Amor de Ontem, Hoje e… Sempre⏳⌛⏳
94 Hipnotizado
34 semanas de gestação...
Era um sábado. Assim que acordou, Kate foi para a cozinha começar a preparar o café da manha da sua família. O marido iria ajuda-la. Ela queria cortar as frutas pra fazer um suco.
Como sempre, o café da manhã foi animado.
No final da manhã, Richard estava na varanda concentrado na leitura de um livro quando ao consultar o relógio constata que já está próximo ao horário de almoço. Após colocar um marcador na folha onde tinha interrompido a leitura ele sobe até à brinquedoteca onde sua mulher e suas filhas estavam se divertindo. Assim que entrou ouviu logo as risadas das quatro.
— Meus amores, que tal sairmos para almoçar?
As crianças demonstraram entusiasmo, enquanto Kate apenas deu um sorriso fraco e isto chamou sua atenção.
— Queridas, como já é hábito de vocês, guardem os brinquedos que vocês usaram e deixem tudo arrumadinho, tudo no mesmo lugar de sempre, para quando vocês quiserem voltar, não vão ter trabalho para encontrar nada. – Richard orientou as meninas que começaram a recolher os brinquedos e ajeitar o local onde estiveram brincando enquanto ele conversava com a esposa.
— Hey, babe, não foi uma boa ideia esta de sairmos para almoçar? – ele pergunta preocupado pela falta de ânimo dela.
— Não, Rick. Eu gostei. – ela deu um selinho nele.
— Eu te achei desanimada para sair.
— Impressão sua, amor. É que, na verdade eu estou é com calor.
— Eu não estou sentindo.
Ela riu e disse com tom divertido — Ãnhan!! – ela fez que estava pensando — Eu estou com uma leve impressão que você não está em estado gravídico, acertei?
Rindo diante da pergunta dela ele ironizou – Mas como ela tá engraçada, meu Deus! – ele a abraçou e beijou seu pescoço.
— Querido, a Lanie já tinha me avisado que as variações hormonais durante este período, especialmente as quedas do nível do estrogênio, iam me dar ondas de calor e este calor me deixa cansada, sem ânimo para muita coisa. Eu estava aqui brincando com as meninas, mas estou mortinha de cansada e com muito calor.
— Bem que eu poderia ter te consultado antes de atiçar as meninas, né? – ele ficou preocupado. – Se você não estiver disposta, eu falo com elas e pedimos o almoço pelo telefone e fica tudo bem.
— Não, amor. Eu gostei da sua proposta. – ele a olhou demonstrando dúvida – Eu tô falando sério! Mas vou pedir para você dar banho nas gêmeas enquanto eu vou relaxar na nossa banheira em uma água quase fria. Pode ser, Rick?
— Tudo para te manter bem e feliz, amor. – ele deu um breve beijinho nela, mas foi interrompido pelas meninas que neste momento chegam junto deles.
— Pronto, papai. Arrumamos tudo. – Alexis informou.
Annie completou — Eu guardei tudo nas caixas.
— E eu coloquei os pufes e um monte de outas coisas no lugar. – Bia mostrou-se obediente.
— Então, meninas agora é hora do banho. – Kate anunciou – Alexis que já é grandinha, toma banho sozinha, né, filha?
— Sim, mãe.
— E quanto a vocês, Bia e Annie, o papai vai ajuda-las.
— E você, mamãe? – Bia ficou curiosa.
— Eu vou para a minha banheira e ficar relaxando numa água quase fria, mandando o calor embora. – Kate começou a explicou.
Para a surpresa dela, as gêmeas se candidataram para acompanha-la, levando suas bonecas. – Mas minhas queridas, a mamãe não vai colocar água quente. A água vai estar quase fria porque estou com muito calor e vocês não gostam de água fria, estão lembradas?
— Mas eu também estou com muito calor, mamãe. – Bia foi logo se animando — Olha aqui meu pescoçinho como está suado. Eu também não quero água quente. Você quer, Annie? – Bia explicou pensando ser discreta, deu uma piscadela para a irmã confirmar, pensando que a mãe não ia ver e isto divertiu Kate.
