Notas iniciais
Olá, queridos leitores. Como sempre só consigo concluir o capítulo e revisar de madrugada... Olha a hora!!! rsrsrs Mas estou bem. Adoro escrever !! Adoro CASTLE !!! Primeiramente, obrigada pelos comentários. Amei todos eles. Este capítulo eu dedico a todos, todos, todos os leitores que, como eu, são apaixonados por CASTLE e gostam de viajar no universo alternativo, onde vemos o cotidiano do casal, tipo vida real, também há mais paixão, amor, romance, família, tensão. Agradeço também a vocês que comentaram e, principalmente a você, “kpst” que no seu comentário me fez uma pergunta muito, muito, muito interessante. E esta pergunta foi tão importante que por causa dela eu fiz uma alteração neste capítulo para explicar de quanto tempo a Kate está grávida. Valeu, garota!! Quando eu escrevo uma história eu faço a cronologia em paralelo. Vou anotando, capítulo a capítulo, os dias da semana, o tempo que vai passando, semanas, meses, anos para eu não me perder, mas eu me esqueci mesmo de mencionar nesta fic o tempo da gestação de Kate. Então, valeu, “Kpst”!!! Saibam que todos os comentários, mesmo que eu não responda na hora, eu leio todos e capto tudo que vocês me dizem, servem, inclusive, para me orientar, tirar dúvidas sobre algumas cenas ou pensamentos dos personagens, etc. Continuem comentando. É uma ajuda maravilhosa. SPOILER: em breve um grande mistério será revelado. Obrigada. Bjinhos. Denise

Ainda no hotel no "Happy hour de romance, amor e paixão"...

Kate desperta com suaves beijinhos e a respiração quente do marido em sua nuca ao mesmo tempo, ele fazia carinhos na sua cintura e na sua barriga que, àquela altura, já estava bastante saliente nas suas 20 semanas de gestação.

Ainda deitados de conchinha, Kate respira fundo e dá um suspiro típico de quem acaba de acordar e assim, Richard percebe que a esposa não estava mais dormindo, então brinca com ela – Minha dorminhoca linda! – e se afastou um pouco, o suficiente para, de forma carinhosa, virá-la de barriga para cima e colocar vários travesseiros altos e imensos sobre a cabeça de ambos.

Rick continuava de lado, travesseiros sob sua cabeça, o suficiente para ficar mais elevado que ela, a fim de apreciá-la.

Depois de se espreguiçar, Kate comenta — Oi, amorzinho! Eu nem pretendia dormir, mas fiquei tão relaxada depois que fizemos amor que o sono me venceu.

— Aaahhh!!! Bom, né? — seu tom de voz era de um homem feliz — Este soninho depois do amor é restaurador. – ele deu um selinho na sua mulher e continuou a acariciar o ventre dela por baixo do edredom.

— Você percebeu como minha barriga cresceu, amor? — Kate afastou um pouco o lençol, descobrindo a barriga Neste mesmo período, quando eu esperava as meninas, ela estava menor. – Kate pôs as duas mãos próximas ao umbigo. — Minha barriga está imensa, né, amor?

— Mas minha mulher é exagerada, meu Deus! – ele caçoou — Primeiramente, Dra. Kate Beckett Exagerada Rodgers, sua barriga não está assim imensa como você está falando. Amorzinho, ela está bem proeminente, é bem verdade, e, comparando com a época das meninas, que infelizmente eu não vi, deve mesmo estar maior porque agora você está grávida de trigêmeos, além do mais, é bom lembrar que esta é a sua segunda gestação. Mas, sem querer puxar seu saco, comparando com outras mulheres, a sua está até pequena...

— Sim... – ela o olhou divertida, meio de lado, tipo desconfiada — Me engane que eu gosto. — ironizou. (risos)

Defendendo-se, ele argumentou — Querida, estou falando sério! Você pensa que estou brincando... Kate, como você sempre foi linda e maravilhosa, com o corpo perfeito, etc...

— Menos, amor... Menos – ela o interrompeu e sorriu.

— Estou falando sério mesmo! Como sua cintura é originalmente bem fina, então sua barriga está linda. Acredite em mim!

