Richard estava amando ter meninos em casa.

Se quando ele tinha somente a Alexis ele já brincava tanto com a ruivinha que pareciam duas crianças, quando ele conheceu as gêmeas, então, aí que ele passou a ser criança novamente mesmo e Kate amava vê-lo assim. Amava a leveza e a jovialidade do marido.

Pois é, se com as três filhas Richard já se sentia feliz da vida...

Kate nunca esqueceria do dia em que o marido ficara nas nuvens no momento em que soube que ela estava grávida de um menino, e depois, com a notícia de que seriam trigêmeos, ele não contou dois tempos e deixou claro desde o início de que os garotos iriam se divertir muito com ele. Só que Kate não tinha noção do que ele estava falando.

Quando os meninos completaram seis meses e já não precisavam mais de serviços e cuidados especiais para bebezinhos, Kate substituiu as Auxiliares de Enfermagem por uma babá que ficaria com os meninos durante o dia, quando ela estivesse no trabalho.

Além de Beth para cuidar da casa, da alimentação da família e passar os olhos nas meninas, agora tinha uma Babá, a Megan, que cuidava dos moleques de segunda a sexta-feira desde a hora em que acordavam até o horário que Kate retornava do trabalho no final da tarde. A moça só trabalhava aos sábados quando Kate e Richard saiam para curtirem uma noite romântica ou mesmo para compromissos formais e também os profissionais.

Para a brinquedoteca do apartamento novo, Kate pedira aos arquitetos e decoradores que queria uma tão boa quanto aquela do apartamento anterior, então, seu pedido foi atendido maravilhosamente bem. Era um espaço extraordinário e muito amplo, com diversos ambientes, tanto que Richard amava brincar com os garotinhos e os três eram danados, mas, mesmo sem querer dar mais importância a um do que a outro, o pai achava o máximo o modo como Bryan era. O menino era uma pimentinha.

Na primeira vez que o Bryan aprontou, o moleque estava para completar sete meses. Era um domingo, por volta das dez horas da manhã quando Kate disse que ia preparar o almoço enquanto Richard ficaria com os filhos na brinquedoteca.

Os meninos estavam dentro de um reservado grande e emborrachado com muitos brinquedos próprios para a idade deles. As gêmeas também se encontravam na brinquedoteca, só que em outro ambiente. Estavam na casinha de bonecas entretidas com as panelinhas e mantimentos de brinquedo.

Alexis estava em seu quarto, repousando. Kate lhe dera um comprimido porque a linda ruiva estava com dor de cabeça.

— Rick, eu vou preparar o almoço, mas olhe bem estes pequenos. – Kate o advertiu e deu um selinho nele — Pelo amor de Deus! Querido, a Bia e a Annie, já estão com sete anos e já sabem brincar sozinhas sem supervisão. Mas os meninos.... Huuummm!!! – ela torceu a boca de forma divertida a fim de provocar o marido – Nei sei o que estou pedindo pra você... Pois não sei quem é mais traquinas, se é você ou os meninos. – ela zombou.

— Kate, você acha que eu não sei tomar conta dos meus próprios filhos? É isso? – ele tentou tranquiliza-la – Querida, isso é fácil! – ele riu – Até porque eles só têm seis messes... Quase sete... Mas ainda estão com seis meses. Deixe comigo que eu vou ficar de olho neles, ou você se esqueceu que eu sou “O Encantador de Bebês”?

— Ok! Vou confiar. – ela deu um selinho nele e saiu sorrindo. – Estou na cozinha, ouviu, Sr. “Encantador de Bebês”? – e foi saindo.

— Ai, ai... Sinto que você não tá pondo fé em mim... – ele piscou pra ela – Amor, pode ir tranquila. Cadê a Alexis?

Kate interrompeu a caminhada e, sensibilizada com o mal-estar da filha, respondeu ao marido — Coitadinha. Ela está com dor de cabeça. Eu dei um comprimido para aliviar a dor e ela foi descansar no quarto dela. Ela disse que quer silêncio... Antes de ir para a cozinha eu vou dar uma passadinha lá para vê-la.

Kate deu outro selinho no marido e deixou os meninos aos cuidados dele.

O local onde os três meninos estavam brincando ficava bem ao fundo da brinquedoteca. Era um local emborrachado e com muretas próprias para impedir que os bebês saíssem. De um lado era parede branca e do outro havia uma estante com diversos brinquedos próprios para crianças pequenas, todos sem perigo nenhum. E os outros dois lados eram cercados com a tal mureta também emborrachada.

Com quarenta minutos de brincadeiras, Richard reparou que os garotos estavam tranquilos, então deu uma saidinha rápida para ver como a Alexis estava

— Oi, filha, tá dormindo? – a garota estava deitada sob o edredom com os olhos fechados.

— É, né pai, se eu tivesse, você me acordava... – a ruivinha abriu os olhos e chamou o pai e estendeu os braços para ele – Vem cá, pai, fica um pouquinho comigo. A mamãe também ficou um pouquinho comigo, mas ela foi fazer o almoço. — Richard ficou fazendo mimos na ruivinha e demorou mais do que o previsto.

Ele ficou fazendo dengo na garota.

Acarinhada pelo pai, a garota perguntou em dúvida — Pai, onde estão o Brayan, o Bernardo e o Arthur? Estão dormindo?

— Não, que nada. Já viu eles dormirem neste horário? – ele riu – Eles estão na brinquedoteca. Estão se divertindo.

— Sozinhos, pai? – Alexis se sentou e ficou admirada com o desprendimento do pai em confiar nos meninos sozinhos. – Pai, é perigoso!

— Não, que nada! Eu estou lá com eles.

Alex torceu a boca, balançou a cabeça — Dããhhh! Dããhhh! Você está lá com eles ou está aqui comigo, pai?

— Ah, você entendeu, filha... Eu estou lá com eles, mas dei uma passadinha aqui pra te ver... Só um pouquinho...

