Amor de Ontem, Hoje e… Sempre⏳⌛⏳
38 Dia de brincadeiras
Notas iniciais
... NA VARANDA DO LOFT DE KATE...
Kate e Richard estavam confortavelmente acomodados num amplo sofá na varanda. Conversavam entre sorrisos e chamegos e, de onde estavam, podiam apreciar a brincadeira das filhas. Elas conversavam entre si, e trocavam roupinhas das bonecas e penteavam-lhes os cabelos. Cada uma das três irmãs ainda modificavam a voz para falar por suas respectivas bonecas, inventando diálogos, a fim de "entrar no mundo do 'faz de conta' ". Durante toda a brincadeira, todo o tempo mostravam-se felizes e davam boas risadas.
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Nos dias de hoje, quando grande parte das meninas prefere os jogos virtuais, elas ainda gostavam de brincar de bonecas, e as tratavam por ‘filhinhas’. Tal e qual qualquer criança, elas também tinham e apreciavam os jogos eletrônicos, mas Kate incentivava as gêmeas ao uso dos jogos de tabuleiros, vestidos de princesa, bola, bonecas e outros tipos de atividades presenciais e coletivas, pois, nestes tipos de diversão, o envolvimento com outra criança era melhor e mais saudável e assim, elas cresceriam sabendo não só interagir com meninos e meninas de sua idade, mas também respeitar o coleguinha e identificar seus próprios limites.
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Acomodados no largo sofá que ficava ao lado da bancada, o casal estava degustando um bom vinho. Rick se encontrava recostado e Kate, com as pernas sobre o assento, estava com o tronco apoiado no noivo e recebia carinhos dele. Conversavam e sorriam por alguns minutos até que Kate se lembrou de algo.
Endireitando-se no sofá, de forma a ficar de frente a ele, ela pergunta – Hey, amor, você achou que as meninas se divertiram no passeio de hoje?
Entendendo que a resposta àquela pergunta era óbvia, ele a puxou de volta para seus braços e caçoou – É falta de assunto, é, Kate? – sorriu e deu um monte de selinho nela. – Linda! – a elogiou de forma doce.
— Não. Não é nada disto, querido. – Por favor, responda ... – falou manhosa – Eu preciso apenas que você me diga “sim” ou “não”. Só isto. – com um gesto de cabeça ele concordou – Então, babe, você achou que as meninas se divertiram no passeio de hoje?
— Sim. Elas se divertiram no parque hoje. Aliás, se divertiram muito. – sorrindo para ela, indagou – Satisfeita com a minha resposta, Srta. Beckett? – riu e viu que ela fez um gesto afirmativo com a cabeça. Em seguida, contente, ele passou a enumerar as atividades que as meninas fizeram e comentou – Falando sério, querida, eu adorei vê-las brincando. Elas pularam, jogaram bola, correram, sentaram-se no chão, como qualquer criança normal. – olhando-a intrigado, ele perguntou – Mas porque você me perguntou isto? Uma pergunta simples e uma resposta óbvia.
— Então... Eu vou traduzir o que você falou... Em outras palavras... Então você está me dizendo que os vestidos de princesas que elas usaram em nada atrapalharam a diversão nem qualquer atividade que elas queriam fazer? Estou certa? Foi isto mesmo que você me disse agora? Ou... – ela afastou seu rosto do peito dele e o olhou, arqueando a sobrancelha em sinal de que não só queria, mas estava esperando ouvir uma resposta dele.
Finalmente entendendo onde ela queria chegar, ele riu levemente e disse – Bingo! – continuou sorridente – Tudo bem... Tudo bem... Hummm!! Reconheço que eu estava errado... Reconheço que os vestidinhos não atrapalharam em nada. Reconheço que você estava certa, amor. – deu um beijo no pescoço dela, provocando arrepios e uma risadinha nela.
Deleitando-se com o carinho que recebera, Kate voltou a se acomodar e a se encaixar no aconchego dos braços dele e falou – Pois é, amor. Uma das coisas que eu mais prezo é a felicidade das minhas filhas e eu confesso que fico cheia de alegria em vê-las felizes só pelo simples fato de sair de casa usando tais vestidinhos coloridos e divertidos, mesmo que para muitos possa parecer ridículo. Lógico que eu não as deixaria sair se as fantasias lhes fizessem passar vexame ou constrangimento. Mas aqueles vestidinhos? – e risonha, ela comentou – Ah! Eles são tão fofinhos! E elas ficaram tão lindas, não foi?
