Notas iniciais
Olá, queridos leitores. Conforme eu já avisei lá no início, a história já está pronta. Entenda-se: tenho um manuscrito com tudo, tudo, tudo que vai acontecer até o final. No entanto, Antes de postar os capítulos eu tenho que desenvolver, arrumar e fazer pequenas alterações necessárias ao passo que as ideias vão amadurecendo e também conforme vou ouvindo os anseios de vocês. Por mais que eu esteja me esforçando para escrever uma fic mais profunda, com temas, personagens e cenários diversificados e ainda cenas envolventes sinto que vocês não estão gostando. Porque eu digo isto? Bem, toda a emoção que eu coloco aqui, eu gostaria de receber de volta nos comentários, tipo os meus que eu posto assim que eu termino de ler um capítulo das fics de outros autores. Isto é lógico... Eu sou igual a qualquer autor de fic... Tenho carne, osso, coração e emoções. Quem posta o que escreve é porque quer um retorno e o retorno neste caso são os comentários. Eu amo vocês, mas estou triste. Uma leitora fofa e muito querida me disse, em MP que os comentários rarearam talvez porque eu não esteja respondendo aos comentários antigos... Mas isto, eu já reparei, não procede, porque existem dezenas de fics, onde a autora não responde por falta de tempo - que também é o meu caso -, e os comentários emocionados e estimulantes não param de chegar. Então... Nem sei... Talvez pararam de ler... Não estão mais interessados... Tudo bem... Paciência... Somente uma observação: Procuro mostrar cenas que são possíveis de acontecer na vida real. Muito amor, muita fofura, muito carinho, diversão, gracinhas, ironias, sarcasmos, gentilezas, erotismo, sensualidade, falsidades, sustos, alegrias, tristezas... Mas gente... É ficção!! Vamos caminhar juntos e ver como vai se desenrolar a trama. Confiança! Mas eu sou resistente e persistente e em respeito a quem ainda está gostando, principalmente àqueles que incluíram esta história no rol de seus favoritos, inclusive “Mrsfã” e “Adriana Tatsch” e também àqueles que a recomendaram, e, obviamente em respeito a mim mesma, eu não vou abandonar, tampouco vou terminar em um capitulo de meia página e colocar um fim bem rapidinho, tipo, “viveram felizes para sempre”. Isto não combina comigo!!!! Eu amo Kate & Rick. Eu amo escrever sobre eles e principalmente sobre o amor deles, então, vou respirar fundo e prosseguir. Vou prosseguir com os mesmos personagens, com o mesmo tema e com as coisas já programadas. Sabe aquele negócio de “Direito de ir e vir” da Constituição Federal? Pois bem, temos aqui o “Direito de ler ou não ler” da Constituição das fanfictions. rsrsrs Mil beijinhos para todos que continuam comigo nesta saga de Kate & Rick, com as lindas Alexis, Annie, Bia, Martha e Jim, além de todos os amigos e funcionários deles, sem esquecer os demais personagens secundários, mas não menos importantes. Um beijo especial para “Mrsfã” e “Adriana Tatsch” que favoritaram. Vocês não fazem ideia de como me fizeram feliz... Muito feliz mesmo. Obrigada. Denise

Richard se despediu das duas Secretárias, deixando-as com a incumbência de preparar e distribuir os convites.

Retornaria para Washington, D.C., sua casa.

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No aeroporto, enquanto esperava o horário do seu voo, Rick telefonou para sua mulher e ela atendeu logo no primeiro toque.

— Hey, baby. Ainda está em Nova York?

— Você pode falar agora, ou...? – Richard quis saber.

— Posso, sim... – Kate esclareceu – Estou sozinha na minha sala e já queria mesmo falar com você... Estou com uma saudade danada! O dia nunca demorou tanto assim para passar... Estou morrendo de saudade de você, marido.

— Hummm!! Eu já ia falar a mesma coisa... Estou morrendo de saudade de você, esposa.

— Nem me fale... – suspirou fundo, demonstrando ansiedade, mas logo indagou — E aí, Rick, ainda está em Nova York?

— Sim... Estou no aeroporto, esperando meu voo. Kate, que tal...

— Que tal...

Por coincidência, ambos falaram “que tal” ao mesmo tempo e por isto acharam graça da sincronia que sempre existiu entre eles.

Gentilmente, Rick propôs – Vai, amor, fala você primeiro... “Que tal”, o que?

— Não. Diga você, Rick. “Que tal”, o que?

