Amor de Ontem, Hoje e… Sempre⏳⌛⏳
81 No dia seguinte...
Notas iniciais
...Continuando...
Apesar de terem dormido bastante durante o dia e de terem passado o início da noite na farra de pizza, sorvete, contando e ouvindo muitos casos engraçados em completa sintonia, alegria e risadas com seus pais e suas filhas, o fenômeno Jet Lag deixou Kate e Richard cansados naquele retorno da lua de mel, então, para se readaptarem mais facilmente ao fuso horário de Washington, D.C., eles iriam para cama logo que colocassem as crianças para dormir.
Após o jantar Kate e Rick puseram os pijamas e logo em seguida, ajudaram as três meninas a vestir suas camisolinhas.
Para ficarem mais tempo juntos com as três filhas, Kate e Rick queriam ajeitá-las e colocá-las para dormir. Assim, abraçaram e deram beijinhos de boa noite em Alexis. Arrumaram o edredom sobre o corpo da linda ruivinha que, devido ao cansaço e o adiantado da hora, em menos de cinco minutos, já dormia.
A seguir foram para o quarto das gêmeas e as colocaram nas suas respectivas caminhas. Enquanto contavam historinhas para as pequenas, Kate e Rick não paravam de bocejar. Muito antes do meio da história, as crianças conciliaram o sono e assim que isto aconteceu o casal foi para a suíte master. Chegando lá, o sono os dominou assim que se acomodaram nos travesseiros e se deitaram de conchinha sob o fofo edredom.

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À noite o silêncio reinou no loft.
Como tinha certeza de que as meninas, mesmo em dia de sábado, acordariam cedo, Rick não trancara a porta do quarto. Apenas a deixara no trinco.
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Rick acordou por volta das cinco horas da manhã e a primeira coisa que fez foi apurar a vista e consultar o relógio portátil que havia sob o criado mudo ao lado da cama, entre o abajur e um porta-retratos e assim, constatou que apesar de ainda ser muito cedo, ele se sentia completamente restabelecido. E este seu estado era devido a muitas horas de sono contínuo e tranquilo.
Desperto, olhou para a Kate e teve a certeza de que ambos dormiram profundamente, haja vista que ainda se encontravam agarradinhos, deitados de conchinha, da mesma forma em que pegaram no sono.
Só que Richard não conseguia ficar colado ao corpo de Kate sem tocá-la, então, deduzindo que ela também deveria estar revigorada, tentou acordá-la com segundas e terceiras intenções, fazendo-lhe carinhos. Estava excitado. Precisava dela. Precisava tocar nela. Passou a lhe acariciar os cabelos e ao fazê-lo, o deslocamento dos cachos liberou o aroma de cerejas do seu shampoo, uma característica tão particular dela. Sorriu, pois isto ele entendia tratar-se de uma provocação olfativa.
Assim que teve seus cabelos acariciados, Kate, mesmo dormindo, se mexeu, procurando, talvez, uma posição mais confortável, e ao fazê-lo, instintivamente ajeitou o corpo, colando-o suas costas ainda mais no peito do marido, trançando suas pernas nas dele e isto o deixou ainda mais estimulado a fazer amor com ela.
Continuou acariciando os cabelos dela e, mesmo assim, ela não acordava. Então, concluindo que ela ainda estava precisando dormir para recuperar energias para si própria e para os bebês, Richard respirou fundo, contou até dez e decidiu que tinha que espairecer senão iria ficar louco, pois, no estado em que ele se encontrava, sentir o cheiro e o toque dela sem poder fazer mais nada, iria enlouquecer.
Pensou no que fazer... Como já estava completamente acordado, nem adiantava tentar voltar a dormir. Sem chance.
Pensou... – "Como ficar aqui? Tenho que pensar em outra coisa... Coisas materiais..." – Passou, então, a fazer uma revisão nas suas atividades profissionais... Durante os quinze dias em que estivera na sua lua de mel, deixara nas mãos do Diretor Administrativo e o de Informática a organização e instalação do seu escritório em Washington, D.C. que, aquela altura, com certeza já deveria estar pronto, tanto com relação à instalação física, com decoração adequada, bem assim com as instalações elétricas e virtuais necessárias para o bom funcionamento do negócio, pois não podia perder tempo, visto que tempo é dinheiro e, por isto, os deixou livres para contratar o melhor escritório de decoração que concluísse a obra em tempo recorde, pois ele iria reiniciar suas atividades no tal escritório logo na primeira segunda-feira após o retorno da viagem.
Como confiava plenamente na sua equipe, pedira para não ser interrompido na sua lua de mel com nenhuma informação, questionamentos ou mesmo fatos e fotos das novas instalações. Portanto, com exceção da localização, que por sinal, fora escolha dele, para ele, tudo seria novidade...
