Amor e Conquista
23 Capítulo 23
Notas iniciais
Desculpem-me pela demora de (1 mês, 3 dias, e muitas horas) desde a ultima atualização.
A falta de criatividade me mata, juntamente da seqüência de provas e trabalhos que tive de fazer agora na reta final do ano letivo. E é com muita alegria e prazer que informo (não que vocês tenham interesse mesmo) que estou de férias e poderei postar com mais freqüência, pretendo voltar ao ritmo antigo de um capítulo por semana, e assim que possível ir aumentando.
Nos vemos nas notas finais, assim espero...
Boa leitura!
Capítulo 23
— Entre.
Quando entrou viu a mãe de Tadase sentada em uma cadeira perto da janela, como Yaya, tinha o olhar perdido na rua. Mas, ao contrário, da outra, nem o mais profundo sofrimento a fazia estar vestida de camisola aquela hora do dia. Vestia um vestido preto de gola alta, mangas longas e sem nenhum amassado. Os cabelos arrumados como sempre, com os enfeites em preto.
— Entre.
Yukari lançou-lhe um olhar de nojo.
— Veio até aqui para se divertir?
— Tia Yukari! — falou Amu, chocada com a ódio guardado na voz da mulher. — Claro que não. Como pode dizer uma coisa dessas?
— Por que não? Não sou idiota, Amu. Sei o quanto odiava meu filho.
— Ele nunca me deu motivos para que sentisse algo diferente disso — respondeu Amu em tom calmo. — Mas, não acredito que até mesmo a senhora possa pensar que me divertir pelo sofrimento de outros. Sinto muito por sua perda.
— Não espere que eu acredite que lamenta a morte de meu filho.
— Não sou hipócrita a esse ponto. Mas que a senhora...
— Não sabe nada — falou Yukari direta, porém em tom baixo. — Não tem noção do meu sofrimento. Segurei nos braços quando era um bebê e não conheci felicidade maior do que aquela. Eu o amava.
Amu sentiu uma pontada de pena da mulher, apesar do nojo de Yukari em relação a ela.
— Sei que o amava.
Yukari girou o corpo e ergueu o olhar para o retrato do marido pendurado na parede.
— Claro — disparou com amargura. — Eu amava o pai dele também. Por todo o bem que me fazia. — E, olhando a imagem por mais alguns instantes. — Combinávamos em tudo. Um casal perfeito... era o que acreditava... Ela parou de falar por alguns segundos para então do transe, e seus lábios se fecharam, formando uma expressão de ódio quando voltou a encarar Amu.
— Foi tudo culpa dela! — gritou.
Amu a olhou, assustada.
— O que... disse?
— Sua mãe! A sempre tão delicada e graciosa Midori. Sempre tão doce e apaixonada pelo falecido marido.
— Ela amava muito meu pai — afirmou Amu, sentindo-se obrigada a defender a mãe. — Não sei do que está falando. O que minha mãe fez? Tenho certeza que ela nunca pensou causar problema. Era muito agradecida por nos ter acolhido.
— Agradecida?! Hah! Que mulher mostra sua gratidão roubando o marido da outra?
— O quê?! — perguntou Amu, indignada.
— Ela não deixava ninguém perceber as investidas. Era digna de pena, tão triste... com certeza precisava de seus ombros largos para chorar e dos conselhos dele. E durante todo o tempo flertava com meu marido, provocava, encorajava...
— Não! Não sei o que a levou a pensar assim, mas está enganada! — protestou Amu.
— Enganada? Acho que não. — Yukari levantou, encarando com uma fúria não escondida — Por que acha que morou por tanto tempo? Por que foi acolhida e educada como nossos próprios filhos?
— Está enganada. Foi por minha mãe ser sua prima.
— Acha que EUa queria aqui? — indagou Yukari com deboche. — Posso garantir que, se fosse por mim vocês duas teriam ido morar na sarjeta, poucas semanas depois de ter chegado. Foi meu marido quem as abrigou naquela cabana. Era a ele que sua mãe agradecia de uma maneira muito especial.
— Não! – gritou Amu. Sentia o estômago revirar e, virando para parar na porta disse. — Com licença.
Saiu para o corredor, só parando de correr quando estava na segurança de seu quarto.
Aquilo não podia ser verdade! Sentia vontade de gritar. Sua mãe não seria capaz de ter um caso com Kazuomi Hotori. Não tinha como ela amar-lo!