— Tá bom. O que eu quero propor é... Como meu voo vai chegar cedo aí na capital, que tal eu passar na escola e pegar as meninas? Depois eu as levo para a praça perto de lá de casa para que as três possam brincar no parque com outras crianças e fico lá esperando você. Enquanto elas brincam, nós ficamos apreciando e namorando... – com voz divertida ele acrescentou — Mas antes que você reclame comigo..., eu sei... Local público... Namoro à moda antiga... Somente pegar na mão... – deu uma risadinha safada e perguntou — Mas pode uns selinhos, né?

Rindo muito com o comentário dele, ela concordou – Isto mesmo... Local público... Ok! Namoro à moda antiga: mão na mão... Mas uns selinhos pode... Eu deixo... Até porque – ela fez uma pausa e com uma entonação sexy, ela comunicou — Até porque eu estou morrendo de saudade de te dar uns amassos, mas como vamos estar em local público, eu me contento com beijos... Uaaauu!! Socorro!!

Ambos riram diante do desabafo dela.

— Mas, babe – Kate continuou – Sem querer ser chata, quero apenas te lembrar que não podemos demorar não só para elas não ficarem elétricas e darem trabalho para dormir, mas também porque elas têm horário, ok? “Rotina”, você se lembra?

— Eu sei... – ele riu – Eu prometi que não tiraria as meninas da rotina. Depois a gente pode ir jantar num restaurante bacana... Ou melhor, podemos escolher um programa mais rápido e uma refeição mais leve... Podemos comer uma pizza. O que é que você acha?

— Amei! Eu ia propor alguma programação familiar mesmo, tipo esta.

— Então, tá combinado. Eu pego as meninas. Você liga para Beth e a dispensa desta atividade. Eu te espero lá na praça.

— Sim. – Kate anuiu. – Entendi.

O sistema de som do aeroporto chama o voo de Richard e ele, imediatamente, comunica à esposa – Babe, acabaram de anunciar meu voo. Vou adiantar aqui... Nós nos encontramos na praça.

— Ok! Boa viagem, amor.

— Te amo!

— Também te amo.

E a ligação foi desfeita.

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A vida continuava e em Washington. D.C. a semana seguia seu curso normal.

O casal Rodgers, cada dia mais apaixonado, ia ao trabalho diariamente.

O novo escritório de Richard já funcionava antes mesmo da inauguração formal, pois os contratos não esperam, muito menos os fornecedores, tampouco os consumidores. A vida na fábrica seguia a ritmo acelerado e a presidência não podia parar.

Aos poucos Rick se adaptava a sua nova rotina de reuniões virtuais com os seus diretores e ainda tinha que se habituar com a falta que a Sra. Schirley Rosenthal fazia, já que a nova secretária era inexperiente e, lógico, ainda não tinha aprendido a atender aos comandos do chefe, na forma que ele estava acostumado.

Como a mudança acontecera de forma súbita, pegando a todos de surpresa, não houve tempo para fazer a adaptação da Srta. Jia-Li Xiang lá em New York, onde ela aprenderia o dia a dia da empresa e do chefe e justamente pela ausência do treinamento em face da mudança inesperada, ele seria mais do que paciente, ainda mais que este era o primeiro emprego formal dela.

Portanto, mesmo sendo paciente com a moça, o que ele não compreendia era a fisionomia apreensiva que ela fazia toda vez que era chamada à sala da Presidência para assuntos do cotidiano da empresa.

Na quinta-feira, a manhã de Richard foi movimentada, com duas reuniões virtuais importantíssimas e à tarde teria uma reunião importante com um empresário.

Devido a esta inexperiência da nova secretária, ele estava apreensivo com o coquetel de inauguração que se aproximava. Não podia ter furo. Tudo tinha que dar certo. Pensando nisto, ele queria saber sobre o andamento das providências tomadas por ela acerca do evento, por isso, logo após o almoço a chamou em sua sala e assim que ela entrou, ele, de forma respeitosa, a convidou para se sentar em uma das poltronas de frente a sua imponente mesa.

— Srta. Jia-Li Xiang, sente-se. Vamos conversar sobre o coquetel de inauguração.

Visivelmente tensa, a moça ficou indecisa se ia ou se não ia aceitar o convite para se sentar, até que decidiu por se acomodar na ponta da poltrona.

Percebendo a aflição da secretária e vendo que aquela situação estava muito estranha, Richard foi direto ao ponto.

