Amor e Conquista
28 Capítulo 28
Notas iniciais
Nada que possa explicar a demora, mas desculpem-me
Espero que gostem do capítulo.
Até as notas finais, e boa leitura.
Capítulo 28
Meia hora depois, ela e Ikuto cavalgavam na propriedade se afastando do vilarejo. O ar carregava o aroma de feno novo.
— Onde estamos indo? — perguntou Amu, mesmo que não se importasse desde que tivesse a companhia de Ikuto.
— Tem um moinho abandonado, não muito longe daqui. Está em ruínas, mas tem uma bela vista. Achei que gostaria para sentarmos e olharmos o rio.
Amu sorriu. Era perfeito.
— Esse não é o local que exploramos?
Numa mais tinha voltado lá desde que Ikuto tinha ido embora, o com o tempo nem mais se lembrava dele.
Passaram pelas chácaras dos inquilinos e as crianças corriam para cumprimentá-lo. Amu percebeu que Ikuto tinha vindo preparado, pois a cada chácara que cruzavam tirava do bolso um punhado de balas. Paravam alguns minutos para conversar com os adultos, com Ikuto apresentando-a a todos.
— Lembro de você quando era desse tamanho — disse uma das mulheres colocando a mão abaixo da cintura, era uma senhora já com os cabelos negros levemente manchados de branco. — Os dois, correndo para irem ao rio pescar.
Amu sorriu, nunca tinha se importando com a pesca, apenas queria ficar mais alguns momentos com Ikuto.
— Sim, eu me lembro.
Depois das chácaras, o caminho fica em uma trilha que entrava no bosque. Alguns minutos depois, antes de sair do meio das arvores tinha o rio, de água calma. O moinho estava parcialmente coberto pelas árvores que tinha ali crescido.
Ikuto desceu do cavalo, indo até Amu para ajudá-la. O caminho que levava ao moinho era cheio de pedras escorregadias. Quando deram os primeiros passos, Amu percebeu um movimento na porta do moinho e parou, colocando a mão no braço de Ikuto para pará-lo.
Ele seguiu o olhar da esposa, e viu uma pessoa saindo do local, que tinha se virado para falar com alguém, era um mulher com um vestido preto e segurando um chapéu nas mãos. Apesar das sombras do moinho, os cabelos ruivos se destacavam.
Era Yaya! Ela saiu da porta e a pessoa com quem falava saiu do moinho. Era um homem, de cabelos azuis longos que se inclinava para ouvir o que ela falava.
Amu ficou surpresa, e Ikuto ficou imóvel ao seu lado. Ligeiro, deu um passo para trás, escondendo-se nas sombras das árvores, levando Amu e os cavalos. Ficaram olhando a cena.
Yaya e o homem conversaram por alguns instantes e for fim, ele se inclinou e tomou-lhe os lábios num longo beijo, não deixando dúvidas de qual tipo de relacionamento tinham. Em seguida, foram fizeram a volta no moinho, indo para as árvores que ficavam atrás dele.
Amu ficou olhando Ikuto, sem saber o que dizer.
— Acho que seria melhor fazermos nosso piquenique em outro lugar — sugeriu ele, tomando-lhe a mão e indo rio acima.
Nenhum dos dois disse nada durante o caminho. O leito do rio fazia uma curva suave e as árvores se inclinavam sobre as pedras, fazendo que com a distancia, o moinho se perdesse de vista. Ikuto encontrou um bom lugar ao lado do rio. Um pedaço de terra escondido entre árvores, arbustos e duas grandes rocha.
Ele estendeu o lençol sobre a terra e ambos se acomodaram com a cesta de piquenique entre eles. Por um instante, nada disseram, limitando-se apenas a apreciar a paisagem.
— Conhece aquele homem? – perguntou Ikuto.
Amu assentiu.
— Ele me pareceu ser Lorde Nagihiko Fujisaki. Era festa da mãe dele em que nos encontramos novamente.
Ikuto e Amu sorriram.
— Acho que não tem como negar os dois estava tendo um...
— Encontro amoroso? — completou ele — Acho que ficou muito claro o que vimos lá.
— Sei que é errado, mas é difícil culpar Yaya. Tadase era horrível e a fazia infeliz.
— Tenho certeza disso. Parece que esse era o maior talento de Tadase, tornar a vida dos outros horríveis — replicou Ikuto, seco. — Mas, não dá para ignorar a possibilidade que isso dá.
— Dá razões para Yaya querer se livrar de Tadase — concordou Amu.
— E mais um suspeito — afirmou Ikuto — É difícil imaginar Yaya matando alguém com um atiçador*.
— Mas, o homem que amava a esposa de Tadase e queria salvá-la daquela vida ou até mesmo se casar com ela, poderia fazer. — Amu falou completando a idéia.
— Sim. Tem razão. Ele estava presente no dia da festa?
— Sim, você até o cumprimento. Deve ter esquecido.
— Eram muitas pessoas, e eu tinha olhos apenas para minha esposa, você sabia?
Amu ficou vermelha, inclinou-se abrindo a cesta e ambos comeram enquanto conversavam, sem sequer prestar atenção na refeição que a cozinheira havia preparado, de tão absortos no assunto.
