Notas iniciais
Estou muito feliz pelo reviews recebidos até o momento.
Obrigada.
Espero que gostem do capítulo.
Boa Leitura.
E nos vemos lá nas notas finais.

- Não posso acreditar! Quando penso nesse tempo todo que procurei você...

- Eu... Desculpe-me. Deveria lhe chamar de Lorde Tsukiyomi – falou ela.

- Peço, por favor, que não faça. Pensaria que não é mais minha amiga.

Amu sentiu as bochechas aquecerem, não sabia o que responder. Sentia insegura, coisa não comum. Ikuto se tornou tão familiar e diferente. Ainda percebia os resquícios de menino no grande homem que via.

-Estou surpresa que tenha me reconhecido – disse ela. – Já faz tanto tempo.

Ele deu de ombros.

- Você está diferente – Os olhos percorreram o corpo feminino – Mas, o rosto ainda é o mesmo, não iria esquecê-lo.

Uma pessoa que sentava na cadeira ao lado de Amu abriu a garganta, tirando-a do êxtase.

- Ah, perdão. Lorde Tsukiyomi, deixe-me apresentar-lo para a Sra. Morcerf – Amu virou-se para a patroa – Sra. Morcerf, Lorde Tsukiyomi.

A mãe sorriu encantada, estendendo a mão a Ikuto.

- Lorde Tsukiyomi, que prazer imenso! Com certeza gostaria de conhecer minha Lulu, mas ela está no salão de dança. Sabe é uma sensação e seu cartão de dança está sempre completo.

- Senhora Morcerf – Ikuto fez uma reverencia educada, e voltou a olhar Amu – Espero que me dê oportunidade de uma valsa, Amu.

Amu sabia que a senhora, não aprovaria que ela deixasse suas tarefas daquele jeito, mas queria muito aceitar o convite. Nunca dançava em qualquer festa que foi. Não conseguia contar às vezes em que sentava, acompanhando com os pés o ritmo da música, enquanto olhava as moças rodando no salão.

- Adoraria – disse e olhou para a senhora – Se permitir, Sra. Morcerf.

Ela já aguardava uma careta da mulher, junto com um longo sermão sobre a falha de ela ir ao salão de dança junto de um homem solteiro enquanto não cuidava de Lulu. Mas, esperava que ela não tivesse coragem de negar o convite do Conde.

- Claro ótima idéia. Quando voltarem, Lulu já terá acabado de dançar.

Ikuto voltou-se para a Sra. Morcerf mais uma vez e estendeu a mão para Amu. Ela pegou-a rapidamente, indo para a posta de dança. Tentava controlar sua felicidade que pulava dentro dela.

- Quem demônios é Lulu?- sussurrou ele, colocando a cabeça sobre ela.

Amu não conseguiu guardar uma risada.

- É a filha da Sra. Morcerf. Está estreando este ano.

- Meu deus! Mais uma... – falou aborrecido.

Amu, acostumada ao entusiasmo dos pretendentes de Amu, não pode deixar de se divertir.

Ikuto colocou uma mãe delicadamente em sua cintura e tomou-lhe a outra mão. Ela sentiu o ar lhe faltar, e sentiu-se excitada conforme a música iniciava. Quase nunca valsou. Não teve uma temporada em Londres para ela e damas de companhia não eram chamadas para dançar. Tinha medo de errar o passo.

Nos primeiros minutos, estava muito concentrada nos passos para poder prestar a atenção em qualquer coisa, mas aos poucos conseguiu entrar no ritmo. Olhou para Ikuto. Parecia um sonho ver-lo ali.

Como se tivesse lido seus pensamentos, Ikuto falou:

- Sabe o trabalho que tive para encontrar-la?

- Desculpe – respondeu – Não sabia que me procurava.

- Claro que estava. Por que não?

- Já faz muito tempo. Era uma criança quando foi embora.

- Era minha única amiga. É difícil esquecer.

