Notas iniciais
Olá minhas leitoras amadas do kokoro.
Estamos com o décimo terceiro capítulo de AeC, agradeço todos os reviews e as opiniões referentes a perguntinha das notas finais.
Estou muito insegura com este capítulo, mas espero que gostem.
Nos vemos nas notas finais.
Para quem não gosta de cenas mais "intensas" pulem a parte destacada.
Boa leitura.

CAPÍTULO 13

Todos congelaram em suas suas cadeiras, encarando Ikuto. Por fim, Sir Kukai abriu a garganta e falou:

— Realmente, isso é uma falta de modos.

Amu baixou a cabeça para esconder um sorriso. Então, olhou para Ikuto e viu refletido em sua face que ele aprovava o comentário do marido de Utau.

— Acho que Tadase esteja um pouco alterado pela bebida — disse Ikuto, mantendo a mesma calma de Sir Kukai.

Um dos criados colocou a cadeira derrubada no lugar e todos voltaram suas atenções aos pratos de comida.

Uma vermelhidão era presente nas bochechas de Yaya e a face de Yukari parecia congelada. Sir Kukai fazia comentários sobre a comida.

— Tem que nos pôr a par das fofocas de Londres, Amu — disse Utau num tom jovial. — Passamos a maior parte da temporada aqui e perdemos quase tudo.

Receio não saber de nenhum. — Ela desejou muito saber, para poder conduzir aquela refeição desajeitada até o final. — Não freqüentei a sociedade nos últimos anos.

Mas Utau, ao que parecia, sabia pelas duas.

— Você se lembra de Saaya Kisaragi? Estudamos com ela na Miss... — a mulher começou a falar sobre as vidas e fortunas de todas as ex-colegas de escola.

Não foi pega de surpresa pelo fato de não ter sido feito nenhum movimento para prolongar o jantar ou estender a noite, reunidos na sala de estar.

Ikuto caminhou na direção de Amu, enquanto os outros se espalharam pela sala de jantar.

— Permita-me acompanhá-la até seu quarto.

— Quero falar com você — disse Amu

— Certo. Bem... — Ele olhou ao redor. — Como tenho odeio o estúdio de tio Kazuomi... — Ele apontou para a sala que tinham se reunido antes do jantar.— Por que não voltamos para lá?

Amu concordou e caminharam até a próxima porta que conduzia à pequena saleta, fechando-a em seguida. Ela sentou-se na cadeira com um suspiro.

— Foi horrível.

— Sim. Tadase e seu temperamento detestável. -Ikuto encolheu os ombros. — Quase esqueci o quanto ele é horrível. — Ele caminhou até a mesinha de licor. -Acho que depois dessa, preciso de uma bebida... Embora ver Tadase é o suficiente para deixar qualquer um com nojo ao álcool.

— Ele é uma pessoa rude, mesmo quando não está alcoolizado.

— Posso lhe servir um xerez? Ou talvez algo mais forte seria mais apropriado?

Amu sacudiu a cabeça em negação. Ikuto serviu um pouco de uísque

— Eu diria que a noite, não poderia ser pior, mas desconfio que a capacidade de Tadase de criar problemas é maior do que imaginei — observou num tom seco. — Espero que não se deixe transtornar por ele.

— Estou acostumada com Tadase — respondeu Amu. — Sempre esperei grosserias da parte dele e nuca me desapontei. Entretanto, agora ele parece muito pior.

Ikuto concordou com um gesto de cabeça.

— Ninguém à mesa parecia gostar dele. Você reparou? A irmã o encarava, horrorizada. A esposa estava obviamente humilhada e assustada pelo comportamento do marido. Até mesmo tia Yukari demonstrava estar enojada.

Amu assentiu.

— Ele é um homem difícil de alguém gostar.

— Não sei o que vou fazer a esse respeito — meditou Ikuto. -Vão me chamar de impiedoso se o expulsar da única casa que ele conheceu. E a esposa dele sofrerá. A pobre criatura não tem culpa dos atos do marido. Mas me recuso a permitir que ele continue desse jeito.

— O que ele quis dizer, Ikuto? — perguntou Amu.

— Sobre o quê?

