Amor de Ontem, Hoje e… Sempre⏳⌛⏳
80 Retornando à Washington, D.C.
Notas iniciais
Finalizados os quinze dias da lua de mel, o retorno ao lar se deu numa sexta-feira de forma tranquila.
Assim que entraram na sala do loft em Washington, D.C., Rick, sem deixar Kate carregar nada, pôs todas as malas no vestíbulo. Olharam ao redor e perceberam o silêncio.
— Hummm!!! Que silêncio! – Richard estranhou.
Ao analisar o ambiente, Kate concordou com o esposo e consultou seu relógio de pulso – É, amor... São 10:15 horas e as crianças foram para a escola e só retornam às 17:30 horas... A Sra. Elizabeth McGuillie deve estar lá em cima ajeitando alguma coisa ou então está lá na área de serviço ou na cozinha... – olhou para o marido e indagou curiosa — Mas onde será que estão os nossos pais?
Richard retorceu a boca, divertido e balançou os ombros informando que não sabia — Quem sabe? Eu te disse... Eu bem que te falei que deveríamos avisar sobre a nossa chegada.
— Bobagem, amor. Deixa pra lá... Não tem por quê? – Kate fez um trejeito no rosto de quem não via problema dos pais não estarem ali os aguardando. – Eles devem ter saído.
— Será que eles foram dar um passeio romântico? – Rick perguntou somente para zoar, pois sabia que a esposa iria contestar.
— Eita que cabecinha maldosa... – Divertindo-se com o comentário dele, Kate o repreendeu, sorrindo — Desde aquele dia do almoço de comemoração do nosso noivado, lá na praça, em que eles ficaram de segredinhos, de conversinha e de risinhos, você cismou de que eles estavam de paquera...
— Não vejo nada demais, Kate...
— Eu também não vejo nada demais, amor, só acho muito difícil disto acontecer... – Kate torceu a boca insinuando que duvidava do que ela mesma dizia — Acho que o meu pai é tão introspectivo... Todo calado e pelo que eu sei, nunca namorou depois que minha mãe faleceu... Quer dizer, eu nunca soube...
— Continuando a zoar com a esposa, Rick indaga — E com isso você quer dizer que minha mãe é assanhada, serelepe e namoradeira? ... É isso? – ele a provocou.
— Huuummm!!! Ai, ai!!! É você quem está dizendo... Eu não falei nada disso... – ela torceu novamente a boca e depois declarou – Amor, deixa de besteira... Você deturpou minhas palavras... – ela sorriu – Você sabe que eu amo a sua mãe e o jeito livre, espontâneo e alegre dela. E digo mais... Eu até que gostaria que eles namorassem. Aliás, gostaria muito, pois sua mãe é uma figura! Uma figura linda, leve, alegre e de bem com a vida. Quem sabe, assim, o meu pai voltaria a sorrir mais vezes, né? Ele poderia reencontrar a felicidade com sua mãe.
— Mas e aí... Se isso acontecesse... – Richard fingiu-se de pensativo — Quando nós os flagrássemos durante um beijo... – Kate e Rick se olharam, franziram a testa e o nariz, fizeram uma careta, sorriram e Richard continuou com a suposição – nós faríamos como nossas filhas fazem quando elas nos flagram durante um beijo? Sentiríamos asco?
Eles vão conversando ao mesmo tempo em que, rindo, vão adentrando ao loft e percebem um movimento na varanda da sala e ao olharem na direção do movimento e do ruído, eles veem Martha e Jim abraçados, e trocando um beijo romântico.
Surpresos com a cena e sem nem mesmo ensaiar ou combinar, Kate e Rick ficam paralisados, se entreolham, torcem a boca e emitem um som que traduzia a surpresa deles – Huummm! Eca!
Sem se dar conta de que estavam sendo observados pelos filhos, Jim e Martha finalizam o beijo, se afastam um pouco e trocam sorrisos românticos e carinhos no rosto.
Surpreso, o casal jovem não se aguenta e começa a sorrir, não que fosse uma cena engraçada... Não era... Não era uma cena divertida. É que tinham acabado de falar justamente sobre isto.
