Notas iniciais
Estou amando os comentários de vocês!!! Ainda não é hoje, mas já está chegando ao fim... Escrevi este capítulo com muito carinho. Espero que gostem. Bjinhos. Denise

Se na primeira noite dos trigêmeos, enquanto ainda estava no hospital, Kate já não dormira bem, as noites seguintes não ficaram por menos e os dias, então..., nem se fala.

Ao mesmo tempo em que estava mega feliz ela estava exausta na mesma proporção por conta da amamentação dos seus três bebês que ainda não tinham a mínima noção de horário e também não tinham força nem disposição necessária para sugar o leite por muito tempo e na medida da fome, então eles dormiam no meio da mamada e assim, a todo o momento ficavam choramingando por causa da fome e ela tinha que coloca-los novamente no peito e isto parecia que não acabava.

Kate sempre lera nas literaturas específicas para “mamães” que toda mãe tem leite para o seu bebê. Também lera que ‘é mito’ essa história de que algumas mães produzem ‘leite fraco’, o mesmo valendo para outras crendices populares. E tais informações foram confirmadas não só pela Lanie mas também pela pediatra dos bebês, que era a mesma das meninas.

Lanie sempre falava que precisava apenas de estimulação e Kate agradecia a Deus que mesmo pequeninos e sem muita energia, eles conseguiam sugar. Sugavam pouco por vez, mas sugavam. Ela rezava para que eles se transformassem em verdadeiros bezerrinhos e sugassem bastante leite para ficarem fortes e saudáveis.

Se não fosse a presença constante do marido, que não a largava um minuto sequer e também das auxiliares de enfermagem que Richard contratara para ajudar com o cuidado dos recém-nascidos, Kate nem conseguia imaginar o que seria dela.

Contudo, ao final do primeiro mês a situação já estava controlada.

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Desde a época das gêmeas, Kate percebera que nas primeiras semanas as filhas dormiam entre 17 a 18 horas por dia, divididas em cinco, sete ou até oito períodos e em cada um deles as bebezinhas dormiam no máximo quatro horas seguidas e lá por volta do terceiro mês, diminuía para quinze horas o tempo em que elas passavam dormindo, aumentando também o período de sono contínuo, de acordo com a fome delas. Entretanto, para surpresa da pediatra, Kate conseguira estabelecer uma rotina e ajustara seus relógios biológicos, fazendo da noite os maiores períodos de sono das meninas. Ela precisava fazer mágica para conseguir isto porque na época não tinha ninguém para ajuda-la. Ela era sozinha para cuidar das duas e não podia ficar fraca e doente. Ela tinha que dormir para recarregar energia a fim de poder amamenta-las, até porque o seu leite era o único alimento das gêmeas e se ela ficasse fraca ou doente não teria dinheiro para comprar leite artificial específico para recém-nascidos. Ela só contava com a ajuda de Deus e Ele não lhe faltou um só minuto.

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Como Kate deixara bem claro desde o início quando reencontrara Richard, ela não abria mão da rotina das filhas e isto ela estendeu para Alexis e também para os trigêmeos. Logo no início, o marido via isto como uma coisa meio chata e achava que ela podia ser mais maleável e alterar os horários de acordo com a programação, etc. Contudo, ela não cedeu e logo ele pode constatar que Kate estava certíssima, pois as meninas eram tranquilas não só por causa da natureza delas, mas principalmente por causa da rotina, ou seja, elas comiam e dormiam nas horas certas. Muito raramente esta rotina era quebrada, mas nada que pusessem em risco os bons hábitos.

E agora, com os trigêmeos não foi diferente. Kate usou da sua experiência anterior, estabelecendo rotinas, e aos poucos foi ajustando os organismos dos seus filhotinhos para mamarem em um horário que permitiriam que não sentissem fome à noite, assim, dormiam mais tempo neste período, quando ela também aproveitava para dormir e recarregar as energias.

Só que agora, apesar de tudo, embora fossem três bebês, ao invés de duas, ela estava muito mais disposta porque não era mais uma mãe sozinha. No primeiro mês contou com a ajuda do marido em período integral e também de duas Auxiliares de Enfermagem, uma pelo turno da manhã e outa para o turno da noite, que ficariam com ela até quando fosse necessário. Ela ainda não sabia quando seria isto.

