Amor de Ontem, Hoje e… Sempre⏳⌛⏳
24 Sufoco
Notas iniciais
... Atônito, por estar sendo expulso do loft de Kate...
Já com a faixa do robe amarrada na cintura, Kate abrira a porta do seu quarto e, parada sob o alisar, olhava Richard, que ainda parecia não acreditar no que ouvira dela.
Ele ainda estava nu e sentado na cama coberto parcialmente pelo lençol e olhava para Kate, sem aceitar nem entender direito porque ela o estava expulsando.
— Se isto é uma piada, Kate, eu não achei graça. – Rick estava com ar assustado.
Olhando fixamente para ele, Kate falou – Richard, olhe bem prá mim... Você está me vendo rir? — ela falava séria.
— Amor, você não pode me expulsar assim... Você não pode estar falando sério...
— Claro que estou falando sério, Richard. Estou falando seríssimo, sim. Bem, quanto a se eu ‘posso’ ou se ‘não posso’ te expulsar... A resposta é 'sim'. Sim, e, como você parece querer ouvir novamente, eu vou repetir. Eu posso te expulsar, do mesmo jeito que você fez comigo há seis anos, só que com uma grande diferença, você me enxotou da sua casa e da sua vida como um animal peçonhento, sem ao menos me dar oportunidade de me despedir da Alexis, muito menos de poder visitá-la quando eu quisesse ou quando ela sentisse saudade, nem mesmo por contato telefônico me foi permitido. Com certeza, Richard, ela deve ter sentido a minha falta do mesmo modo que eu senti falta dela. Só que ela era uma criança, uma doce garotinha com menos de cinco anos, e você sabia muito bem que eu e ela sentíamos amor uma pela outra e que eu dediquei a ela, por mais de três anos, um amor de mãe. Não tenho o menor constrangimento de dizer que passei muito tempo sem entender muito bem o que havia se passado. No início, quando eu acordava todas as manhãs, eu permanecia de olhos fechados por alguns segundos com um misto de medo e ansiedade de olhar ao redor. Eu ficava idealizando que ao abrir os olhos, eu descobriria que tudo não passava de um pesadelo e que você estaria ao meu lado e que nada de ruim havia acontecido. Mas, infelizmente, ao abrir os olhos eu percebia que aquela era a mais dura realidade. Levei muito tempo chorando a sua ausência e sofrendo pelo que você havia me feito passar. Eu também chorava a falta da Alexis e a saudade que sentia por vocês se multiplicou quando eu descobri que estava grávida, pois eu tinha certeza que tanto você quanto ela adorariam acompanhar minha gravidez, passo a passo e ver as gêmeas nascerem. E isto inclui Martha. Já que eu não tinha mais mãe e meu pai vive viajando por conta do trabalho dele, eu só podia contar com você e com a Martha. Quando meu pai ia me visitar eu ficava muito feliz, mas ele não podia demorar. Eu sonhava com você me enchendo de mimos e carinhos. Sonhava com você, Martha e Alexis curtindo o crescimento da minha barriga e com a Alexis curtindo as irmãzinhas. Então, Richard, você me expulsou e fez tudo isso comigo, ao passo que eu, estou te expulsando ‘apenas’ da minha cama e do meu quarto. Não vou privá-lo de conviver com Bia e Annie, mas do que você mesmo cuidou de fazer. – ela precisou ser dura para ele sentir o quão duro ele foi com ela – Também não vou restringir sua entrada aqui no prédio, como você fez comigo há seis anos, tampouco vou proibir seu acesso ao meu apartamento o na escola das meninas, até porque, como pai, assim que terminar o processo de reconhecimento de paternidade, você terá todo o direito de vê-las. Você entendeu agora como as coisas são diferentes e como, ao contrário de você, eu sou condescendente?
Fez-se um silêncio intenso por alguns segundos, que foi quebrado por Richard, que se levantou da cama sem se preocupar que estava nu e, rapidamente, foi ao encontro de Kate e, olhando-a apaixonado, fazendo carinhos na sua face e nos seus cabelos, e, insatisfeito com a decisão dela, ainda tentou argumentar. – Kate, mas eu te amo.
Incomodada com a belíssima imagem dele pelado na sua frente, Kate pede — Richard, vá se vestir... Não vai dar certo conversarmos assim... – ela estava nervosa e tinha receio de ficar com ele despido à sua frente... Não sabia se aguentaria... Se resistiria... Não só pelo físico e porte maravilhoso, mas também porque o amava; um amor sem limites.