— Pai, se eu fosse você eu voltava agora... Correndo. Lembre-se que se trata dos ‘meninos’... “Meninos”, pai. Eles são sapecas e o Bryan, então... Helooo!!! Se a mamãe descobre que você os deixou sozinhos... Sei não, viu...

— Ok! Você tem razão! Sua mãe me mata! – ele já ia saindo quando se lembrou de perguntar – Hey, filha, a dor já passou?

— Já, pai, mas eu quero ficar mais um pouquinho aqui. Na boa! Vou ler um livro.

— Ok, filha. Vou lá ver os capetinhas.

Ele saiu deixando a filha rindo dos gracejos do pai.

— Que figura! – ela falou sozinha assim que o pai saiu.

Assim que entrou na brinquedoteca e se dirigiu ao fundo da sala para ver os trigêmeos, Richard quase caiu duro!

De um lado estavam o Bernardo e o Arthur brincando, na deles, numa tranquilidade de dar inveja.

E do outro, estava Bryan.

Para sua aflição, o tal cercado não havia mais a parede branca. O pimentinha encontrara latinhas de tinta e pinceis e, sem saber como o garoto conseguira abrir os potinhos de tinta, ele fizera a festa.

Bryan segurava um pincel com uma mão. No entanto, o bebê peralta pintava tanto com o pincel quanto com a própria mão. Um artista! Era tinta pra todo lado, inclusive nele e pra piorar as coisas, assim que ele viu o pai, ele colocou o pincel na boca, talvez na intenção de coçar a gengiva que estava na fase de nascerem os dentinhos. O pior é que o pincel estava ensopado de tinta azul.

Richard nem mesmo entrou no local onde os meninos estavam porque não tinha tempo a perder. Resolveu ir pedir ajuda à Alexis. Ela ficaria com Bernardo e Arthur enquanto ele ia dar banho no Bryan. Depois pensaria o que fazer para limpar o local. Teria que por em prática as palavras de ‘paz e amor’ que diria para a esposa para ela não se chatear muito...

Richard não sabia o que fazia primeiro... Não sabia se pegava Bryan e levava para dar banho e deixava Arthur e Bernardo brincando sozinhos ou se levava os três. Ele ficou tenso e não sabia o que fazer primeiro. Não estava preocupado com a tinta porque sabia que era produto próprio para criança, sem componentes tóxicos. Mas também não era para colocar o pincel encharcado na boca...

— Já vi tudo... Ele vai fazer cocô azul! – ele pensou alto. — Que Deus me ajude. Acho que a Kate vai me matar.

Richard correu de volta para busca ajuda da Alexis. Ele narrou rapidamente a situação para a ruivinha e os dois retornaram à brinquedoteca.

No caminho ele desabafou com a filha — Sua mãe vai me matar!

— Porque eu vou te matar, Richard?

Richard gelou ao ouvir a voz da esposa logo atrás de si.

Parou de andar e se transformou em uma estátua e girou o corpo para ficar de frente a ela.

Com uma cara de culpado ele tentou engabelar a esposa — Nada querida... Imagina! Eu estou brincando com a Alexis... – riu sem graça — Que tal você voltar para a cozinha e terminar nosso almoço delicioso, eihm? Eu tenho certeza que vamos adorar seu tempero... – ele forçou um riso para disfarçar sua aflição.

Ela o mirava meio de lado, desconfiada – Tente outra vez, querido... Não colou! Richard Alexander Rodgers, aonde estão os seus filhos?

— Ah, eles estão ótimos! Uma beleza! – mais uma vez ele tentava camuflar a situação. – Eles estão brincando numa felicidade que dá gosto! Só você vendo...

Pois é isso mesmo que eu vou fazer, Richard. Eu vou ver os bebês.

— Não! Pode acreditar em mim, amor. – Ele a embarreirou – Querida, deixe-os brincando...

Kate estava com cara de preocupada e pede passagem – Richard, me dá licença que eu vou ver como estão os meninos.

Ele tenta novamente embarreirar e a segura com delicadeza pelo braço.

— Kate, eu acho melhor você não entrar aí....

Ao ouvir isto, ela dá uma parada, solta-se do braço dele e gira o corpo para olhar atravessado para o marido – Se você queria me tranquilizar ao falar isto, o tiro saiu pela culatra.

Ela entrou rapidamente e foi ao encontro dos filhos. Antes mesmo de Richard entrar na brinquedoteca ele ouviu a mulher – Meu Deus! Eu não acredito no que eu estou vendo, Richard.

Ele correu para encontra-la e qual não foi a sua surpresa ao ver que os dois anjinhos, seguiram o exemplo do irmão... Agora eram os três que estavam de tinta da cabeça aos pés.

— Pai! – Alexis se espantou ao ver os três irmãos lambuzados.

Tentando amenizar a situação, Richard começou a elogiar os garotos – Mas eles são espertos, né? Veja a forma como eles misturam as cores das tintas... Incrível! Arte abstrata da melhor qualidade! Vejo futuro neles.

— Se isso foi para ser uma piada, Richard, eu não achei graça. – Kate não gritava nem se exaltava, mas pela tom de voz e pelo olhar, dava para ver que ela estava muito chateada.

Richard tentou quebrar a resistência da esposa chegando bem perto dela e com voz amorosa comentou — Querida, me escute. Pense pelo lado positivo.

— Sério, Richard!? Qual é o lado positivo? – ela mesmo respondeu – Eu não estou conseguindo identificar.

— Sem brincadeira, amorzinho. – Ele estava com a fisionomia indicando que compreendia o motivo da preocupação dela.

Mas Kate não aceitava o que acontecera com as crianças — Não sei onde eu estava com a cabeça quando deixei minha sétima criança tomando conta dos bebês. Será que tem que ter babá até nos finais de semana quando estamos em casa?