No início, Kate achara exagero do marido contratar duas, mas depois percebeu quanto era importante ter uma pessoa qualificada à noite para zelar pelos seus bebês. Então, sua prioridade era amamentar seus filhotes e desfrutar das descobertas e novidades com relação a eles. Kate fazia questão dela mesma dar banho neles, trocar as fraldas, vestir roupinhas e outras coisas, mas tais tarefas ela dividia com as Auxiliares, justamente para descansar e ser capaz de amamentar os filhos sem ficar estressada.

Um sistema que Kate repetiu foi um que adotou na época das gêmeas e deu super certo. Fez um quadro com a programação diária de todas as atividades que seriam praticadas nos bebês, a exemplo de banho, remédio, mamada, dentre outras. Cada um dos bebês tinha sua própria tabela e ela marcava um “x” ao lado de cada atividade que realizava, no respectivo horário, evitando, assim, repetição ou ausência da tarefa.

Além de cuidar dos trigêmeos, Kate ainda tinha que ter tempo e disposição para cuidar e dar atenção às três filhas para que elas não se sentirem negligenciadas, e este era um dos principais motivos para a contratação das Auxiliares de Enfermagem.

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No primeiro dia em que as meninas foram visitar a mãe e os irmãozinhos no hospital, assim que as três filhas foram embora com os avós, Kate e Richard ficaram a conversar sobre as cenas de ciúmes das meninas.

Apesar de preocupados, os pais compreendiam a reação das meninas com reação aos irmãozinhos.

— Rick, elas estão com ciúmes.

— Eu sei, Kate, e é muito natural. Quem nunca viu ciúmes deste tipo né?

— Eu sei, babe, mas é que eu fico preocupada, até porque pra mim é novidade, pois elas sempre foram tão dóceis.

— Kate, repare só... Foi um choque pra elas que acordaram hoje como as menininhas do papai e da mamãe e agora perceberam que a situação não é mais assim. A coisa mudou de figura... Elas são observadoras e logo perceberam que os "novos seres" que chegaram não interagem com elas, ao invés disto, roubam a nossa atenção que antes eram só delas e da Alexis. Você viu quando as gêmeas subiram no seu colo enquanto você amamentava um dos bebês. Puro ciúmes. Elas também queriam o seu colo. E pra piorar, elas descobriram que os garotos ainda fazem cocô e xixi na roupa... – ele riu ao lembrar da cara delas ao verem as fraldas sujas – Vamos ter trabalho talvez no início, mas logo elas vão compreender que a gente também vai dar atenção a elas. Você vai ver.

— É... Ainda bem que não passamos com isto com a Alexis com relação à Bia e Annie, né? Houve um pouco de tensão e timidez quando se conheceram, mas logo já se tornaram as três melhores amigas, apesar da diferença de idade entre elas.

— É como eu te falei, Kate. Logo, logo isto passa, você vai ver, amor. – Rick a animava.

— É, eu sei. Mas não custa nada rezar para acontecer mesmo isto, né? – eles riram.

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Tão rápido quanto Kate e Rick previram, as filhas já não sentiam ciúmes dos irmãozinhos. Muito rapidamente elas ficaram apaixonadas pelos bebês e adoravam ficar ao lado deles, mesmo eles sendo carecas, sem dentes, sem saber brincar e, se os pais ou a Auxiliar não tomasse cuidado, elas tiravam os meninos dos braços e saiam carregando pela casa, como se fossem bonecos, o que era muito perigoso.

Apesar de todo o cuidado, isto aconteceu duas vezes. A primeira vez foi Bia quem carregou o Arthur.

Kate chegara ao quarto dos bebês, não encontrou a Auxiliar de Enfermagem e viu um berço vazio. Imaginou que a moça estivesse no banheiro com o garoto... Não estava... Assim que retornou ao quarto, encontrou a moça.

— Querida, onde está o Arthur?

A moça olhou imediatamente para o berço do garoto e o viu vazio e ficou pálida! – Sra. Rodgers, eu saí apenas alguns segundos...

Ao ouvir isto, Kate sai feito um foguete em direção ao quarto das gêmeas e encontra a Annie deitada na sua cama recostada em algumas almofadas folheando de forma tranquila um livro de historia infantil.

Sem deixar transparecer aflição, conversa com a filha — Oi, meu anjo. Você está lendo... Que ótimo, filha. Onde está a Bia?

— Oi, mamãe, ela disse que ia para a brinquedoteca. Se não tiver por lá pode ser que ela esteja com a Lex.