Kate até tenta puxar o marido para longe para não empatar o namoro de Martha e Jim. Ela sussurrou para ele — Deixe de ser abelhudo, homem... Venha, Rick, deixe-os à vontade. –, mas não teve jeito, pois o burburinho chegou até seus pais.
Assim que percebem a presença dos filhos, Martha toma a frente e tenta se justificar – Não é nada do que vocês estão pensando...

— Sério, mamãe! – Rick não se aguenta e debocha, recebendo uma discreta cotovelada da esposa.
Kate, com voz de repreensão para o marido, comenta sorridente para a sogra — Martha, não ligue para seu filho, pois ele é um bobo!
— Aaahhh!!! — refeita da surpresa, Martha os cumprimenta — Olá, queridos! – e depois censurou o filho como se ele fosse realmente uma criança. — Richard, meu filho, não seja infantil!
Ouvindo a reprimenda que Martha dera no filho, Kate não se aguentou e começou a sorrir alto. Rick, fingindo ser um menino, fez bico, mas depois todos sorriram, felizes.
Os mais velhos foram ao encontro dos mais novos e se abraçaram.
— Katherine, querida!!! Vocês chegaram... Que maravilha! – dizendo isto, Martha apertou carinhosamente a nora nos braços. As duas, sorridentes, se abraçavam. Piscando para a nora, Martha comenta feliz – E, pelo que estou percebendo, vocês estão ótimos!
Após os abraços e cumprimentos, Richard voltou a zoar os mais velhos – E, pelo que acabo de perceber, vocês também estão ótimos! – Richard fez bico — Quanta novidade, né?
Pudico, Jim se adianta — Richard, eu posso explicar – Jim começou a falar, mas foi interrompido pela filha.
— Papai, nem você nem Martha têm que explicar nada. Vocês são livres... Queremos ver vocês felizes... Nada mais... – se dirigiu ao marido e com os olhos semicerrados em ameaça velada, o questionou com um tom de voz que exigia uma resposta afirmativa – Não é, querido?
Percebendo que a coisa não estava boa pra o lado dele, Richard, de um modo divertido, engoliu em seco, sorriu sem graça e aquiesceu, gaguejando... – Sim... Sim, senhora! É, Jim... É, mamãe, vocês não têm que se explicar... – fingindo estar amedrontado, ele completou – Imagina!
Sorrindo da cara que o marido fez pra ela, Kate usou de sarcasmo com ele – Que bom que você concorda, amor.
Após uns dois minutos, Rick, sempre divertido, anunciou – É, já vi que estou em maus lençóis... – Resignado, e tentando ganhar ponto com a esposa, resolveu mudar o rumo da prosa... — Vou levar as malas para o nosso quarto, Kate...
— Eu te ajudo... – Kate avisou.
Impedindo-a de ajudar, ele a advertiu carinhoso — Negativo, mocinha. Além dos meus filhos, a única coisa que você vai carregar, é a sua bolsa...
— Mas eu não estou doente, Rick. Eu estou saudável e aguento carregar...
— Kate, não se fala mais nisso. – Sem ser grosseiro, ele deu a última palavra. Foi até ela, a puxou para um abraço e, olhando-a carinhosamente, concluiu – Ok, Sra. Rodgers?
— Sim, senhor! – ela ficou na ponta dos pés e fez um carinho sensual no marido.
Afetuoso, ele a manteve nos braços e falou baixinho somente para ela ouvir – Kate, isto é jogo sujo... Você sabe que assim você me mata... – ela sorriu e piscou para ele percebendo que o deixara excitado com o carinho sensual que fizera nele. Então, ele sussurrou no pé do ouvido para a esposa — Mas se quiser venha para o nosso quarto e...
— E... O que, marido? – ainda nos braços dele, ela o questiona.
— Bem... Suba e verá... – ele sorriu.
— Ah, tá... – ela o pirraçou – Já sei... Lá separaremos os presentes... Não é isso? – ela se fez de desentendida...
— Se você tá dizendo... – ele deu um selinho nela e a soltou delicadamente.
Continuando a brincadeira de faz de conta, Kate continua — E temos que fazer isto antes das meninas chegarem da escola.