— Katherine Rodgers! – apesar de saber que falhara ao deixar os bebês sozinhos, ele ficou um pouco chateado pela colocação dela e pela falta de confiança nele — Você sabe que eu sei tomar conta dos meus filhos e a prova disto é a Alexis que é uma menina saudável e nunca deixei acontecer nada com ela. Nunca aconteceu nada com ela que fugisse da normalidade das quedas e imprevistos que ocorrem com qualquer criança normal. – ele ficou tenso, mas logo voltou a ficar sereno. Passou as mãos pela nuca e continuou – Meu amorzinho, estou falando sério. Repare. Eles estão brincando e estão saudáveis. Eu sei que eu errei em sair de perto deles... Eu fui ver a Alexis porque queria ver se a dor de cabeça dela já tinha passado. Eu sei que poderia até ter acontecido outra coisa grave com eles, sei lá, mas não aconteceu. Eu sei, eu errei. Mas querida, olhe bem para os nossos garotos. Eles lambuzaram a parede, o chão do espaço deles e eles próprios. Mas esta tinta é própria para crianças, Kate, não é tóxica e é feita com componentes hipoalergênicos. Veja nos olhinhos deles, querida como estão felizes. Eles estão achando o máximo esta meleira. Kate, eles estão saudáveis e muito felizes. Olhe a carinha deles.

Kate olhava alternadamente das crianças para o marido.

Richard continuou – Querida, entenda, eu não estou tentando me isentar da culpa. Como falei, eu errei em deixá-los sozinhos. Mas...

Eles discutiam sobre o assunto, mas em nenhum momento se exaltaram, tanto que os meninos continuaram brincando e se lambuzando tranquilamente.

Alexis olhava para os pais e para os irmãos e fez um comentário — Mãe, eu sei que é assunto de adultos e eu não devia me intrometer. Sem querer tomar partido do papai, pois sei que como ele mesmo disse, ele errou ao deixar os bebês sozinhos, mas mãe, eles estão bem. É como o papai falou. – Alexis deu alguns passos em direção aos pequenos. Girou o corpo e fitou os pais — Oh, gente, olha para a carinha deles.

Ao ouvir a voz da Alexis, Kate olhou carinhosamente para a garota e fez um carinho nos cabelos dela. – Oh, filha, nem perguntei, você tá melhor, meu amor? – ela perguntou com doçura – O remédio que eu te dei já fez efeito, meu anjo?

— Estou bem, mãe, obrigada. O remédio fez efeito. – Alexis respondeu à mãe com a mesma doçura e continuou dando sua opinião sobre a situação com os garotinhos – Pai, mãe, olhem a carinha de felicidade deles dentro desta meleira.

Kate mordia o canto inferior direito dos seus lábios e, pensativa, olhava para os pimentinhas.

Ela suspirou e olhou com carinho para o marido – É, querido, você tem razão. A tinta não é tóxica e eles estão bem. Estão felizes nesta lambança.

Richard demonstrou ficar aliviado quando ouviu o que a mulher falara. Sorriu para ela, mas resolveu não falar nada. Esperaria mais um pouco para ver se a esposa realmente estava calma.

— Querido, me desculpe o modo rude com que eu falei com você. Sei que o magoei, mas é que eu levei um choque ao ver os bebês assim... – Ela deu um sorrisinho para ele e, na ponta dos pés, deu um beijinho no rosto dele. – Você é o melhor pai do mundo e eu já te falei isto e não tiro nenhuma palavra de todos os elogios que já te disse sobre o modo como você cuida de todos os nossos filhos.

— Oh, amor! Eu que te peço desculpas por tê-los deixado sozinhos. Eu errei mesmo.

Kate já sorria. – Eles estão tranquilos, né? Estão na boa... – riu novamente. – Que figuras! – Kate olhou para Alexis e a elogiou – Obrigada, filha, você é uma fofa!

— Amor, deixa eu te contar uma coisa. – Richard queria explicar — Quando eu voltei do quarto da Alexis, eu encontrei somente o Bryan, a parede e o chão melecado de tinta...

— “Somente”, né? Tá, Rick... Somente... O Bryan, a parede e o chão melecado de tinta... – Kate riu do modo como Rick estava falando.

— Ah, você entendeu, Kate... eu encontrei somente o Bryan, a parede e o chão melecado de tinta... Ele tinha pintado o sete mesmo... – Alexis e os pais riram — E os outros dois estavam brincando, feito anjinhos, com aquele brinquedo ai – ele apontou para o tal brinquedo. – Daí, quando fui buscar a Alexis para me ajudar... Para ela ficar com o Bernardo e o Arthur enquanto eu dava banho no artista – ele riu – ... Foi quando eu encontrei você... Aí os três já estavam assim...

— Mas o Bryan é uma figura, né? – Kate repetiu.

— Kate, você se lembra no dia em que eles saíram pela primeira vez do berçário para ficar no quarto com você? Quando nós começamos a escolher os nomes deles de acordo com a escolha das irmãs? Lembra? Foi a Bia quem escolheu o nome do Bryan. Assim que você pegou o Bryan nos braços e o cumprimentou já com o nome dele, você comentou que se ele puxasse a peraltice da Bia, você estaria ferrada? E dito e certo, amor. O garoto é igualzinho a Bia, ou até pior. Apesar de pequenininho, ele faz coisa que ninguém acredita. Se contar, parece mentira.

— Richard, a Bia é você outra vez e o Bryan segue o mesmo caminho. – ambos riram e Alexis também.

— É pai, a Bia é igualzinha a você mesmo – a ruiva riu.

Kate completou — Ele adora uma arte. O Bernardo e o Arthur são espertos, mas o Bryan, meu Deus! – ela riu e fez uma pausa – Mas ainda não entendi como foi que eles conseguiram abrir as tampas das tintas...

— Hey, nem olhe pra mim... Sou inocente... – Richard se defendeu e levantou as mãos em sinal de que era inocente, provocando risos na esposa.