— Huuummm!!!

— Então tá. Não vou falar mais... Vou até mudar de assunto... Kate, você que quis ficar à frente da reforma e decoração do apartamento, como é que andam as obras? E a empresa de arquitetura e decoração já te deu o prazo final? Eu adoro morar no seu apartamento, pois ele é mega espaçoso, lindo, maravilhoso e confortável... Mas, eu estou ansioso e até curioso para ir para o novo. Quando é que vamos nos mudar, eihm, amor?

— Foi bom você lembrar, Rick. Eu queria mesmo falar com você, mas me esqueci. — ela fez uma cara de felicidade — Surpresa! O apartamento vai ficar completamente pronto em dois meses. Todo mobiliado e decorado, inclusive o quarto dos bebês. Como você confiou no meu gosto e deixou nas minhas mãos, eu já escolhi com a arquiteta, todos os tipos de móveis que eu quero e todos os objetos de decoração, em geral. Tudo. Já está tudo resolvido. Eu combinei de sair com a Lanie para ela me ajudar a comprar um novo enxoval, tipo, toalhas de banho, novos jogos de roupas de cama, para a nossa e para as das três meninas. Nós vamos nos mudar levando apenas nossas roupas e coisas pessoais.

— E para os bebês? Não vai comprar nada?

— Não, babe. Eles vão nascer dois meses depois que nós estivermos instalados. Então, a prioridade somos nós. Quando nós já estivermos lá, eu usarei estes dois meses para fazer isto. Aliás, eu vou usar só um mês, porque no último mês eu já quero que tudo esteja pronto, porque vá que eles sejam apressadinhos, né?

— Ok! Gostei de saber. Então, daqui a dois meses estaremos de casa nova. Beleza! Amor, já que você falou aí que depois de mudarmos, teremos dois meses para comprar as coisas do bebê... Vem cá, amor, me diga uma coisa, segundo a contagem da Lanie, você está com vinte semanas de gestação...

— Sim. — ela anuiu.

Richard continuou — Eu não quis comentar na frente dela, mas eu acho isto esquisito... Repare bem... Vinte semanas de gestação, e no entanto, estamos juntos há apenas dezoito semanas. Estranho isto, né? – ele fez uma pequena pausa com fisionomia de quem estava curioso – Aí, alguém pergunta? "Quanto tempo a sua gravidez, Kate?" Aí, você responde: "vinte", e a pessoa morrendo de saber que estamos juntos há somente dezoito... Hello!! A conta não bate, né! Como é que ficamos? Tipo...

Kate riu e achou interessante a curiosidade dele — Ah, Rick. Repare bem, primeiro: a maioria das pessoas não está acostumada a calcular a gravidez por ‘semanas’, e sim, por ‘meses’, então, quando escutam “tantas” semanas, ficam meio perdidas. Mas isto é muito normal. Muito normal mesmo. Segundo: Como os médicos não podem precisar o dia exato da fecundação, propriamente dita, então passa a contar a partir do primeiro dia da última menstruação, que eles estimam em duas semanas. No nosso caso, sabemos exatamente o dia em que fizemos estes bebezinhos – ela se esticou e deu um beijinho nele – Nós nos reencontramos numa quinta-feira e no dia seguinte, depois do baile nós nos entendemos – ela acariciou sua própria barriga – Você acertou no alvo! Aí deu no que deu. – ela torceu a boca e sorriu para ele — nós fizemos estas coisinhas lindas aqui e isto foi há dezoito semanas. Mas aí, acrescentam-se as tais duas semanas, resultado, eu estou com vinte semanas de gestação.

— Eu entendi, mas continuo achando estranho. Só isso. – ele fez bico.

— Tá. Tá bom então, querido. Deixa prá lá... Dezoito ou vinte semanas, não importa... — ela se senta na cama — mesmo pequenininhos ainda, eles já estão querendo que eu vá agora para o sanitário. Acho que eles estão deitados na minha bexiga. Os três... – Ela pegou o lençol e o enrolou pelo corpo e foi na direção do banheiro.