— Srta. Jia-Li Xiang, eu não sei o que você ouviu sobre mim, mas quero que saiba que gostaria que você ficasse tranquila ao ser chamada à minha sala. À título de esclarecimento, nunca faltei ao respeito com nenhum funcionário e não pretendo começar. Óbvio que eu quero que tudo dê certo e todos os negócios e contratos sejam realizados da melhor forma possível, porém, quando alguma coisa não sai como eu planejei eu posso até ficar chateado, mas nunca insulto um funcionário ou faço qualquer coisa que o fira, nem mesmo elevo a voz. Isto vai de encontro aos meus princípios. – ele falava pausada e lentamente e com voz baixa ao mesmo tempo que prestava atenção na fisionomia tensa dela – Portanto, Srta. Jia-Li Xiang, gostaria de saber o porquê desta sua aflição cada vez que eu a chamo à minha sala.

Pega de surpresa com aquela pergunta, Jia-Li ficou sobressaltada, mas logo tratou de responder — Sr. Rodgers, não é nada pessoal... Não ouvi nada que o depreciasse, muito pelo contrário. Também tenho nada contra o senhor. Desculpe-me se passei esta impressão. Nem percebi que minha tensão estava estampada na minha cara... – ela tentou até sorrir, mas ao invés disso, saiu uma careta que lembrava um sorriso e este sinal de aflição não passou despercebida pelo chefe.

— Mas porque esta tensão? Sei que é seu primeiro emprego e é até normal você estar um pouco tensa, mas tente relaxar. Você não está conseguindo desenvolver suas tarefas? Está com dificuldades? Se estiver, entre em contato com a Sra. Schirley Rosenthal que ela, com certeza, dará excelentes dicas e te orientará no que você precisar. – ele tentava cavar explicação — Alguma coisa não saiu como previsto? Você está tendo problemas com a empresa do bufê que vai fazer o coquetel de inauguração?

— Bem, a empresa do bufê está sob controle e eles prometeram cumprir o que foi contratado. Com relação a isto eu estou tranquila, porque peguei informações e não encontrei nada contra ela, somente excelentes referências. Na verdade, parte da minha aflição é, realmente, pelo emprego novo. Eu quero fazer tudo da melhor forma porque quero continuar trabalhando na empresa. – encheu o peito de ar para tentar se acalmar — Outra parte da aflição é com relação às confirmações das pessoas convidadas. Sim... Nossos mensageiros conseguiram entregar todos os convites e estou apenas confirmando as presenças porque tenho que passar tais informações para a empresa do bufê.

— Então, já que não há nada de errado com você ou com suas tarefas na empresa e a grande preocupação está com as confirmações dos convidados, fique tranquila. O máximo que pode acontecer é a empresa do bufê preparar mais do que o necessário. Ok?

A moça aquiesceu e era nítido o alívio que ela sentiu ao ouvir tais recomendações do chefe – Obrigada, Sr. Rodgers. Agora estou mais tranquila. – ela conseguiu, enfim, esboçar um sorriso fraco e logo em seguida se retirou da sala.

Richard acompanhou com os olhos a moça sair da sala e assim que a porta se fechou ele torceu a boca e respirou fundo e meditou “– Tomara que esta tensão não interfira na saúde dela. Ela tem que superar isto para conseguir realizar suas atividades. E esta superação tem que ser agora que estamos num período morto, porque depois a coisa vai ferver e ela tem que estar preparada.”

Teve seus pensamentos interrompidos pelo toque do intercomunicador. Jia-Li anunciava a chegada do empresário que Richard estava esperando.

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Kate havia conversado com o marido sobre sua intenção em fazer um processo robusto, com exames médicos, etc, para o reconhecimento de paternidade das gêmeas e ao explicar o motivo ele concordou.

Ela, naquele momento, se encontrava no seu escritório e reunia dados e documentos das suas filhas para o tal processo e estava às voltas com a lista do que seria necessário.

Kate foi até o armário onde estavam guardadas as pastas que formavam o dossiê que fizera desde que descobrira a gravidez de Bia e Annie. Destrancou-o com a chave que ficava no seu chaveiro particular e, já sentada à mesa, ficou a folheá-las. Ao ler alguns dos e-mails encadernados sentiu seu coração apertar. Ela respirou fundo e deu um fraco sorriso de alegria diante da constatação de que, como diziam os antigos, “o mundo dava muitas voltas”..., pois, se sentia agora a mulher mais feliz do mundo, muito diferente daquela que enfrentara milhões de obstáculos. Contudo, encorajada por Lanie, descobrira forças dentro de si mesma que nem sabia que possuía. Mesmo tendo encontrado muitos obstáculos, vencera todos, um a um. Esbarrara em muitas dificuldades, mas conseguira traspassar a todas.