Induzida pela irmã, Annie concordou que não queria água quente – Eu também não quero água quente, Bia. Eu nem gosto muito de água quente – Annie deu esta desculpa esfarrapada.
— Tudo por uma brincadeira na banheira da mamãe, né?
Kate ria abertamente das atitudes das gêmeas e quando menos esperava as duas, que estavam usando leves e curtos vestidinhos de alças de lacinhos
Bia e Annie já tinham se despido, inclusive suas calcinhas e ficaram peladinhas. Muito rapidamente pegaram suas respectivas bonecas aquáticas e foram dar pressa para a mãe.
— Vamos, mamãe.
Tudo acontecia tão rápido e foi tão engraçado que nem deu para interrompê-las — Vocês são umas figuras, viu? – Kate olhou para Alexis que assistia a tudo e também dava risada junto com a mãe. – Você vem também, Lex?
A ruivinha olhou e pensou – Água quase fria? Tô fora, mãe... – A ruivinha se esquivou e deu risada — Eu vou para o meu chuveiro de água quente. – Alexis fez uma carinha divertida.
Já que o momento do banho iria ser convertido em momento de brincadeira, Kate tentou animar a garota — Vem, filha. Se você não entrar, pelo menos fica conversando com a gente. Vem.
A menina se animou e seguiu Kate e as irmãs.
Richard assistia a tudo e se divertia com a interação entre mãe e filhas.
Por incrível que pareça, as meninas realmente não reclamaram da baixa temperatura da água e a brincadeira corria solta e menos de dois minutos de folia, Alexis já tirava sua roupinha e também entrava e participava da diversão na banheira da suíte dos pais.
Kate até entrara com o cabelo preso em um coque. Não pretendia molhá-lo, mas isto não aconteceu. As quatro estavam com o cabelo molhados e se divertindo muito.
Com uns cinco minutos de farra, Richard entra no banheiro e fica alegre com o banho coletivo da mulher e das filhas e, com uma voz engraçada, avisa – Eu também vou entrar.
Mesmo sabendo que o marido estava brincando, ela avisou – Não, amor. Não cabe. Ela pode ser grande para nós dois sozinhos, mas agora estamos com superlotação. – ela riu diante da cara do marido.
— Eu sei, estou brincando. – ele se abaixou e deu um selinho na esposa.
— Eu sei. Amor, faz um favor prá sua esposinha que está grávida e que te ama muito? – ele piscou e assentiu – Então, vai lá procurar calcinhas nas gavetas das meninas e trás para elas. Eu esqueci. Pega também as toalhas delas...
Quando ele está saindo do banheiro, ela fala – Te amo, marido.
As três meninas copiaram a mãe – Te amo, papai.
Rick para de andar, gira o corpo na direção das quatro e olha para todas, fingindo-se arrasado – Desde cedo já me dominando... Tenho até medo quando elas crescerem... – ele e Kate riram.
Demorou um pouquinho, Kate avisou – Meninas, agora temos que ficar paradinhas e relaxando para o corpo ficar calmo. – Foi um pouco difícil fazê-las parar, mas, por incrível que pareça Kate conseguira esta façanha.
Após saírem e se enxugarem, todas as quatro vestiram suas calcinhas e Kate ainda vestiu um short e um top brancos de malha e começou a passar creme hidratante na barriga, específico para gestante.
Óbvio que as meninas também quiseram imitar a mãe.
— Eu também quero passar creme na minha barriga, mamãe.
— Eu também.
— Mas queridas, este creme é para a minha barriga que está grande.
Bia estufou a dela e falou – A minha também está.
Como viu que as crianças estavam se divertindo, Kate não viu problema em alimentar a vontade normal de “imitar a mamãe”, então foi até sua gaveta de cremes e pegou um mais simples e pôs uma certa quantidade na barriga de cada uma das gêmeas e elas imitavam os movimentos da mãe.