E assim fizeram. Subiram sendo observados pelos pais.
— Que lindos estes dois, né, Jim!? – Martha perguntou cheia de sorrisos.
Richard desceu e subiu várias vezes a escada do loft até levar toda a bagagem para a suíte máster.
Jim havia se oferecido para ajudar a carregar as malas, mas Richard agradeceu, e também recusou a ajuda do sogro.
Depois que toda a bagagem foi depositada no quarto deles, Richard fechou e trancou a porta e foram abrindo as malas onde sabiam que havia os presentes dos seus pais e das suas filhas.
As coisas destinadas aos amigos, poderiam pegar depois e as dos trigêmeos eles nem tirariam da mala, pois não tinha pressa, até porque, Kate só iria arrumá-las após a mudança para o apartamento novo e mesmo assim só quando a gravidez estivesse num estado mais avançado.
Enquanto faziam a triagem dos presentes, Richard não se aguentou e com uma voz divertida, prendendo o riso, retornou ao assunto do beijo dos pais, então, comentou – E aí, amor, fala sério!!... Que tal a novidade dos nossos pais?
Sem conseguir esconder, Kate fez um jeitinho no rosto de quem achava a situação estranha.
— Verdade seja dita, amor... Eu não queria admitir... Contudo, por mais que eu ache bacana eles dois estarem juntos... Eu acho mega esquisito eu me referir a meu pai e sua mãe como... “um casal de namorados”... – ela fez com os dedos o gesto de sinal de aspas.
Ambos sorriram.
Richard pegou o gancho de que Kate achara a situação estranha, foi para juntinho dela com sorriso travesso, e perguntou baixinho – Se nossos pais estão namorando... Isso faz de nós “irmãozinhos”?
Com um sorriso libidinoso, ela piscou par ele e murmurou – Huuummm!!! Acho que não... Meio incestuoso, né... Mas prefiro nem pensar nisso... Porque... Eu nunca poderia fazer isto com meu irmãozinho... – rápida, ela o pegou desprevenido e apalpou e segurou firme a intimidade dele.
— Ops! – fingindo-se de inocente, ele pergunta – Hey, ‘mana’, já vi que você quer abusar de mim...
— Acho que sim... – ela ergueu a sobrancelha em sinal de que queria fazer ousadia — Mas... Mas se você não estiver interessado...
Sem pestanejar, ele a ergueu nos braços e a jogou displicentemente na cama, indo ao encontro dela – Moça, no dia em que eu não estiver interessado em você, pode me colocar uma camisa de força e me internar no hospício porque, com certeza, estarei completamente maluco.
Totalmente vestidos, ele se deitou sobre ela e a acariciava nos cabelos, no rosto, passando a beijá-la, sendo correspondido com emoção, onde línguas e bocas se lambiam e se exploravam. Eles se beijavam como se dependessem disto para sobreviver e muito rapidamente, as roupas foram sendo dispensadas e jogadas longe aleatoriamente, restando apenas as roupas íntimas.
Sedentos, eles se acariciavam, se sorviam e sussurravam palavras de ternura, amor, paixão, doçura e erotismo.
— Que saudade eu estava de sentir seu gosto, Kate... – ele falava ao mesmo tempo em que, ávido, sugava os seios dela.
Excitada, com um fio de voz, Kate conseguiu dizer — Mas nós fizemos amor antes de irmos ao aeroporto, babe...
— Mas isso tem mais de doze horas, Kate... Muito tempo... – Se posicionando entre as coxas dela... Richard levou à mão até a calcinha dela, afastando-a para penetrá-la — Não vai me dizer que você não quer... – fez menção de que ia se afastar e se levantar.
Arfando, ela murmurou e o ameaçou — Richard Rodgers, você me faz perder o juízo... Se você não se afundar em mim agora, não sei do que serei capaz de fazer...
Rouco, ele comenta – Que mulher mais valente eu fui arrumar... – Richard cheirou, lambeu, mordiscou e deu um longo beijo no pescoço dela — E eu adoro isto em você, Kate... Mulher quente e de garra afiada – excitado, ele apalpava e apertava com vontade ambos os seios de sua mulher, e isso levava Kate à loucura e ela deixou escapar gemidos de prazer.