Kate se despede rápido da filha jogando um beijo no ar e segue rapidamente até a brinquedoteca e passa o olho pelo ambiente, até que ouve a linda voz de Bia e ela falava com alguém. Kate gelou quando ouviu quem era este “alguém”. — Você tá gostando daqui, Arthur? Eu sou a Bia, você se lembra de mim, né? Eu sou sua irmã, só que você é um bebê e eu já sou grande, mas vou te ensinar a brincar, tá legal?

Sem que a garota percebesse, a mãe se aproximou e viu que o garotinho estava atento ao papo da irmã, sem a mínima noção do que ela falava, mas mesmo assim Bia continuava – Eu sou grande e você é um bebezinho.

Kate foi até onde estavam as crianças. Percebeu que Arthur estava bem. Sentou-se ao lado dos filhos, sabendo que teria que agir com cautela e, sem assustar a Bia faz um carinho na garotinha e só depois é que afagou o bebê. Logo em seguida, Kate deu início a reprimenda, de forma muito sutil – Filha, você trouxe o Arthur para brincar com você...

— Foi...

— Mas meu anjinho, você aguentou carregar ele? Ele é pesado.

— Mamãe – a garota fez uma cara de esperta -, ele é mais leve do que algumas bonecas minhas. E foi fácil! Eu puxei ele pelo braço, depois eu tirei ele do berço e o carreguei.

Kate suou frio ao ouvir o modo como o bebê fora retirado do berço.

— E porque você o tirou do berço e o trouxe para a brinquedoteca, querida?

— É, mãe. Eu vou ensinar ele a brincar.

— Filhinha, mas ele ainda é muito pequeno...

— Por isto mesmo, mãe, é para ele ir logo aprendendo, entendeu? – a intenção da garota era boa, mas o perigo continuava.

— Vamos fazer assim, então, Bia. Toda vez que você quiser ensinar alguma coisa para o seu irmãozinho, você tem que pedir para um adulto, estamos combinado, meu docinho?

— Tá certo, mãe. Mas eu posso continuar ensinando ele agora?

Muito paciente, Kate responde com algo que a garota não ia retrucar. – Oh, querida, hoje não. Deve tá na hora dele trocar a fraldinha... Huuummm!!! — Kate fez uma careta engraçada — Estou sentindo um cheirinho ruim... Acho que a fralda do Arthur pode estar cheia de cocô...

Tão certo assim...

Imediatamente Bia franziu a testa e o nariz, morrendo de nojo — Eca, mamãe! Então leva ele mesmo... – dirigindo-se para o bebê, Bia o informa – Arthur, outro dia eu te ensino, tá certo?

Kate ainda testou a garota – Você quer ir carregando ele, minha linda?

Ele fez um biquinho lindo, ao rejeitar a oferta da mãe – Não, mamãe. Acho melhor não... Acho melhor você mesma levar ele de volta.

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A segunda vez que uma das meninas “sequestrou” um dos bebês foi numa situação mais delicada.

Acontecera mais ou menos a mesma coisa. Só que desta vez foi a Auxiliar de enfermagem que deu por falta do Bernardo, mas como Kate tinha estado lá fazia pouco tempo, a moça tinha certeza que fora ela quem pegara o bebê. Então a procurou para pegar de volta porque estava na hora do banho.

— Sra. Rodgers, deixe-me levar o Bernardo para eu dar banho nele. – neste momento a moça percebeu que o garotinho não estava com a mãe.

Mais uma vez Kate ficara aflita e sem perder tempo foi direto até a brinquedoteca a fim de encontra-lo, mas só que o local estava vazio.

Foi ao quarto da Alexis e retornou da porta mesmo, pois encontrou a garota estudando. Sem pestanejar foi ao quarto das gêmeas e escutou conversas no banheiro – Agora você vai brincar na banheira comigo e com a Bia, Bernardo. Você vai adorar. Bia, será que ele sabe nadar?

— Vamos botar ele na água pra ver, né? A banheira já está cheia, Bia. Vá colocando ele na água que eu vou pegar o Bryan também e depois seu pego o Arthur. Vamos nos divertir, né?

Kate sentiu um frio na barriga por saber que chegara a tempo de ‘salvar’ seu bebê de uma tragédia.

Kate entrou no banheiro com a maior calma do mundo, pois não queria assustar nenhum dos três filhos.

Kate encontrou seu bebê envolvido numa toalha felpuda branca, rindo para as irmãs, sem imaginar o perigo que corria.

