Notas iniciais
Olá!!! Continuo: 1-) Amando por vocês continuarem comigo; 2-) Amando por vocês me animarem aqui no NYAH e nas redes sociais; 3-) Amando os comentários e insisto em dizer que devo a eles a continuação desta história; 4-) E, infelizmente, ainda em falta com vocês por não responder aos últimos comentários. Não é falta de atenção ou de apreço a eles e a vocês, portanto, peço que não parem de comentar. Eu irei respondê-los. Durante a semana vou fazer isso. Desculpa, tá? Obrigada também a Sofia que me deixou muito feliz por ter favoritado esta fic. Êba!!! REPETINDO O CONVITE: Se você ainda não se cadastrou aqui no NYAH, se adiante e venha fazer parte da Família CASKETT. A turma é ótima! Só tem gente do bem. Aqui você não vê palavrão, ofensas ou coisa do tipo, muito pelo contrário, só se vê carinho, ajuda e colaboração de tudo que é lado. Eu amo e garanto que você também vai amar. Quem quiser comentar, favoritar, recomendar ou puxar minha orelha, fique à vontade. rsrsrsrs Bjinhos, viu??? Denise

... Sobressaltados...

Kate e Rick ainda estavam em completo estado de choque, tendo em vista que foram flagrados na mesma cama, nus, com evidências fortíssimas não só que dormiram juntos, mas também que tinham feito amor.

Kate quase gargalhou diante de tal situação. “Hummm! Imagina! Óbvio que qualquer pessoa que entendesse minimamente acerca de ‘reprodução humana’, saberia que eles estavam ‘envolvidos sexualmente’, ou, para falar mais bonitinho, que eles estavam ‘envolvidos romanticamente, num grau de proximidade e intimidade mais elevado’. Nem precisaria ser perito para identificar o que eles fizeram à noite. Seria cômico se não fosse trágico.”. Kate estava lívida.

Estavam sem fala diante da euforia das filhas, que totalmente inocentes, estavam apenas achando o máximo ver que o papai estava ali na casa delas com a mamãe. Com apenas cinco anos, elas não tinham malícia para deduzir outra coisa que não fosse isto.

O mesmo não se podia dizer da Dra. Lanie Parish Esposito.

Mesmo atônito, o casal notou que ela mal estava conseguindo conter o riso diante do flagra e, como a médica tinha um pouquinho mais de cinco anos de idade, ela, com certeza sabia identificar o que exatamente acontecera entre eles. Lanie estava torcendo a boca, mordendo os lábios, se segurando, para evitar que explodisse na risada, diante daquela situação constrangedora.

Lanie sentia que se não se controlasse, a qualquer momento iria estourar de tanto rir. Nunca que ela iria imaginar que encontraria sua amiga naquelas condições, justamente com o “Mr. X”, não despois de ter ouvido, da própria Kate, tantas críticas e reclamações a respeito dele.

Tanto Kate quanto Richard ainda estavam tentando se cobrir com lençóis, travesseiros e edredons, pois eram as únicos itens disponíveis que poderiam utilizar para se cobrir, tendo em vista que após a comemoração do reencontro e do noivado e o banho da madrugada, eles nem se preocuparam em vestir nada par dormir, visto que estavam morrendo de sono e estavam sozinhos em casa pois as crianças passariam a noite na casa de Lanie e Javier Esposito.

Katherine sabia que Lanie traria as gêmeas às dez horas da manhã, conforme combinado, tarde o bastante para dar tempo dela acordar, fazer a higiene matinal, incluindo banho, se vestir e tomar café. Só que a Kate não previu é que ela e Rick extrapolariam no quesito ‘matar a saudade’, se cansariam, dormiriam tarde e, consequentemente, perderiam a hora de acordar.

Muita coisa passava na cabeça de todos ali no quarto. Tudo acontecia muito rápido... Milésimos de segundos... e ainda estavam sem conseguir emitir nenhum tipo de saudação ou comentário e continuaram olhando para as filhas e para Lanie.

As meninas já estavam quase subindo na cama de casal quando Lanie conseguiu segurá-las a tempo, impedindo-as de irem adiante.

— Bia e Annie... – Lanie, procurava abrandar o entusiasmo das gêmeas – venham, princesas. Vamos ficar lá no quarto de brinquedos esperando o papai e a mamãe. Estelita e Juan já estão lá esperando vocês. Vamos brincar todos juntos.

