Amor de Ontem, Hoje e… Sempre⏳⌛⏳
26 Brindando
Notas iniciais
... Finalmente, noivos...
Richard não cabia em si de alegria por ter, finalmente, conseguido reconquistar Kate, seu grande e verdadeiro amor, a mulher que amava, com quem e por quem pretendia viver até o último dia de sua vida. A extraordinária mulher que, por bênção de Deus, era a mãe de suas filhas.
Kate não ficava atrás. Ela também estava andando nas nuvens de tanta felicidade.
Ela pensava "Quando que ela ia pensar que Richard era amigo de Javier e ainda mais, que iria ao mesmo jantar que ela!?... Se alguém falasse para ela que eles iriam se encontrar casualmente naquela noite, ela, com certeza, chamaria esta pessoa de maluca. E ainda mais que iriam se acertar... Aí também já era demais, né?"
Ambos estavam sorrindo feito bobos, quando levantaram da cama em direção ao banheiro. Estavam fofos.
Kate estava um pouco mais à frente, quando Rick, carinhosamente a puxou de volta para seus braços. Ele a abraçou e a beijou lenta e apaixonadamente, deixando-a arrepiada, fazendo carinhos no seu rosto.
Na ponta dos pés, ela o cingiu pelo pescoço e, apaixonada, retribuía ao beijo fazendo cafuné nos cabelos da nuca dele.
Com alguns selinhos terminaram o beijo e, em seguida, ainda abraçados, encostam suas testas uma na outra e, após isso, afastam um pouco as faces e ficam se olhando como se fosse uma miragem. Os olhos de ambos irradiavam um brilho e uma luminosidade só vista nas pessoas apaixonadas e, apesar de estimulados com toda a emoção e alegria do momento, transmitiam uma paz imensa, resultado do fim da animosidade que até pouco tempo existia entre eles.
Como viviam na ‘vida real’ e não num ‘conto de fadas’, ainda existia algum resquício de assuntos pendentes, que ainda teriam que ser resolvidos.
Havia também alguma mágoa e dor a serem dissolvidas, mas nada que atrapalhasse a vida do casal. Ambos sabiam que para serem completamente felizes todas estas angústias deveriam desaparecer na fumaça. Mas, de comum acordo, decidiram resolver isto juntos, coladinhos um no outro, tendo em vista que viveram tempo demais afastados.
Ainda explodindo de felicidade, Rick, fazendo um carinho no rosto dela, falou – ainda não acredito que estamos juntos... Acho que só um beliscão para eu acreditar... – ele estava visivelmente feliz.
Sorrindo, Kate gracejou — Ops! Você falou em beliscão? Este é um assunto que eu sou expert, e posso resolver... – dizendo isto ela, sorridente, já ia belisca-lo, quando teve sua mão paralisada pelo noivo.
— Hey... Não se pode mais brincar... – sorriu e depois, mudando de assunto, perguntou – Amor, você tem champanhe ou vinho para nós brindarmos e comemorar o nosso noivado? – ele sugeriu, piscando para ela, dando mais um selinho.
Sorrindo, Kate respondeu – Tenho tanto champanhe, quanto vinho... E aí, Noivo? – brincou?
— Huuummm!!!! – ele ficou avaliando o questionamento dela, sem saber ao certo, se beberiam vinho ou champanhe.
Percebendo que ele estava em dúvida, Kate sugeriu – Faz o seguinte. Enquanto eu preparo a banheira prá gente relaxar e tomar banho, você desce... – ele fez uma cara de dúvida diante da alusão dele descer sozinho pela casa dela, mas ela continuou – Hey, Rick, você vai sim... Por favor... Estamos sozinhos... – deu um selinho nele que já estava aceitando a sugestão dela – Então... Você desce, passa pela sala de estar e vai à varanda. Assim que você entrar..., no seu lado direito você vai ver logo a bancada da pia e a churrasqueira. Logo abaixo você vai encontrar a adega climatizada com porta de vidro fumê. Fique à vontade e escolha o que você achar melhor, champanhe ou vinho. Tem vinho branco, rosé e tinto. Escolha a vinícola e a safra que você preferir. As taças e o balde de gelo você vai achar no armário ao lado; o saca-rolha, na segunda gaveta do lado oposto. E quanto ao gelo, você aperta o play na pequena máquina portátil de fazer gelo que está numa bancada de madeira do outro lado da varanda. Você vai acha-la fácil: é prateada com detalhes pretos. Em seis minutinhos o gelo fica pronto. Pensando bem, talvez até seja melhor você começar por providenciar o gelo e enquanto a máquina fabrica os cubos você pega as coisas e escolhe o vinho. – ela deu-lhe um selinho e perguntou – fácil, né?