Depois de alguns instantes, de lá mesmo do banheiro, ela o chama – Amor, eu agora quero tomar banho... estou precisando de alguém para esfregar minhas costas? Você se habilita?

— Ops! Não precisa chamar duas vezes. — Richard levantou-se imediatamente e sem nem mesmo se preocupar em se cobrir com lençol, foi atrás da esposa, peladão mesmo, e assim, o momento do banho rendeu mais um momento de sexo com muito amor, romance, promessas e palavras apaixonadas.



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O relógio marcava dezoito horas e quinze minutos quando o casal Rodgers chegou em casa. Passou na sala de jantar e não viu as crianças, então subiu logo para ver as filhas.

Alexis estava sob o chuveiro.

Kate entrou no banheiro da ruivinha e a cumprimentou – Oi, minha princesa linda! – ela, sorridente, jogou um beijo para a garota — Eu e seu pai acabamos de chegar.

— Oi, my mom! – Alexis devolveu o beijo para Kate, jogando-o com a mão esquerda – Já tô terminando o banho.

— Tá bom, filha. – e saiu, indo em direção à suíte das gêmeas e lá encontrou Beth tentando tirá-las da banheira.

— Mamãe! Mamãe!

— Mãe! Mãe, você chegou!

As duas garotinhas fizeram a maior festa quando viram a mãe.

— Olá, princesas! — dirigindo-se à Beth, a cumprimentou — Oi, Beth.

— Boa noite, Dra. Beckett.

— Beth, querida, pode deixar que eu tiro estes peixinhos da banheira.

— Não, mãe! Deixa a gente ficar mais um pouquinho! – Annie pediu segurando uma boneca.

— Só mais um pouquinho, mamãe! Porfavorzinho! – Bia franziu o nariz e apelou. Ela também brincava com uma boneca.

Usando de delicadeza com as filhas, Kate não cedeu — Não, queridas, senão vocês vão virar peixinho mesmo – ela brincou com as crianças.

— Aaahhh!!! – as duas lamentaram simultaneamente.

Antes de Beth se retirar Kate perguntou se as meninas já tinham jantado.

— Sim, Dra. Beckett. Elas se alimentaram.

— Ah, que bom, Beth. – feliz com a notícia, Kate agradeceu a moça — Obrigada. Por hoje você tá liberada, ok? Boa noite e obrigada. Até amanhã.

Com jeitinho, Kate ajudou as duas a sair da banheira, enrolando-as com grandes toalhas felpudas. Enxugou cada uma delas e após vesti-las com os pijaminhas, as levou para o quarto e penteou seus cabelos.

— Onde está o papai? – Bia quis saber.

— É, eu quero ver o papai. – Annie copiou a irmã.

— O papai de vocês está lá no quarto. Ele foi vestir o pijama. Daqui a pouco ele vem ver vocês.

— Mas eu quero ver o papai, mamãe. – Annie insistiu.

— Nós vamos, mas primeiro vocês vão escovar os dentinhos

— Aaaahhh!!! – ambas protestaram.

— Mas eu já escovei os dentinhos, mãe. – Bia argumentou.

— Sim, vocês duas escovaram os dentes, eu sei, mas isso foi antes de irem para a escola, e agora vocês têm que escovar para dormir.

Apesar das lamentações, as pequenas escovaram seus dentinhos.

— Vem, vamos chamar a Lex e vamos ver o papai. – Kate convidou.

Em pouco instantes, seguidas de Kate, as meninas chegaram ao quarto do casal e lá encontrou o pai terminando de vestir o roupão sobre o pijama.

— Olha, olha, olha quem eu estou vendo! – Richard falou fazendo festa para as filhas. – Minhas três princesas! — as três foram para junto dele e ele se agachou para beijar cada uma delas.

Rick e Kate tinham tomado banho no hotel, assim sendo, agora era só vestir seus pijamas.

Ela deixou as filhas com o pai e seguiu para o closet a fim de se trocar. Quando retornou ao quarto encontrou todos na cama embolados, conversando.

Bia, Alexis e Annie contavam suas aventuras na escola e o pai as enchia de perguntas.

Kate sentou-se na cama e entrou na folia.