— Mas minha Dinda – Bia argumentou, toda meiga, tentando se soltar das mãos de Lanie –, eu quero ficar com o papai. Eu quero ficar com o meu papaizinho – ela fez beicinho de choro e olhou para o pai, como quem tivesse implorando sua intervenção e pediu – Papai, fala com a Dinda para ela me soltar para eu ficar com você e com a mamãe. — ela falava naturalmente com Richard, como se convivessem diariamente desde que nasceu. A afinidade era nítida. E o sentimento era mútuo.

Este olhar cortou o coração de Richard, mas ele sabia que seria impossível as crianças subiram na cama, quando eles estavam naquela situação. Eles tomaram banho depois de fazerem amor, ou seja, estavam liberados para poder abraçar e beijar suas filhas, mas o problema é que tanto ele quanto ela estavam completamente nus. Por mais que ele fosse a favor de criar as filhas sem as regras exacerbadas de um moralismo arcaico, não podia sequer pensar na hipótese delas subirem na cama e ficar com eles. Eles estavam pelados. Aí também já era demais... Totalmente fora de cogitação.

Com a voz fininha e doce, Annie pedia — Solta a minha mão, titia Lanie. Porfavorzinho! – Annie também estava fazendo beicinho e argumentava – Eu preciso dar um beijo no papai e na mamãe. Eu ‘preciso muito’, titia. – ela ressaltou as palavras ‘preciso muito’.

Conseguindo se recompor mais facilmente, Richard resolve intervir e escolheu ir por um caminho mais fácil – Queridas, vocês já tomaram banho quando acordaram? Já escovaram os dentinhos e já tomaram café da manhã?

— Já, papai – as duas crianças responderam simultaneamente.

Aliviado pela resposta positiva das filhas, Richard então continua – Então, queridas, o papai e a mamãe acordaram agora, portanto temos que tomar banho, escovar os dentes e tomar o café da manhã.

Tanto Bia quanto Annie ficaram olhando para o pai, desoladas. – É, papai?

— É, meus amores. Mas nós não vamos demorar. – ele completou.

Kate que já conhecia muito bem as filhas que tinha, identificou que ambas estavam bolando algum plano.

Como Kate previra, Annie faz propostas e justifica seu ponto de vista, com uma carinha fofa – Mas nós podemos ficar no banheiro esperando vocês, ou então ficamos aqui na cama vendo desenho animado enquanto vocês tomam banho. – percebendo a cara de alarme do pai, ela continua – A mamãe deixa a gente ficar esperando ela tomar banho. Às vezes até tomamos banho na banheira com ela, não é, mamãe? É tão divertido quando a gente fica brincando na banheira da mamãe, porque a banheira minha e de Bia é menor. — De repente surge uma ideia na brilhante cabecinha de Annie — Ah, tive uma ideia! A gente pode tomar outro banho, mamãe...

Imediatamente Bia complementa o pedido – É mesmo, Annie. Vamos pegar a "Barbie Sereia" e a "Ariel" e depois vamos tirar a nossa roupinha prá entrar na banheira. – Bia estava eufórica de tanta alegria diante da ideia da irmã. – Titia Lanie, depois que pegarmos nossas bonecas, você ajuda a tirar a minha roupinha para tomar outro banho com o papai e com a mamãe? A gente quer brincar de bonecas com eles.

Vendo que aquilo já estava indo longe demais, Kate, finalmente, consegue falar – Não, queridas. Hoje não. – ela fala doce. – Vocês já estão lindas, cheirosas, e prontinhas. Portanto, não precisam tomar outro banho.

— Mas eu acho que eu estou suja, mamãe – Bia argumentou – E você também, não é, Annie? — Bia induz a irmã a continuar com o plano.

— É, Bia. – Annie ratifica a informação prestada pela irmã, com o objetivo de ficar com os pais. – E nós queremos brincar com vocês na banheira...

Com um tom de voz baixo, porém enérgico, Kate falava. – Beatrice Beckett e Annie Beckett! A mamãe não vai mais repetir.

As meninas ficam quietinhas e olham para a mãe.

Kate continua – Vocês são ou não são princesas obedientes?

— Somos – ambas responderam com beicinho. Não era beicinho de malcriação. Era beicinho de tristeza porque não iriam brincar na banheira.

