Amor de Ontem, Hoje e… Sempre⏳⌛⏳
99 Os bebês iam crescendo
Os dias que se seguiram Rick e Kate tinham certeza que estavam mais coloridos, o céu estava mais azul e tudo estava mais bonito.
Não se sabia quem estava mais feliz, se era Kate ou se era Rick, pois ambos sabiam que tinham a família mais linda e mais querida do mundo e que a base de tudo isto era o amor que sentiam um pelo outro.
Em uma certa manhã ambos acordaram às cinco horas com a “babá eletrônica” anunciando o choro de um dos bebês.
Ambos pularam da cama e Kate, muito rapidamente, deu um nó no cabelo, com fios soltos pelo rosto, o que lhe dava um charme sem igual e em seguida saiu do quarto vestindo um lindo roupão de seda, mas não sem antes dar um beijinho e fazer um carinho no rosto de seu marido e olhá-lo com amor.
Chegando ao quarto dos bebês, a Auxiliar plantonista a cumprimentou enquanto trocava a fralda do Bernardo — Bom dia, Sra. Rodgers.
Kate respondeu ao cumprimento — Olá, Srta. Cruz. Bom dia.
A moça foi relatando — O Arthur acordou primeiro. Ele estava inquieto, então eu vi que estava com a fralda molhada. Eu o troque, mas aí ele estava com fome e começou a chorar e o seu choro acordou o Bernardo e agora o Bryan.
— Ok, querida. – Kate pegou o Arthur e o levou para a poltrona de amamentação – Bom dia, meu amor, você já está com fraldinha seca. Calma, meu anjinho, a mamãe está aqui. Oh, meu amor, a mamãe chegou. – Kate falava com tom de voz bem carinhoso com a intenção de tentar acalmar o filho antes de por no peito. Assim que ele ficou mais calmo, ela abriu o roupão, pôs uma almofada larga e macia que sustentava o bebê para mamar, sem a necessidade de usar o próprio braço. Acomodou seu bebê no peito. Imediatamente ele se apossou do seu peito e não queria mais nada com ninguém. Ele só queria mamar.
Falando baixinho, Kate chamou a Auxiliar – Srta. Cruz, quando terminar com o Bernardo, traga-o que eu vou dar de mamar para ele também. E assim a moça fez.
— Quero só que você me ajude com a almofada para por o Bernardo bem apoiado, ok?
Quando a almofada estava apoiada com segurança para sustentar seu bebê, Bernardo foi colocado nela. Kate aproximou o seio e ele rapidamente se apossou, igual ao seu irmão.
Com a certeza de que os bebês estavam confortáveis e em total segurança sobre as almofadas específicas para amamentação, Kate tinha as mãos livres, e assim, acariciava seus filhos e ficava olhando apaixonada para eles.
— Srta. Cruz, faça a gentileza de preparar a mamadeira do Bryan que meu marido vai dar pra ele, ok?
Richard chegou ao quarto dos bebês e, como sempre, ficou emocionado com a cena da esposa amamentando seus dois bebês ao mesmo tempo. Ele pegou o celular do bolso do roupão e tirou várias fotografias.
— Amor, eu estou horrorosa!!! Você vai apagar isto! – ela se queixou baixinho.
— Você está linda! Nunca vi você horrorosa! – ele foi até ela, abaixou um pouco e deu um selinho.
— Huuummm! Então tá... – sorriu apaixonada – Amorzinho, ainda tá cedo para você ir para o trabalho, então, você pode dar mamadeira para o Bryan?
— Posso! Cadê?
— A Srta Cruz foi pegar.
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Como sempre, Deus era muito bom para Kate e sua produção de leite era muito boa e ainda não precisara dar leite artificial aos bebês. Mesmo com três boquinhas gulosas mamando, Kate, nos momentos de folga, ainda conseguia coletar seu próprio leite e o armazenava na geladeira para momentos como estes, pois assim, os bebês se alimentavam com o leite materno e não choravam de fome.
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E assim começou mais um dia de labuta com os bebês Rodgers, os mais lindos do planeta.
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Cada dia naquela casa tinha uma novidade com relação aos bebês e tudo era lindo e tudo era maravilhoso e as meninas estavam mais e mais apaixonadas pelos irmãos.
Se fizesse vontade, as gêmeas brincariam com os bebês como se fossem seus bonecos.
— Mamãe, o Bryan pode dormir na minha cama hoje? Ele pode dormir comigo igual como eu faço com minhas bonecas e com o Cotton? – Annie perguntou.
Perspicaz, Kate não negou de imediato. Ela arranjou um jeito da própria filha fazer a opção, porém dá uma certa ajudinha... – Que fofo, filha! Seria ótimo, né, querida, mas eu acho que você não vai gostar porque pode acontecer dele fazer xixi na sua cama e também pode fazer cocô. Além de emporcalhar sua cama tão linda, ainda pode sujar você e sujar também o Cotton e... Pode ser que fique com um cheirinho ruim... – Kate franziu o nariz indicando que o bichinho de pelúcia da menina iria ficar fedendo a cocô. — Você já viu várias vezes a gente trocando a fralda dele, não foi? Todas às vezes você sempre fica com nojo, lembra? Meu anjinho, mas pode até ser que ele não te suje muito com cocô e xixi, mas ele pode te acordar chorando a noite toda... e não vai deixar você dormir, de tanto choro.