— Ocorreu-me mais uma coisa — anunciou Amu, quando a discussão sobre Yaya e o amante.
— Uma das criadas, Oto Tachibana, pediu demissão der repente. A Sra. Haeni teve de contratar uma nova serviçal. — Ikuto a fitou com uma das sobrancelhas erguidas. — Contou-me que Oto estava muito assustada e disse à governanta que queria voltar para casa. Era ela a criada que deixou cair o prato no café da manhã seguinte à morte de Tadase.
— O que está dizendo? — indagou Ikuto. — Acha que ela teve algo a ver com o crime?
— Não sei. Não dei importância na hora. Achei que era algum medo sem importância, já que uma pessoa tinha sido morta na casa. Todos os criados pareciam com medo. Até eu fiquei um pouco assustada. Mas, algum tempo depois todos pareceram se acalmar. Como disse a Sra. Haeni, não era um assassino enlouquecido*. O criminoso não teria razões para fazer mais mal.
— A não se que tenha visto algo. — concluiu Ikuto — É isso que está falando?
— Não tenho certeza — admitiu Amu — Talvez não seja nada alem de uma empregada muito sensível. Mas se ela viu alguém seguir Tadase até a sala? Ou viu algo que posso dizer quem é o assassino... Como a jóia que encontrei?
— Então teria uma ótima razão para ficar preocupado com o assassino persegui-la.
Amu assentiu com um gesto de cabeça.
— Será bom então irmos à vila amanhã — sugeriu Ikuto — Visitar Oto e descobrir por que saiu do emprego.
— Uma ótima idéia.
Ikuto empurrou o prato para o lado, deitando-se de lado, apoiando-se no cotovelo.
— E agora — começou com um sorriso malicioso — estou cansando de falar de crimes e assassinado. Vim aqui para ficar a sós com minha esposa — Estendeu a mão para Amu, que a segurou.
Em seguida, Ikuto puxou-a para sim e ela se aninhou contra o corpo do marido com a cabeça apoiada no braço dele.
— Estava desesperado para tê-la só para mim a manhã toda. Quando estava falando com o administrador, tudo que conseguia pensar era em você. Não entendia nem metade do que ele falava — confessou Ikuto, a olhando de modo intenso.
A outra mão dele estava sobre o abdômen da esposa e, enquanto falava ela viajava para cima. De imediato, Amu sentiu uma onda de desejo espalhar-se pelo corpo e fechou os olhos, inebriada com as sensações que aquele simples toque despertava.
Ikuto percebeu o desejo no rosto dela e inclinou a cabeça para tomar os lábios, enquanto murmurava:
— É tão linda.
E a beijou novamente, deslizando os lábios pela face delicada até alcançar o lóbulo da orelha. Amu estremeceu em resposta ao toque.
— É sensível aqui também...
Beijou-a novamente no lóbulo, deixando Amu ainda mais ciente da ânsia que aumentava até derrubar-la por completo. Sentiu um arrepio de antecipação.
— Foi para isso que me trouxe aqui? — perguntou provocante, entreabrindo os olhos para olhar-lo. Os cabelos azuis escuros brilhavam sob a luz do sol e os olhos queimavam de desejo.
— Exatamente, pretendia seqüestrá-la e deixar em cárcere eternamente comigo.
Amu deixou escapar uma risada.
— Milorde é atrevido.
— E minha amada Milady, estou ardendo de desejo — replicou ele, deixando a mão viajar entre o ventre até a junção das pernas.
Amu descobriu estar separando as pernas de modo indecente ao toque ousado, enquanto o marido a estimulava pelo tecido das saias, fazendo aumentar o fogo que a queimava. Ikuto inclinou-se tomando os lábios quem um beijo profundo, enquanto lhe erguia a saia e a anágua*, deixando-lhe as pernas expostas. Em seguida, deslizou a mão pelas panturrilhas cobertas pelas meias e mais acima, até atingir o centro da sua feminilidade.
Acariciou-a pelo tecido fino da peça intima, que se encontrava totalmente úmida, fazendo-a levar o corpo em direção ao toque.
— Ikuto...
A necessidade da voz dela fez-lhe crescer o desejo. Sem demorar mais, desatou os laços de fita que atavam a roupa íntima e escorregou a mão pelas reentrâncias da feminidade, roubando o ar dos pulmões de Amu.
— Se alguém nos ver? — perguntou ela com um fio de voz.
— Ninguém vai passar por aqui — assegurou Ikuto, dando um sorrido pervertido — Se quiser que eu pare...
Amu ficou ainda mais vermelha, sorriu para o marido e estendeu os braços, enlaçando o pescoço e puxando-o para si.
O beijo foi lento e profundo, levando ambos as mais fundas profundezas do desejo, onde apenas um podia levar o outro.
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*atiçador: objeto usado para "atiçar" as chamas de uma lareira.
*anagua: espécie de saia de armação para vestidos.
Notas finais
Falem nos reviews :D
Dêem uma passada na minha nova fic: You're Perfect for me.
www.fanfiction.com.br/historia/199818/You_re_Perfect_For_Me
E quem gosta do casal RimaXNagihiko, uma one-shot fofa da minha amiga.
www.fanfiction.com.br/historia/200204/Descobrindo_O_Teu_Amar
Beijos, Lady.
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