— Então, que tal tirar estes beicinhos tristes e colocar sorrisos lindos nestas boquinhas. – Kate piscou e sorriu para elas, para amenizar a bronca – E tratem de obedecer a mamãe, senão o papai vai pensar que vocês são teimosas. Vocês são teimosas?

— Não, mamãe. – e olhando para Richard, ela fala – Papai nós somos boazinhas, viu? – Annie se apressou em explicar ao pai.

Olhando para as filhas, Kate ordenou de forma doce — Beatrice, vá com a sua dinda. Annie vá com a titia Lanie. Vocês vão obedecer a mamãe, vão com ela para o quarto de brinquedos e vão se divertir com a Estelita e com o Juan. – as meninas olhavam para a mãe, atentas – Porque vocês não mostram à Estelita os novos vestidos de princesas que estão pendurados lá e pedem para Lanie vestir vocês... Podem também ficar na piscina de bolinhas coloridas ou assistir algum desenho ou filminho na TV. Meninas, lá tem tanto brinquedo e vocês sabem disso.

— Tá bom, mamãe. Vamos, minha dinda? – Bia concordou com a mãe e olhou para Lanie sorrindo.

— O papai e a mamãe não vão demorar, viu, princesas? – Kate enviou um olhar para Lanie que dizia – “amiga, pelo amor de Deus, leva estas crianças daqui.” No entanto só pode dizer – Obrigada, amiga e fecha a porta quando sair, por favor. – Kate finalizou.

— Annie, eu vou vestir o vestido da "Branca de Neve"— Bia já falava animada, já esquecida do ‘banho de banheira’.

— Bia, qual será o vestido que a Estelita vai querer usar? Eu vou vestir o vestido de baile da "Gata Borralheira".

Lanie apertava as mãos das meninas, levando-as para fora do quarto. Andando em direção à porta, Bia volta a cabeça em direção à mãe e diz – Não demora, viu mamãe? Estamos com saudade de você.

— De você também, papai – Annie completa.

Antes de passar pela porta, Bia para e olha para Kate — Mamãe, sua camisola rasgou, foi?

Kate pensou "só faltava essa agora...", então, nem perdeu tempo em responder à filha e falou mais do que rápido — Lanie, leva estas princesinhas para o quarto de brinquedos, por favor.

Após a porta do quarto ser fechada, Kate e Rick se olham e não conseguem segurar a risada. Risada de nervoso. Em seguida, caem deitados na cama, ambos de barriga para cima, aliviados por terem escapado do embate com as filhas – Kate soltou pela boca o ar que nem sabia que estava prendendo – Esta foi por pouco, viu, Rick.

— Preciso ir ali. — Kate se levantou e foi ao sanitário. Após uns cinco minutos, retornou e se aconchegou a ele. Ela ainda estava com as mãos úmidas, pois não enxugara suficiente.

— Como foi que Lanie conseguiu subir se o elevador só sai do térreo e parar aqui mediante a senha que é digitada dentro da cabine ou mediante a liberação pelo interfone que fica em cada apartamento?

— A Lanie sempre soube a senha, desde que eu comprei este apartamento. Ela tem entrada liberada aqui em casa e eu na casa dela. Ela é como uma irmã prá mim e me ajuda muito com as meninas.

Kate pegou um porta retrato que estava ao lado, sobre o criado mudo e mostrou a Rick.

Richard analisou a foto das duas e comentou – Você está linda nesta foto... Aliás, sempre linda! Hey, olha quem está ao fundo, lá atrás, dando uma de “papagaio de pirata” – sorriu – o Javi... Sempre procurando graça, né? Mas, voltando a este episódio, agora, com nossas filhas... Nossa Senhora! Jamais imaginei que passaria por uma situação desta. – Rick falou.

— Eu então, nem me fale... Nunca!

Acariciando o braço dela, Rick comenta — Kate, você já quase que morava comigo lá no loft e, apesar da Alexis ser pequenininha, nós trancávamos a porta quando entrávamos no quarto para namorar.

— E depois que eu fui embora?.. – ela perguntou, mas logo em seguida se arrependeu de ter perguntado, então tentou corrigir – Não!... Esqueça esta pergunta, Rick. Deleta! Não quero saber! Não precisamos saber nada da vida do outro nestes seis anos. Nós combinamos isso... Até porque eu prefiro não saber destes detalhes... Não vão me acrescentar em nada...