— Eu não falei nada, seu bobo! – Kate continuava achando divertida a situação.

— Então... – Richard começou a falar, mas Kate o interrompeu.

— Então eu vou voltar para terminar o almoço e você, amorzinho – piscou para ele – dá banho nos meninos e dá um jeito nesta sujeira... Que tal?

— Perfeito... Aliás, quase perfeito. Querida, eu vou dar banho nos meninos, óbvio, mas limpar isto aí... Tá complicado.... Se eu for limpar, acho que vai somente espalhar a tinta e melar mais ainda...

— Tem razão, querido. Deixe aí, depois pensamos o que vamos fazer... Se mandamos pintar a parede e trocamos o emborrachado do piso ou se deixamos assim mesmo com a arte deles... – sorriu.

...

...

...

Um mês e pouco depois, estavam os trigêmeos sob o tapetes felpudo da brinquedoteca quando Richard teve uma ideia. Ele pegou uma das caixas que ficavam no alto e de lá pegou os dois sabres de luz pequenos que comprara para Bia e Annie na época da lua de mel e também o dele, que era maior.

Ele entregou os dois pequenos para os meninos. Artur e Bernardo não deram muita atenção ao brinquedo. Bernardo até pegou, colocou na boca para morder. Já Bryan, mais curioso, encontrara o botão de ligar e logo o acionou e ficou intrigado quando a luz do sabre acendeu.

Sem contar conversa, Richard também ligou seu brinquedo e ficou mostrando aos filhos, na prática, como é que brincava com aquilo.

Muito rapidamente o garoto mesmo sem muito jeito, haja vista que ainda não tinha a coordenação motora completamente desenvolvida e, assim, ficou tentando ‘lutar’ com o pai, que, óbvio, estava feliz da vida por brincar com seu filho, de igual para igual...

Kate entrou no ambiente no exato momento em que Bryan e Rick começaram a ‘lutar’ e achou muito fofo seu marido brincando com o filho. Chegou perto deles e ficou assistindo e se divertindo.

Bernardo parou de morder o cabo do sabre de luz e o largou. Richard o pegou e acionou o botão de ligar e o deixou novamente para Bernardo ou Arthur pegarem.

Desta vez quem pegou foi o Arthur e aí se juntou ao Bryan e ao pai e ficou fazendo movimentos idênticos aos deles, para a felicidade do pai.

Quando Richard interrompeu a brincadeira com os bebês para fazer outro tipo de atividade, jogou umas bolas de pelúcia e carrinhos de plástico para os meninos se ocuparem enquanto ele guardava os brinquedos. Antes de retornar para junto dos trigêmeos, ele chegou perto da esposa e a puxou para um beijo.

Ao se separarem, ela comenta – Que bom que eles ainda não falam “Eca!”, iguais às meninas, né? – Ambos acharam graça diante do comentário dela.

— Então, vamos aproveitar... Bia e Annie estão entretidas com os vestidos de princesa, a Alexis está assistindo a um filme no home theater e estes moleques não estão nem aí para a gente. Vamos namorar, vamos. – Richard estava animado.

— Eu topo! – ela deu a mão para ele que a puxou e fora se sentar em uma das confortáveis poltronas próximas aos garotinhos, que, naquele momento, se divertiam muito. Rick a colocou no colo. Ficaram conversando, trocando carinhos, abraços e beijos e juras de amor.

— Querida, é um papo meio piegas, mas não me importo... A verdade é que mesmo se eu ficar te agradecendo até o final da vida, ainda não vai ser o bastante para demonstrar como eu sou feliz por ter você e por você ter me dado esta família.

— Eu digo a mesma coisa, Rick. Às vezes eu paro e fico olhando para vocês e fico pensando se é um sonho... Se for, eu não quero acordar nunca.

— Eu te amo, Katherine Rodgers. – ele a beijou. Um beijo apaixonado que foi correspondido com a mesma paixão.

— Eu também te amo, Sr. Richard Rodgers. Muito, muito, muito. – ela deu um beijo estalado nos lábios dele e olhando apaixonada para ele ficou conversando – Por falar nisto, Rick, por falar neste amor todo que eu sinto por você e que eu sei que você sente por mim... Eu vendo você cada dia mais gostoso e bonitão – ela deu um olhar sensual para o marido e continuou – Também tenho visto que a Alexis está quase uma mocinha, a Bia e a Annie, já completaram sete anos... Passa rápido, né, e os pirralhos aí estão com oito meses, ‘pintando o sete’ cheios de energia e saúde, daqui a pouco já vão andar e começar a balbuciar “papá”, “mamã”, os nomes das irmãs do jeito que eles conseguirem... Então, eu queria saber se o senhor quer se casar comigo?

Pego de surpresa, ele ficou sem fala.

Ao se recuperar do susto ele, com habilidade, faz ela se sentar de frente para ele. Toca o rosto dela com sua mão direita, segurando-a carinhosamente na região da nuca, trocam olhares apaixonados quando ela põe sua mão esquerda sob a mão direita dele.

Como ele não falara nada, ela lentamente indaga baixinho quase inaudível – Você desistiu de se casar comigo?

— Nunca! Até porque nós já somos casados, lembra? – ele deu um risinho, todo bobo de amor.

Ainda baixinho, ela continua – Você não disse nada... Não me respondeu...