Depois de um tempinho, Kate percebeu que esta agitação iria atrapalhar o sono das meninas, então anunciou – Que tal vocês irem com o papai assistir a um filme lá no home theater, eihm?

As três gostaram da ideia e saíram da cama dos pais. Mas daí, Bia perguntou – E você, mamãe? Você não vai assistir com a gente?

— Não querida. Eu não posso. Eu tenho que estudar um pouquinho.

— Vamos, mom. Vamos.- Alexis insistiu.

— Não posso, querida. Mas vamos combinar uma coisa, se eu terminar rápido, eu vou lá me encontrar com vocês, tá bom?

— Então tá, mãe. – Bia olhou para o pai e o chamou – Então vem, papai. Vem logo.

— Queridas, vão indo na frente escolhendo os filmes que eu vou daqui a pouco. – Richard anunciou sob um olhar de dúvida da esposa que não entendeu o objetivo da proposta do marido.

Animadas, as crianças saíram do quarto e cada uma ia falando o nome do filme que queria assistir.

Assim que as meninas passaram pela porta, Kate se dirigiu ao marido – Hey, bonitão, porq...

Ele a interrompeu, a puxando para si num abraço apertado, tomando seus lábios num beijo calmo.

Eles se beijavam e se acariciavam lentamente, sem pressa. Assim que se afastaram, Kate, com olhar apaixonado e acariciando o rosto do marido, perguntou, quase sussurrando – O que foi isso, eihm, babe?

Com os olhos brilhando, transmitindo amor, ele explicou – Quando vejo cenas como esta que acabou de acontecer aqui... As meninas alegres, saltitantes, espertas, amorosas, saudáveis... Você cheia de saúde, amorosa e linda... Cada dia que passa eu me sinto mais e mais feliz por ter você e nossas filhas ao meu lado. E ainda tem estes molequinhos aí – Richard acariciou a barriga dela – Eu quero que essa magia nunca acabe e que nosso amor e a felicidade de nossa família seja infinita. Nem sei se tenho merecimento para isto.

— Ah! E eu? Você não faz ideia de como eu também me sinto. — Kate estava na mesma sintonia — Eu me sinto muito feliz... A mulher mais feliz do mundo pelo mesmo motivo, babe... Eu tenho você coladinho a mim e estes seis filhos. Imagina! Seis! Eu sempre pedi a Deus que iluminasse a mim e a minha família, mas Ele fez mais do que isso e eu nem sei como agradecer...

— Eu também... – acariciando os cabelos dela, ele declarou – É por isto que eu repito: Temos que celebrar um casamento religioso e abençoar nossa união... nossas alianças. – Ele pegou a mão esquerda dela e tocou a aliança — Temos que casar perante Deus.

— Mas nós vamos fazer isto, Rick. – ela avisou em tom de confirmação – Eu já não tinha te dito, amor... Vamos casar no religioso assim que eu me recuperar do parto. Quando os meninos já estiverem espertinhos.

Ele ficou todo animado e movimentava a sobrancelha pra cima e pra baixo — E vamos fazer outra viagem de lua de mel...

Ela o interrompeu – Êta! Então, neste caso, temos que esperar os meninos deixarem de mamar nos meus seios... – ele fez uma carinha triste – É amor — Kate continuou -, Eu vou ser a mamadeira ambulante deles, tá lembrado deste pequeno detalhe?... Não vou poder viajar e deixa-los com fome. – ela fez uma pausa e riu pra ele, mas logo ficou jururu – Ai, Rick! Eu não sei se terei coragem de deixa-los assim, tão pequenininhos... Hummm!! Não sei não, viu? Já foi difícil deixar as meninas que já são grandinhas, imagina três bebezinhos... Eu amei a nossa lua de mel e sei que vou amar a próxima também, mas deixar meus bebezinhos.... Assim... Deixá-los aqui chorando, enquanto eu, lá, me divertindo de montão... Não combina... Tem algo muito errado nisto... – ela fez bico e cara de choro.

— Hey, hey, hey, moça!!! – ele a abraçou carinhosamente – vamos então deixar este assunto pra depois. É, depois resolvemos sobre a viagem de lua de mel, ok?