Olhando para ela, curioso, ele fala – Não, eu posso falar. Depois que você foi embora, não levei nenhuma mulher para dormir lá em casa, aliás, nem dormir nem jantar. Aliás, nem mesmo para beber um copo d’água. Não queria confundir a cabeça de Alexis. – ele a olhou, desconfiado, e perguntou sem pestanejar — E você?...

Morrendo de saber o que ele queria saber, ela indaga — Eu o que, Richard? Seja direto. O que é que você quer saber? – ela torceu a boca e ficou esperando ele responder.

— Kate, você sabe muito bem o que eu quero saber.... Não se faça de desentendida, mocinha. – ele piscou e sorriu.

— Você respondeu por que quis... Eu falei prá você deletar a pergunta. Portanto, eu não vou responder. Sr. Richard. – ela sorriu.

— Kate... Vai... Diz ai... – ele a apertou nos braços e sorriu.

— EuNuncaTrouxeNenhumHomemParaDormirAquiNoMeuApartamento. – ela falou muito rapidamente e ele não entendeu o que ela falou.

— Humm? Não entendi...

— Ninguém, Richard. Eu nunca trouxe nenhum homem para dormir aqui em casa, ou como você mesmo disse, nem para jantar, nem mesmo para beber um copo d’água. – Rubra, ela torceu a boca e olhou para ele – Satisfeito, Sr. Richard Curioso Rodgers?

— Olha quem fala... Você que iniciou este interrogatório, viu moça!... Mas não vou mentir – ele girou o corpo, passando a ficar sobre ela, e deu um monte de selinhos – Não vou mentir... Pode até me chamar de "porco chauvinista" e coisa e tal, mas fico contente de saber que você não deitou nesta cama com outro homem... E também que respeitou nossas filhas. Aliás, pelo seu jeitinho de falar, eu tô achando que você não teve nenhum namorado depois de mim... Nem nesta ou nenhuma outra cama... – Ele falava intercalando com beijinhos que dava por todo o rosto dela.

— Olha, você está se achando, né, Sr. Richard Convencido Rodgers? – e para provoca-lo, Kate fala – Você está se achando “o último biscoito do pacote”... Cuidado! Porque “o último biscoito às vezes tá rachado ou quebrado e pode virar farelo”... – ambos sorriram com aquela ilustração.

Ainda rindo, Rick comenta numa ironia divertida – Oh, como ela é engraçadinha...

Ambos caíram na risada

De repente, Kate se sentou e falou – É melhor irmos tomar banho, viu, porque a conversa está indo para um caminho perigoso.

— Ok, vamos tomar banho, porque mesmo sem você ter respondido com todas as letras, eu já obtive a resposta, amor.... – ele a fez deitar novamente e ficou sobre ela, enchendo-a de beijinhos, sob os protestos dela, que dava leves ‘murrinhos’ no peito dele. E quanto mais ela dava os ‘murrinhos’, mais ele dava selinhos... e ambos riam alegres.

Ainda sorrindo, ela perguntou – E qual seria esta ‘resposta’ que você tem tanta certeza que obteve, ehim, sabichão?

— Muito simples. Que há quase onze anos eu sou o único homem da vida desta mulher adorável, linda e maravilhosa que está aqui nos meus braços. Simples assim.

— Vá pensando... Se isto satisfaz o seu ego... – ela sorriu.

— Huummm!!! Você mente mal, que é uma beleza, Kate... – sorriu – Mas tudo bem... Eu te dou mais uma chance...Vá, tente de novo para ver se você consegue me convencer... – ele falava isso sorrindo.

Diante do silêncio dela, ele a olhou com carinho e a beijou e ela correspondeu. Um beijo suave que traduzia todo o amor que sentiam. Quando a soltou, depois de espalhar pequeninos beijos no rosto dela, ele indagou – E aí, vai tentar?

— Não! – ela fez bico. Não vou publicar no jornal minha vida sexual... – tentando mudar de assunto, ela falou – Olha, acho melhor levantarmos para tomar banho porque daqui a pouco aquelas lindinhas espertas vêm nos procurar e nós nem trancamos a porta ainda.

— Por falar nelas, elas tem um poder de argumentação muito bom, viu? – ele sorriu. – Nunca vi crianças assim... Cinco anos e já falando deste jeito... Nem a Alexis, que sempre foi tão esperta, tinha saídas assim tão rápidas, como eu vi na Bia e na Annie. Você as treina, é? – ele perguntou somente para provoca-la.