— É que eu fico espantado do seu jeito lindo de ser... Do seu jeito lindo de falar. Da pessoa linda que você é. Mesmo cheia de regras e princípios, que por sinal eu acho maravilhoso e te respeito, te admiro e te amo por isto, você não põe limites para me fazer feliz e ainda consegue me surpreender a cada dia. Kate, você sempre foi, é e vai continuar sendo o amor da minha vida. Você é a mulher que enfeita meus dias e faz com que eu fique rindo sozinho, todo bobo, por saber que eu tenho você, não importa onde eu esteja. Juntos, fizemos esta família linda que eu amo. Ele aponta para os filhos – Olha para isso... Demais! – sua voz estava carregada de emoção e seus olhos estavam cheios d’água. Quando recomeçou a falar, lágrimas já escapavam dos seus olhos – Kate, olha o que você faz comigo? – ele ria com lágrimas escorrendo – Babe, eu não consigo pensar na minha vida sem ter você. O que eu mais quero para o 'meu' futuro é continuar a fazer parte do 'seu', então, Katherine Houghton Beckett Rodgers, “sim”, eu quero renovar com você, os meus votos de amor eterno, desta vez perante Deus, para recebermos oficialmente as bênçãos dEle.

Kate estava com o rosto molhado por lágrimas quando pergunta – Jura?

— Juro! E vou logo dizendo... Eu já sei que o padre vai perguntar, então eu te adianto que é de livre e espontânea vontade que eu quero me casar com você, para ser feliz e te fazer feliz, na saúde ou na doença, na alegria ou na tristeza, na riqueza ou na pobreza, sendo fiel, amando-te e respeitando-te todos os dias da nossa vida... Até a eternidade. Always.

Muito emocionada, ela envolve o pescoço dele com seus braços e ficam assim por um bom tempo, até que ele beija o pescoço dela, dá uma mordiscada no lóbulo da sua orelha e vai dando pequenos beijinhos e seguindo uma trilha até os lábios dela, quando ela suga o lábio inferior dela e, excitados, se beijam com paixão, sendo interrompidos quando sentem algo baterem neles e logo percebem que foi uma das pequeninas bolas de pelúcia que estava com os pirralhos que atiraram ao léu, sem intenção de acertar os pais e isto os fizeram sorrir.

— Tá vendo, eles não falam “Eca!”, mas jogam bola só para pararmos de nos beijar. – Richard fala e faz um gesto na boca muito divertido.

De repente ele pergunta – Hey, você falou em casarmos no religioso, mas não falou de data e depende de você, amor. — Ele passou a mão pelo corpo dela, pela cintura, quadris, pernas e falou – A sua desculpa para não casarmos antes é porque você não queria casar grávida, e ao que eu sei, você não está grávida... Também você veio com aquela história de que não queria casar gorda e também não queria casar com os bebês pequenininhos por um monte de motivos, eu até entendo, mas agora, eles já estão enormes – ele fez uma cara de exagero, provocando riso dela – você não está gorda, aliás, nunca esteve... Então... Quando, Kate? Eu quero uma data. Até quando você vai me enrolar, eihm? – ele brincou.

— Que tal logo após o aniversário de um ano deles? – ela entortou a boca e opinou.

— Kate, eu quero uma data. – Richard insistiu.

— OK! O primeiro final de semana após o aniversário. – Falta pouco tempo e podemos usar este tempo para preparar tudo. A gente pode contratar uma empresa especializada em organizar o casamento religioso e a festa completa, emissão de convites, cuja lista temos que começar a fazer, desde já. Tem também as roupas das crianças, nossas roupas...

— Sra. Rodgers, por falar nisto, eu não sou um marido exigente, você sabe... Mas eu vou te fazer um pedido e gostaria muito de ser atendido.

— OMG! Porque será que eu fico tensa só em pensar no que você vai pedir?

Kate põe as mãos na cabeça de forma bem teatral, fazendo-o rir.

Fazendo-se de inocente, ele responde — Não faço a mínima ideia....

— Ããhãããnn! Ããhãããnn! Mas vá lá, Rick. Pois faça o seu pedido.

— Kate... Kate, no nosso casamento eu quero ver você vestida de noiva. Pronto! Falei! Nem invente moda de casar com outro tipo de vestido ou um vestido vermelho, amarelo, marrom... Ou pior ainda.... De tailleur – ele falou fazendo birra.

— Ô, Bonitão, fique você sabendo que eu vou entrar na igreja de vestido de noiva, sim, e acho que você vai gostar, tá ouvindo? Vou fazer o possível e o impossível para ficar linda!

— Aí ficou fácil, né?... Conte outra piada, vá. Não vejo dificuldade em fazer você ficar linda quando você já é linda... Helooo!!! – ele deu um cheiro carinhoso no pescoço dela.

— Tá... Então tá... Vamos esperar pra ver. Hey, eu também quero te ver lindo, viu?

Ele deu uma gargalhada gostosa — Eu vou dizer a mesma coisa com relação a mim, Kate. Aí ficou fácil... Não vejo dificuldade em fazer com que eu fique lindo se eu já sou o Bonitão!

— Nossa Senhora! Mas é modesto este meu marido! – ela ironizou, morrendo de rir — Deus que te ajude...

— Kate, porque vou ser modesto se não tenho dúvida que eu sou bonitão, eihm? – ele mesmo não se aguenta com a palhaçada dele e começa a rir e ela ri junto com ele.

Quando eles conseguem parar de rir, ele comenta – O povo tem mania de dizer que “rico ri à toa”, né, mas na verdade, quem ri à toa é gente feliz, ou seja, nós dois, né? Duas pessoas felizes, apaixonadas.

— Você, como sempre, coberto de razão, babe.

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Os trigêmeos cresciam e estavam cada dia mais fofos e lindos.

Nos finais de semana a família ficava toda junta e se divertia bastante. Estes momentos de diversão eram muito descontraídos e o casal ficava sabendo muitas coisas dos seis filhos, muitas revelações, principalmente com os bebês, tendo em vista que eles próprios estavam se descobrindo e tudo era novidade.

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Era um sábado. Kate e Richard haviam combinado de sair à noite com os casais de amigos, Lanie & Javier e Antonella & Malcon.

Kate e Rick convidaram o casal de Nova York para se hospedarem com eles e podiam, inclusive, trazer seus filhos, Susan e Charlie porque o apartamento tinha espaço para acomodar todos com conforto e poderiam fazer um programação infantil durante a manhã do domingo.