Alexis não quis e ficou só olhando.
Rick retornou ao banheiro e encontrou esta cena que o divertiu muito. – Vocês são os amores da minha vida.
Após a sessão de cremes, alegando que Rick se aprontava muito rápido, Kate pediu ao marido para vestir e arrumar as gêmeas porque ela iria se vestir e se maquiar.
Kate se vestira e estava no meio da maquiagem quando chega Annie e fica parada do lado dela olhando a mãe aplicar os produtos no rosto. A garota prestava atenção em tudo, detalhe por detalhe e passou a observar e indagar o que a mãe fazia.
— Mamãe, quantos pincéis... — a garotinha apontou para o estojo de blush — O que é isto?
— É blush, querida.
— Prá que é, mamãe?
— Entre outras coisas, filha, é prá dar uma corzinha mais acentuada no rosto da mamãe, bem aqui, tá vendo – Kate passa o pincel na maçã do rosto, puxando mais para a lateral.
— Mamãe, você pegou um lápis... Você vai desenhar e escrever o que nos olhos?
Kate sorriu diante daquela pergunta — Não, querida, não vou desenhar nem escrever nada. Eu vou fazer um risco nos olhos e agora eu vou passar isto – Kate pegou o delineador – porque quero acentuar os olhos.

— E agora, para terminar, vou passar uma coisa que você já sabe o nome... – Kate pegou o batom.
— Batom, mamãe. — Annie disse confiante.
— Muito bem, filha!
Assim que Kate terminou a maquiagem, Richard entrou dizendo que as crianças estavam na varanda, prontas, esperando por ela e Annie.
Para provoca-lo, Kate perguntou – E porque você ainda não está pronto?
Richard passou por ela e pela filha e, captando a brincadeira, ele fingiu rir – Rá, rá, rá!! Você é muito engraçadinha... – ele interrompeu para ficar admirando a mulher – Eu fico hipnotizado só em olhar para você, Kate. Mas você, eihm, cada dia mais linda e cada dia eu fico mais apaixonado – disse isso e deu um beijo no pescoço dela.
— Querido, daqui a pouco eu desço com a Annie e fico te esperando na varanda junto com as outras meninas.
E assim ela fez.
Como previsto, Richard se aprontou muito rápido e logo estava na varanda – Vamos?
— Vamos... – Kate olha para os lados e segue pela sala a procura de Annie e não a encontra. – Annie! Annie! – Kate chama a menina, mas não ouve nada. – Será que ela foi ao sanitário do quarto dela? Eu vou lá e já volto. – Kate foi, mas não encontrou a filha. A procurou na brinquedoteca, no home theater, no quarto da Alexis, no quarto de hóspedes e por fim foi para o seu próprio quarto e ao entrar pelo closet para procura-la também no seu banheiro, para sua surpresa encontrou a garotinha, em frente ao espelho, de batom e blush completamente borrados e naquele momento ela usava o delineador e dava vários riscos em volta dos olhos e, óbvio, nenhum deles estava no local certo.
Amorosa e com muita cautela, para não decepcionar a garotinha, Kate puxou um pufe e se sentou ao lado da filha e, sem reclamar, começou a conversar – Ah, querida, eu te encontrei. Estamos te esperando. E aí, vamos sair para almoçar?
— Eu já estou quase pronta, mamãe.
Neste momento Kate vê o marido chegar e, discretamente, pisca o olho para ele e faz um sinal para ele sair do campo de visão da garotinha, que ainda não tinha visto o pai.
— Ah, — Kate demonstrou interesse — estou vendo que você usou a maquiagem da mamãe...
— Você deixa, mamãe?
Séria, mas sem ser rude, Kate indaga – Meu benzinho, esta pergunta não era para ter sido feita antes de você usar a maquiagem da mamãe?
Meio sem graça, a menina responde – É... Mas é que eu queria fazer uma surpresa para o papai.
Naquele momento Kate entendeu tudo e prendeu o riso. – Porque você quer fazer uma surpresa para o papai, meu anjo?