Antes mesmo de falar alguma coisa, Annie disse toda contente para a mãe – Mãe, como eu e a Bia já somos grandinhas, a gente queria fazer uma surpresa para você. – ela ria toda contente — vamos ajudar a dar banho nos bebês – a garotinha falou toda solícita, prova que a intenção era de ajudar e não fazer maldade ou coisa assim.

Kate não teve outra saída. Usaria as armas que tinha em mãos – Minha queridas, acho que vocês não vão gostar de dar banho neles porque toda vez que eles tomam banho, temos que lavar a bundinha dele...

Bingo!!

— Mamãe, eu não quero lavar bundinha de bebê...

— É, Annie? E você, Bia?

— É, mamãe. Outro dia eu e a Annie te ajudamos a dar banho neles, ok? Mas só outro dia... – A garota se esquivou e Kate se esforçou para não rir.

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A sorte foi que nas duas vezes, as meninas foram descobertas a tempo de não acontecer nada de ruim com os bebês.

Nas duas vezes as gêmeas “sequestraram” seus irmãozinhos, elas foram repreendidas de forma muito sutil e orientadas a não repetir a façanha porque seria perigoso e somente adultos podem carregar bebês.

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No início, todos identificavam os bebês somente por meio das pulseirinhas que Martha havia encomendado com os nomes de cada um, mas com o passar dos dias todos foram percebendo as pequenas diferenças e identificavam os garotinhos mesmo sem olhar as tais pulseirinhas, até porque as características físicas deles foram se intensificando e todos constataram que não eram assim tão parecidos quanto se mostraram no início.

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Nas primeiras semanas ela usava boa parte das vinte e quatro horas do dia para cuidar dos bebês e por isto, quando podia tomar um banho e se jogar na cama, não queria outra coisa, que não fosse dormir e Richard entendia isto perfeitamente. Sabia que ter um bebê para cuidar já era cansativo, cuidar de três, então... Nossa Senhora! Contudo nos momentos mais tranquilos, quando ele percebia que ela estava descansada, ele a chamava para sala e a enchia de beijos, carinhos e mimos.

Eles entendiam que sexo não é somente relação genital, é também afeto e carinho. Faziam o jogo da sedução e ele fazia com que ela se sentisse desejada e linda e mantinham, assim, acesa a chama do desejo, do amor e da paixão.

Às vezes Kate estava na cozinha lavando pratos ou preparando alguma coisa, Richard vinha e a abraçava por trás, de surpresa, beijava seu pescoço, mordiscava o lóbulo de sua orelha e falava coisas lindas que a emocionavam e, outras vezes, a deixavam arrepiada. Acontecia também dele chegar em casa com um buquê de rosas vermelhas e a enchia de mimos e beijos. Nestas oportunidades, quando ela estava mais tranquila, ele a convidava para o chuveiro e se oferecia para ensaboar as costas e sempre namoravam sob o jato d’água e depois iam para a cama, mas sempre dentro dos limites estabelecidos pela obstetra, pois seus órgãos femininos estavam se recuperando do parto. Mas isto não era óbice para o prazer, pois faziam de tudo que tinham vontade, sempre dentro do consensual e ambos se saciavam e se satisfaziam e chegavam ao orgasmo.

Tudo acontecia na medida do possível e de acordo com a disposição de Kate, porque nem sempre estava motivada para namorar, o que era muito normal nesta situação pós parto e Richard entendia.

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Após quarenta dias...

Às vinte e duas horas, Kate tinha dado a última mamada do dia. A próxima seria durante a madrugada, aproximadamente às três horas.

Todas as crianças dormiam e o casal estava de namoro na sala, próximo à lareira com suas taças. Rick bebia vinho e Kate, por ainda estar amamentando, bebia suco de uva integral, que, por sinal, está na lista de alimentos que auxiliam na produção de leite. Mito ou verdade, ela bebia suco e dava certo.

Estava trocando carinhos quando Kate comentou — Rick, você sabe que eu ainda não acredito que o Bryan e o Bernardo herdaram a cor dos meus olhos? Quer dizer... Ao que parece, eles terão os olhos esverdeados iguais aos meus. Pelo menos...

— Minha morena linda de dos olhos verdes. – ele a beijou apaixonado e ela retribuiu com entusiasmo.

Ao se afastarem, ela complementou seu raciocínio – Eu carreguei os cinco danadinhos, um peso danado, enjoos, desmaios, etc, para puxarem somente a você... – ambos riram – Aí, não dá, né?