Kate chamara Megan para cuidar de todas as crianças durante à noite, inclusive a Estelita e o Juan, filhos da Lanie que também dormiriam na residência dos Rodgers.

Como Bia, Annie, Estelita e Juan tinham idades aproximadas, Kate combinou com Antonella e Lanie que organizariam uma festa do pijama para as crianças. Susan, que era um pouquinho menor que os demais, também estava na equipe dos mais velhos. E esta festa do pijama aconteceria no home theater, onde dormiriam todos na folia depois de assistir aos filminhos deles.

O home theater deste novo apartamento era muito maior do que o do apartamento anterior e nele também havia um futon gigantesco que era parte integrante do imenso, largo e confortável sofá.

As crianças assistiriam a filmes, se divertiriam e lá mesmo dormiriam. Havia travesseiros e edredons espalhados por todo o ambiente e as crianças estavam muito animadas. Até o caçulinha, Charlie, que já estava com três anos, entraria na folia dos mais velhos.

Para ajudar Megan, Antonella trouxera Samira, a babá dos seus filhos. Então as duas babás ficariam de olho nas seis crianças.

Os trigêmeos não participariam desta farra, pois, apesar de já estarem com dez meses, Kate não queria que eles saíssem da rotina, pois eram muito pequenos. Contudo, ela liberara as gêmeas para sair da tal rotina, pois a diversão seria construtiva e, com certeza, seria inesquecível. Tinha tudo para se repetir várias vezes.

Kate combinara com Megan que primeiramente ela deveria colocar Bryan, Arthur e Bernardo para dormir e somente após isto a moça iria para o home theater a fim de ficar com as crianças maiores e, de lá, ficaria de olho no monitor da “Babá Eletrônica" que ela levaria para ficar consigo.

Kate, Lanie e Antonella estavam na sala conversando e fazendo hora até o momento de saírem. Elas estiveram no home theater e deixaram os filhos com as duas babás, curtindo a folia da festa do pijama.

O assunto naquele momento era sobre os trigêmeos. Kate comentava como o Bryan era espoleta e narrava as últimas do garoto.

— Não é que o Arthur e o Bernardo sejam santos, pois não são, mas o negócio é que o Bryan é ligado no 220 volts, igualzinho a Bia. E foi ela quem escolheu o nome do Bryan... Aí já viu, né??? Será que foi coincidência? – as três riam.

— Mas eu já falei para o Rick que temos que nos policiar e não ficar comentando as traquinagens do Bryan, porque, já pensou se ele ouvir e pensar que achamos certo e que nos divertimos com isso? Socorro!

As três estavam conversando quando Megan chega próximo a ela e a chama. – Sra. Rodgers! Eu poderia falar um minutinho com a senhora? – Kate pede licença e vai ver o que a moça quer.

De bem com a vida, Kate indagou — Diga aí, querida, o que foi?

— Sra. Rodgers, a senhora não vai acreditar... – a moça riu um pouquinho. – Chame o Sr. Rodgers, porque eu acho que ela vai gostar de ver também...

— O que foi, Megan? Quanto suspense! – Kate achou divertida aquela história – Huuummm! Eu sei que as crianças estão bem porque você não está nervosa...

Kate chamou o marido e seguiram a babá que ia em direção do quarto dos trigêmeos.

Com cuidado, a moça abriu a porta. O quarto estava à meia luz. Assim que entraram deram com o Bryan dormindo igual a um santinho.

— Mas é um anjinho o meu bebê, né, Rick? – Kate sussurrou para não acordar o filhotinho.

— É... Dormindo, né? — Rick pilheriou. — Kate, o “nosso” bebê é um anjinho... dormindo!

— Quanta maldade! – Ela respondeu na mesma sintonia do marido. — Kate passou os olhos nos berços vazios do Bernardo e do Arthur e olhou tensa para Megan.

— Megan, onde estão o Arthur e o Bernardo? – Kate ficou tensa.

Sem conseguir segurar o riso, a babá pôs o dedo indicativo fechando seus lábos e pediu silêncio e informou – Psssiii!!!! – e continuou sussurrando — Mas é por isso mesmo que eu fui chamar a senhora. Não vão acreditar. Vamos em silêncio até o banheiro...

Assim que chegaram à porta do banheiro contíguo ao quarto dos bebês, deram com uma cena impagável e impossível de não rir.

— Não acredito! – Richard prendia o riso.

— Se me contassem, eu não acreditaria, Megan. – Kate estava pasma. Ela olhou para o marido e o advertiu – Querido, não vá ficar rindo e engrandecendo a cena para os meninos, senão eles vão pensar que isto tá certo.

Arthur e Bernardo estavam muito à vontade, bem tranquilos mesmo, fazendo uma traquinagem digna de ser registrada em fotografias e foi o que Rick fez. Ele pegou seu iPhone e clicou várias cenas.

Os dois bebês estavam no banheiro de pijamas, riam divertidos e conversavam no dialeto particular deles.

Um bebê estava sentado sob o tapete e já tinha desenrolado dois quilômetros de papel higiênico e, por isto, estava num emaranhado de papel que não tinha mais fim. E o outro bebê estava, simplesmente, com as mãos dentro do vaso sanitário, brincando com água do fundo do vaso, espalhando água por todo lado. A manga comprida do seu pijama estava ensopada. Os dois estavam com as caras mais santas do mundo e estavam achando o máximo aquela brincadeira.

— Eu não tinha conhecimento de que o Arthur e o Bernardo também sabiam sair sozinhos do berço, Kate – Rick comentou.

— Eu também não sabia. Eu já vi o Bryan saindo sozinho, mas estes dois, pra mim foi uma surpresa. Eu vou ter que chamar a atenção deles igual como eu faço sempre com o Bryan...

— Negativo, Kate! – Richard reprovou – Amor, eles têm que ser espontâneos...