Não mais precisaria daqueles e-mails enviados para Richard a fim de provar que ela tentara entrar em contato com ele para avisar da gravidez e, posteriormente, sobre o nascimento das meninas. Não precisaria mais provar que ela, em nenhum momento, escondera dele a gravidez, muito menos as filhas. Não usaria nenhum documento ou mesmo fotografias contidas no dossiê. Não havia necessidade, haja vista que Richard aceitara, sem titubear, ser o pai das meninas. Contudo, nunca descartaria tais pastas. Um dia, quem sabe, queimaria ou jogaria fora, mas, por enquanto, elas continuariam naquele mesmo armário, trancadas como sempre estiveram.

Não podia negar que tais documentos e fotografias a transportavam para um passado nebuloso e triste, mas ao mesmo tempo, contraditoriamente, lhe causavam alegria, pois todos os exames, ultrassons e fotografias mostravam duas crianças perfeitas e saudáveis que deram a ela a energia necessária para conseguir seguir em frente. E hoje alí estava ela, montando o processo de reconhecimento de paternidade, sem nem mesmo precisar de nada que tinha naquelas benditas pastas.

Kate sorriu. Era uma mulher feliz.

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No escritório da Presidência da “RODGERS’s”, Rick terminara a reunião com um grande empresário, um importante fornecedor de matéria prima para sua fábrica. Deixaram agendada uma nova reunião, onde decidiriam se fechariam ou não um contrato de exclusividade.

Assim que se viu sozinho na sua sala, Richard consultou o seu relógio de pulso. Quinze horas. Ainda era cedo, mas arriscaria. Iria ao escritório de Kate e faria uma surpresa para ela. Se ela estivesse em audiência ou outro compromisso, ele esperaria na sala dela, pois, já tinha livre acesso a todas as dependências do escritório e ganhara facilmente, a simpatia da secretária, a Srta. Margareth Evans.

Assim que Richard entrou na ampla e luxuosa recepção do escritório de Kate, ele foi ao encontro da secretária e a presenteou com um lago sorriso. Ele levava consigo um lindo ramalhete de rosas vermelhas que ofertaria para sua esposa.

— Boa tarde, Srta. Evans – Richard a cumprimentou, cortês.

— Boa tarde, Sr. Rodgers – a moça devolveu o sorriso, sem afetação.

— Minha mulher está aí? – ele já falou fazendo menção de caminhar até a sala de Kate. — Ela está em reunião ou está sozinha?

— A Dra. Beckett está aí, sim senhor e está sozinha.

— Então vou lá. – Exalando alegria e felicidade, piscou sorridente para a secretária ao mostrar o lindo buque de rosas que iria presentear a mulher. Rapidamente se dirigiu para a sala da esposa.

Sem nem mesmo bater à porta, ele entrou na sala, mas sua entrada não desviou a atenção de Kate dos documentos do dossiê, pois não esperava ninguém e só quem entrava na sala dela sem se anunciar era a Secretária.

Antes mesmo dela levantar a cabeça e perguntar a Margareth o que ela queria, foi surpreendida pela voz grave do marido – Eu vim convidar a advogada mais linda e mais inteligente de Washington, D.C. para passar o resto da tarde comigo.

Kate sentiu seu peito pegar fogo, tanta era sua alegria, surpresa e emoção ao se deparar com ele ali. Ela o olhou estarrecida, com um sorriso bobo na cara, demonstrando que estava feliz ao tê-lo ali. Ele já era seu marido, e Kate tinha certeza que ele a amava, mas ela tinha a impressão que sempre sentiria esta queimação de emoção ao vê-lo. Ela gostava disto.

Levantando-se e chegando perto dele, fez um carinho sensual no rosto e no peito dele e dirigiu-lhe um olhar fatal ao indagar – O que faz este lindo empresário do ramo da moda aqui no meu escritório no meio da tarde? – ela piscou e continuou – Boas ou más intenções, bonitão?

— Más, muito más. – ao terminar a afirmação, ele a puxou sem delicadeza para si, colando seus corpos. Mesmo com o ramo de rosas na mão direita, ele segurou firme a nuca e a cintura dela, forçando um beijo que no segundo seguinte já não tinha nada de rude. Corações acelerados, trocaram um beijo apaixonado e sedento que finalizou com suaves selinhos. Testas coladas, olhos fechados, com voz rouca e suave, ele garantiu – Você é o amor da minha vida. Quando penso que perdemos seis anos da nossa vida...

Afastando-se um pouquinho ela o interrompeu gentilmente, fazendo um som de que queria que ele calasse – Psssssiiiii... Amorzinho! Nós combinamos não tocar mais neste assunto, lembra, querido?

Ambos torceram a boca evidenciando que o que passou, passou e que agora seguiam felizes.