Fazendo bico, ele riu, deu mais um selinho nela e disse – Eu tenho escolha?
Diante do bico que Rick fez, Kate olhou divertida para ele e sacudiu a cabeça negativamente – não, amor e vá logo... – sorriu.
— É, né. Tudo por uma boa causa. Mas que mulher mandona... Que Deus me ajude! — sorrindo, ele procura a calça, veste e vai na direção que Kate lhe indicou para providenciar a bebida, o gelo, as taças e as demais coisas.
Em menos de dez minutos, Richard retornou com uma bandeja contendo duas taças e a champanhe dentro do balde com gelo e seguiu para o banheiro.
Ao entrar, pôs a bandeja numa superfície plana de mármore que ladeava a banheira que, por sinal, já estava cheia e com espuma que espalhava um cheiro suave e delicioso no ambiente.
Assim que Rick acomodou a bandeja, ele olhou em volta em busca de Kate. O banheiro era todo branco e amplo com algumas paredes de espelho e janelões de vidro, de onde se tinha uma vista magnifica da cidade. Em instantes, ela apareceu, vinda do closet, segurando uma toalha branca felpuda pra ele. Após coloca-la num suporte próprio próximo à banheira, ela foi em direção a Richard e deu uma paradinha, piscou para ele e começou a tirar lenta e sensualmente o robe branco curtinho.
De boca aberta ele a olhava – Kate, você quer me matar, é? – perguntou tonto de desejo.
Fazendo-se de desentendida e sorrindo levemente ela respondeu – Imagina! – com um passo de distância os separando, ela fez um carinho no peito dele com a ponta do dedo indicador da mão esquerda. – Eu só quero tomar banho – sussurrou para ele.
Em seguida, continuando a seduzi-lo, totalmente nua e com movimentos lentos, ela se sentou na borda da banheira, sem quebrar o contado visual com ele e, aos poucos entrou na água, iniciando-se por uma perna, depois a outra, sentando-se no assento próprio, ficando submersa, apenas com os ombros e parte dos seios parcialmente coberto pela densa camada de espuma perfumada.
Por mais que ela estivesse achando fofo ele ali parado, a observando boquiaberto feito uma estátua, ela o tirou do transe, chamando-o – Psiu! Bonitão! – ele ainda a olhava, extasiado com a beleza, a suavidade, a leveza e a sensualidade tão particular dela...
— Ããhhaann!! – ele saiu do transe...
— Psiu! Hey, bonitão... – ela piscou prá ele e falou toda melosa – você não vem? – sorriu feliz.
Ele arregalou os olhos, como se estivesse caído na realidade – Hãããmm... Vou... Eu vou... Claro!!! – disse isto indo em direção à banheira, sendo interrompido pela noiva.
— Babe, acho que você está com muita roupa... – ela deu um leve sorriso, toda contente porque estavam juntos e apontou para as roupas dele.
Ele olhou para baixo e constatou que ainda estava vestido – Claro! – ao dizer isto, passou a tirar rapidamente as únicas peças que usava, a calça e a cueca boxer, entrando na água, indo sentar-se ao lado da sua noiva.
Ao sentar-se, Rick a pegou com habilidade e a colocou no seu colo de frente a ele e, carinhosamente, a manteve abraçada e a olhou profundamente. Deu-lhe um leve selinho e disse – Minha querida, eu te amo tanto, tanto que eu olho prá você e penso que tudo isto é fruto de minha imaginação. Nós aqui, juntos, noivos, apaixonados.
— Eu também, querido. Eu também. – ela deu um suave selinho nele e, olhando o conteúdo do balde de gelo, disse – Hummm! Que maravilha! Estou vendo que você escolheu champanhe... Então, que tal você abrir a garrafa para brindarmos à nossa vida? – ela sugeriu.
Ela saiu do colo dele e foi para o seu assento. Rick pegou a garrafa para abrir. Assim que a rolha estourou ele pôs o líquido espumante nas duas taças, enquanto Kate batia palminhas igual criança, de tão contente que estava. Os dois, na verdade estavam bobos, mas bobos de felicidade. Nada mais importava a eles.