— A gente podia leva-los... Os seis... – ela sugeriu.

A cara que ele fez foi hilária. – Não era bem isso que eu queria para uma segunda lua de mel, amor... – Ele anunciou.

— Huumm!! Você tem razão. Vamos falar sobre isto depois que eles nascerem. Faltam aproximadamente quatro meses e meio para o parto, isto se estes três não quiserem nascer antes do tempo... Sei lá... Trigêmeos!!! Aí depois tem mais seis meses, ou oito, ou nove... Então, amor daqui a um ano a gente conversa sobre isto, que tal? Quem sabe dois anos...

— Tá... Ok! – ele assentiu. — Kate, mudando completamente de assunto...

— Ham! O que é? – ela ficou curiosa.

— Querida nós ainda não jantamos. Estou com fome. – Torcendo a boca de forma divertida, ele acrescentou com malícia – Não sei se você está assim com tanta fome, porque você comeu muito mousse de chocolate...

Kate piscou para ele e fez uma carinha sensual – Uaaauuuwww!!! Foi uma maravilha!

— Maravilha? Foi, é? O que, o mousse?

— Rá, rá, rá!! – ela imitou o som de uma risada — Meu interesse ali não era o mousse! – Ela abaixou a mão direita e apalpou o membro dele, tirando um pequeno e rouco gemido dele – Meu interesse ‘era’, ‘ainda é’ e ‘sempre será’ VOCÊ, gatinho!

— Ai, meu Deus! – Moça, moça!! – ele a apertou nos braços — Não me provoque... Não comece uma coisa que não pode continuar... – ele deu um rápido beijo nela – As meninas estão me esperando...

— Vamos, vamos, e quando as meninas dormirem nós jantamos.

Kate deu dois passos à frente e girou o corpo para olhar para o marido, estendeu a mão para ele segurar e, assim, seguiriam juntos até a porta do home theater, onde se separaram.

Ele foi ao encontro das filhas e ela seguiu até o gabinete para estudar o assunto do seminário do dia seguinte.

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Richard e as três filhas estavam confortavelmente instalados na parte baixa do home theater, sobre o imenso futom que era parte integrante do largo e comprido sofá.

Alexis, escorada em Richard, no lado direito dele. Bia, à esquerda, apoiava seu pequeno corpinho no peito dele e este passava o braço esquerdo sobre a garotinha. Annie, usava a perna do pai como suporte para a almofada que ela apoiava a cabeça.

O filme escolhido foi “Frozen”, que, com certeza, elas já tinham assistido milhões de vezes, mas não se cansavam de assistir.

Todos de olho no filme. No início, as gêmeas, como a maioria das crianças, ficavam anunciando o que ia acontecer antes mesmo da cena aparecer, mas os comentários foram rareando e quando estava na metade do filme já não se ouvia mais nada, apenas a respiração mais cadenciada das três. Ele percebera que as três já estavam cochilando em alguns pedaços do filme, e logo abriam os olhos num esforço grande para tentar assistir tudo. Então ele calculou que logo dormiriam de vez.

Como era de se esperar, as três já estavam em um sono pesado antes mesmo do filme terminar, então ele diminuiu consideravelmente o som do filme, mas não o desligou. Em seguida, cauteloso, conseguiu se desvencilhar das filhas, acomodou-as para ficarem mais confortáveis e foi à cozinha preparar algo leve para ele e Kate comerem.

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Assim que terminou de preparar a refeição, Richard separou o que ia levar para a esposa, arrumou tudo em uma bandeja e seguiu para encontrá-la.

No caminho parou no home theater e confirmou o que previra: as crianças estavam em um sono profundo. Acomodou a bandeja sobre o sofá e foi aos quartos das filhas e pegou três travesseiros, três edredons e retornou para protegê-las do frio e assim o fez. Em seguida tirou as almofadas que elas tinham sob a cabeça e as substituiu pelos seus respectivos travesseiros. Ele deixaria que elas dormissem ali, pois era bastante confortável.

Quanto terminou, ele desligou o filme, deu uma olhada geral nas meninas, conferiu se estava tudo certinho, pegou a bandeja, apagou as luzes, saiu do cômodo, fechou a porta e foi em direção ao gabinete para levar a refeição de sua mulher.