Você sabe muito bem — respondeu ela. — O que vocês dois estavam falando... Você deveria estar morto... Maldita falta de sorte... Não foi falta de sorte, mas bons reflexos...

Ele suspirou e ergueu a cabeça para olhar-la.

— Não decidi fugir quando tinha 16 anos. Fiz isso porque tio Kazuomi tentou me matar.

Havia suspeitado de algo desse tipo pelo que ouvira falar, mas mesmo assim as palavras a chocaram.

— O quê?! O que aconteceu? Tem certeza que ele tentou matá-lo?

— Não tem erro. Aconteceu nos degraus. Ele me empurrou e caí. Felizmente, fui bastante rápido para me agarrar ao corrimão e consegui escapar com apenas algumas contusões e os músculos doloridos. Mas estávamos no topo da escada, sobre o piso de mármore. Poderia ter quebrado o pescoço facilmente. Depois ele tentou fingir que eu havia somente tropeçado. Mas senti a mão nas minhas costas me empurrando. Não tenho nenhuma duvida e percebi que se ficasse aqui, não viveria muito tempo para herdar a propriedade. — Ele encolheu os ombros. — Então fugi.

— Oh, Ikuto! Que coisa horrível! — Num gesto impulsivo, Amu pôs a mão sobre a dele. De repente, se sentiu atenta demais ao contato dos dedos sob os seus. Com o coração acelerado, afastou a mão depressa, mantendo-a sobre o colo. — Por que não contou a alguém? Por que não disse nada?

Ikuto encolheu os ombros.

— Quem teria acreditado em mim? Sempre fui considerado perverso. Meu tio era o homem mais importante na região, um cidadão de bem. Quem teria acreditado no sobrinho rebelde e cabeça-dura? Seria a minha palavra contra a dele. Éramos os únicos no local, além de Tadase. E eu sabia que o filho juraria que o pai não havia feito nada contra mim. Como poderia provar que fui empurrado?

— Por que não me contou? — perguntou Amu, um pouco surpresa pela dor que experimentou pelo fato de ele não lhe ter dito nada. — Não confiava em mim?

— Claro que confiava. Mas de que serviria lhe contar? Você era apenas uma criança e tinha que continuar vivendo lá. Não podia jogar esse fardo nas suas costas. Se não soubesse, ficaria bem. Tio Kazuomi não teria nenhuma razão para te machucar. E, para falar a verdade, você seria mais bem tratada quando eu fosse embora, já que se metia em dificuldades por tentar me ajudar. Mas se soubesse o que aconteceu, provavelmente se revoltaria como sempre, e acabasse falando. Então, tio Kazuomi podia pensar num modo de mantê-la calada. Eu não podia fazer isso.

Amu sentiu uma onda de emoção dominá-la. Pensou no jovem que ele fora, de fato não passava de um menino, tendo de agüentar tudo aquilo sozinho. Deveria ter sido horrível saber que uma pessoa da sua .própria família tentou matá-lo e, para piorar não poder contar a sua única amiga por medo de colocá-la em risco também.

— Ikuto, sinto muito. — Ela o fitou com os olhos marejados de lágrimas. Ergueu-se e estendeu-lhe as mãos.

— Amu...

No momento seguinte, ela se viu nos braços dele, o calor do corpo masculino envolvendo-a, enquanto suas bocas se encontravam ardentes e vorazes.

Rodeando-lhe o pescoço, puxou-o para si. todos os seus sentidos pareciam selvagens. Os lábios quentes e insistentes exigiam-lhe uma resposta. Amu estremeceu, sem saber ao certo o que queria, mas o desejava.

As mãos de Ikuto deslizaram por suas costas, acariciando-lhe os quadris até lhe chegar ao contorno dos seios. Os mamilos sensíveis enrijeceram ao toque ousado. O peito arfou de desejo. Jamais experimentara algo parecido. Na verdade, nem sabia que tais sensações existiam. Inconscientemente, escorregou as mãos, afundando-as nos cabelos fartos e escuros de Ikuto. As mechas sedosas se apartaram ao redor dos seus dedos. Amu estremeceu de paixão, abandonando-se ao prazer daquele beijo.

