Amor de Ontem, Hoje e… Sempre⏳⌛⏳
25 Colocando os pontos nos ‘is’
Notas iniciais
... Ainda na cama de Kate...
NA MENTE DE KATE:
Plenamente satisfeita, após fazer amor e ter desfrutado de um sexo maravilhoso com o homem da sua vida, o homem a quem amava e que nos últimos anos, ela jamais, nem mesmo nos seus sonhos mais loucos, imaginara que um dia ele retornaria de corpo e alma para a vida e para os braços dela. Sim, era o que ela sentia. Ele estava ali unicamente por amor a ela, pois mesmo antes dele ver as fotos das meninas, saber da existência delas e saber que elas eram suas filhas, a tensão entre eles era fortíssima, não somente com relação ao sexo, que por sinal sempre fora maravilhoso entre eles, mas também com relação à emoção mais bonita e sublime como o amor.
Por mais que ela quisesse criar dificuldades e impor barreiras para proteger a si e a suas filhas, ela não poderia negar que acreditava no amor que ele dizia sentir por ela. Rick era transparente. Sempre o fora, e o amor dele estava estampado na sua face, nos seus beijos e nos seus gestos. Sabia também que ele não estava se declarando para ela por causa das filhas. Ele até que seria capaz de matar por suas filhas para defendê-las, porém, por mais que as amasse, ele não era um homem que se anularia por causa delas e a prova disto é que se divorciou da mãe da Alexis, mesmo quando esta era apenas um bebezinho com poucos meses de vida, muito antes de completar um ano.
Kate sabia que não poderia mais fugir deste amor. Por anos, tentou escondê-lo por baixo de uma espessa camada de raiva e mágoa. Só que nestes cinco anos, desde o nascimento das gêmeas, nunca permitiu que elas vissem o pai como uma pessoa ruim que as abandonara. Mesmo sem entrar em detalhes, Kate aplicava com elas o “jogo do contente” (*). Não iria querer que suas princesas tivessem o coração ferido desde a mais tenra idade; a idade das fantasias, dos sonhos, onde tudo é cor de rosa e tem fru-fru. Não que quisesse ou fosse mentir para Bie e Annie. Não, não iria fazer isso, tampouco mascarar as situações da vida, iria apenas torna-las mais leves. No entanto, ao alimentar nas duas a imagem de Rick como sendo um bom pai e uma boa pessoa, indiretamente e inconscientemente, estava alimentando a si própria, com estas mesmas informações, fazendo com que a raiva e a mágoa já estivessem bem dissipadas, fato que descobriu somente no momento em que, na quinta-feira, Richard adentrara ao seu escritório feito um furacão.
O amor e a paixão que sentia por Rick era maior do que qualquer mágoa ou raiva que ainda restava. Tinha certeza que ao continuar trabalhando interiormente estes sentimentos nocivos, com a ajuda do seu Terapeuta, com certeza eles evanesceriam, pois, por ser nobre, benigno, puro e verdadeiro, o amor que sentia por Rick era maior do que qualquer sentimento pernicioso.
NA MENTE DE RICHARD:
Plenamente satisfeito, após fazer amor e ter desfrutado de um sexo maravilhoso com a mulher da sua vida, a mulher a quem amava e que nos últimos anos, ele jamais, nem mesmo nos seus mais loucos sonhos, imaginara que um dia estaria de corpo e alma na vida e nos braços dele. Sim, era o que ele sentia. Sabia também que ele próprio estava ali unicamente por amor a Kate, pois mesmo antes de ver as fotos das meninas, tomar ciência da existência delas e saber que elas eram suas filhas, a tensão entre eles já era fortíssima, não somente com relação ao sexo, que por sinal sempre fora maravilhoso entre eles, mas também com relação a emoções nobres, como o amor.
Entendia que Kate estava criando dificuldades e pondo barreiras, unicamente para proteger a si e a suas filhas, pois ela era uma excelente mãe.
Rick estava consciente de que ela já acreditava no amor que ele sentia por ela, pois ele próprio sabia que era transparente, e o amor dele, com certeza, deveria estar estampado na sua expressão e nos seus gestos.
Rick também acreditava que Kate percebera que ele não estava se declarando para ela por causa das filhas. Ele até seria capaz de matar pelas filhas para defendê-las, porém, por mais que as amasse, ele não se anularia por elas e a prova disto é que se divorciara da mãe da Alexis, quando ela era apenas um bebezinho.