Eram palavras verdadeiras. Quando o conheceu, achava que ele era a pessoa mais sozinha do mundo. Aos 12 anos, era conhecido por rebelde e motivo de problemas. Já nesta época carregava uma certa dureza e sua aura afastava as pessoas. Mas, Amu também era uma pessoa ignorada após a morte do pai, e sentiu quase que de imediato atraída pelo garoto sério de incríveis olhos safiras, onde via uma grande solidão e sensibilidade.

- Éramos os rejeitados da casa Hotori – concordou ela, mantendo a voz alegre.

- Não prometi que voltaria? Lembra-se?

- Sim – E passou anos de sua vida esperando ele, até ser adulta e desistir do sonho – Nunca mais ouviu se falar de você

- Não sou bom com cartas — falou Ikuto

Amu sorriu.

- Essa é a pior desculpa.

- Não queria que soubessem onde estava – disse, dando de ombros.

- Eu sei. Nunca esperei que mandasse correspondências.

- Achava que estaria ainda na casa Hotori.

- Na casa Hotori?

- Eu seu, idéia idiota a minha. Você deveria estar maluca para sair de lá também.

- Mamãe morreu quando estava na escola com Utau. Depois não tinha mais nada que me obrigasse a ficar.

- Fui lá perguntar por você. Meu tio está morto, mas minha tia disse que você viajou para o exterior e há muitos anos não sabia seu destino.

- A memória dela já não é das melhores. Voltei à Inglaterra há alguns anos e mandei um cartão de Natal para tia Yukari.

- A falta de inteligência dela é convincente. Coloque alguns de meus empregados para procurar-la, mas disseram que estava na Europa, onde não é de se admirar que não obtivesse muitos resultados. – Com um olhar indagativo, perguntou – Se estava em Londres, por que não a encontrei antes.

Amu deu um sorriso tímido.

- Damas de companhia dificilmente são vistas.

- Dama de companhia? – Franziu a face – Você, Amu?

- O que queria que fizesse? – Olhou desafiadora – Tinha que conquistar meu lugar no mundo, não gostava da idéia de trabalhar como governanta. Não sei costurar, para ser costureira. E meu orgulho pode ser bobo, mas não queria trabalhar como domestica.

Ikuto apertou os lábios. – Não diga besteira. Nenhum destes empregos faz jus a você.

- Não podia continuar vivendo à custa de Kazuomi Hotori. Você é o único que pode entender isso. Você fez sua vida e eu também.

- Para mulheres é diferente.

- E eu sei bem como é. Não tem muitas formas de mulheres se sustentarem sozinhas, e as que sejam respeitáveis – respondeu satírica – Eu preferia ter conseguido um emprego mais excitante, emocionante e interessantes. Mas, para as mulheres, quase não tem chance nesse sentido.

Ele deu um meio sorriso.

- Já tinha esquecido o quanto é violenta para defender suas idéias. – Amu o lançou um olhar ofendido – Não se ofenda, não estou criticando-a. Somente estou orgulhoso de sua dedicação. Um dia foi um protegido seu.

Amu tranqüilizou-se e deu um sorriso.

- Eu que peço desculpas. Apenas mostrou sua preocupação e eu fique irritada. Sei que não posso mudar o mundo, e você não é culpado por qualquer coisa que aconteceu comigo.

- Eu deveria ter sabido.

- E o que faria? – perguntou provocante.

- Teria ajudado-a... – Parou sem saber o que dizer.

- Vê? Não estava em suas mãos. Se ia me enviar dinheiro, sabe que não é aceitáveis mulheres solteiras viverem a custas de um homem.

- Ninguém teria coragem de pensar assim de você.

Amu sorriu

- Estou feliz que pense assim. Bom, não tem por que sentir pena de mim. Minha vida tem sido na maioria agradável. Fui dama de companhia por vários anos de uma mulher bondosa a Sra. Kazuya. Até quando ficou doente e se mudou para a casa do filho. Ela considerava mais um sobrinha protegida do que empregada. Jantava com ela e dormia no quarto ligado, e apenas tinha que passar algumas horas conversando, ou ajudando-a com a correspondência. Viajamos pelo continente – deu um sorriso – e foi muito melhor do que quando fui com Tia Yukari e Utau depois dos estudos.