Soltou um gemido ao lembrar da infância. Mesmo tendo sofrido por ser indesejada naquela família, tudo poderia ter sido bem pior. A cabana era ampla e bem decorada. E mesmo que a maioria de suas roupas fossem sobras de Utau, eram delicados e novos. Não fazia o jeito dos Hotori ajudar-las, até mandando a uma escola para meninas da sociedade, mesmo que Utau precisasse de alguém para controlá-la, não era muito diferente de todas as outras da escola.
De acordo com o que Yukari contou, não tinha partido de seu lado tudo aquilo. Ela detestava sua mãe e teria se livrado delas em tempo recorde. Quase com certeza, foi o tio de Ikuto quem deu-lhes a casa, sustento e escola para si.
Sabia que Kazuomi Hotori, não faria aquilo de livre e espontânea bondade, só pelo tratamento que dava ao próprio sobrinho. Ele nunca teria sido movido por caridade, afeto ou compaixão.
Não sabia por que não tinha percebido antes.
Lembrou das visitas de Kazuomi a cabana, e pela primeira vez, percebeu o quanto era estranho ele sempre ir lá, e Yukari quase nunca ter ido, em todos aqueles anos. Podia contar nos dedos de apenas uma mão, a presença dela na porta da cabana. Mas, o marido de Yukari ia todas as semanas.
A mãe sempre ficava agitada perto da hora da visita dele. A obrigava a vestir a melhor roupa, manter os cabelos impecavelmente arrumados, mostrar-se educada.Ela por sua vez, vestia também o melhor vestido, prendia os cabelos e se maquiava.
Não era de se surpreender uma pessoa esforçar-se para não fazer feio na frente de seu benfeitor... ou era de seu amante?
Toda vez que Kazuomi ia na casa, a mãe a trazia até a sala, onde era obrigada a sorrir, e curvar em uma mesura para ele. Sempre detestava aqueles momentos, mantia ódio, temor e ficava agoniada em estar a sua presença, sorrindo e respondendo educadamente. Sentia um alivio tremendo quando a mãe a mandava ir para o quarto, onde trancava-se e sentia-se abençoada por não ficar mais na presença dele.
Nunca tinha se perguntado por que ele demorava tanto nas visitas, ou o por que da mãe lhe mandar ficar no quarto até ele ter embora. Simplesmente ficava agradecia de não continuar vendo a cara do Hotori.
Ficou enjoada com a seqüência de lembrança, e dos fatos que agora tinha dúvida. Era como se toda sua vida tivesse sido virada ao contrário.
Era tudo mentira o que achava de sua mãe?
Ela não passou o resto da vida pela perda do marido?
Teria sua mãe, ido a cama com um homem tão desprezível e nojento quando Kazuomi Hotori?
Será que o amava?
Seria sua mãe uma mulher baixa que roubava a atenção do marido da prima?
Nunca havia questionado o fato de Kazuomi demorar-se tanto naquelas visitas, ou o motivo pelo qual sua mãe lhe ordenava que ficasse no quarto até que ele partisse. Ficava apenas agradecida por não ter de suportar a presença dele.
Não.
Por certo, Yukari mentia. Ela sempre teve ciúmes de Midori, da personalidade da mãe que contrastava com a de Yukari. Talvez fosse tudo mais uma mentira da tia, e que aquelas suspeitas não tivesse nexo.
Se alguém sabia da verdade, seria a Sra. Nelliel, a mulher que sempre as ajudou desde a chegada na Casa Hotori, agora Tsukiyomi.
Iria fazer uma outra visita a Sra. Nelliel. Sentia náuseas em pensar que o que a Sra. Nelliel contar a ele, poderia destruir suas idéias sobre a própria mãe. Mas, não poderia continuar sem saber a verdade e muito menos, deixar que Yukari ficasse contando mentiras sobre sua mãe.
Por mais ferida que pudesse ficar, iria definitivamente descobrir a verdade.
Notas finais
Em relação a ultima imagem do capítulo: Alguém daqui já viu Kuroshitsuji? Uma de vocês que vai ser esse capítulo irá achar engraçado, por que já sabe da minha paixão pelo Sebastian. Mas, fazer o que, Sebastian Michaelis é tão perfeito *-*. Olhem o link que está no final da nota.
Deixem reviews!!!!!!!
Sério, deixem!
Beijos, Lady.
http://fc06.deviantart.net/fs70/i/2011/208/6/0/sebastian_michaelis_by_crossingxboundaries-d41ugp1.jpg
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