Ikuto afastou os lábios e depositou-lhe uma trilha de beijos úmidos e sensuais ao longo do pescoço alvo, o que a fez arquear a cabeça. A respiração quente de Ikuto deixava um rastro de fogo sobre a sua pele e os lábios provocantes pareciam de veludo, percorrendo toda a expansão de peito exposta pelo decote generoso. Amu ofegou ao toque, sentindo as chamas do desejo queimar-lhe o ventre.

Com movimentos ágeis, Ikuto envolveu-lhe um dos seios, esfregando o mamilo através do tecido do vestido. O pequeno botão de carne enrijeceu, despertando uma força viva e latejante entre as coxas de Amu, o que a fez prender a respiração.

Ele murmurou o nome dela, movendo a língua num ritmo lento e torturante sobre a pele dos seios macios, despertando-lhe um desejo sem precedentes.

O limite do decote o impediu de continuar a carícia provocante. Amu deixou escapar um pequeno gemido de protesto. Ikuto introduziu a mão sob o vestido e tocou-lhe um dos seios, erguendo-o e retirando-o para fora do corpete.

Curvou-se novamente e dessa vez fechou os lábios em torno do mamilo sensível, fazendo-a sentir uma intensa onda de calor percorrer-lhe o corpo. A princípio, estimulou o pequeno botão rijo com a língua, depois o fez vibrar com mais intensidade até deixá-la ofegante, querendo mais. No instante seguinte, sugou-o com sofreguidão. Amu se moveu impotente, faminta e esgotada com a força do desejo que sentia.

A pele em chamas clamava pelo toque daquele homem e a dor em sua intimidade aumentava a cada segundo. Ikuto gemeu e deslizou as mãos até os quadris curvilíneos, puxando-a para si, fazendo-a sentir a rigidez de sua ereção pressionada contra o ventre.

Amu soltou um pequeno murmúrio de surpresa, nem tanto pela reação do seu corpo, mas pelo gesto em si. Ikuto ergueu a cabeça, o som penetrou a neblina de sua paixão. Aturdido, contemplou-a por um momento, antes de se dar conta do que estava fazendo e onde estavam.

Resmungando, ele deixou escapar um xingamento e a libertou, afastando-se em seguida e virando-lhe as costas. Em silêncio, Amu o fitou ofuscada pelo desejo que ainda pulsava em suas veias.

— Ikuto? — A voz era suave e interrogativa, o que o atingiu como um punhal. Não queria pôr a reputação dela em risco. Ela só pretendia confortá-lo e ele reagira como um animal, como um selvagem. Apesar de todas as suas garantias e promessas, se deixara levar pelo desejo. Mais alguns minutos e teria perdido toda a razão, deitando-a no chão e possuindo-a ali mesmo.

— Sinto muito — desculpou-se num tom áspero, evitando encará-la. — Eu não devia... Isso não se repetirá. Juro.

Um calafrio, dessa vez não de desejo, mas de decepção, a fez estremecer. Amu voltou à realidade com um baque. Ikuto não a queria. Lamentava o fato de tê-la beijado. De repente, sentiu-se nua e envergonhada. Com a face ardendo de embaraço, ajustou o vestido apressada, cobrindo o seio exposto. Odiava avaliar o que ele estaria pensando dela agora.

— Não. Por favor, não se desculpe — respondeu fria, também se virando para longe dele. — Isso foi... um momento de asneira. É tudo. — Sentiu as lágrimas incomodando-lhe a garganta e as engoliu. Ikuto lhe oferecera um tipo de casamento. Não ia chorar porque não podia ser diferente. — Vamos esquecer o que aconteceu — acrescentou depressa. — Boa noite.

Com essas palavras, virou-se e deixou a saleta.

Notas finais
Aiai estou envergonhada de escrever esse capítulo, não sou muito boa com esse tipo de cena, mas espero que tenha ficado aceitável. ^^
Voltamos com o nosso Ikuto pervertido(euamooo), mas mesmo assim é levado pelo forte senso de honra e responsabilidade para com a Amu, sua única amiga que ele ainda acha que a considera uma irmã (tolinho).
Ainda teremos algumas cenas assim até que os dois cabeças duras se resolvam (olhinhosbrilhando)
Espero que tenham gostado.
Deixem Reviews, por favor!!
Até o 14º cap.
Beijos, Lady.