Com os dentes, ele passou a arranhar suavemente a delicada pele dos seios dela e sugava um deles com voracidade, prendendo o bico entre os dentes e o puxando, arrancando gemidos de prazer. – Você é uma delícia, Kate. Adoro seu gosto e o som dos seus gemidos.
Excitado, Rick passa as pontas dos dedos pela região do umbigo dela, deixando-a arrepiada, fazendo com que ela aumentasse seus gemidos.
Estimulada e ansiosa por mais prazer, com habilidade, Kate consegue girar seus corpos de modo a ficar por cima e, com o corpo pegando fogo, ela própria retira sua calcinha, seu sutiã e a cueca boxer dele. Kate leva sua mão até o membro pulsante que, àquele momento, avolumado, já se encontrava rijo e o posiciona à sua entrada molhada. Kate direciona seu próprio quadris ao encontro do membro erétil, sentando sobe ele, fazendo-o sumir dentro de si, e tal invasão provocou arrepio em ambos.
Passaram a se movimentar freneticamente até que desta vez, é o Richard quem altera a posição e passa a ter controle maior dos movimentos, deixando-a deitada confortavelmente, tendo um grande travesseiro sob suas ancas com o objetivo de elevar os quadris dela para facilitar os movimentos, tornando-os mais prazerosos... Ele passa a ficar ajoelhado, passando a arremeter impetuosamente nela, levando-os ao delírio.
Ao ter seu membro sendo mastigado pelas paredes internas do sexo de sua mulher, Richard sente também uma corrente elétrica passando por todo seu corpo e, percebendo Kate trêmula, ele vê que ela também foi presenteada por um magnífico orgasmo.
Exaustos, porém, satisfeitos, ambos desabam na cama. Neste momento, Rick retira o travesseiro que estava sob o corpo da esposa.
Ao trazê-la para seus braços, ele percebe que ela está com uma das mãos nos seios... – Kate... Tudo bem, amor?
— Ãhhããã! Tudo bem, amor... – Kate responde.
Assim que Kate terminou de falar, Rick percebe o ar de dúvida da esposa e indaga — Kate, tudo bem mesmo?
Então ela explica – É que... Você mordeu, arranhou e puxou os mamilos com os dentes... Eu amei, amor... – ela deu um sorriso pra ele — Amei mesmo... Super excitante... só de falar eu já me sinto excitada e fico querendo mais... Mas é que a gravidez deixa meus seios extremamente sensíveis. Agora eles estão um pouco doloridos...
— Então... Será que não devo mais sugar e mordiscar seus seios, é isso? – ele fez uma cara de tristeza.
— Huuummm!!! Não sei se vou conseguir ficar sem estes seus carinhos excitantes... – de forma sensual, Kate acariciava o peitoral dele com as pontas dos dedos — Enquanto eu aguentar, amor, pode fazer o que quiser comigo... Tudo mesmo, amor... O que você quiser e o que eu gostar... – ela sorriu – eu gosto de tudo, né...
Richard a apertou forte nos braços e em tom travesso, avisou – Pode deixar que o que depender de mim, seu prazer estará garantido...
— Bom saber... – como uma gatinha manhosa, ela escalou e se esparramou no peito dele – Amor, meu corpo está tão sensível..., ainda estou sentindo os sinais do orgasmo... que delícia! Huuummm! – ela se aconchegou nele — Me deu um soninho agora... Vou cochilar um pouco – mal terminou de falar, ela foi se deixando escorregar do peito dele até ficar sob o colchão, tendo somente a cabeça confortavelmente recostada sobre os ombros do marido.
Aconchegando-a nos braços, ele avisou – Venha, amor... Vamos dormir um pouquinho...
— E as meninas?
Rick consultou o relógio que estava sob o criado mudo ao lado — Tem bastante tempo... Elas serão liberadas da escola somente no final da tarde... Ainda estamos no final da manhã...
— E nossos pais lá na sala... Eles...
— Hey, amor... – ele falou carinhoso com ela e afagou os cachos dela – Eu os avisei que estávamos cansados e que iríamos dormir um pouquinho para esperar as meninas.