Quanto ao amor de Kate, ele tinha plena certeza de que ela ainda o amava, pois, caso contrário, não se entregaria assim tão divina e lindamente. Ele a admirava, porque em nome do amor que ela tinha por Bia e Annie, um amor tão profundo que, desde que nasceram, ela tratou de alimentar nelas a imagem dele como sendo um bom pai e uma boa pessoa. Ele a amava ainda mais por isso. Ele acreditava também que o amor e a paixão que Kate sentia por ele era maior do que qualquer mágoa ou raiva que ainda restava. Tinha ainda a certeza que ambos, ao dar e receber o imenso amor que tinham um pelo outro, expurgariam todos os sentimentos nocivos que por ventura ainda restasse, porque, por ser nobre, benigno, puro e verdadeiro, o amor que sentiam era maior do que qualquer emoção perniciosa.
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Já com as respirações regulares, Kate ainda era mantida colada à Rick de forma possessiva e apaixonada, sendo abraçada por ele. Ela acomodava a cabeça sobre o ombro direito dele.
Enquanto Rick afagava o braço de Kate, ela percorria aleatoriamente o tórax dele com as pontas dos dedos da mão direita, carinhosamente, com pequenos movimentos circulares.
Kate acabara de ouvir de Richard uma declaração de amor apaixonada "– Kate, eu te amo. Me aceite de volta, amor. Nem que eu tenha que viver o resto da minha vida provando que te amo e que fiz a burrice de duvidar de você há seis anos."
Mais leve, depois de pensar bastante sobre os próprios sentimentos e os dele e, convicta de que ele realmente a amava, Kate pergunta baixinho, quase sussurrando – Então você jura que me ama e jura que acredita em mim e que não vai duvidar de mim novamente?
— Kate... Eu juro. Eu acredito cegamente em você e te amo como jamais amei outra mulher.
— Ããhhhnn!!?? – ela o interrompeu e indagou divertida.
— Estou falando sério, Kate, eu te amo com a mesma intensidade que te amava quando estávamos juntos... É, é isso mesmo, quando namorávamos e quando éramos noivos. Talvez até a ame mais...
Ela faz um charmezinho de brincadeira, se afastou um pouco dele e sentou-se no seu colo com as mãos ao redor do seu pescoço e perguntou divertida – Sério?

Ele estava tão preocupado em querer que ela acreditasse nele, que nem notou a expressão e o tom de brincadeira dela. Então, ele disse – Kate, eu não quero perder mais um dia longe de você. E como sua vida profissional está completamente estabelecida aqui em Washington D.C., eu vou vender minha empresa lá em Nova York, instalo outra empresa aqui. Compro um apartamento bem maior do que este para nós morarmos aqui com nossas três filhas...
Ele parou de falar ao vê-la rir.
Ela estava rindo, porque ele começou a falar atropelando as palavras, com o semblante todo preocupado, sem perceber que ela estava brincando com ele.
Ele ficou olhando prá ela e pediu carinhoso... – Kate, para de rir... O que foi que eu disse...
— Seu bobo! – ela falou e o agarrou pelo pescoço e o encheu de selinhos e beijinhos pelo rosto e pescoço.
— Então você acredita em mim? – ele perguntou todo contente, retribuindo os selinhos.
— Claro que eu acredito em você, amor. Mas...
— Mas o que, Kate? Diga... – ele estava atento.
— Rick, eu já acredito que você me ama e tudo o mais. Ponto. E você não precisa tomar atitudes drásticas e precipitadas, no calor do momento. Lembre-se que isso não dá certo. Nunca dá certo. Você não precisa vender a sua empresa lá em Nova York. Prá que? Ela não está bem? Ela não funciona perfeitamente bem? – ela torceu a boca e o olhou franzindo a testa e, de forma carinhosa, indagou – Você é ou não é um homem de negócios? – ela sorriu e deu mais uns selinhos nele – Amor, você pode mantê-la funcionando lá, com pessoas de sua confiança e, se for viável financeiramente e administrativamente para a empresa, você pode montar aqui o seu escritório. Você pode comandar daqui, mesmo que você tenha que ir lá toda semana para reuniões e resolver assuntos e detalhes importantes, ou coisas do tipo.