— Você está certa, querida. Desculpe-me.- ele deu mais um selinho e distanciando-se dela, ele exibiu o exuberante ramalhete de rosas vermelhas e anunciou – Para a mulher mais linda do mundo que é o amor da minha vida.

— Ai, que lindas! – ela pegou o ramalhete e deu um rápido beijo nele.

Se dirigindo à bancada, abriu uma das portas e de lá tirou um grande vaso branco, alto o suficiente para comportar as flores e foi em direção ao banheiro e pôs água – mesmo se movendo, Kate elogiou as flores e agradeceu o presente – Lindas, amor. Obrigada!

Quando estava terminando de ajeitar as últimas rosas no vaso, ela perguntou – Vou perguntar novamente... O que faz este lindo empresário aqui no meu escritório no meio da tarde? – ela fez uma pausa – Diz aí, amor... Você está com boas ou más intenções, bonitão?

Achando divertido aquele tipo de pergunta, ele respondeu – Eu já te disse... Estou com más intenções... – ele parou atrás da esposa, afastou os lindos cabelos para o lado e deu um cheiro e um beijo no pescoço dela — Muito más!

Ela girou o corpo e ficou de frente para o marido. Passou os braços em torno do pescoço dele e com os olhos semicerrados falou – Jura? Você promete?

Ambos riram com a pergunta dela, mas daí ele afirmou – Juro! Prometo!

— E o que você pretende fazer comigo, eihm, bonitão?

— Você tem compromisso agora à tarde? – ao receber a resposta negativa dela ele consultou rapidamente o relógio de pulso e avisou – Temos duas horas até a saída das meninas da escola... E se a Beth for pegá-las, temos duas horas e meia... – ele dirigiu a ela um olhar safado — Então... Vamos?

— Nem precisa perguntar duas vezes. – Kate deu um rápido beijo no marido e soltando-se dele foi até a mesa e passou a recolher a papelada e as pastas.

Richard seguiu-a até a mesa e reconheceu as pastas. Com testa franzida, mas de forma serena, ele indagou curioso – O que você está fazendo com estas pastas, Kate? — mais pausado, ele prosseguiu — Você vai por algum destes e-mails, exames médicos, ultrassons ou fotografias no processo de reconhecimento de paternidade?

Continuando a reunir as pastas e documentos, ela respondeu – Não! Não! Não! Não precisa, querido. Isto aqui teria outra finalidade, mas agora a situação é completamente diferente.

Ainda sem entender, ele continuou – Então, o que você fazia com estas pastas espalhadas sobre sua mesa?

— Querido, eu precisava ler e anotar alguma coisas, tipo datas e períodos das ultrassonografias e outros pequenos detalhes...

Ela terminou de empilhar as pastas e as levou de volta ao armário, mas ao fazê-lo com pressa, não conseguiu arrumá-las da forma original e com isso, a porta não fechava direito, impedindo-a de trancar. Como não queria mais ficar ali e arriscar voltarem ao assunto do dossiê, ela deixou pra lá. No dia seguinte ela arrumaria e trancaria a porta do armário.

Mesa arrumada e com sua bolsa à tiracolo, Kate foi ao encontro dele para saírem. Parou, olhou para ele, mordeu o canto inferior direito dos seus lábios e sugeriu – Vamos?

Richard pegou o queixo dela com carinho, acariciou uma mecha dos longos cabelos da esposa e, sensível, quis saber – Você está bem?

— Estou.

— Jura?

— Juro amor.

— Eu imagino que pegar nestas pastas seja um exercício doloroso para você. – ele quis saber.

— Eu até pensei que seria doloroso, mas ao olhar seu conteúdo eu enfrentei sentimentos contraditórios. Eu percebi que estar bem com você e ao lado das meninas é maior e melhor do que tudo. Analisei também que hoje eu sou o que sou pelo que eu tive que passar. O melhor mesmo é viver o hoje e pensar no amanhã e esquecer, ou pelo menos tentar esquecer o que nos fez sofrer no passado.

Para mudar drasticamente de assunto, pois não queria mais ficar falando de assuntos tensos, Kate pigarreou e o convocou – E aí, bonitão? O que é que tem pra hoje? Quais são suas más intenções para comigo?

— Deixe de ser curiosa... – entendendo perfeitamente que ela queria mudar de assunto, ele entrou na mesma sintonia dela. – No caminho eu te conto.

Ambos saíram da sala dela e ao passar na mesa da secretária, Kate, não querendo que a moça visse as pastas do dossiê que ficaram no armário destrancado, avisou – Margareth, não precisa arrumar minha sala. Tranque a sala, por favor, e não permita que o pessoal da limpeza entre. Tem documentos soltos e não posso perder nenhum deles. Até a amanhã.