Ele entrou no gabinete e a encontrou recostada no sofá, sentada sobre uma das pernas. Ela lia um livro e assim que o viu, ela marcou a página e o deixou de lado, pondo-o sob a mesinha de centro bem em frente ao sofá.

— Oh, que fofo, amor. Obrigada. – ela agradeceu ao ver a bandeja, mas assim que percebeu que só tinha alimento para uma pessoa, ela o olhou curiosa – E você, querido?

— Ah, não. Eu só trouxe prá você. Eu vou comer na cozinha, amor. Se você fosse prá lá para comermos juntos, a gente ia perder a hora e você iria se atrasar aí na leitura. – ele fez uma pausa e passou os olhos na capa do livro que ela estivera lendo e, para sua surpresa, ao ler o nome do autor viu o nome da esposa. – Hey, você escreveu este livro.

— É. Lembra que eu te disse que o tema do seminário de amanhã foi o mesmo que eu defendi na minha tese de mestrado? Pois é. Após o encerramento do mestrado, recebi convite de uma editora jurídica para transformar o meu trabalho em um livro, então, com ajuda dos editores, o livro foi concluído e, para minha surpresa, é um sucesso de vendas, acredite! Está na 5ª edição.

— Então é por isso que você não ficou tão preocupada...

— Não é bem assim, amor, tanto que estou aqui passando os olhos em alguns pontos interessantes.

— Eu me lembro que quando a gente namorava, você fez pós-graduação. E quando foi mesmo que você fez este mestrado?

— É uma longa história... Mas vou tentar resumir... Bem, quando eu me vi grávida aqui em Washington, D.C., sozinha, sem ninguém por mim, sem trabalho, sem dinheiro, porque minha reserva financeira não ia durar muito tempo, eu fiquei mal. A sorte é que eu encontrei a Lanie que além de minha médica, ainda me dava amizade e apoio moral e emocional. Ela e a família dela, como eu já te falei outro dia, foram tudo prá mim. Tudo mesmo. Depois que eu fui trabalhar num pequeno escritório de advocacia que amigos de Nova York indicaram, eu fiquei um pouco melhor, mas eu sentia que eu tinha que mudar a minha história. Eu tinha que conhecer mais pessoas do mundo jurídico, eu tinha que alargar meus horizontes. Como? Pesquisei nos sites das Universidades um Mestrado para eu fazer. Serviria não só para me obrigar a estudar cada vez mais, mas também serviria para eu conhecer gente do meu meio. Mas tudo era muito caro, ou seja, completamente fora do meu alcance. Até que eu encontrei um Mestrado que anunciava que o melhor projeto de pesquisa ganharia bolsa integral. Ponto! Não deu outra. Eu me inscrevi. Só que, você sabe, nem todos inscritos têm seus projetos de pesquisas aprovados para participar do Mestrado, porque são pouquíssimas vagas. Então me joguei de cabeça no projeto. Nem sei como eu aguentei. Durante o dia eu trabalhava nos meus processos, fazia audiências, atendia meus clientes, tinha que cumprir minhas diligências, como advogada e à noite eu mergulhava nos livros que eu pegava na biblioteca. Foi uma loucura. Eu tinha consciência que se meu projeto de pesquisa fosse aprovado minha vida profissional melhoraria, no entanto, caso não fosse o melhor eu não poderia cursar porque não tinha condições de pagar. Mas eu não queria nadar, nadar nadar e morrer na praia. Resultado, meu projeto de pesquisa não só foi aprovado, como foi o melhor e, graças a Deus, consegui a bolsa integral. Então foram dois anos de muita loucura. Eu tinha que ser advogada, mãe e estudante... Não era fácil, porque não era só estudar, era muito mais do que isto e ainda tinha dois bebês prá cuidar. Mas eu sempre tive o lema: só começo aquilo que eu posso fazer bem feito. A fazer, fazer o melhor e sempre concluir o que começo. E deu certo. O Mestrado foi uma maravilha não só pela pesquisa em si, mas também conheci muita gente boa, Juízes, Desembargadores e advogados de escritórios famosos e foi um deles que acreditou no meu potencial e me convidou para fazer parte do escritório dele. No lançamento do livro conheci muito mais gente e assim fui seguindo. Sempre sou convidada para seminários, congressos e por ai vai. E aqui estou eu, fazendo uma recapitulação para não fazer feio amanhã. – ela deu um sorrisinho tímido.