Ikuto arrepiou-se

- Tenho certeza que sim. Isso parece mais uma tortura que viagem.

- Todo o tempo ela me lembrava da sorte de ter a companhia dela para expandir meus horizontes.

- Nada é bom com ela.

- É tão bom conversar com você! – falou Amu – Ninguém mais me entenderia. Como ficávamos agradecidos por cada colher de comido e cada roupa.

- E o quanto éramos ingratos pelas oportunidades de ficar longe deles – complementou Ikuto.

- Sim, sim – concordou Amu, sorrindo.

Era diferente, pensou ela, que ficasse tão confortável com ele. Como se os anos não tivessem passado. Ele era o seu Ikuto outra vez, protetor contra as crueldades e as intimidações dos Hotori, era seu amigo.

E o mesmo momento que sentia isso, sabia o quanto ele havia mudado. Não eram mais crianças. Ikuto era um homem adulto, alto, forte e incrivelmente lindo. Rodopiar pela pista de dança entre seus braços era diferente de ficar ao seu lado no riacho, balançando os pés na água. Era excitante estar próxima a ele, sentindo sua mão na cintura. Não podia evitar o pensamente de que era um estranho. Desconhecia suas idéias, e os últimos 12 anos eram um segredo para ela.

A música terminou, e então se separaram. Amu o olhou, estava quase sem ar e sabia que não era por apenas dançar.

Ikuto lhe ofereceu o braço e caminhara para onde a Sra. Morcerf os esperava. Observou que Lulu já estava ao lado da mãe, e estava irritada. Era personificação da beleza inglesa – toda pretensiosa em um modesto vestido branco. Os olhos muito azuis e os cabelos loiros envolta da bela face.

Os homens ficavam atraídos pela figura de boneca e Lulu alcançava um sucesso na temporada. Mas, ainda não teve a oportunidade de encontrar um homem com título tão elevado como o de Conde, e Amu suspeitava que a mãe tentasse corrigir isto agora. E estava quase certa que a mãe havia arrancado a filha da pista de dança, para que quando Lorde Tsukiyomi a chegasse já estivesse ali. Deu um olhar rápido para o lugar onde estava anteriormente e confirmou suas suspeitas, vendo que tinha um jovem atrás da moça esperando para dançar.

- Amu – A Sra. Morcerf falou como se fosse sua melhor amiga – E lorde Tsukiyomi. Por favor, deixe-me apresentar minha filha Lulu.

Lulu olhou Ikuto timidamente e logo em seguida abriu um sorriso deslumbrante.

- Encantada de conhecê-lo.

Amu fechou os dentes, surpresa pela onda de raiva que a atingiu.

- Srta. Morcerf – Ikuto inclinou-se em uma reverencia, olhando o jovem a trás dela.

Lulu abriu o leque e abanou suavemente, olhando Ikuto sobre ele. Ikuto voltou-se para Amu.

- Espero que me permita visitá-la, Srta. Hinamori – Amu sorriu.

- Ah... Sim, claro... Eh... Quer dizer – voltou-se para a Sra. Morcerf – Se a senhora permitir.

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Só para explicar, os parentescos dos personagens estão totalmente diferentes do anime. Agora na primeira parte da fic teremos.

Amu Hinamori.

Ikuto Tsukiyomi.

Tia Yukari Hotori, tia de Ikuto, e prima da mãe da Amu.

Utau Hotori, irmã de Tadase Hotori, filha de Yukari Hotori e Kazuomi Hotori.

Lulu Morcerf.

Ami Morcerf, irmã de Lulu.

Notas finais
Olá, chegamos ao final do segundo capítulo da fic.
Deixem reviews.
E até o próximo capítulo.
Beijos Lady.