— Não, Dra. Beckett... Até segunda-feira. – Percebendo o olhar de incerteza da chefe, a moça abriu rapidamente a agenda na data do dia seguinte e apontou — A senhora se esqueceu? Amanhã, na parte da manhã e no início da tarde a senhora foi convidada para participar de um seminário na Faculdade de Direito da Universidade George Washington.

Espantada, Kate ficou pasma. — Deus! Eu me esqueci completamente. – ela deu meia volta, retornou à sua sala e de lá saiu carregando o vaso com as flores que ganhara do marido e também com uma pasta com o emblema da Universidade George Washington. Dirigindo-se para a secretária, ela agradeceu – Querida, obrigada por me lembrar.

Sorridente, a moça demonstrou que ficara feliz – Não por isso, Dra. Beckett. Bom seminário e bom final de semana.

— Obrigada. — e com um sorriso aberto, Kate a cumprimentou — Bom final de semana para você também. Ah, e não esqueça de interditar minha sala, ok?

— Sim senhora.

Assim que a viu carregando o pesado vaso com as flores, Rick se apressou em toma-lo das suas mãos – Vamos leva-lo? E a água? Vai derramar no caro...

— Eu não ia deixar minhas flores aí, sozinhas no final de semana... E quanto a água, eu a despejei na pia do banheiro. Quando chegarmos em casa eu ponho mais água...

No elevador, sozinhos, Rick perguntou meio desanimado – E aí? Com esse seminário, a meu plano foi por água abaixo...

Com a pasta na mão, ela o encarou séria – Ops! Nem pense em cancelar... Estou louca para ver e sentir suas más intenções, bonitão... Você já me atiçou, agora não tem como voltar atrás. – ela o provocou.

Demonstrando estar animado com a manutenção da programação, mas preocupado com a vida profissional dela, ele perguntou – E o seminário? Você não vai se preparar?

— Sem querer parecer presunçosa, eu te digo que não vejo dificuldade no tema deste seminário... Eu amo falar sobre este assunto, pois foi tema da minha tese de mestrado. Aliás, eles me convidaram exatamente por isto. Então, estou tranquila. Mas, para refrescar a memória, eu vou dar uma repassada antes de dormir... , porque, como diz o dito popular: “O seguro morreu de velho”. (risos) Então, marido, nem tente fugir... Neste final de tarde eu sou toda sua. – piscou maliciosamente para ele, chegou bem pertinho dele e sussurrou ao seu pé de ouvido – “Todinha”. Sirva-se... – ela sorriu — Pode se aproveitar de mim que eu, com certeza, vou me aproveitar de você.

Durante o percurso, ela telefonou para Beth e pediu para que a moça fosse pegar as meninas no colégio e que se encontrariam todos em casa.

Uma Kate olhou travessa para o marido e sondou – Para onde o senhor está me levando, posso saber?

— Já, já a senhora vai ver.

Mal terminou de falar, ele parou à porta de um dos melhores hotéis de Washington, D.C. e um funcionário uniformizado com quepe abriu a porta para que ela saísse, indo, depois, a passos rápidos, em direção a Richard para pegar a chave do carro e leva-lo à garagem.

O casal entrou no hotel de mãos dadas e, em poucos minutos, já estavam no apartamento... Sim, porque aquele espaço era muito amplo, conceito aberto, distribuído em antessala, sala, quarto e um imenso banheiro.

Kate se chegou perto do marido, passou os braços pelo pescoço dele — Então é aqui que você pretende por em prática suas más intenções para comigo, é?

Com uma pegada erótica, ele apertava a cintura e depois as nádegas da mulher – Sim.

— Estou ansiosa para...

Richard não a deixou terminar de falar. Ele capturou seus lábios, mordendo-os e sugando-os e, por fim, beijando-os com avidez e, enquanto se beijavam, as carícias eram intensificadas. O desejo tomava conta dos dois naquele momento e Rick, faminto, tentava abrir o zíper do vestido da esposa quando três batidas suaves foram ouvidas.

Com a respiração carregada, ambos pararam e ficaram olhando para porta até que Rick torceu a boca, chateado com a interrupção. Demonstrando estar arrependido por ter pedido serviço de quarto, confessou – Eu pedi serviço e quarto... – saiu do abraço e foi em direção à porta. Abriu-a, pôs o carrinho para dentro do quarto e gratificou o mensageiro que saiu contente.

O carrinho continha um grande balde de prata próprio para cubos de gelo, contendo duas taças e champanhe, duas tacinhas de vidro com mousse cremoso de chocolate e ambas estavam enfeitadas com morango e chantilly. Ainda tinha meia dúzia de cupcakes sortidos, entre salgados e doces.