Ele não deu a mínima atenção ao pedido dela e, ainda desnudo, voltou a falar sobre os momentos de amor e paixão que vivenciaram naquela noite e no dia anterior – Kate, pense no que vivemos ontem e hoje. Isto é amor, Kate. Amor. E quando mistura amor e paixão a coisa fica melhor ainda. Ontem, no seu escritório, não conseguimos manter a mão longe um do outro...
— Você tem razão, Richard, ontem eu não consegui manter a mão longe de você... Eu lembro... eu te dei "dois tapas" na cara... – Kate utilizou-se de humor ácido para falar com ele.
Rick deu um leve sorriso diante do que a ex-noiva falara e com suavidade ele pegou no rosto de Kate, direcionando o queixo dela para que ela olhasse para ele – Você sabe que não é disto que estou me referindo, babe... Nós não aguentamos ficar sem nos tocar... sem nos beijar... E tem também o momento que nós vivenciamos lá no jantar do Javier, a gente dançando... Não era somente o meu coração que estava acelerado, eu também senti o seu... — ele percebeu que ela torcera a boca – Não negue, Kate... O beijo e o carinho que trocamos lá... E estas últimas horas ainda na rua, na calçada quando descemos do taxi, em frente ao seu prédio. Depois aí em baixo na sala e aqui em cima neste quarto... Você não pode fingir que foram apenas explosões de momento. — com carinho ele disse, bem lentamente — Kate, bote na sua cabeça que eu te amo. Eu te amo e eu senti que você se entregou inteira prá mim, Kate, sem reservas.
— Como você pode ter certeza disso, eihm? – ela perguntou...
— Nem venha tentar me dizer que você agiu por impulso ou qualquer coisa do gênero, porque isso não vai colar... Até porque não combina contigo. Pelo pouco que vi ontem e hoje, pude perceber que você continua sendo a mesma mulher íntegra que não vai se jogando na cama dos homens. Eu que o diga, pois, para nós começáramos a namorar eu tive que penar e esperar muito para que você se desse conta de que aquele médico, o Josh, não era homem prá você. Tive que esperar muito para que você aceitasse sair comigo, pois você tinha medo de ser amada e medo de reconhecer que me amava, medo de se entregar. Você não deixava eu me aproximar. Eu tive que arranhar e rasgar cada centímetro da sua capa protetora para conseguir te alcançar. – pegando no rosto dela, direcionando-o para que olhasse novamente para ele, Richard falou – E nem tente dizer que você agora é moderninha, porque não vou acreditar. E para confirmar o que estou dizendo, eu vi que a noite toda você manteve distância daquele Promotorzinho lá no jantar – Richard fez uma pausa, fez bico e sorriu amargurado e resmungou – o que não me impediu de sentir muito ciúmes dele. Eu queria dar um murro na cara dele, quando ele tentou te apertar lá na pista de dança e ficou jogando charme prá cima de você. Eu estava quase perguntando a ele o que é que seria necessário para ele perceber que você não queria nada com ele... Mas depois eu tive que mostrar a ele quem você queria. Ele pode assistir de camarote. – esse comentário tirou um sorriso tímido dela.
Mesmo gostando de saber que Richard identificara que ela não iria para cama por impulso e também achando divertido o ciúme que ele sentiu, Kate não se deixou intimidar pelas palavras de Rick. Torceu levemente a boca, mordendo o lábio inferior direito, ganhando tempo para pensar. Em seguida, encostou-se ao batente da porta e disse à contragosto. – Realmente, Richard, você é muito abusado, viu... Muito prepotente... – ela tentou esconder um risinho, mas não conseguiu.
Neste momento, ele já a imprensava contra o batente da porta, e deu alguns selinhos nos lábios e pescoço dela e, como ele estava pelado, era perceptível o adiantado estado de excitação em que ele estava. Ela sentia, literalmente, na pele a ereção dele, pois sua camisolinha e seu robe eram curtos.
Percebendo que se continuassem assim, eles, com certeza fariam amor novamente, Kate tentou afastá-lo – Rick, temos que conversar... – ela quase que não estava mais resistindo...