— Quanta injustiça, Kate – ele se queixou, fazendo um bico engraçado — A Bia e a Annie, apesar de terem alguns leves traços da Alexis, são a sua copia reduzida. Elas duas são idênticas a você. Idênticas. A única diferença é que os cabelos ainda são clarinhos e os olhos são azuis iguais os meus.

— É, eu sempre achei as duas muito parecidas comigo mesmo. Todos me falavam a mesma coisa que você disse agora, com a diferença que não te conheciam, mas, obviamente, imaginavam que o pai das crianças tinha olhos azuis. Indiscutível, né! — Kate mudou de posição e ficou de frente a ele — Você sabe que quando as meninas já estavam andando e eu comecei a leva-las para passear ao ar livre e também brincar em praças, eu morria de medo de te encontrar? Principalmente quando elas começaram a ir à escola... Aí o meu medo aumentou. Eu tinha certeza que se você as visse, mesmo se eu não estivesse ao lado delas, você ia saber imediatamente que eram nossas filhas. As duas tinham a minha cara e a cor dos olhos iguais aos seus. Você ia logo calcular a idade delas e o tempo que estávamos separados... Mais fácil do que somar dois mais dois. Eu achava, inclusive, que mesmo com raiva de mim, você nem mesmo iria supor que elas fossem filhas de outro homem.

— Pois é, eu me lembro de quando eu encontrei as fotos das duas nos porta-retratos do seu escritório, meu coração parecia que ia explodir, pois, eu imediatamente vi que eram minhas filhas. Deus! Só de lembrar eu fico arrepiado. – ele a puxou para si e deu um abraço bem apertado. – Graças a Deus que eu reencontrei você, não só pelas meninas, mas por você, por nós.

— Eu ficava morrendo de medo de você levá-las.

Ele a afastou um pouco apenas para olhar nos olhos dela – Kate, eu nunca as tiraria de você... Por mais brigados que estivéssemos, eu não faria isto... Deus! Nunca!

Meio sem graça, ela falou – É, mas eu pensava em milhões de coisas, inclusive que você tinha a guarda da Alexis, então, num mundo de homens e no mundo do cifrão, você fácil, fácil conseguiria provar que eu não tinha a mínima condição de criar suas filhas com o conforto que elas teriam se morassem com você.

— Ah, Kate, mas você sabia o porquê de eu ter a guarda da Alexis. E outra coisa que você não considerou, babe, você não é a Meredith, que, como você sabes, é uma péssima mãe.

— Eu sei, eu sei... Mas o medo me fazia pensar nas piores coisas... Por isto eu movi céus e terra para conseguir fazer cursos, progredir no meu trabalho e ter condições financeiras para dar conforto para minhas filhas... Eu queria que elas tivessem tudo que você daria para elas na sua casa. – ela riu – Tudo bem que eu estou muito longe de alcançar pelo menos um décimo da potência RODGERS’s, mas dá pro gasto – ela brincou.

— Huummm!! Quanta modéstia, Dra. Kate! Huuummm!!! Eu vi aquele apartamento imenso que você morava. Um escândalo de lindo! Uma beleza! E vi também o modo como você decorou este aqui...

— É sério. Eu não acumulei fortuna. Eu tenho apenas o meu escritório, meu carro, aquele apartamento, um fundo para a educação das meninas, outro para gastos mensais, outro para emergências e aplicações diversificadas... Mais nada.

— Sim... – ele ironizou...

— Meu amorzinho – ela completou — , você bem sabe que para pagar boa parte da decoração daqui de casa eu usei o cartão de crédito que você me deu. Eu até pensei que poderia arcar sozinha, mas depois que os arquitetos me apresentaram o orçamento... Nossa Senhora!!! Só mesmo o Sr. Richard Rodgers.... Pra você foram gotículas no oceano e pra mim seria uma enxurrada... Dá pra entender?

— Ok! Ok! Nada disto importa. O que interessa é que estamos juntos, felizes, apaixonados e com seis filhos sob nossas asas, todos lindos, saudáveis, felizes e... – ele a olhou bem safado – E dormindo... — ele piscou para ela — Entendeu onde eu quero chegar, Sra. Rodgers? Nossos filhos estão ‘dormindo’... Dor-min-do!

Sem esconder que estava excitado, ele se levantou e a puxou para ficar de frente a ele e ela demonstrou situação.

— Sim!!! Taí uma coisa que somos idênticos na mesma proporção...– Kate ficou colada nele, olhos nos olhos, sensualizando se insinuando, arrastando o dedo polegar direito lentamente desde o pescoço dele até abaixo do cós da calça, exatamente na braguilha e acomodou a palma da mão sobre o membro dele.