Em seguida, Rick entregou uma taça para Kate que, juntinhos, um de frente ao outro, olhando-se apaixonadamente, brindaram.
— À nossa felicidade que estamos tendo no presente, àquela que teremos no futuro, bem assim ao aprendizado que obtivemos com as experiências do passado, sejam elas boas ou ruins. — Rick disse, emocionado.
Entre afagos, beijinhos e juras de amor, beberam.
A hidromassagem estava ligada e a água estava numa temperatura aconchegante.
Não fizeram amor, estavam juntinhos, apenas aproveitando o momento mágico da comemoração, entre as bolhinhas da champanhe e as bolhas aromáticas de espuma da banheira.
Após, alguns instantes, Kate, olha para Rick e pergunta. – Babe, eu vou te fazer uma pergunta, mas não me entenda mal. Apenas passou pela minha cabeça, agora... É uma pequena preocupação...
Com os braços em volta dos ombros dela, Rick, após dar um breve beijo nos cabelos de Kate, indaga com um jeito entre divertido e preocupado – Eu devo me preocupar com esta pergunta?... Ou... Huummm! O que é que passa pela cabeça da minha noiva?
— É sério! Juro que não quero brigar ou duvidar de nada do que você disse ou nada do que estamos vivendo. – ela pôs sua taça de champanhe ao lado da banheira, movimentou-se na água morna, por entre a espuma, e foi novamente para o colo dele, sentando-se frente a frente. Direcionou as vistas para encontrar os olhos apaixonados, porém, aflito de Richard. Deu um leve selinho nele e completou – Mas...
— Amor, amor... – pondo sua taça de champanhe junto à dela, Richard a interrompeu, preocupado. – Diga...
Kate iniciou — Será que foi precipitação nossa, retomar o nosso noivado? – ao ver a expressão assustada dele, ela deu um monte de selinhos nele e, rapidamente completou – Não, amor... Com certeza eu não estou mudando de opinião. Eu te amo e quero, sim, ser sua noiva. Quero sim me casar com você. Aliás, — ela o olhou meio de lado e, com carinha dengosa, perguntou — Eu sou sua noiva, não sou? – ele fez que ‘sim’ com a cabeça e Kate continuou — Não é porque estou sem aliança agora, que o noivado está desfeito. Nada disso. Eu só tirei o meu anel de noivado lindo e fofo que você colocou no meu dedo, apenas, como você mesmo disse, apenas para evitar que você se machucasse... Aliás, para que nenhum de nós se machucasse... porque, você sabe, – ela sorriu para ele – ele foi muito bem confeccionado, mas tem umas pontinhas afiadas...
Richard riu feliz diante da menção do anel de noivado que ele improvisara e colocara no dedo dela. Kate continuou – Mas a minha dúvida é: Será que nós não fomos afoitos em reatarmos o noivado, assim, apenas um dia apos o nosso reencontro?
— Kate...
Ela o interrompeu – Rick, foram seis anos de afastamento e muitos sentimentos nocivos envolvidos. Estou com medo... – Rick a olhava temeroso – Não, querido, não me olhe assim – ela levantou o rosto e deu vários selinhos nele. – O meu medo é de te perder novamente. – ao dizer isso ela se agarrou no pescoço dele e o abraçou apertado.
— Futura Sra. Rodgers – diante do nome que ele a chamou, ela afrouxou o abraço, o olhou feliz e sorriu para ele -, deixe-me falar uma coisa – Richard pediu.
— Sim... – ela afrouxou um pouco mais o abraço, afastou-se somente um pouquinho dele e voltou a olhá-lo, com uma expressão bem terna.
— Amorzinho, eu preciso que você entenda que eu não tenho nenhum interesse em retomar ou reatar nosso noivado, ou seja lá a palavra que você queira usar.
— Não? – ela franziu a testa. – Como assim? Você me pediu em casamento. – ela o olhava sem entender nada... – E a aliança que você me deu? Agora eu fiquei mais preocupada...
Interrompendo-a, ele pegou o rosto dela com suas mãos, olhou bem fundo dos seus olhos e falou. – Deixe-me explicar.
— Estou ouvindo... – ela disse baixinho.