— Para ele ficar ‘hiptizado’ comigo também, mamãe.
— Hipnotizado, querida? – Kate corrige a filha de forma sutil.
— Sim, mamãe, ‘hiptizado’... – ela repete a palavra pensando estar certa — Eu fiz maquiagem para o papai ficar ‘hiptizado’ quando me visse, igualzinho quando ele olhou para você. Ele também vai me achar linda. – Annie estava contente.
— Meu amorzinho, mas você é criança e criança não usa maquiagem. Você só vai poder usar maquiagem quando crescer. E o papai fica hipnotizado quando olha para a mamãe, porque a mamãe já é grande, entendeu? E você não precisa usar maquiagem para ficar linda.
— Mas você também é linda sem maquiagem, mamãe, então porque você usa?
— É porque a mamãe gosta de dar uma corzinha a mais no rosto... Também para realçar os olhos e o batom é para a boca ficar bem marcada. Quando você crescer você vai entender.
— Ah, sim... Mamãe, mas você acha que o papai vai me achar linda e ficar ‘hiptizado’ quando olhar para mim?
— Filha, como eu acabei de falar, você não precisa de maquiagem para seu pai te achar linda. – a garota ainda não estava convencida, então Kate usou outro caminho, ainda em tom suave — Meu amorzinho, o seu pai pode até ficar um pouco triste se olhar para você com maquiagem, filha, sabe porque?
— Não sei, mãe.
Com muita doçura, Kate explica — Porque seu pai não gosta de criança com maquiagem, filha.
— E agora, mamãe? – Annie demonstrou estar preocupada com a reação do pai.
— Agora, filha, a mamãe vai pegar lencinhos mágicos que tiram a maquiagem muito rapidamente e com muita facilidade. Um momento, meu amorzinho.
Kate se levanta para pegar os tais lencinhos demaquilantes, mas antes dá uma saída até o quarto e encontra Richard achando fofas as ideias da filha. Depressa, ela olha para o marido e, com um sorriso no canto dos lábios, ela pergunta – Você tá vendo o que sua princesinha aprontou? — Depois avisa – Querido, saia daqui sem ela te ver e, pelo amor de Deus, ela não pode saber que você viu e ouviu tudo.
Em poucos minutos, Kate e Annie foram à varanda se encontrar com o resto da família. A garotinha não tinha nenhuma manchinha da maquiagem. A mãe conseguira tirar tudo.
Assim que elas entram na varanda, Richard finge espanto – Meu Deus! Annie, você está cada dia mais linda, meu anjo. Eu estou “hipnotizado" com tanta beleza. – ele a elogiara igual como fizera com Kate e acrescentou. – Que pele linda!
A garotinha aperta a boca e arregala os olhos em sinal de espanto com o comentário do pai. Ela olha prá cima espantada com o que ouvira do pai e troca olhares cúmplices com a mãe.
Kate agacha e sussurra no ouvido da filha – Tá vendo, filhinha, o papai acha você linda mesmo sem maquiagem.
Ainda perplexa pelas palavras do pai, Annie também sussurra para a mãe – Ele disse que ficou ‘hiptizado’, você ouviu, mamãe?
— Ouvi, filha. Bem que eu te disse, não foi?
Kate se levanta e neste momento, Richard faz o mesmo tipo de elogio para as outras duas filhas e assim, todos felizes, saem para almoçar fora.
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No caminho rumo ao restaurante as meninas estavam animadas com a programação e conversavam o tempo todo. Em dado momento, Rick perguntou – Vamos brincar de perguntas e respostas até chegar ao restaurante?
As meninas ficaram empolgadas e aceitaram.
— Meninas, eu quero que vocês pensem direitinho... Vocês vão me contar uma coisa que aconteceu na escola de vocês. Cada uma vai dizer o que mais gostou durante semana. Uma coisa que aconteceu e que vocês não esqueceram... Ou porque foi engraçado, ou porque foi interessante, ou porque foi bonito... Qualquer coisa.