Richard tratou logo de abrir a champanhe.

Antes dele por o líquido borbulhante nas taças, Kate o advertiu sutilmente — Querido, é álcool... e a gravidez?

Rick olhou para ele e com um sorriso matreiro, avisou — Juro que não darei tempo para você se embebedar...

Ambos sorriram diante do comentário leve e espirituoso dele.

Serviu as duas taças e brindaram.

Ele a olhava sério e apaixonado — Que o amor e o desejo estejam sempre conosco.

— Ao nosso amor, à nossa família e que você sempre me faça surpresas como esta, de preferência, com más intenções. Sempre. – Kate finalizou.

Beberam alguns goles, até que Rick tirou a taça das mãos dela e a depositou juntamente com a sua no carrinho e, em seguida, voltou a se ocupar do zíper do vestido dela.

Em segundos, ele tirou a peça, jogou-a longe e a carregou em direção ao quarto, depositando-a na imensa cama extremamente macia e, pelado, foi para junto dela e recomeçou com as carícias, desta vez mais rudes e ousadas, fazendo-a gemer de prazer. Enquanto acariciava o rosto e os cabelos da mulher, Rick mordiscava o lóbulo da orelha de Kate, seguindo em direção ao pescoço, onde beijava, lambia e mordiscava a pele e passou aos seios, iniciando por tirar o sutiã e então começou a apalpá-lo e suga-lo, só que desta vez o gemido de Kate foi nitidamente de dor, e ela logo afastou o rosto e as mãos do marido dos seus seios e com cara de dor pôs suas próprias mãos sobre eles de forma a aplacar a dor, como se ambas as mamas estivessem feridas.

Assustado, Rick se sentou e, com olhar preocupado, procurou saber – Babe, eu te machuquei?

— Meus seios... ai... – gemeu – estão sensíveis por conta da gravidez... Eles estão maiores e mais sensíveis, amor.

Receoso, ele deitou-se ao lado dela e a puxou para si, amoroso – Oh, babe! Desculpe-me... Eu me esqueci.

— Não, Rick... – ela esclareceu – Tudo bem...

Ficaram assim, quietinhos por alguns minutos até que Kate comunicou ao marido – Querido, não fique assim. Já passou. – acariciando o peito dele de forma sensual, ela anunciou — Eu já estou bem e louquinha de tesão.

— É, mas agora eu estou tenso... Estou preocupado com você... – a fisionomia murcha de Richard evidenciava que ele estava sem graça. Esmorecido, ele puxou o lençol para cobrir sua intimidade, — Não sei se vou conseguir... Entende?

Amor, eu não sou de porcelana... Eu só estou grávida... Somente meus seios estão mais sensíveis e doloridos... Você não deve mordiscá-los, arranhá-los, suga-los ou apertá-los... O resto, amor, sou todinha sua. – Como ele continuou imóvel, Kate passou a se acariciar intimamente de forma erótica para ver se ele se animava. Enquanto fazia carícias íntimas em si mesma, ela sussurrava — A gente pode fazer o que quiser e o que der vontade... Tudo mesmo... – ela riu marota, mas percebeu que ele continuava retraído.

Constrangido, Richard a abraçou cheio de cuidados – Amorzinho, vamos ficar assim... Abraçadinhos. Não quero machucar você. Acho que agora eu não vou conseguir... Hoje à noite a gente faz amor... – visivelmente preocupado e ainda mantendo o lençol sobre sua intimidade, ele corrigiu — Talvez outro dia...

Amorosa, Kate permanece abraçada ao marido.

— Amorzinho... – Richard tentou argumentar, mas Kate não lhe deu atenção, pois não podia deixar ele se abater, até porque sabia que ele era saudável e tinha certeza que ele a queria. Sabia também que ele era homem o bastante para satisfazê-la. Estava óbvio que ele, por ser amoroso e preocupado com o bem estar dela, estava apenas com receio de machuca-la e isto o deixou acanhado.

Kate tomou uma decisão. Saiu da cama e retornou imediatamente com uma tacinha de vidro nas mãos e com a carinha bem safadinha de quem aprontou ou que ia aprontar algo.

Ela subiu na cama com a tal tacinha de vidro que ele reconheceu ser aquela que o serviço de quarto trouxera: mousse cremoso de chocolate.