— Quando eu digo que eu não tenho nenhum interesse em 'reatar' nosso noivado, é pelo simples fato de que aquele Richard Rodgers e aquela Katherine Beckett não existem mais.
Kate o olhava, prestando atenção.
Rick continuou — Eu não sou mais aquele mesmo homem de seis anos atrás, do mesmo modo que você também não é mais aquela mesma mulher. Independentemente do que vivemos e fizemos ou do que deixamos de viver ou fazer, a nossa essência é a mesma, os corpos e a fisionomia também, contudo, a vida que nós tivemos neste meio tempo, nos modificou bastante, porque, apesar de termos tido muitos momentos bacanas e felizes, nós sofrermos muito por conta do desastroso rompimento do nosso noivado, cada um de nós com seu motivo, cada um na sua forma e a todo momento ficávamos nos lembrando daquele fatídico episódio. Mas esse sofrimento nos levou a encarar a vida de outra forma, e, na tentativa de esquecer ou de sair do sofrimento, terminamos por esquecer um pouco de nós mesmos. Era vital prosseguir e, como não tínhamos ninguém por nós e por termos filhas que dependiam de nós, tivemos que gerir com inteligência a nossa própria vida e a vida de nossas filhas. Mas a gente não se colocou em primeiro lugar. Nós nos direcionamos exclusivamente para elas e aos nossos trabalhos. Resultado, usamos todo tempo para dedicar a estas duas atividades: criar filhos e trabalhar, ou seja, tivemos uma vida familiar e profissional muito intensa. E, para que isso acontecesse, foi imperioso deixarmos de lado os problemas do passado e com isso, nós amadurecemos e este amadurecimento nos impulsionou a seguir adiante para que nós tivéssemos uma vida melhor e mais saudável. Então, Kate, quando eu te pedi em casamento hoje, não foi para retomarmos de onde paramos. Eu te pedi para casar comigo para começarmos uma nova vida: O novo Richard e a nova Katherine. Talvez alguém diga que o que estou buscando é utopia, mas não é. Óbvio que não temos como esquecer tudo que vivemos de ruim, muito menos o que vivemos de bom. Isto seria impossível pois nenhum de nós teve amnésia. Aliás, foram centenas de milhares de momentos maravilhosos. Mas para vivermos melhor esta nossa nova vida a dois, e para conseguirmos alcançar este objetivo, temos que procurar não ficar remoendo o passado, tampouco ficar fazendo comparações destrutivas das situações ruins pelas quais passamos, como por exemplo, “você me fez passar por isso”, “eu fiz ‘isso’ porque pensei que você fez ‘aquilo’ ” ou “eu não vivi ‘tal coisa’ por sua culpa”... e por aí vai. É natural que sintamos falta das coisas boas que poderíamos ter vivenciado, mas até estes pensamentos poderemos tentar evitar, pois se ficarmos naquela de “se tivéssemos feito isso” ou “se”, “se”.... isto só irá nos fazer sofrer e não é isso que estamos tentando perseguir. Portanto, ao vencer esta etapa, com certeza seremos felizes.
— Que lindo, Rick! – ela voltou a abraça-lo apertado. – Você sempre bom com as palavras... e tão romântico!
— Oh! O que o amor não fizer, nada mais faz.... – ele sorriu – Prá ter você comigo, Kate, eu movo céus e terra. Eu também não posso pisar em falso com você.
— Acho bom, viu? – ela sorriu – Hummm!!
Rick disse — Tô sabendo, amor. Até porque errar uma vez é humano, mas duas vezes é burrice...
Kate o interrompeu e falou, sorrindo, em tom de provocação – Se o ‘errar’ que você se refere foi o de seis anos atrás, eu não o considero 'um erro simples, um erro humano', eu sempre considerei “burrice”. – ela ainda sorria e deu-lhe um selinho para selar o amor dos dois.
Richard a olhou meio de lado, desconfiado — Vou deixa passar essa, viu? — fez um bico divertido — Hummm!! Por falar neste assunto, e só para encerrar este assunto do passado... Vou te confessar uma coisa, mas você tem que jurar que não vai tripudiar de mim...
— Diga... – ela estava curiosa.