— É! Eu as treino... – sorriu – eu passo duas horas por dia ensinando minhas filhas a como argumentar na mesa de audiência e como fazer pedidos extravagantes para o Juiz... – sorriu novamente – Fala sério, né, Rick! A resposta é ‘Não’. Não, meu bem. Elas vieram assim... completas da fábrica, com tudo o que tinham direito e mais alguns itens extras da categoria. São “top de linha”. – sorriu – Nasceram com as respostas e os argumentos prontos na ponta da língua. Eu tenho que ter pulso forte com a Bia e a Annie. Eu dou uma liberdade controlada. Mantenho rédea curta, porque elas são espertas e prestam atenção a tudo... Os argumentos que eu uso com elas num dia, elas tentam usar comigo no dia seguinte... Vê se pode... – sorriu – Não vou mentir que eu ficaria contente se elas seguissem a área jurídica, pois, elas têm jeito. Até demais... – sorriram. – Prá você ver o que é que te espera...

Todo bobo e contente com esta características das filhas ele comenta — Elas também podem ser negociantes lá na fábrica. Podem trabalhar no Departamento de exportação. Acho que elas não iriam perder nenhuma venda, por mais difícil que fossem. São capazes de “dar nó em pingo d’água”. Acho que elas até venderiam as peças defeituosas. Elas diriam que as peças faziam parte da nova coleção... a ‘nova moda’ – ambos sorriram.

Passados uns segundos Kate volta a falar – Olha, Rick, deixa de papo. Estas duas crianças têm apenas cinco anos, viu? – sorriu – Mal saíram das fraldas... Têm muito leite Ninho prá beber ainda... Eu vou tomar banho. – ela desceu da cama e foi em direção ao banheiro. Quando já estava entrando, ela girou o corpo na direção dele, piscou e perguntou – Rick, você não vem?

Olhando-a maroto, ele sorriu e falou – Você acha que eu vou perder um convite deste?

— Repare bem, Rick, eu falei “tomar banho”... Não falei nada além disto.

De um salto, ele pulou da cama e num segundo já estava ao lado de Kate, e, juntos, entraram no banheiro.

Foram para o box e, claro, entre o “me ajuda a lavar minhas costas” e “me ajuda também a lavar as minhas”, não deu outra... Com muito amor, carinho e ardor, ele a imprensou na parede do box e fizeram amor. Ao atingirem o clímax, eles se abraçaram forte e ficaram sob o forte jato de água que caia exatamente nas costas de Kate, mas o excesso espalhava pelos dois.

Logo em seguida, lânguida, ela sussurrou – Amor, diga que isso não é um sonho e que não vai acabar... Diga que isso não é só sexo... Diga que é amor. – Kate o abraçava pelo pescoço, apoiando sua cabeça no vão entre o peito e o pescoço dele.

Afastando as mechas de cabelo que caiam pelo rosto dela, ele disse – Psssiii... Não fique tendo estas dúvidas, amor. O que estamos vivendo é a mais pura verdade. Só que nós tiramos o máximo de proveito do que sentimos, querida e fazemos um excelente sexo; um sexo de qualidade, o que não quer dizer que não exista amor. Tá bom?

Trocaram mais alguns beijos.

Em menos de quinze minutos já estavam arrumados, perfumados e penteados.

Quando já estavam quase abrindo a porta do quarto para descer, Kate se lembrou de perguntar novamente o que estava querendo saber desde a noite passada – Hey, você ainda não me explicou, mocinho... Eu sei que você é amigo do Javier. Deu prá perceber. Mas... conte aí... me diga agora, Rick, como é que você foi parar no mesmo evento que eu, ehim? Que ‘coincidência’ foi esta?

Em resposta, Rick diz – Kate, eu até que queria falar sobre isso agora, mas estamos com pressa e sua amiga, que coincidentemente é a esposa do meu amigo Javier está nos esperando. Eu não a conhecia pessoalmente, e nem pude conversar com ela ontem, mas pelo que ele fala da esposa, garanto, que ela vai fazer umas piadinhas com a nossa demora... Javi sempre me falou que a Lanie é muito espirituosa e de bem com a vida.

— Hummm! Esta é a Lanie mesmo... Mas estou encucada, viu, pois é a segunda vez que você se esquiva de responder a esta mesma pergunta. Boa coisa não é... Mas vá lá... Depois você me conta... até porque eu sei que realmente vou ouvir chistes da Lanie.