— Que luta, eihm? – ele estava meio sem graça porque sabia que o sufoco dela foi devido ao rompimento do noivado que a levou a sair de Nova York, onde ela fazia parte de um excelente escritório de advocacia. – Cada dia eu conheço mais uma nova faceta sua. Estou impressionado... Seu livro está na 5ª edição! Você está de parabéns, querida. Eu sinto muito que minha ignorância levou você a sair de Nova York e passar por tanto sufoco e...

Ela o interrompeu e sem rancor, fez uma citação popular — Como é que o povo fala? “Fazer do limão uma limonada”, né? Pois é.

Houve um pequeno silêncio, quando Kate ficou a meditar “- eu estou tão feliz com a vida que eu tenho hoje e com a vida que continuarei tendo com o Rick e as crianças, que não me causou sofrimento rememorar este período.”, daí ela mudou de assunto para suavizar o clima. Apontou para os alimentos na bandeja e, fazendo manha, pediu – Mas você não quer vim comer comigo aqui, amor? Venha.

— Não, meu amor. Eu já te distraí bastante... Já te tirei do ritmo da leitura... Eu vou descer. Eu vou jantar e depois vou tomar um vinho e ler um livro lá na varanda da sala. – ele abaixou a cabeça e deu um beijo na testa dela. – Se eu ficar aqui vamos conversar, conversar, conversar e aí já viu, você não continua sua leitura.

Ele já ia saindo quando se lembrou de avisar sobre as crianças — Kate, como era de se esperar, as meninas dormiram durante a exibição do filme, então eu as deixei dormindo lá no home teather. Tudo bem prá você?

– Mas babe, elas vão ficar com frio.

— Não, Kate. Eu as cobri com edredons e pus os travesseiros. Elas estão confortáveis e aquecidas.

— No sofá ou no futom?

— No futom.

— Então tá, Beleza!

— Ótimo! Então tô indo.

Assim que ele saiu Kate pegou o livro, cruzou as pernas, pôs a bandeja no colo e, enquanto comia, prosseguiu revendo, marcando alguns tópicos e fazendo anotações à parte.

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Às vinte e duas horas e trinta minutos, depois de ter feito muitas anotações, Kate fechou o livro e o colocou na pasta que levaria ao seminário.

Ela levou a bandeja para a cozinha, que, como previra, estava toda arrumada. Rick era um marido ideal, Kate pensou e riu contente. Ele lavara tudo que tinha usado.

Ela fez o mesmo e deixou tudo organizado e foi à caça do seu marido bonitão, o encontrando na varanda sentado numa poltrona. Lia um livro e, ao lado, uma taça de vinho tinto repousava na mesinha de apoio.

Assim que ele a viu, levantou as vistas, deixou o livro de lado – Terminou, amor, ou apenas deu um intervalo?

— Terminei. Eu já tenho um roteiro de apresentação e uns materiais de apoio que eu sempre uso, mas mesmo assim, fiz umas anotações. Eu também costumo levar o livro e ele está todo marcado. Qualquer coisa, qualquer dúvida ou qualquer emergência – ela piscou o olho – eu vou nele.

— Vai dar tudo certo.

— Ah, vai sim. Se Deus quiser! Eu já participei de outros seminários lá mesmo, na Universidade George Washington e sempre tudo terminava bem, graças a Deus, mesmo.

— Quer vinho, amor?

— Eu aceito, sim. Preciso relaxar um pouco. – ela esticou as costas e fez um rápido alongamento no pescoço, enquanto ele servia uma taça de vinho para ela. Brindaram e ela foi se sentar no sofá, em frente a poltrona que ele estava sentado.