Face a sensação do prazer pós sexo, aliado ao fenômeno do jet-leg que naquele momento era mais intenso e cansativo do que quando eles foram para a Europa, pois o horário de lá era mais adiantado do que em Washington, D.C.. Era como se se eles estivessem voltando no tempo, então o sono os venceu facilmente.
Um pouco antes das treze horas, Kate e Rick acordaram e tomaram um banho restaurador. Sob o forte jato do chuveiro, lavram os cabelos e, revigorados, retornaram para a triagem dos presentes, o que foi feito rapidamente.
Desceram e foram fazer um lanche. Lá na cozinha encontraram a Sra. Elizabeth McGuillie e logo entregaram a ela uma lembrança da viagem, recebendo um imenso sorriso de volta.
Próximo às dezessete horas, Kate sugeriu ao marido – Querido, que tal fazermos uma surpresa para nossas pequenas. ehim? Vamos pegá-las na escola?
A sugestão foi aceita – Que ideia maravilhosa. Aposto que elas vão adorar.
E não deu outra... Kate e Richard chegaram cinco minutos antes do horário e ficaram no pátio da escola no local destinados aos pais e pessoas autorizadas a pegar os alunos.
Assim que as turmas foram liberadas, Kate e Rick ficaram atentos para localizar as três filhas. Após um minuto, identificaram ao longe a cabeleira ruiva da Alexis. A garota carregava uma mochila nas costas e estava de mãos dadas com suas irmãzinhas gêmeas.
Nenhuma das três viu os pais. Elas estavam apurando as vistas a procura da Sra. Elizabeth McGuillie e assim que as três passaram por eles, Richard resolveu brincar com elas – Vocês estão procurando alguém?
Ao ouvirem a voz do pai, as três meninas retornaram e imediatamente se jogaram sobre ele e por pouco não o derrubaram.
— Papai!
— Papai! Você voltou!
— Papai! E a mamãe?
Assim que as meninas identificaram Kate e fizeram menção de se jogar sobre ela, Rick tomou a frente, pois, como as gêmeas eram espoletas, ele ficou preocupado delas pularem no colo da mãe e causar algum choque inapropriado que causasse algum desconforto à gravidez da esposa. – Cuidado com a mãe de vocês. Ela não está aguentando peso, meninas.
Como eram crianças, não se tocaram sobre a advertência do pai e foram para ao lado da mãe, contudo, o fizeram mais pacificamente.
— Mamãe!
— Mãe!
— Mãe!
Kate estava sentada no largo banco de madeira e logo as gêmeas, afoitas, já estavam ajoelhadas no colo dela, agarrando-a pelo pescoço.
— Que saudade, mamãe!
— Você demorou tanto!
— Kate! Que saudade – Alexis se sentou ao lado dela e tentou se espremer entre as gêmeas.
Emocionada com o impacto do reencontro, Kate se segurava para não chorar. Contudo, Annie não segurou as lágrimas – Você demorou muito, mamãe. Muito mesmo. – ao dizer isto, a pequena, agarrada ao pescoço da mãe soluçava e tremia as costinhas com o choro.
Richard não queria que lágrimas estragassem o encanto do momento, então, com tato, convidou – Que tal irmos pra casa e fazer uma farra com pizza e sorvete?
Com as faces molhadas das lágrimas e ainda fazendo biquinho triste, Annie parou de chorar e a animação retornou. Alegres e saltitantes as três meninas agarraram as mãos dos pais e se dirigiram até o carro.
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O jantar foi animado. Entre pizzas, risadas, conversas, casos e sorvetes, as três meninas relataram aos pais todos os quinze dias em que eles estiveram separados.
Martha e Jim observam a tudo com alegria nos olhos e achavam fofa a interação dos cinco e, mesmo sabendo que faziam parte da família, contudo, sem querer interromper a alegria e euforia das netas, os avós só falavam quando eram chamados.
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Durante o tempo em que ficaram na escola esperando as crianças, Kate e Richard combinaram de entregar somente na manhã seguinte os presentes das filhas, pois, se os entregassem naquela noite, as três, com certeza, demorariam a conciliar o sono.
Continua...
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