— Eu tô vendo que tipo de espontaneidade você quer para os meninos... Eles têm que ter limites, querido.

— Mas reclamar com eles? Que horror!

— Meu Deus! Quanto drama. Até parece que eu vou gritar, dar palmada ou coisas assim... – ela sussurrava — Você sabe que quando eu reclamo, eu faço com jeitinho... Eu nem falo alto ou faço cara feia, apenas eu explico que o que ele faz é errado, que é perigoso... Eles podem nem entender direito, mas com certeza captam algo do que eu explico. Então, babe, eu vou repreendê-los, sim... Com jeitinho. Você vai ver e vai ser agora...

Neste momento os pimentinhas percebem a presença dos pais à porta do banheiro e qual não foi a surpresa do casal quando Arthur olhou para o pai, abriu um sorriso mais lindo do mundo e balbuciou – Papá... papá... – o garoto tirou as mãos de dentro do vaso sanitário. As mãos e as mangas do pijama estavam encharcados, pingando... Ergueu os bracinhos e, com o sorriso de orelha a orelha, pediu colo ao pai – Papá... Papá...

— Kate, ele falou, ele falou, ele falou “Papá”... Eu não vou resistir... Eu vou carrega-lo mesmo com estas mãos de vaso sanitário. Eca!

Prendendo o riso, Kate comentou — Amor, deixa de besteira porque ninguém nunca usou este vaso. Eles usam os vasos infantis portáteis, tá lembrado? Os troninhos.

— Uffa!!! Fiquei aliviado ao saber disto. – Rick se abaixou – Garotão, venha para o papai, venha. – Rick carregou o garoto e o encheu de beijo pelo rosto e se dirigiu ao trocador e passou a tirar a roupinha molhada – Vamos tirar esta roupinha molhada, filhão, senão você pode ficar resfriado. – Richard olhou para Megan e pediu novo pijama.

— É isso mesmo... – Kate se queixava — A pessoa aqui carrega na barriga por longos meses esta criaturinha e a primeira palavra que fala é “Papá” – ela se queixa de modo divertido, sem realmente estar chateada.

De repente, ela ouve uma voz rouquinha infantil – Mamã... Mamã... — e assim que ela olha para Bernardo ela vê o garotinho tentando se desvencilhar do emaranhado de papel higiênico e meio confuso, já sem sorrir, pois estava sem saber como sair daquilo. Olha para Kate com olhar de ‘pedido de socorro’ e também estende os bracinhos – Mamã... Mamã...

— Deus é Pai! – Ela fala alegre. – Venha meu fofinho, venha para a mamãe – ela carrega o garotinho e percebe que apesar dele estar ali, ele estava limpinho.

Ela encheu o pimentinha de beijo e se dirigiu para junto do marido.

Os dois garotinhos começam a conversar com os pais algo ininteligível, na mesma linguagem... Os dois proseavam ao mesmo tempo – Gááá.... Buuuu.... Gááá.... Aááá... Buuuu.... Aááá..... Gêêê.... Aááá... Tááá... Ubuuu.... – A cada sílaba que falavam, eles empregavam entonações e olhares diferentes. Eles falavam e faziam gestos com as mãos. Eles eram, literalmente, caras e bocas.

— Kate, acho que eles estão nos contando as peripécias.... – Rick sussurrou no ouvido da esposa.

— Acho que sim?

Então Rick não perdeu a oportunidade e, obviamente, começou a socializar com os filhos – Foi mesmo, filhão? .... Ah! .... Sim!

Os meninos ficaram empolgados com a resposta do pai e aí passaram a balbuciar mais e mais... – Gááá.... Buuuu.... Gááá.... Aááá... Buuuu.... Aááá..... Gêêê.... Aááá... Tááá... Ubuuu

Richard olhou para a mulher, fez beicinho e comentou como se estivesse pedindo autorização a ela – Querida, eu acho que eu não quero mais sair... Eu quero ficar aqui com eles... Quero ficar ‘conversando’ com eles...

— Huuummm! Rick, eu sei que estamos felizes com nossos pequenos balbuciando as primeiras sílabas, ainda mais que eles falaram “papá” e “mamã”, mas você sabe que eles vão dormir em menos de cinco minutos, não é, querido? Esta empolgação toda, babe, tem hora certa para acabar... Posso apostar: Cinco minutos.

— Será? Acho que não, amor... Eles estão numa animação que dá gosto... Acho até que eles não dormem tão cedo. Estou tão empolgado para continuar conversando com eles...

Como se eles estivessem entendido o que a mãe falara, ambos abrem a boca e começam a bocejar – Mam... Mãããm... – Entre bocejos, Bernardo continuava sua ‘conversa’ com a mãe.

— Ok, filho!, Ok! Você agora vai dormir, ok?

O garoto insistia – Mãããm... Mooom... Moommm

— Papááa.... – Arthur continua.

— Entendi tudo, Arthur. Tudo mesmo... Vai treinando, quem sabe amanhã você consegue me contar como vocês dois saíram sozinhos do berço. – Kate disse para o filho, achando muito divertido os bebês interagindo com os pais.

— Não duvido nada... – Rick dizia convicto que os filhos falariam no dia seguinte.

— Vai esperando, vai... – Kate prendia o riso.

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Em menos de cinco minutos os dois já estavam em seus berços, com o sono pesado. E depois de um tempo Megan foi ficar com as crianças maiores no home theater.

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Os casais saíram e escolheram ir para um restaurante badalado recém inaugurado e o assunto inicial não podia ser outro: Filhos!

Todos tinham dezenas de situações engraçadas sobre seus rebentos e cada peripécia era mais divertida que a outra. Os aparelhos de celulares rodavam de mão em mão para todos verem as fotos de alguns destes momentos e duas delas, Kate buscou no seu e-mail. Eram fotos de Annie e Bia quando elas tinham por volta de um ano, um ano e dois meses, por ai.

Depois os assuntos tomaram rumos diferentes.