Trocaram um beijinho e foram em direção à copa. Como Rick sabia manusear a máquina doméstica de café expresso, ele preparou duas canecas para os dois. Para Kate, ele preparou um especial: Latte Macchiato Vanilla, desenhando um coração com o creme espumado da superfície e recebeu um beijinho de recompensa. Não comeram nada, nem mesmo um pedaço de pão ou biscoitinho amanteigado, visto que utilizaram muito tempo com as conversas, brincadeiras e fazendo amor.

Após o café, eles decidem que devem deixar o piquenique para o meio da tarde ou para o dia seguinte, domingo pela manhã. E quanto ao almoço, quando chegasse a hora, poderiam pedir por telefone, porque estavam num sábado e Beth não trabalhava nem sábado nem domingo e Kate não estava com vontade de ir para cozinha e as crianças tinham horário certo para comer e não poderia ser qualquer coisa, tinha que ser alimento saudável.

Retornaram ao pavimento superior do apartamento e foram em direção ao quarto dos brinquedos. Ao chegarem lá, as quatro crianças estavam envolvidas nas brincadeiras e nem viram que eles chegaram.

Quando pararam ao lado da Lanie, Kate e Rick a cumprimentaram, sendo que as amigas deram os habituais beijinhos na face.

— Oi, de novo, Lanie. – Kate sorriu, rezando para a amiga não fazer troça.

Lanie, muito espirituosa, não perdeu a oportunidade e de pronto já foi caçoando – Oh! Já chegaram? Nãããão!... Porque não demoraram mais? — demonstrou que estava olhando o relógio de pulso – Ainda é cedo... são onze horas da manhã... Só tem uma hora que estou esperando vocês... Eu tenho o dia todo para esperar vocês...

Não precisava ser um gênio para perceber que Lanie estava curtindo com a cara deles, então, Rick tratou logo de dizer — Olha, deixe eu sair daqui antes que sobre prá mim... – e foi saindo na direção das crianças.

Antes mesmo dele dar um passo para se afastar, Lanie o chamou e zombou, falando baixinho para não chamar atenção das crianças – Sério, Richard? Você prende minha amiga lá em cima, me faz esperar por vocês por uma hora e ainda se acha inocente?

Entrando no clima, ele se defendeu – Lanie, sinto te dizer que você está equivocada... Isso prá não dizer que você está totalmente errada – sorrindo, ele falou com a cara mais lavada e divertida do mundo – Sou inocente. Juro! Eu não segurei sua amiga lá em cima. Ela não estava amarrada... Ela ficou porque não suporta mais ficar longe de mim e não resiste à minha beleza, ao meu charme, aos meus carinhos e aos meus beijos. Não tenho culpa.

Os três sorriram divertidos com o comentário espontâneo de Rick.

Kate revirou os olhos e torceu a boca em deboche ao comentário do noivo – Lanie, O Rick tem 1,90 m de altura, mas o ego dele ultrapassa e muito o Empire State Building.

Passado o momento de zoação, Kate sugeriu que os adultos descessem. Deixaram as crianças nas brincadeiras e seguiram em direção à varanda.

Assim que se acomodaram nas poltronas, Rick consultou o relógio e disse que precisava descer para comprar jornal. Kate disse que ele podia ler jornal pela internet, mas ele alegou que além de preferir folhear as páginas do jornal, ele gostava do momento de caminhar até uma banca de revistas, ver as capas das revistas, comprar algumas e escolher os jornais que estava acostumado.

Kate o levou até o elevador e repetiu o que ele já sabia, ou seja, que quando ele retornasse, o porteiro iria interfonar e ela autorizaria a subida, mediante um código.

Kate retornou assim que Richard foi embora e, quando pisou na varanda, encontrou Lanie a olhando com uma expressão estranha.

Kate vai até a adega climatizada e pega uma latinha de suco de frutas e despeja seu conteúdo em dois copos. Fica com um e oferece o outro à Lanie. Em seguida, senta-se na poltrona próxima à amiga e pergunta — O que é, Lanie... Porque você está me olhando assim?

— Nada! Nada não, amiga... – Lanie a olhou com os olhos semicerrados – Kate, fala sério! Não se faça de desentendida, amiga, e conta logo tudo, antes que o bonitão volte... – Lanie perguntava toda curiosa...