— Ah, foi, sim. Ficaram lindas. E como esta foi a primeira vez na minha vida que saí com crianças fantasiadas assim, eu percebi que à primeira vista, todos as olhavam intrigadas pelo tipo de roupa que elas estavam usando, mas o que me chamou atenção, foi que depois, o semblante de curiosidade das pessoas era substituído por olhar de admiração, pois além de lindas, elas são meigas e comportadas e estava nítido que ao usarem as roupinhas, elas estavam se sentindo as próprias princesinhas encantadas. – ele falou cheio de orgulho das filhas.
— Muito bem, “papai”! – Ela o elogiou, fazendo um afago nos cabelos dele, desarrumando-o.
Passando os dedos pelos cabelos que ela bagunçou, a fim de ajeitá-los, e com ar de quem estava aliviado, ele disse – Que bom que você me convenceu a deixa-las ir com os tais vestidos.
— É, ainda bem...
Neste exato momento ela interrompe o que ia falar, porque, ao olhar para as filhas, Kate percebe que, mesmo brincando, Bia estava bocejando e visivelmente com sono, mas não queria se entregar, pois queria continuar brincando e aproveitar todos os minutos com as irmãs. Kate a conhecia perfeitamente para saber que a garotinha já não aguentava mais. Os olhinhos até estavam ‘quebradinhos’, então, muito rapidamente, Kate se sentou, tocou na perna de Richard para chamar sua atenção e disse baixinho – veja, elas estão morrendo de sono... – e se dirigiu para as três. – Minhas lindinhas, que tal terminar a brincadeira com as bonequinhas e agora começar a brincadeira de ‘dormir’, eihm?
Como se elas estivessem ensaiado, dizem em coro – Ah, mamãe. Ainda é cedo. Só mais um pouquinho.
Kate entendia muito bem aquele tipo de súplica e sabia mais ainda que não podia ceder, até porque já estava na hora delas dormirem. As gêmeas dormiam cedo e Alexis, como estava com elas, deveria seguir o mesmo padrão, mesmo sendo um pouco mais velha. – Não, queridas. Nós jantamos cedo, vocês brincaram o dia todo e já está na hora de vocês dormirem. – Kate se levantou e foi na direção delas, ajudando-as a ficar de pé, animando-as. – Meus amores, a Alexis e o papai estão aqui. Eu sei que vocês duas querem aproveitar isto ao máximo, mas vocês só têm cinco anos e lembrem-se de que não podem sair da rotina, ok, lindinhas?
Bocejando, Annie respondeu – Tá certo, mamãe, você está certa. Estou morrendo de sono.
Bia deu outro bocejo e, com um metro e oito centímetros, abraçou a mãe pela cintura e perguntou. – A Alexis vai dormir aqui com a gente?
Kate trocou olhares com Richard e sorriram diante da pergunta de Bia. – Vai, querida. A Alexis vai dormir com vocês. Vocês três vão dormir juntas, no mesmo quarto.
Ao ter confirmada esta informação, Bia dirigiu-se para a ruivinha e disse – Vem, Lex, vamos subir.
Então, as três crianças seguiram sozinhas em direção à escada.
— Subam devagar. Cuidado! – Kate as advertiu, porque, como elas estavam com sono, poderiam tropeçar e cair feio.
Atendendo ao pedido da noiva, Richard depositou a bagagem de Alexis no quarto das gêmeas, oportunidade em que aproveitou e levou sua própria bagagem para o quarto de Kate. Em seguida, foi ao encontro delas.
Ao chegar, encontrou as três de camisolinhas e já se enfiando sob os edredons.
Percebendo a carinha de sono das meninas, beijou cada uma delas, perguntou? – Escovaram os dentinhos? – ao receber a resposta afirmativa das três, ele disse – Eu vim dar o beijo de boa noite nas minhas princesas e, se quiserem, posso contar uma historinha.
— Eu quero, papai. – Annie falou baixinho, toda dengosa, esticando os bracinhos e o apertando pelo pescoço, assim que ele abaixou-se para beijá-la na testa. – Conta uma historinha.
— Eu também, papai. Mas a história que eu quero que você conte é aquela que eu te pedi, lembra... Eu quero que você explique como foi que eu e a Annie fomos parar dentro na barriga da mamãe e como foi que a Alexis entrou na barriga da outra mãe dela.
Pego de surpresa com este pedido, Rick engoliu em seco e olhou para Kate em busca de socorro, mas esta, na tentativa de se livrar mais uma vez daquela missão, muito habilmente ia saindo e disse – Eu vou ajeitar algumas coisas lá na varanda. Vou recolher as taças de vinho e depois eu subo.
Só que Richard foi mais rápido e a segurou carinhosamente pelo braço e falou baixinho sem que as filhas ouvissem – Negativo, mocinha. Vamos ficar aqui, nós dois juntinhos. – piscando para Kate, ele completou – Estamos juntos no mesmo barco, querida.