Ele a afastou um pouco e perguntou, maroto – Quer dizer que eu posso dormir aqui com você?
Ainda um pouco afastada, Kate fingiu-se de pensativa o olhou séria...
A feição séria dela, o deixou tenso – Kate, você está me deixando aflito...
Logo em seguida ela, fixando os olhos nos lábios dele, mudou a expressão disse, sensual, sussurrando – Se você continuar mostrando serviço...
Neste momento, percebendo que ela estava brincando com ele, a agarra forte e, de forma carinhosa, porém divertida, a joga na cama e a enche de beijos, ficando por cima dela e fala – Não seja por isso, amor.
E ficam se beijando até que Rick diz – Um momento... Vou ali e já volto. Ele se levanta da cama, pelado, e se dirige ao banheiro. Em pouco tempo ele retorna. No caminho ele pega sua cueca boxer, a veste e segue em direção à cama.
Kate, que já tinha posto sua camisolinha, prestava atenção a todos os movimentos de Rick.
Parado rigorosamente ao lado da cama, só que ao invés de sentar ou deitar, ele, com o olhar fixo no olhar dela, se ajoelha no chão e fala pausadamente — Kate, eu não consigo mais passar um dia sem saber que você voltou a ser minha. Não consigo pensar na hipótese de viver longe de você. Não suporto mais passar um dia sem estarmos juntos. Eu juro que te amo e prometo te respeitar, te ouvir e te amar, pelo resto da minha vida e farei o possível e o impossível para sermos felizes ao lado das nossas três filhas... – ele faz uma pequena pausa e, ainda com os olhos fixos um no outro, prosssegue — Katherine Houghton Beckett, você aceita se casar comigo?
Ela, já estava às lágrimas e responde – Sim. Sim. Sim, Richard Alexander Rodgers, eu aceito me casar com você.
Ele pega a mão dela e coloca no dedo anelar, uma aliança feita com um metal aramado de um grampo de cabelo que ele encontrara no banheiro.
Ambos sorriam. Ele, porque estava feliz, visto que ela aceitara o seu pedido de casamento. E ela, porque ele a pediu novamente em casamento e também porque achou lindo ele fabricar às pressas um anel de noivado.
Após inserir a aliança no dedo dela, ele olha para ela como se fosse um garotinho traquinas e diz – Foi o melhor que eu pude conseguir.
Ele se senta na cama e a põe no colo e se beijam apaixonadamente. Quando se separam, ela, ainda com lágrimas nos olhos, fala – Tenho certeza que este foi o anel mais valioso que eu já ganhei e o pedido de casamento mais lindo que uma mulher poderia receber. – disse isso e o encheu de selinhos.
Divertido, ele então fala para caçoar dela – Quer dizer que não preciso comprar um anel de noivado prá você?
Ela para de rir e séria, com os olhos semicerrados, fala – Sr. Richard Alexander Rodgers, nem pense em não me comprar um lindo anel de noivado, ouviu bem? Huuummmm!!!
— Nossa Senhora, mal passou a ser minha noiva, já voltou a mandar em mim...
Ambos caem na risada.
Depois, ainda sorrindo, Kate fala divertida e com tom exageradamente teatral – Senhor, meu noivo, eu vou tomar um gostoso banho de banheira. Portanto, gostaria de convidá-lo a esfregar minhas costas.
— Opa! É prá já, sra. minha noiva. – Ele entra no clima da brincadeira. Sorrindo, mas com uma carinha de cachorro perdido da mudança, ele fala – Mas eu tenho um pedido prá te fazer...
— Diga, Noivo...
— É que... mal eu coloquei a aliança no seu dedo, eu vou pedir para tirá-la para tomarmos banho, pois senão você vai me arranhar todo...
Ele falou com uma carinha tão engraçada que ambos caíram na risada. Então, tirando a aliança, ela levantou-se e, juntos e felizes, seguiram para o banheiro.
Continua...
(*) "jogo do contente" é mencionado no livro Pollyanna (Poliana), de Eleanor H. Porter, publicado em 1913 e considerado um clássico da literatura infantojuvenil. Este “jogo”, na verdade é o modo de ver as coisas, duma forma bem individual e interior. Consiste em procurar extrair algo de bom e positivo em tudo que se vê e tudo que acontece consigo, mesmo nos momentos, aparentemente mais desagradáveis.
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