— Nã-nã-ni-nã-não, amiga... Não vou contar... Aliás, "tudo" o que? Não tenho nada para contar. Não aconteceu nada.

— Ah, quer dizer que você não tem nada para contar... Então tá certo. Eu acredito. Então, porque perderam a hora de acordar? Ficaram fazendo o que até tarde? Não vá me dizer que ficaram fazendo ‘maratona’ da sua série favorita... E, pelo visto fizeram isso pelados... Heloooo!!!

— Lanie! Não seja abusada, amiga. Eu não vou contar... Mesmo se eu quisesse, daqui a pouco ele volta.

— Ah, mas vai contar sim. – insistia Lanie.

— Não vou – Kate continuava negando.

Lanie resolveu apelar – Querida, você vai contar mais dia menos dia... Então, não é melhor você contar agora? Prá que ficar adiando?

— Porque eu vou “contar mais dia menos dia”? De onde você tirou essa ideia? – Kate perguntou.

— Querida, lembre-se que antes mesmo de ser sua amiga e sua comadre, eu sou sua médica ginecologista-obstetra, e pelo que eu me recordo, eu não coloquei DIU ou SIU em você e também não prescrevi pílula anticoncepcional, tendo em vista que você estava sem vida sexual ativa, ou seja, sem risco de engravidar. Então... Será que vou fazer um parto daqui a nove meses?

Aflita e boquiaberta, Kate olha para a amiga – Lanie! E agora?... – Kate olha para o lado, pensativa e depois balança a cabeça negativamente e fala – Não... Acho que não... – De repente, Kate começa a fazer contas nos dedos e em seguida, torce a boca e encara a médica com a típica cara de ‘culpada’ e fala – Amiga, eu estou no meu período fértil.

Curiosa, Lanie prossegue na investigação sutil – Mas não tem problema, né, Kate. Você disse que não fez nada, não foi?

Kate olha para a amiga, morde o lábio inferior em sinal de preocupação, suspende levemente a mão direita com o dedo indicador erguido e fala — Culpada!

— Bem, mas vamos ver pelo lado positivo... Você passou uma noite maravilhosa com o “Mr. X” e, uma ‘vezinha’ só, né? Vamos ser otimistas... Até porque ele deve ter utilizado camisinha... Hoje em dia, quem é que faz sexo sem camisinha... Só louco, né?

Mais uma vez Kate encara a amiga com a típica cara de ‘culpada’ e confessa – Quatro vezes, Lanie... Ou cinco..., nem sei... Não contei... E, ‘não’, ele não utilizou camisinha...

— É, né, se quando você diz que “não aconteceu nada”, você faz amor quatro, cinco ou seis vezes, tenho até medo quando você disser que “aconteceu alguma coisa”, viu? – Lanie passou a sorrir abertamente.

— Lanie, você é terrível! – assim você me deixa sem graça...

— Deixa disso, Kate... Estou feliz por você. Mas ao mesmo tempo eu digo que você é louca. Como é que você faz sexo sem camisinha, ehim? Você não é mais uma adolescente e sabe muito bem dos riscos... Não vou enumerá-los para você.

— Eu sei, amiga. Eu sei. – Kate continuava com o semblante preocupado.

Lanie se levanta e vai em direção à amiga e a puxa para um abraço. Quando se afastam, a médica falou – Querida, eu fico assim brincando, mas você me conhece, eu só quero a sua felicidade e, ao que me parece, o bonitão te faz feliz. Deixa acontecer.

Sentam-se e Kate fala – É, Lanie. Eu pensei muito no que você me disse ontem lá no jantar.

Agora a Lanie falava sério – Amiguinha, e vocês conversaram sobre vocês? Sobre tudo o que aconteceu? Conversaram sobre como vocês se sentem? Pensaram bastante no que estão fazendo até porque não se trata só de vocês, existem três filhas envolvidas... E daqui a nove meses mais uma ou duas...

— Lanie! — Kate a repreende, sorrindo.

— Ai, amiga, estou brincando.. É só para descontrair, viu? Mas me conte, e aí, Kate, conversaram ou partiram logo para... – ela própria se interrompeu e ficou a espera da resposta de Kate.

— Conversamos muito Lanie. Conversamos e brigamos muito. Discutimos sobre todos os aspectos e decidimos tentar.

