulho, já que está disposta a se casar com aquela cobra apenas para adquirir um título.

— Sabe tão bem quanto eu que a cobra neste caso não é Ikuto.

— Fiquei aqui trabalhando enquanto ele estava fora viajando por todas as partes do mundo, não é? Conheço todos os arrendatários, os nomes de todos os seus filhos. Sei como anda a colheita, o lucro que tivemos e que lucro anual que podemos esperar. Mas nada disso é meu. Ele vai me roubar tudo — Fez um gesto com os dedos enfatizando o que acabara de dizer.

Amu pôde perceber uma expressão de dor sincera na face de Tadase. Quase podia sentir pena dele, exceto pelo fato de que ele estava repleto de ódio irracional por Ikuto.

— Sabia durante todos esses anos que não era o herdeiro destas terras. Mesmo assim permaneceu aqui. Por quê?

— Que mais eu poderia fazer? — perguntou ele, erguendo o queixo em desafio. — Esta é a minha terra! É tudo que conheço. Para onde mais eu iria? O que mais eu faria? — inquiriu, desencostando-se da parede. — A verdade é que eu esperava que ele nunca mais voltasse. Há muitas oportunidades no mundo lá fora. Com um pouco de sorte, Ikuto teria encontrado alguma.

Tadase a fitou, os olhos frios fizeram-na sentir um arrepio. Amu pensou no que Ikuto lhe dissera na noite anterior sobre o tio ter tentado matá-lo. Não pôde deixar de imaginar se o filho não pretendia seguir o exemplo. Embora Ikuto já tivesse herdado a propriedade, se ele morresse, as terras e o título passariam para o parente masculino mais próximo na linha de sucessão, que era Tadase. E se o homem quisesse garantir a posse da propriedade na qual trabalhara por tanto tempo? Mataria Ikuto por isso?

Notas finais
Aqui estou eu novamente, e tentarei ser breve.
Como a faixa etária da história é para +13 as cenas "intimas" da história ficaram destacadas, isto é, com letra diferente, assim para quem não quiser ler as partes apenas "pula" o trecho, okay?
Espero que tenham gostado do capítulo, sem grandes emoções, mas em breve grandes acontecimentos!
Deixem reviews e até o 15º capítulo.
Beijos, Lady.