Mesmo sonolenta, Bia não perdia nada – Que barco, papai?
— Nada não querida. Eu vou contar a historinha que prometi. – Richard comunicou e então começou. – Bem... É... Bem... É... – ele não sabia por onde começar, pois as gêmeas eram tão pequenas.
Kate percebeu o conflito dele e, sutilmente, tomou a frente e disse – O papai vai contar uma historinha linda. Mas antes, vamos agradecer a Deus pelo dia de hoje e pedir proteção ao anjo da guarda, tá bom?
— Sim, mamãe. – Bia falou.
As gêmeas já iam se ajoelhar sobre o colchão para iniciar a oração, quando a mãe, que queria que elas dormissem rápido, falou – queridas, hoje vocês podem ficar deitadinhas para fazer a oração para o Papai do Céu. Mas somente hoje, viu? – Kate beijou as três e se sentou em uma das camas e, como de hábito, juntamente com as meninas fizeram a oração para o Anjo da Guarda. Com a presença de Alexis, ao invés de três, naquele dia o coro era formado por quatro vozes femininas. Só que nesta noite, particularmente, ela fez bem devagar e de forma bem pausada. Atenta, Kate percebera que seu plano estava dando certo, pois as três bocejavam. Ao final da oração, todos disseram “Amém!” e Kate prosseguiu – Agora, meus docinhos, vamos agradecer a Deus pelo dia de hoje, inclusive porque estamos todos juntos. Eu falo e vocês repetem, ok? – Resolvido isto, Kate decidiu fazer uma oração bem longa e empregou uma voz bem doce e macia, de forma bem lenta e pausada para facilitar que as meninas pegassem rapidamente no sono. No início, mesmo que de forma fraca e interrompida, as meninas ainda ecoavam o que a mãe dizia, mas logo depois, a repetição foi rareando. Naturalmente, cada uma delas foi girando seu corpinho, ajeitando o travesseiro e encontrando uma posição melhor e mais confortável para dormir e, por fim, não se ouvia mais as vozes delas. As três já estavam com os olhinhos fechados e dormiam. Todas tinham suas respirações regulares e o semblante sereno. Mesmo assim, Kate continuou a oração com voz branda, um tom baixo, ainda bem lento e bem pausado. Kate foi até o final da oração e, após confirmar que elas estavam adormecidas, levantou-se e ajeitou os edredons sobre elas.
Ao final, foi ao encontro de Rick e sussurrou – Enquanto eu puder, vou protelar esta historinha das “sementinhas”. As gêmeas são muito pequenas, querido, e amanhã elas nem vão se lembrar de nada... Já a Alexis... Bem, até podemos contar prá ela, mas só se ela pedir.
— Espertinha, você, né? Gostei! – a elogiou.
— Bem. Elas já estão no sétimo sono... – feliz, deu um selinho nele – Agora vamos tratar de deitar também. Falou isso indo em direção à porta. Chegando lá, percebeu que ele ainda estava ao lado das camas, apreciando as filhas. Então sussurrou – Hey, Rick, você não vem?
Olhando-a, ele falou rápido – Claro!
Kate o esperou sair do quarto das filhas e assim que ele saiu e fechou a porta atrás de si, ela, decidiu brincar um pouquinho. Fingindo-se séria, comunicou – Richard, venha que eu vou te mostrar o quarto de hóspedes onde você vai dormir.
Ele escutou a declaração de Kate e logo observou que ela estava de zoação com ele. Percebeu que ela queria uma ‘diversão extra’... Ela quer... novidade... Então resolveu entrar no jogo. Daí pensou... "Huuummm! Se é 'diversão extra' que Kate quer... Então, seja feita a sua vontade. Então ela vai ter e eu, claro, me deliciarei e aproveitarei cada segundo. Então, vamos à fantasia...".
Pegando-a desprevenida, Rick a carregou com facilidade, jogando-a nos ombros como se fosse um saco de batatas, e falou – Não precisa me mostrar o quarto de hóspedes, mocinha. Eu sei exatamente qual quarto eu vou dormir... Aliás, eu nem diria ‘dormir’, mas o quarto onde eu vou ‘ficar’ e ‘passar a noite com você’. Estamos entendidos? – Richard falava seco e firme, seguindo em direção ao quarto dela, que, revoltada, sem entender o jogo dele, se debatia, balançava os pés e dava pequenos murros nas costas dele.