— Pode ser coisa feia, papai? – Bia perguntou.
— Ah, sim. Claro, querida.
— Pode ser fedorenta? – Bia continuou a perguntar.
“- Ai meu Deus! O que é que esta menina vai dizer? Mas acho melhor não vetar, senão nunca mais ela vai me contar nada.” – pensou Rick. Enfim, ele respondeu — Pode sim, querida, qualquer coisa, mesmo que seja fedorenta, feia ou que vocês se assustaram, ou que assustaram vocês, até porque vocês podem contar tudo para o papai e para a mamãe, ou feio ou bonito, não importa, porque eu e a sua mãe estaremos sempre presentes para ajudar vocês em tudo. Inclusive as coisas que vocês ouvirem ou verem e não entenderem, eu e a sua mãe explicaremos para vocês. Vocês não podem ficar sem explicação, tá certo? Vocês podem contar conosco para tudo. Ok, filhas?
— Ok, pai.
— Sim, papai.
— Entendi.
As três meninas responderam.
— Eu vou dar um tempinho para vocês pensarem. – Richard completou.
Enquanto as crianças pensavam e conversavam entre si, Kate pôs sua mão esquerda sobre a coxa direita do marido, apertou levemente somente para chamar sua atenção e encostando um pouco mais nele, comentou baixinho e feliz – Quando eu menos espero, você ainda consegue me surpreender. Você é o melhor pai que eu podia escolher para meus filhos.
Em resposta ao carinho e as palavras dela, ele pegou a mão dela que estava na sua coxa e a envolveu carinhosamente, mostrando-se receptivo ao comentário dela, querendo dizer que estavam juntos para tudo e que ela podia contar com ele para qualquer coisa. — Você sabe que eu não tive exemplo paterno, porque, infelizmente, eu não conheci meu pai, mas eu jurei para mim mesmo que eu faria de tudo para ser o melhor pai para meus filhos e pedi a Deus que me ajudasse e Ele ainda fez melhor, colocou você para ser a mãe deles.
Kate olhou para o marido e sua face demonstrava felicidade. – Que fofo! Um Lindo!
Estavam parados em um sinal vermelho — Eu sei. Tô sabendo. Lindo e Bonitão, não se esqueça! – ele concordou, piscou de modo bem sapeca e segurou mais forte a mão dela que ainda estava entre a sua, ambas, agora, sobre a coxa esquerda dela. Riu divertido de modo a relaxarem. Olhou para trás pelo retrovisor e perguntou para as filhas – E aí, meninas, já pensaram no que eu perguntei.
Kate o olhava e ria diante da figura que ele era.
Para ele tudo estava sempre bom. Seu marido sempre estava de bom humor para a família, não importava o que acontecia, ele sempre era sorrisos para ela e para as filhas e um bom exemplo disto é quando ela se chateia com ele por pequenas coisas, ele nunca deixa o mau humor tomar conta e não permite que a coisa vá adiante. Faz tudo para ficar de bem com ela.
Alexis foi a primeira a responder — O que eu gostei mais foi quando eu e a Mag conseguimos acertar mais rápido todas as perguntas da olimpíada de matemática da nossa turma.
— Uaaauuww! Que bacana, meu bem! – Kate parabenizou a ruivinha.
Rick a elogiou — Parabéns! Uaaauuww! Muito bem mesmo, filha. Continue assim. Êba! E aí, Bia e Annie? O que vocês mais gostaram? Pode ser coisa engaçada também.
— Eu vou dizer – Bia deu uma gostosa e breve risada e depois continuou — O que eu mais gostei e também achei mais engraçado foi quando na hora do intervalo para o recreio e para o lanche, eu vi um garoto descendo os dois degraus da escada para o pátio segurando uma casquinha de sorvete, daí ele pisou errado, eu acho, caiu e a bola do sorvete subiu e quando desceu caiu bem na cabeça dele – a garotinha começou a rir – Foi muito engraçado.