— Uaauuww!! Este seu fogo ainda me mata, mulher...

— Não se atreva a morrer e me deixar aqui, tá me ouvindo? – ela brincou. – Eu te proíbo!

— É que assim você me mata... — Rick se divertiu.

— Aaahhh!! Tá se queixando, é? Quer mesmo que eu pare? – ela o provocou e teve sua resposta em forma de aperto. Ele espalmou suas mãos nas nádegas dela, apertou-as. Colou o corpo dela ao seu, encontrando sua virilidade, que a deixou extasiada — E eu, o que digo do seu fogo? – ela perguntou suspirando.

— Eu n...

— Rick, cala a boca e me beija.

Ele acatou ao pedido da mulher, beijou-a e continuou a apertá-la, acariciando-a por inteiro.

Ele a derrubou no sofá e ficou por cima dela. Ele a beijava e a acariciava por toda parte e roçava seu corpo no da esposa.

— Kate, sem querer cobrar, mas já cobrando, eu estou morrendo de saudade de minha mulher por inteiro. Saudade de estar dentro de você, te fazer minha de todas as formas, sem restrição. – ele falava e, mesmo de roupas, se posicionava entre as pernas dela e arremessava sua virilidade conta a intimidade dela.

— Eu também, babe. – Kate põe a mão entre eles, desabotoa o cinto dele, desce o zíper, afasta um pouco a calça, desce a cueca box e liberta o membro dele que já estava ereto. Ela o acaricia.

Ambos arfavam e se acariciavam quando Kate, entre um beijo e outro, anunciou aos sussurros – Hoje eu fui lá na Lanie.

Ele parou os movimentos e as carícias e a olhou sério – Porque você não me avisou? Porque você não quis que eu fosse com você, meu amor?

Entre um beijo e outro e sem parar de manipulá-lo, ela responde – Simples, bonitão. Não era uma consulta pré-natal. Era uma consulta ginecológica. Eu queria ir sozinha...

— Sério!? – ele fez uma cara de pensativo. – Porque assim?

— Porque eu sempre fui sozinha para minhas consultas ginecológicas. Eu queria conversar com ela sozinha.

— Ele torceu a boca e mostrou-se conformado – Tá bom. – e voltou a beijá-la.

Mas só que ela interrompeu o beijo e sussurrou no ouvido do marido — Tá bom, ‘não’, gostoso, tá ótimo! – ela frisou a palavra ‘ótimo’ — A Lanie me liberou.

Richard a olhou como se não estivesse acreditando no que Kate falara – Jura?

— Juro! E eu estou excitada e morta de vontade de fazer amor, portanto, Bonitão, eu não me aguento mais...

— Vamos para o quarto... As crianças... A Auxiliar pode aparecer.

— Não, babe. Eu quero aqui e agora. Eu estou excitada agora e não quero interromper. — Rick... Ela o beijava sem parar de manipulá-lo.

Ele levantou o vestido dela e, muito rapidamente retirou a calcinha. Ele tirou sua própria camisa e pôs sob a nádega dela e passou a acaricia-la intimamente – Babe, você realmente está prontinha para mim...

— Não quero esperar mais, Rick... Agora... Vamos pular as preliminares... por favor... Mas vá com calma porque como a maioria das mulheres que tem parto normal, eu levei pontos... Fui costurada... Resumo, é como se eu tivesse voltado a ser virgem... Então, Bonitão, você tá a fim de tirar minha virgindade?

Eles não paravam de se acariciar – Sério, Kate?

— Seríssimo. Portanto, não se espante se eu não deixar você entrar todo hoje, ok?

— Deixe comigo que eu vou fazer um bom trabalho, linda.

— Com este tamanho todo que você tem? Duvido... Acho que vou levar dias...

— Amor, eu sou grande, mas sou carinhoso. Ele explorava a intimidade dela com os dedos, acariciando-a levemente, estimulando-a ainda mais. — Você está excitada e prontinha pra mim... Tá tudo a nosso favor... Você nem vai sentir dor. Você vai sentir prazer. Eu vou com cuidado.

Ele se posicionou e direcionou seu membro na entrada dela, e o introduziu apenas um pouco. Como todas as vezes que faziam amor, ele passou a fazer repetidos movimentos de bombear, mas desta vez o fazia levemente, sem velocidade, sem forçar e sem se introduzir por inteiro e isso a excitava mais e mais, tornando-a mais lubrificada.