Neste momento, teve seus pensamentos interrompidos porque Kate se mexera mais uma vez e girou seu corpo de frente a ele, pondo sua cabeça na curva dos braços dele, tendo os cachos sedosos ficado despenteados sobre parte do rosto dela.
Ao que parecia, o sono dela ainda estava pesado, Sendo assim, com delicadeza, Richard retirou os cachos do rosto dela e os colocou atrás da orelha.
— “Oh, meu Deus! Que mulher é esta! Tão linda... Tão deliciosa...” – ele pensava. – “Não posso ficar assim... Olhando... Não aguento...”
Então, com muita cautela para não atrapalhar o sono de Kate, Richard conseguiu se soltar dela e se levantou.
Vestiu seu roupão por cima do pijama e decidiu ir à cozinha. Iria preparar uma linda e apetitosa bandeja de café da manhã para eles. Na verdade, não poderia mentir para si mesmo... Sua intenção não era propriamente alimentá-la... Apesar de amá-la loucamente e adorar enchê-la de mimos, naquela manhã iria preparar a bandeja prá ela, pois ele estava com outras intenções... Quem sabe, depois do café, ou mesmo antes do café, ela também quisesse fazer amor... Tinham que aproveitar antes das filhas acordarem... Iria arriscar.
Em menos de meia hora retornou à suíte com uma bandeja contendo torradas, duas xícaras de café com os tradicionais corações desenhados com espuma, dois copos de suco, um deles de limão com gengibre, e, obviamente, suas famosas panquecas sorridentes, que ela tanto apreciava.
Ao parar junto à cama, a encontrou esparramada, já sem o edredom e, assim que a viu ficou paralisado.
Olhava para ela com cara de bobo. Não bobo, tipo, boboca. Não. Jamais! Ele a olhava como se não estivesse acreditando no que via. Sua mulher. Sua! Somente sua. Ele estava impressionado... Era um felizardo por tê-la. Ele se sentia um homem de muita sorte e isto não era para qualquer um... Ainda mais porque ele era um homem completamente apaixonado e tinha certeza que este amor era correspondido.
Ao apreciá-la, ele percebeu que ela, embora ainda visivelmente com sono, estava acordando.
Ainda sonolenta, ela sorriu para ele com um fio de voz comentou – Que delicia acordar com um homem bonitão me olhando, ainda mais que este homem bonitão é meu marido – ela sorriu encabulada e brincou com ele – Mas você sabe que é feio ficar me encarando enquanto eu estou dormindo, né?... — piscou para ele e prosseguiu – Mas pode ficar me olhando, amor, porque eu adoro... Eu até posso ficar meio tímida, mas eu adoro. – Kate mordeu o canto direito do seu lábio inferior e acrescentou marota — Aliás, eu adoro ainda mais quando você está mais pertinho de mim... – ela fez manha e prosseguiu sensual — pertinho de mim, ... e de preferência me tocando, me acariciando...
Ao vê-la acordada e disposta, Richard sorriu e se animou — Hey, bom dia, amor. – Ele a cumprimentou todo feliz — Eu te preparei uma bandeja de café da manhã...
— Huuummm!!! Acho que vou dispensar... Pelo menos por enquanto... Talvez mais tarde... – ela o olhou sapeca — Que tal acomodar esta bandeja aí na mesinha e você dar uma chegadinha aqui prá me desejar este “Bom dia!” com um beijo, eihm? – ela propôs.
Louco de vontade de atender ao pedido dela, mas preocupado com os enjoos e mal estar que ultimamente ela sentia todas as manhãs enquanto estava em jejum, ele pôs a bandeja na mesinha e foi para junto dela com um copo na mão e propôs – Que tal, pelo menos, você tomar uns goles deste suco de limão com gengibre, em mocinha... E comer pelo menos uma torradinha...
Kate achou fofa a preocupação do marido e comeu uma torrada e bebeu lentamente dois terços do suco, devolvendo-lhe o copo e agradecendo a cortesia dele.
Após recolocar o copo na bandeja, ele retornou à cama e a envolveu nos braços, beijando-a apaixonadamente – Bom dia, amor! Eu estava morrendo de saudade de você.
— É mesmo? – ela ironizou – E eu que acordei nesta cama imensa... Sozinha... – ela fez manha – te procurei e não te vi... Estou carente... – ela o olhava dengosa e fazia-lhe carinhos no rosto — Eu me senti abandonada...
— Seus problemas acabaram... – ele fez uma entonação engraçada e, com voz de radialista, anunciou — Marido bonitão e completamente apaixonado se apresentando, ao seu inteiro dispor.
— Huuummm!!! Gostei disto... – ela sorriu feliz ao vê-lo quase se jogar na cama para toma-la nos braços.
O beijo que se seguiu foi terno e tinha tudo para se aprofundar quando, de repente, um ‘vendaval’ de três crianças espoletas invadiu o quarto e subiu na cama dos pais, pulando sobre eles, deixando-os atônitos.
Continua...
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