Kate resumiu a conversa que tivera com Rick, contando, inclusive, que ficaram noivos, narrando com riqueza de detalhes o momento emocionante em que ele lhe fez a proposta de casamento e lhe ofereceu o anel de noivado que ele fizera, utilizando-se de um dos grampos de cabelo para prender coque, que ela tinha deixado sobre a pia do banheiro.

Ficaram conversando por quase meia hora até que o interfone tocou.

Ela pegou a extensão da varanda. Era o porteiro informando que Richard queria subir. Kate deu autorização para ele entrar no prédio e mediante a senha que ela própria teclou pelo interfone, permitiu assim, que o elevador parasse no seu apartamento.

Passados alguns minutos, ela foi para a sala de estar a fim de espera-lo, qual não foi a sua surpresa quando a porta se abriu e de lá saiu Rick acompanhado de Martha e sua amada Alexis.

Kate ficou atônita. Sentiu uma emoção há muito tempo não sentida. O amor que sentia por aquela criança era algo de outras vidas.

Mesmo acostumada com todo tipo de situação familiar envolvendo crianças, tendo em vista a profissão que exercia, Kate foi pega de surpresa com aquela visão e suas pernas falharam e ela se apoiou no primeiro lugar que encontrou e se sentou na mesa de centro.

Estava boquiaberta.

Passados alguns segundos, Kate olhava para Alexis que, assustada, estava ao lado do pai, de mãos dadas com ele. Alexis estava enorme e devia estar com onze ou doze anos, ela estava confusa naquela momento.

Kate não conseguia mais segurar a emoção. Era mais forte do que ela. Precisava ser forte para dar segurança para sua ruivinha, mas não conseguia.

Lanie chega à sala, percebe todo o clima que os cercava e fica próxima à amiga. Kate olha para a médica e depois olha Alexis. As lágrimas desciam livremente pela sua face e a emoção tomou conta de todo o seu ser.

Neste momento, Kate encontrou forças e olhou para Rick que ainda estava longe dela, próximo ao elevador e, quase inaudível, pediu autorização para abraçar Alexis – Posso?

Também emocionado, ele fala — Claro, Kate. Eu providenciei a vinda dela justamente para você vê-la.

Com o olhar, Kate chama Lanie para mais perto e, com dificuldade, consegue pedir. – Amiga, fica lá em cima com as crianças. Não as deixe descer em hipótese nenhuma. Elas sabem da existência da Alexis, mas não quero que as três se encontrem assim. – A voz quase não saiu, mas a médica entendeu.

Lanie foi em direção à amiga, a abraçou forte – Eu vou subir e ficarei com elas. Fique bem, Kate. Seja forte. – e subiu em direção ao quarto dos brinquedos.

Neste momento, podia-se perceber que "mãe" não é só aquela que engravida e pari. E o mesmo se podia dizer de "filhos". O que se via ali era um amor inabalável entre uma mãe e uma filha que não tinham nenhuma ligação genética, mas sim, uma ligação de almas.

Sem condições de se levantar, pois estava com seu corpo todo tremendo, devido ao choque de ver Alexis, Kate, tentando, sem êxito, conter as lágrimas, olhou para sua garotinha, e conseguiu falar – Vem cá, meu amorzinho. Vem dar um beijo na sua Kate, vem.

Alexis se solta do pai e corre em direção à Kate e, também chorando, se joga nos braços dela – Minha mamãe!

Continua...

Notas finais
Levanta a mão quem gostou do capítulo. Quer dizer... Espero que tenham gostado. Estou aflita!!!! ====================================== Brinquedoteca http://4.bp.blogspot.com/-ziYEuCBvrOY/Uek2Ka_VDfI/AAAAAAAAAR4/qs8BcrWrCaY/s1600/BRINQUEDOTECA.jpg Porta retrato com Kate e Lanie http://29.media.tumblr.com/tumblr_lymf9iMtt01r8bevso1_400.jpg Lanie olhando para Kate http://images5.fanpop.com/image/photos/32000000/Lanie-lanie-parish-32007772-600-338.jpg Kate atônita http://24.media.tumblr.com/tumblr_mckfosiuW41r0t3aeo1_500.gif Grampo de cabelo http://www.artipistilos.com/FitxersWeb/111177/80334_FOTOFICHA_1124595162artivvvvv.jpg Alexis olhando para Kate http://static.tumblr.com/hmge54d/kgimf2yac/11.gif