Kate sentia prazer em cada arremetida dele e estava cada vez mais ansiosa, excitada e não escondia isto dele, sempre sussurrando coisas eróticas e estimulantes. Aos poucos ele ia escorregando e se introduzindo mais nela até que encontrou resistência. Ele forçou um pouco, mas parou ao escutá-la gemer.

— Quer que pare, babe?

— Não. Não pare... Doeu um pouco, mas continue... Estou gostando disto... Por favor, tire a minha virgindade, babe. Esta situação me excita... Eu quero ser sua. Mas não force de uma vez. Faça como você está fazendo que tá uma delícia.

Isto o excitava ao extremo. – Você não vai sentir dor, eu prometo, você vai sentir somente prazer. — E assim ele continuou. Ele bombeava normalmente até certo ponto e ficou assim por um bom tempo até que sentiu que ela estava relaxada e pronta, então, sem pré-aviso, ele venceu a barreira e fincou por inteiro, havendo o choque dos seus corpos e ficou parado, esperando a reação da mulher.

Kate gemeu e prendeu a respiração e sussurrou – Uaaauuwww! Jesus! — Kate estava de olhos fechados. – E eu pensando que não ia conseguir hoje, eihm? – ela passou a se mexer sob ele, incentivando-o a se movimentar – Seu Delícia, continue o seu serviço que o senhor está excelente!

— Doeu?

— Sim, doeu, mas foi uma delícia! Foi excitante e eu não quero que você pare, babe. Eu não sou de vidro... – ela riu – não vou quebrar. Pode continuar que eu estou adorando.

— Posso ir mais forte agora?

— Pode... Deve... Sou toda sua, babe. Todinha...

Ele bombeava e ela o encorajava

— Assim!...

—Isso!...

—Delícia!...

Ambos se acariciavam, se movimentavam até que o que ela achava ser impossível naquele dia, aconteceu. Ela tivera um orgasmo maravilhoso e ao vê-la em êxtase, ele ficou mais motivado ainda e passou a penetrá-la com mais intensidade, arrancando soluços de prazer dela até que ele também conseguira alcançar seu ápice.

Satisfeito, ele tombou sobre o sofá, invertendo a posição e passou a ficar deitado de costas e, relaxado, pôs Kate sobe si e mantinha a cabeça dela apoiada no seu peito.

Ficaram assim, em silêncio, apenas desfrutando dos efeitos do orgasmo alcançado e acalmando seus corpos.

Percebendo que ambos estavam cansados, ele sugeriu – Hey, amor, vamos para o quarto?

— Ela, sonolenta, dá um suspiro e se senta no sofá. Ele se levanta, veste a calça, põe a cueca em um bolso e a calcinha dela no outro. Põe a camisa mas não a abotoa. Ela continuava de vestido. De um só movimento, coloca a mulher nos braços e, descalços, seguem em direção ao quarto. Assim que chegam, ela vai logo despindo vestido e se enfiando debaixo do edredom – Amor, tranque a porta para as meninas não entrarem. Eu estou exausta, vou dormir como estou e rezar para que seus filhos não acordem às três horas... Vou rezar para eles dormirem pelo menos até às cinco horas. – assim que ele trancou a porta ela o chamou – Venha, babe. Venha me abraçar, venha. Eu só sei dormir com você me abraçando.

Ele se deitou e a puxou para si, acomodando-a sobre seu peito, acariciando seus cabelos – Você é o amor da minha vida, mocinha.

— Eu não sou mais mocinha... Você me transformou em mulher há mais ou menos quinze minutos, tá lembrado? – ela brincou.

— Tá brincando? Nunca vou esquecer! Eu adorei! Foi melhor do que qualquer fantasia que eu pudesse ter.

— Eu também adorei e você pode se gabar... Eu adorei voltar a ser virgem e perder a minha virgindade com você, pois foi trilhões de vezes melhor do que a minha primeira vez.

— Quando nos reencontramos e fizemos amor pela primeira vez, eu a penetrei com facilidade... Você continuava apertadinha, mas entrou sem resistência. Você não sentiu dor.

— É que o parto das gêmeas foi cesariana. Ao contrário dos meninos que não me fizeram esperar, muito pelo contrário, se adiantaram – ela riu – elas demoraram muito, aí a Lanie decidiu pela cesárea. Então, como não passaram pelo canal vaginal, não levei ponto ali.

— Confesso para você, Kate, que essa de você ter voltado a ser, digamos, a ser virgem...Nossa Senhora! Você me pegou de surpresa e foi um fetiche especial para mim.