A garotinha fez uma expressão de quem não estava gostando nada daquilo e ao ver a carinha dela, com o bico característico de que "aquilo não ia dar certo" ou "não era bem isto que eu queria", Kate quase não se aguentou. Ela queria rir, mas se controlou ao ouvir a filha decidir. — Pensando bem, mamãe, deixa o Bryan dormir no bercinho dele, né? É melhor... – a garotinha foi logo dando uma desculpa.
Percebendo que a garotinha desistira, Kate, então, fez uma proposta, de modo a alegrar um pouco a filha. – Querida, nem o Bryan nem o Arthur ou o Bernardo pode ainda dormir com você a noite toda, mas que tal eu coloca-lo somente um pouquinho na sua cama para você ficar juntinho dele, eihm? Só para ele conhecer a sua cama... Aí eu fico ao lado de vocês dois... Que tal? Mas só um pouquinho...
— E se ele fizer cocô na minha cama?
— Como eu vou estar ao lado dele, querida, eu protejo a sua cama. Eu coloco um protetor.
— Você faria isto, mamãe? Faria isto Agora? — a garota estava vibrando de alegria porque o irmãozinho ia para sua cama.
— Vamos, meu bem.
Kate tirou o Bryan do berço.
Segurando o bebê no colo ela seguiu até o quarto da filha e chegando lá Annie se jogou na sua cama e logo em seguida Kate depositou o bebê ao lado da garotinha que passou a conversar com o irmãozinho como se ele entendesse o que ela falava – Bryan, olha, esta é a minha cama – a menina olhou para a mãe – Mamãe, bota ele aqui, vai... Ele tá olhando prá mim... Ele tá entendendo tudo, né?. – Kate concordou e sentou ao lado da filha que, naquele momento, era só sorrisos.
— Bryan, não faça nem xixi nem cocô na minha cama, tá certo? – Annie pedia ao irmão.
— Ele entendeu, filha, ele entendeu.
Annie pegou o Cotton que estava na sua cama e o apresentou ao irmão – Olha, Bryan, este é o Cotton. Eu durmo com ele todas as noites. Ele me faz companhia e eu gosto muito dele. – A garota balançava o bichinho de pelúcia bem sobre o rostinho do irmão.
Com bastante cuidado, Kate conseguira evitar que o bichinho batesse ou sequer encostasse no rostinho do bebê.
Bryan estava esperto, olhando bem para a carinha animada da irmã e ela estava achando isto o máximo.
— Mamãe, o Bryan gosta de mim, né, ele tá me olhando.
— Ele te ama, filha. Ele nos ama.
Kate sorriu de felicidade ao ver a cena divertida e ao mesmo tempo tão linda. E assim, Após cinco minutos, vendo a filha completamente alegre com o ocorrido, Kate devolveu o garoto ao seu berço.
Dessa maneira, o dia a dia da família Rodgers ia se arrumando e seguindo dentro da normalidade, sempre com muito amor, carinho e respeito entre eles.
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Se desde que nasceram, os bebês eram a novidade da família, a partir do sexto mês, então, eles eram a sensação, porque cada dia que passava eles estavam mais lindos e mais espertos. Já sorriam com mais facilidade e observavam as coisas e as pessoas ao seu redor, inclusive as irmãs que faziam de tudo para chamar a atenção deles, nas mínimas coisas, nas mínimas caretinhas e gestos que faziam.
A partir do momento em que os meninos foram crescendo, suas outras características iam ficando mais evidente e uma das mais marcantes eram as cores dos seus olhos.

Conforme Kate previra desde que eles eram menorzinhos, Bernardo e Bryan tinham os olhos verdes iguais aos dela e Arthur tinha os olhos azuis iguais ao pai. Os três tinham cabelos bem clarinhos. Um era quase carequinha, outro tinha cabelo mais ralo e o outro era mais cabeludo e mais loirinho do que os outros. Os três tinham rostinhos rechonchudos, porém com traços particulares.
Com o passar dos meses eles foram ganhando personalidades próprias e Kate e Richard já conseguiam saber o jeitinho de cada um.
Kate estendera sua licença maternidade e retornara ao trabalho somente quando seus bebês estavam com três meses, mas sua jornada começava um pouco mais tarde. Além disso, ela ia almoçar em casa e retornava do escritório um pouco mais cedo, tudo isto para continuar amamentando os filhos, pois sabia da importância do aleitamento materno.
O nascimento dos filhos só serviu para aumentar ainda mais a cumplicidade de Kate e Richard e a cada dia eles estavam mais íntimos e mais apaixonados.
A vida sexual deles retornara a todo vapor e a casa se movimentava no ritmo do amor, alegria e felicidade.
Continua...
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