— Mas eu não quero mais conversar, amor. Eu quero você... Eu quero fazer amor com você novamente. Eu quero entrar em você milhões de vezes... Eu quero sentir seu gosto, seu cheiro e escutar seus gemidos entrecortados com os meus – ele falava isso mordiscando a orelha de Kate e já massageando e apertando os seios dela. – e, apenas para te corrigir, eu não sou prepotente nem abusado, sou apenas um homem que te ama... E sei que você também me ama e se entregou e vai continuar a se entregar para mim naturalmente.
Conseguindo resistir, não sabendo por quanto tempo, ela falou – Tá bom... Eu me entreguei a você por livre e espontânea vontade, como sempre aconteceu. Satisfeito, agora? – ela viu o risinho maroto que ele deu – Era isso que você queria saber?... E sim... Eu amei, sim, amei cada segundo que passamos juntos, nossa química é formidável e mesmo depois de seis anos separados, até parece que foi ontem que fizemos amor pela última vez. Nossa liga é muito forte. Nós nos completamos, Richard. – ela fez uma pausa – Satisfeito? Agora pode me largar...
Eles se olhavam fixamente, as emoções à flor da pele. Ela queria se jogar nos braços dele e esquecer tudo e dizer que o perdoava e que o aceitava de volta. Mas sabia que isso seria muito prematuro, porque teriam ainda muito que conversar. A vida deles não poderia ser decidida assim, no calor do momento.
Ele já pressionava seu quadris com movimentos eróticos em direção ao quadris dela...
Kate, quase sem fôlego, numa última tentativa de se afastar, continuou sussurrando lenta e sensualmente – Incrível que, mesmo após seis anos você me conhece e sabe interpretar meus olhares, minhas ações, minhas vontades e minhas atitudes e sabe também ler meu semblante. Eu não conseguiria esconder nada de você...
Richard a interrompeu, bem-disposto — Então, amor...
— Então, o que, Richard... – ela mudou o tom e já falava com voz firme e séria. Fez uma pausa e o empurrou, conseguindo afastá-lo apenas um pouco e, com os olhos semicerrados, acrescentou ferina – O que eu estava te dizendo, mas você me ‘interrompeu’ é que você, um 'gênio', sabe interpretar minhas ações, minhas vontades e minhas atitudes e sabe também ler minhas expressões... Contudo, pena que você não soube aproveitar este seu ‘dom divino’ – ironizou – no momento crucial das nossas vidas... No momento em que você desfez o nosso noivado, não foi? – ela o olhou sério – Você estava usando antolhos, foi? – Ela tentou até sorrir, mas não conseguiu, face a seriedade do assunto.
Ao ouvir tal revelação, seguida da pilhéria, ele se manteve um pouco afastado dela e falou. – Kate, eu não sei mais o que fazer para provar que eu continuo te amando igual ou até mais do que antes. Este tempo separados, só me fez ver como eu fui um burro em ter duvidado de você. Eu acredito que você não me traiu, eu acredito, inclusive, que você não seria capaz de tal ato vil. Esta atitude não combina com você. Eu agi como um estúpido, como uma toupeira, que enterra a cabeça no chão; eu não vi nem queria saber de mais nada, porque me deixei levar pelo veneno contido naquele envelope. Não quis ouvir nenhuma explicação sua ou qualquer opinião de minha mãe.
Ela sentiu que ele estava sendo sincero, mas achava muito cedo para perdoá-lo. Queria que ele sofresse mais um pouco — Não sei, Richard... Acho que... – ela falava com uma expressão triste e, tentando parecer forte falou – Rick, eu falei que você teria que me reconquistar e provar que me amava e que acreditava que eu não o havia traído... Mas não sei se estou pronta pra isso... Não sei se terei coragem de me jogar novamente num relacionamento com você... Eu viveria no sobressalto, sempre imaginando se no dia seguinte você teria nova crise de ciúmes, acreditaria na primeira fofoca vinda de estranhos invejosos e me expulsaria novamente de sua vida... – tomou fôlego, e continuou – Eu também sou ciumenta, Rick... Por exemplo, não gostei que você dançou com aquela moça lá na festa... Aliás, eu detestei! Mas é um ciúme controlado. Eu vi que você dançou com ela porque queria ficar ali na pista de dança, perto de mim e me olhando... Mas você, Rick, não sabe controlar. Você é tão ciumento que enxerga até o que não existe e isto estragou a relação. Olha, Richard, o ciúme até pode ser divertido, bom e gostoso, quando um dos parceiros é surpreendido com alguma cantada ou situação inusitada. E, nestes casos, até apimenta a relação. Mas você, Rick, fica imaginando coisas...