Ao ouvir isto, Rick começou a rir também, mas rapidamente recebeu uma discreta cotovelada da mulher, indicando que ele não deveria rir.
— Oh, filha! – Kate falou pesarosa e olhava feio par o marido para ele não incentivar a filha achar graça das desgraças dos outros, mesmo que parecessem engraçadas — O garoto caiu, tomou uma queda e você dá risada, querida? Você o ajudou, linda?
— Mas mamãe, eu não o ajudei porque uma das Recreadoras estava bem perto dele e o ajudou a levantar e logo o levou dali. – Bia, cautelosa, se justificava ainda com o riso na voz — E eu não ri dele ou da queda dele, entenda mamãe, eu ri foi da bola do sorvete que subiu feito um foguete e desceu feito uma bomba, direto para a cabeça dele. Plofft! Foi demais! Parecia cena de desenho animado ou de filme de comédia. – a garota ria.
— Sim. Entendo. E ele se machucou?
— O orgulho – Rick cochichou para a mulher, recebendo outra cotovelada e gemeu – Uaai! Doeu viu? – cochichou novamente.
— Acho que não, mãe. A escada só tem dois degraus e quando ele caiu já estava no chão mesmo. – a garota não se aguentou e riu novamente.
— Ok! Ok! Entendi. – Kate finalizou – E você, Annie? O que mais gostou?
Ainda prendendo o riso diante do caso que a Bia relatara, Richard insistiu na pergunta para Annie – Conta aí, Annie, o que mais você gostou? Você se lembra de algo marcante?
Com um sorriso de felicidade lindo no rosto, Alexis interrompeu – Eu posso falar outra coisa que eu gostei?
— Pode, querida, o que foi?
— Fácil, papai. O que eu mais gostei aconteceu outro dia, não sei que dia foi, mamãe... Ah, sim, foi na quarta-feira. Foi o dia em que você e o papai foram nos pegar mais cedo, então a Coordenadora Pedagógica avistou de longe eu e minhas irmãs e nos chamou assim, ó “- Irmãs Rodgers! Alexis, Beatrice e Annie Rodgers, seus pais chegaram.” Eu adorei!
— Eu também adorei ser chamada de “Irmãs Rodgers!” Meu nome agora é Annie Houghton Beckett Rodgers”, igual ao nome da Lex, da vovó e do papai.
— Fico muito feliz que vocês gostaram, crianças. Que bom Lex que você gostou quando a Coordenadora chamou vocês assim.
Achando linda a reação da sua ruivinha e muito interessante a reação da Annie, que mesmo com apenas cinco anos, prestou atenção nisto.
Kate quis saber a impressão de Bia sobre o assunto – E você, Bia, gostou?
O carro já estava parando à frente do restaurante quando Bia respondeu — Ah, se eu gostei de sair mais cedo? Adorei! – falou toda empolgada — Foi muito bacana. – Bia tinha o temperamento mais sapeca e não se ligava em certas coisas. Ela gostava era de ação, agitação e coisas assim. Kate podia apostar que quando via a filha quieta, ela, com certeza estaria pensando no que iria fazer a seguir ou mesmo o que iria aprontar. Kate riu internamente. Portanto, para a garotinha, ser chamada de “Beckett” ou de “Rodgers” não importava muito.
Kate e Richard se entreolharam diante das respostas das filhas. Eles sabiam que a semelhança delas era somente física, contudo, eram muito diferentes na sua forma de ser e agir e era isto que as faziam especiais.
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O almoço transcorreu sem novidades, e a família ria e se alimentava tranquilamente.
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À noite o casal estava na cama com as filhas, conversando sobre os bebês.
— Chegou a hora de dar boa noite, crianças.
— Mamãe, eu quero dar boa noite para os bebês – Annie se animou.
Ok! Então venham. Kate levantou a camisola, e tanto o marido quanto as filhas puseram suas mãos sobre a barriga e cada um falava uma coisa bacana, declarações de amor para os bebês, carinho, promessas, esperanças.
Continua...
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