— Eu estava aqui pensando... – Rick começou a explanar — Com este seminário você não vai poder ir amanhã ao coquetel de inauguração do escritório da RODGERS’s... – ele fez uma fisionomia de quem estava pesaroso por ela não poder ir.

— Você marcou para começar cedo, não foi?

— Foi. Porque além de não ser uma festa, uma coisa grande e tal, vai ser numa sexta-feira, e muitos dos convidados gostam de viajar ou curtir o início de final e semana a partir das dezoito horas da sexta-feira, então... Lembra quando nós dois estávamos na ponte aérea Nova York-Washington? Toda sexta-feira no final da tarde um de nós dois estava no aeroporto... Pois é... Então, pensando nisto eu sempre marco os coquetéis da empresa para iniciar às quatorze horas e – fez uma pausa para reflexão – e sempre dura até, no máximo dezesseis e trinta horas. É sempre assim.

Com o mesmo tipo de fisionomia pesarosa, ela sentia a mesma coisa – Vai ser difícil eu ir, mas não impossível – ela deu um sorrisinho, sinalizando que sentia muito — Mas assim que eu me desvencilhar do seminário, amor, eu vou te ver. Talvez eu chegue depois, o que é lamentável, mas eu vou torcer para eu conseguir chegar a tempo de encontrar movimento.

Ela se levantou, deixou sua taça na mesinha em frente – Espere aí, amor. Volto já – e saiu da varanda, retornando muito rapidamente, trazendo consigo uma caixa média que cabia na sua mão e parou em frente ao marido e o mirou, apaixonada – Babe, como eu sei que amanhã de manhã, antes de sairmos, vai ser corrido para mim e para você, eu vou te entregar hoje o meu presente pela inauguração do seu escritório.

Ele se levantou da poltrona e recebeu dela a caixa – Mas meu amor, não precisava...

— Eu sei, mas eu queria te dar algo que você sempre se recordasse prá vida toda. – Ela ficou na ponta dos pés e deu um rápido beijo nele. – Vá. Abra aí para ver se você gosta.

— Obrigada, querida – e abriu a caixa, ficando perplexo com a lindeza e a grandeza do presente. – Kate, você é demais! Não acredito! Um Rolex Submariner, em aço e ouro, com o mostrador azul. Uaaauuwww!!! Que beleza! – Rick estava radiante e seu sorriso ia de orelha a orelha.

— Ai, que bom que você gostou. – ela festejou — Eu escolhi o mostrador azul porque me lembrei de seus olhos. E aí, amorzinho, Gostou mesmo?

— Você tá brincando! – Rick estava radiante de alegria — Se eu gostei? Nossa Senhora! Gostei muito! E fique sabendo, mocinha, que eu vou inaugurar amanhã e ficarei de olho nele a tarde toda, ansioso, até a hora que você chegar.

Ainda segurando a caixa, ele a abraçou. Afastou-se um pouco e convidou – Vamos deitar?

— Vamos sim. — Ela abriu a caixa, consultou o relógio, sorriu e avisou – Faltam dez minutos para onze horas... Vamos dormir.

Mirando-a, sedutor, Richard avisou – Não é bem “dormir” que eu estou planejando...

Continua...

Notas finais
SPOILER: em breve um grande mistério será revelado. ================================ Kate sai da cama enrolada de toalha - https://45.media.tumblr.com/d1ec9bf1997652a7d258cd12c53cfa18/tumblr_o23lcwcogO1rpkzubo1_500.gif Kate com cara de dúvida - https://45.media.tumblr.com/d1ec9bf1997652a7d258cd12c53cfa18/tumblr_o23lcwcogO1rpkzubo1_500.gif Beijo CASKETT - https://38.media.tumblr.com/3a86859d966ed7552b375ef8979d780a/tumblr_inline_mlotwiBWfg1qz4rgp.gif Home Teathre - http://lh5.ggpht.com/-5a1QxeCV6XQ/U6yvvdWDAcI/AAAAAAAAGJs/HvsBFP9bhCQ/Home-theater17_thumb Relógio - http://mlb-s2-p.mlstatic.com/rolex-submariner-aco-e-ouroazul-2015-completo-e-impecavel-644001-MLB20254013336_032015-F.jpg