Com o tom de voz sensual, ela declarou bem lentamente – Amor, você sabe que eu te acho gostoso e bonitão... Muuuito... Mas hoje você vai ficar ainda mais saboroso... – a tacinha que ela trouxera continha mousse cremoso de chocolate e, sem pensar duas vezes, dispensou a colher e lambuzou seu dedo, levando-o à própria boca, lambendo de forma sedutora. Depois passou mais chocolate no seu dedo e o introduziu, com delicadeza, na boca do marido e em seguida o beijou profundamente. Afastou-se para passar chocolate na mão e, com movimentos sensuais, iniciou lambuzando o peito dele, sugando-o e mordiscando-o. Muito excitada, mas atenta, Kate percebeu que o lençol que encobria a intimidade do marido fora erguido pelo membro vigoroso que já dava sinal de vida... A mente dele já não estava sem ação; ele ficara mais animado. Kate prosseguiu e passou os dedos besuntados de chocolate sobre o abdome másculo e com beijos molhados e lambidas sensuais, fazia trilhas que iam do peito, passando pelo abdome e findando na beirada do lençol, onde estava membro já ereto e já ouvia gemidos, indicando que ele sentia prazer. Pegou mais chocolate na tacinha e o olhando com malícia, retirou o lençol e cobriu o membro dele desta feita com o mousse cremoso, como se fosse um grande picolé de chocolate. Já era visível que ele estava excitado, pois estava avolumado e rijo. Só que Kate queria mais. Ela queria que ele perdesse o receio de tocá-la, então, tal e qual um picolé, passou a lamber e sugar o membro com volúpia, não querendo dispensar uma gotinha de chocolate. – Ai, que gostoso! – ela falava rouca. Nem bem tinha lambido todo o chocolate, ela passou mais ainda, voltando a suga-lo com apetite. Ela não queria o chocolate; a vontade dela era ter seu marido, com todo o seu vigor que lhe era peculiar. Ela pegava o membro com as duas mãos e, insaciável, o sugava avidamente.

A “terapia” do chocolate estava dando certo. Além de visivelmente excitado, Rick segurava a cabeça de Kate e a ajudava nos movimentos de sucção do seu membro. A boca e a língua dela, o faziam gemer de prazer.

Após um momento, ele, com agilidade, se ajoelhou na cama e a colocou deitada. Afastou os joelhos dela, ficando entre eles, deixando-a trêmula de desejo. Acariciou a intimidade de sua mulher e constatou o que já sabia... Ela estava pronta para ele e imediatamente a segurou pelos quadris, se encaixou e deslizou seu membro para dentro dela, mexendo os quadris para se acomodar por inteiro, passando a bombear bem fundo e de forma vigorosa. Quase sem fôlego, ele perguntava – Era assim que você queria?

— Sim! Sim! – ela erguia levemente os quadris e ia ao encontro do corpo dele, que a penetrava com energia, arrancando gemidos e palavras de prazer dela e isto o estimulava – Isso amor... Venha...

— Você é uma delícia! – Rick a segurava forte pelas ancas de forma a ajudar nas arremetidas e, com energia, Rick se movimentava com firmeza e sem dar trégua, pergunta. — Está gostando?

Entre gemidos e soluços de prazer ela confirmava – Sim! Sim! Não pare... Eu quero mais...

O silêncio anterior fora quebrado pelo som dos corpos se chocando, suados e lambuzados de chocolate, gemidos, respirações fortes, sussurros e palavras sensuais e eróticas, até que, por fim, foram premiados com orgasmos divinos, momento em que ele desabou ao lado dela, puxando-a para si, em sinal de posse.

Após Rick apertá-la nos braços e falar num tom rouco e apaixonado “Você não existe! Você é a melhor esposa do mundo... Eu te amo.”, ela ouviu o som cadenciado da respiração do marido, olhou para o rosto dele e percebeu que dormiu.

Aconchegada no calor dos braços dele, ela refletiu os momentos de tensão, amor, romance, carinho, respeito, paixão e prazer vividos ali. Óbvio que ela queria paixão, amor e sexo, mas prioritariamente, ela estava interessada em não deixar o marido se sentir mal ou mesmo inferior diante da momentânea perda da ereção, devido a tensão e preocupação com o bem estar dela. Com a "terapia" do chocolate, ela queria levantar o moral do marido, mostrar também que sexo na gravidez é natural e normal e, por fim, deixá-lo confiante como sempre fora. Agora, saciada, ela estava feliz por ter ajudado a derrubar uma terrível barreira do seu homem. Daria um tempinho para ele acordar para irem para casa, ou, quem, sabe, fariam um segundo round...

Continua...

Notas finais
Estou ansiosa para a reestreia desta oitava temporada, com o nono episódio. Mas quanto a fic... Será que terei comentários? Beijinhos para todos. Denise ================= Kate safadinha - http://i.ytimg.com/vi/v3SdjaycY-Y/hqdefault.jpg