Ainda durante o jantar, sem que ninguém percebesse, Kate e Richard trocaram olhares cúmplices com um sorriso maroto e, em seguida, como haviam combinado, ele pegou um cálice e deu alguns toques com um garfo imitando o som de um sino, a fim de chamar atenção do grupo – Amigos, eu e Kate queremos falar algo a vocês...

Os quatro amigos eram só atenção para Rick e Kate e o silêncio continuou.

Passados alguns segundos de silêncio, Lanie, a mais espirituosa, chamou atenção de Richard e de Kate de um modo divertido – Não sei se perceberam, mas estamos esperando vocês falarem alguma coisa... Sei que não é nada ruim porque a Kate não está conseguindo segurar a riso de felicidade... — Lanie fez uma pausa e uma expressão de espanto e medo — Oh, meu Deus! Socorro! Kate, você está grávida? É isso?

— Não! — Kate e Rick fizeram um coro e ambos estavam chocados com aquela pergunta.

— De onde você tirou esta ideia, Lanie? Estou chocada!

— Ah, querida... De onde eu tirei esta ideia? Você quer mesmo que eu te responda?

— Ah, Lanie... — Kate até deu risada diante da pergunta da amiga. — Já chega de filho... Amamos nossos seis, mas já tá de bom tamanho, né, amor?

— Oh, se tá?

— Já que não é gravidez, o que será? — Lanie continuou — Então, Rick, desembucha, vai...

Todos riram diante da explosão divertida da médica.

Sendo assim — Richard começou –, Finalmente a Kate aceitou me desencalhar e vamos nos casar na igreja...

E Kate continuou — E queremos saber se aceitam continuar a ser nossos padrinhos... Vocês foram padrinhos no nosso casamento civil e agora serão no religioso. Aceitam?

— Uaaauuwww!!! – Antonella e Lanie falaram ao mesmo tempo.

— Deus! – Antonella prosseguiu — Claro que aceitamos... Quer dizer, eu e o Malcon aceitamos... E vocês, Lanie?

— Eu não perco esta oportunidade por nada neste mundo. Oh, amiga! – Lanie se emocionou. – É claro que eu e Javier também aceitamos.

...

...

...

O assunto casamento dominou o resto do jantar. Kate e Richard informaram que já tinham contratada uma empresa especializada em casamentos, tanto igreja quanto a festa em si. Falaram também que já tinham local da festa. Puseram os amigos a par de tudo que já tinham contratado. Até os homens estavam contentes com o fato e não escondiam isto, pois estavam realmente felizes com o romance dos dois.

Kate prosseguia conversando e atualizando as notícias e pediu ajuda das amigas para a escolha do vestido de noiva...

...

...

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Após o jantar foram dançar no melhor e mais badalado Dance Club de Washington, D.C., o point daquela grande metrópole.

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A felicidade, o amor e a harmonia tomava conta da família Rodgers e dos seus amigos.

E assim, os finais de semana aconteciam. Por vezes saiam com os amigos e outras vezes, saiam sozinhos para se curtirem.

Continua...

Notas finais
A história ainda não acabou e amanhã, se eu conseguir revisar, eu posto o próximo capítulo, ok? Quem quiser ver a peraltice do Bryan... http://apezinho.com.br/wp/wp-content/uploads/2013/07/paredespintadas1.jpg http://www.nlcafe.hu/data/cikk/12/117554/3.jpg http://www.cenas-maradas.com/wp-content/uploads/2013/06/bebe-jedi-luta-com-o-pai-com-um-sabre-de-luz-640x330.jpg Coisas lindas: http://paraisomodabebe.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/09/78055165-1024x683.jpg Ficarei feliz de encontrar vocês nos comentários. Bjinhos. Denise ============= Bebês brincando - http://www.rioeduca.net/admin/_m2brupload/_fck/Tais/20130804195610.jpg Peraltice do bebê - http://www.rioeduca.net/admin/_m2brupload/_fck/Tais/20130804195610.jpg Rick disfarça - http://24.media.tumblr.com/tumblr_m6ty5490bc1rygcubo1_500.gif Bebê peralta - http://www.rioeduca.net/admin/_m2brupload/_fck/Tais/20130804195610.jpg Bebê com sabre de luz - https://www.youtube.com/watch?v=1Tk6CQwxjLo amor - https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/236x/4f/35/8a/4f358a8fedbc86f158a33495f7976cbf.jpg carinho - http://38.media.tumblr.com/166bb0793b40a9223d78f054d8dc9bbe/tumblr_nfrguxnjDx1thc8z7o7_500.gif excitado - http://www.images-booknode.com/author_picture/367/full/richard--castle-367180.jpg kate põe mão na cabeça - http://www2.pictures.zimbio.com/mp/1yoXDzxE5jYx.gif trigêmeos - http://1.bp.blogspot.com/-l0ikfDCL7Uw/VUBQIrb0Y0I/AAAAAAAAC8U/vuI90Tya6lI/s1600/Triplets%2BLast%2BDay%2BBefore%2B1.JPG Bebês brincando - peraltice - https://n1.picjoke.org/useroutputs/3324/2018-09-02/1-pt-f8ee645d50f955ffb33150298e85b096.jpg http://entretenimento.r7.com/humor/fotos/traquinagem-divirta-se-com-os-pestinhas-mais-engracados-20082013#!/foto/5 Troninho - http://images.americanas.io/produtos/01/00/item/120360/9/120360908_1GG.jpg BIA e ANNIE no celular de Kate - https://n1.picjoke.org/useroutputs/3324/2018-09-02/1-pt-e9ce9fb4d5882ead877352ca629c09de.jpg ANNIE - http://demaeparamae.pt/sites/default/files/styles/facebook/public/menina-papel-higienico.jpg?itok=tHmugJt5 BIA - http://thumbs.dreamstime.com/z/toddler-playing-toilet-paper-44462803.jpg