— Com sensualidade, ela sussurrou no ouvido dele – Pra mim também, você não faz ideia. O clima, a paixão, a ansiedade, a saudade de ter você dentro de mim, a dor misturado com tesão e prazer, o mistério... E depois você foi tão carinhoso, habilidoso, tão másculo, tão viril. Tudo isto foi muito excitante. Muito excitante mesmo.

— Você falando assim, olha como eu fico – ele levou a mão dela para o membro vigoroso dele. O meu sono e o meu cansaço sumiram.

— E se eu disser que o meu sono também sumiu, você acredita? Quem disse que eu estou cansada? – ela torceu a boca e deu um sorrisinho sonso — Como eu tô agora, eu não vou conseguir dormir mesmo. – ela já disse isto subindo no marido, deitando no peito dele passou a beijá-lo e a enroscar suas pernas nele. – Se você não quiser fazer amor comigo agora, eu acho que vou te violentar – ela avisou apalpando o membro dele.

— Eu já ia falar a mesma coisa pra você, docinho. Agora é transar ou transar, sem alternativa... — Ele, muito habilmente, passou a acaricia-la intimamente, introduzindo seus dedos e bombeando rapidamente, deixando-a mais acesa ainda. Após várias arremetidas profundas e fortes ele sentiu que ela estava tendo espasmos musculares que apertava seus dedos ritmadamente e logo alcançou o orgasmo. Ainda com o corpo dela sobre o seu, ele a ergueu um pouco pelos quadris e substituiu seus dedos pelo seu membro. Ele a fez descer sobre ele.

Ao se ver completamente encaixada nele, Kate sussurrou – Amor, eu te quero muito mas muito mesmo, mas eu quero você em cima de mim. E quero bem forte. Estou louca pra isso.

Muito rapidamente, sem deixar a excitação diminuir, ele girou seus corpos e deixando-a deitada, ele ficou ajoelhado e se pôs entre as pernas dela e passou a arremeter com veemência, sem interromper. Depois ficou sobre o corpo dela, beijando-a, lambendo-a, continuando os movimentos com entusiasmo e paixão.

Ambos arquejavam como se estivessem com falta de ar. Rick estendeu um braço da mulher para cada lado e deslizou suas próprias mãos sobre cada uma das mãos dela, encaixando seus dedos entre os dedos dela, apertando-os e, assim, impulsionava seu corpo para dar as derradeiras bombeadas.

Ainda em vigoroso movimento, ele sente seu membro ser comprimido pelas paredes internas dela e isto era bom demais e o deixou ainda mais louco de tesão e, assim, se enterrou profundamente nela e deste modo, ambos, exaustos, atingiram o orgasmo.

Richard deslizou para fora dela e deitou-se, trazendo-a para junto de si, e, ainda sentindo a deliciosa sensação do orgasmo, sussurrou – Kate, eu te amo.

— Eu também te amo, babe. Muito– ela já falou quase dormindo.

— Você é a mulher que eu sempre sonhei e desejei. Você é o amor da minha vida. Sempre

Não se ouviu mais nada, exceto a respiração regular dos dois.

Dormiam felizes e satisfeitos.

Continua...

Notas finais
Quem gostou levanta a mão, mas se puder, comente, tá certo? ================ Bebê CASKETT - http://3.bp.blogspot.com/-uQXh8CSJR1s/UItrCRxn1GI/AAAAAAAAA0Q/nCm1NHx_Qgs/s1600/df.png Bebê CASKETT - http://thumbs.dreamstime.com/z/crian%C3%A7a-de-sorriso-bonito-do-beb%C3%AA-ap%C3%B3s-o-banho-no-banheiro-49618686.jpg CASKETT no sofá - https://40.media.tumblr.com/9b91a7e8c3b2525a45abd77d0e2439fd/tumblr_n36cdx3nvT1rt41geo1_500.jpg Kate safadinha - http://45.media.tumblr.com/c3f9d721a71f4295b6188bf33419f307/tumblr_nycb7pgxop1qzdceqo1_500.gif CASKETT transar - http://1.bp.blogspot.com/-1Hm0rQAS8vw/Uc4IN1fKptI/AAAAAAAALpc/ubSXdCKhbOU/s750/tumblr_mp2uzspuro1qclmrho1_r2_500.jpg http://45.media.tumblr.com/c3f9d721a71f4295b6188bf33419f307/tumblr_nycb7pgxop1qzdceqo1_500.gif