— Kate, deixe, pelo menos, que eu tente provar que eu mudei...
— Será mesmo que mudou, Rick? Hoje mesmo você disse que queria dar um murro no Promotor, só porque ele estava dançando comigo e se se insinuando prá mim...
— Culpado!!! – ele falou e levantou a mão direita, reconhecendo seu erro, levando-a a sorrir – Mas se bem que eu disse que ‘queria’ dar um murro nele e não que eu ‘iria’ ou melhor ainda, eu 'não dei' um murro nele... É diferente, né, Kate? Eu já estou me controlando... – ao dizer isso, ele volta a imprensá-la contra o batente da porta, dando um monte de selinhos nela...
— Você não está ajudando, Rick... – excitada, ela tenta afastá-lo.
— Olha você errada, amor... – ele falava entre um selinho e outro – eu quero ajudar... – ele apertava os seios dela – eu quero ajudar a nós dois. Juntos iremos encontrar um caminho para a gente ser feliz. Vem, amor, não resista...
Com o coração acelerado, Kate ainda tenta. Mas nesta tentativa, ela não convencia nem a si própria, face o seu estado de excitação. Ela sussurrava — Mas e as provas, Rick... Você tem que provar que me ama...
Sentindo que conseguira quebrar a barreira dela, ele, sutilmente, solta o laço que mantinha o robe dela fechado, continuava apertando seu corpo contra o batente, prosseguia mordiscando seus lábios, intercalando com beijos rápidos e selinhos, apertava seus seios e após apertar e massagear os seios dela, ele desce a mão e por baixo da calcinha dela, começa a percorrer com os dedos o centro da sua intimidade, percebendo-a excitada.
Com a respiração entrecortada, porém sem conseguir sair do lugar, Kate sussurra, sob os lábios dele – Não, Rick... Nós não podemos...
— Podemos, sim, amor. – dizendo isso, ele, muito sutilmente, levanta uma das pernas de Kate, a envolvendo na sua cintura, puxa as fitas da calcinha de lacinho dela, muito rapidamente, a penetra, se instalando na sua gruta quente, apertada e úmida.
Excitada com a situação, Kate joga os braços em volta do pescoço dele não só para se segurar, mas também porque queria abraçá-lo e, sussurrando ainda dizia — Rick... não deveríamos.
— Pssssiiiii... — carinhosamente, ele fez o ruído característico de queria que ela parasse de falar e pensar nos problemas e se entregasse somente ao ato do amor e sexo — Nós devemos fazer amor, sim. Nós nos amamos – Ele passou a se movimentar, para melhor se acomodar nela, ajustando as estocadas de forma cadenciada, inicialmente mais lenta e firme, passando a aumentar a velocidade e agora já com a colaboração dela, passou a arremeter com mais firmeza e profundidade, de acordo com as exigências dela. Ela ia pedindo e ele ia atendendo. Ele a apertava contra o batente de modo que desse equilíbrio aos dois e ao bombear, cada vez mais rápido, aumentava o ruído dos corpos suados que se chocavam, ecoando no quarto, levando-os ao delírio. Kate pediu para ele ir mais rápido, porque já ia gozar e foi prontamente atendida, levando-a um orgasmo magnífico, o que causou tremores por todo o corpo dela, obrigando-a a apertá-lo ainda mais. Satisfeito por ter proporcionado prazer à amada, Rick agora a penetrava mais rápido, mais profundo e mais forte, pois estava próximo de chegar ao próprio gozo. Ao atingí-lo, ele arremeteu profundamente, derramando-se nela, soltando um urro abafado de prazer. Como estavam em pé, ele deslizou para fora dela e, cansado, a carregou, levando-a para cama, mantendo-a abraçada a ele sob os edredons. Passados alguns minutos, após recuperaram o fôlego ele ainda a manteve junto de si, acomodando a cabeça dela sobre seu peito, passando o braço ao redor dela, abraçando-a apertado, como se tivesse receio que ela sumisse. Rick deu alguns beijos nos cabelos dela e disse baixinho – Kate, eu te amo – ele acariciava o braço dela – Me aceite de volta, amor. Nem que eu tenha que viver o resto da minha vida provando que te amo e que fiz a burrice de duvidar de você há seis anos.
Continua...
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