— Hoje eu reconheço que eu fui um estúpido! Eu nem digo que foi burrice minha não ter identificado a fotomontagem 'grotesca', como você mesma disse, mas a burrice maior foi de eu não ter dado a você o benefício da dúvida e pior ainda, ter duvidado de seu caráter e ter te crucificando imediatamente. Olha, Kate, a fotomontagem podia ser a mais bem feita do mundo, mas diante do amor que sentíamos um pelo outro e também pelo muito que nos conhecíamos, eu não tinha o direito de tirar o seu direito de se defender.
Kate olhava atenta para Rick e ao ouvir tal confissão, lágrimas escapavam de seus olhos. – Eu te amo, Rick. – disse isso o apertando forte pelo pescoço.
— Eu também te amo, querida, mas tenho duas coisas a dizer: se você continuar chorando, a banheira vai transbordar e se você continuar apertando meu pescoço você vai ficar viúva antes mesmo de se casar comigo.
Com esse comentário dele, os dois passaram a rir e ele continuou animado – E vamos parar com esse assunto, né? E como diz o antigo e sábio ditado: “não adianta chorar pelo leite derramado”... Passou, passou... e é como eu falei agora a pouco, agora eu e você somos outras pessoas e faremos parte de uma nova história. Vamos prá frente.
— É, amor, vou falar somente uma coisinha... Olha, por mais que eu pensasse ou me convencesse que a nossa história houvesse encerrado, inconscientemente eu sabia ou pelo menos tinha a esperança que ela não estivesse terminada; e hoje eu vejo que, realmente, ainda não terminou, foi somente um ‘hiato’. Começamos agora uma nova fase, uma nova temporada e... está apenas no começo e tem muitos capítulos e dezenas de temporadas a serem escritas e encenados.
Richard completou as taças com mais champanhe e continuaram ali, juntinhos, comemorando o noivado, entre selinhos e carinhos.
Como a água da banheira não esfriava porque era continuamente renovada e aquecida, não perceberam o adiantado da hora. Após a terceira taça de champanhe, já sonolentos, saem da banheira e foram para cama.
De repente Kate lembrou-se de algo que estava querendo saber – Hey, como é que você foi parar no mesmo evento que eu, ehim? Que você é amigo do Javier, eu percebi, mas... conte aí...
Bocejando, Rick diz – Kate, eu até que queria falar sobre isso agora, mas estou morrendo de sono...
— Hummm! Boa coisa não é... Mas vá lá... Mas amanhã você me conta... até porque eu também estou que não me aguento de sono.
Trocaram um beijinho, se aconchegaram de conchinha e, cansados, dormiram imediatamente.
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... No dia seguinte... dez horas da manhã...
Annie sobe as escadas do loft, e, como qualquer criança saudável, estava agitada e chamando a mãe de forma bem animada, ansiosa para reencontrá-la – Mamãe, onde você está? Mamãe...
— Mammy... – Bia vinha mais à frente, pelo corredor, próximo ao quarto da mãe, com semelhante agitação, chamando a mãe.
— Oi, Kate... Cadê você, amiga?... Onde você se meteu? – Lanie chamava a amiga que parecia não ter escutado suas filhas.
Ao alcançarem a porta do quarto, que se encontrava aberta...
Lanie começa a falar — Chegamos, querida... Kate...
— Mamãe, mamãe... – Annie continuava procurando pela mãe.
— Mammy... – Bia estava ansiosa para encontrar a mãe e contar as novidades.
As três chegam ao quarto de Kate no exato momento em que Kate e Rick acordam sobressaltados com o alto volume das vozes das filhas e de Lanie.
Surpreendidos, Kate e Rick não conseguem emitir nenhum saudação ou comentário e ficam olhando para as filhas e para Lanie. Ambos tentavam, sem êxito, se cobrir com o lençol e travesseiros, tendo em vista que dormiram nus.
Ao se depararem com o pai, as gêmeas, inocentes, seguem alegres em direção à cama – Papai, mamãe... – as duas falam ao mesmo tempo.
Sem conseguir disfarçar a alegria em vê-los juntos, mas espantada com a cena inusitada de “Mr. X” acordando na cama de Kate, Lanie tenta conter as crianças para evitar um maior constrangimento – Bia e Annie... – Lanie procura abrandar o entusiasmo das gêmeas – vamos, princesas. Vamos ficar lá no quarto de brinquedos esperando o papai e a mamãe. Juan e Estelita já estão lá esperando vocês. Vamos brincar todos juntos.
Continua...

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