— Richard, você está maluco? Ponha-me no chão. Eu estava brincando com você, mas você é... Um brutamonte... Um grosso. Pois agora é que você não vai dormir no meu quarto... Não vai mesmo. Aliás em 'nenhum' quarto... É isso mesmo que você ouviu, não vai dormir em 'nenhum' quarto. Você vai dormir é no seu hotel. – ele não a atendia, então, continuando a se debater e esmurrar as costas dele, ela continuava exigindo – Richard! Ponha-me no chão. Eu estava brincando com você.
Decidindo que não iria desistir daquele jogo, e que iria adiante com aquela 'fantasia erótica', Richard disse – Ah, quer dizer que você estava ‘brincando’? É mesmo? Você estava ‘brincando’? – ironizou.
— Richard, eu já disse, ponha-me no chão, agora. Você é um Bárbaro!... Um ogro! Se você me colocar no chão agora, ainda poderemos conversar. Mas se você não me atender, eu juro que você não vai dormir nem no meu quarto nem em qualquer outro quarto deste apartamento. Você está me entendendo, Richard? Ponha-me no chão.
Firme na intenção de continuar a brincadeira, Richard insistia – E quem foi que disse que eu quero dormir, Boneca? E fale baixo. Se você continuar falando alto vai acordar nossas filhas. É isso que você quer? Acho que se elas nos flagrarem assim, nesta situação, não vão entender o que está acontecendo... – ele disse isto e rumou para a suíte máster, ainda sob protesto. – Eu estou lhe dizendo, fale baixo! – ele deu uma palmada forte e estalada no bumbum dela.
— Uai! Rick! – ela esperneou diante da palmada que recebera dele. – Doeu. Assim que você me soltar eu.... eu... Eu te mato! – ameaçou.
Dando-lhe outra palmada forte e estalada no bumbum dela, ele disse – Você vai me matar, é? – depois repetiu – Fale baixo senão vai ser pior. – ele a advertiu.
— Rick, me escute... – Kate falava com voz raivosa, porém com tom mais baixo – Eu estava brincando com você, mas você não sabe brincar. Onde está o seu senso de humor? – exasperada, ela desabafa – Eu odeio você! Odeio! Odeio! Odeio! Não quero mais brincar. Chega! Fique você sabendo que eu estou com muita raiva de você. Muita raiva mesmo.
— Ah! Você quis brincar, foi?... – ironizou novamente – Se você quer brincar... Eu topo a brincadeira, mas você tem que aguentar... – sorriu – E quanto a sua raiva, boneca, eu tenho um modo muito bom de acabar com ela... Um remédio que é ‘tiro e queda’... E eu posso te dar quantas doses você quiser... Você vai ver... É eficaz. – sorriu divertido.
Com Kate ainda se debatendo nos seus ombros, ele entrou no quarto dela que já se encontrava com a porta aberta.
Após entrar no quarto, Rick fechou a porta com o pé, trancando-a rapidamente, e com a mesma facilidade com que a colocou nos ombros, ele a tirou, jogando-a descuidadamente sobre a cama macia e, com uma cara ameaçadora, jogou-se imediatamente sobre ela, sem machucá-la e sem dar chance dela tentar escapar.
Apesar desta louca movimentação, apesar de todo este jogo de palavras com segundas e terceiras intenções e das ofensas proferidas por ela, Kate estava muito excitada, inclusive nos momentos em que ele lhe dera as palmadas. Elas foram fortes, e sentiu-se latejando, não só no local exato da palmada, mas também nas suas partes íntimas. Aliás, os dois estavam excitados.
Com o coração acelerado e aos pulos ela se viu cativa na própria casa, no próprio quarto e na própria cama, justamente pelo homem que amava.
Ela tinha as pernas e os braços aprisionados por ele, que, por sua vez, usava seu corpo como trava, sendo que os braços dela eram mantidos estendidos acima da cabeça, presos pela mão esquerda dele.
Ele tentava beijá-la e ela tentava se debater, mas não conseguia se mover, pois o peso dele era muito superior ao dela, na mesma proporção que sua força era inferior à dele.
Mesmo sem conseguir se libertar, ela rangeu os dentes e disparou – Eu odeio você, Richard Rodgers. Você está entendendo? ODEIO! – apesar de expressar raiva, o fato de se sentir subjugada por ele a estimulava e, assim, ela continuava muito excitada, até porque sabia que ele estava representando um papel de homem das cavernas e ela estava na mesma sintonia. Kate tinha certeza que ele nunca a machucaria. Talvez nunca tivesse se sentido tão excitada na vida, mas não ia dar este gostinho prá ele.
Kate usava um vestido lindo e leve de malha fria, decote amplo e rodado, cintura delineada, cujo cumprimento ficava acima do joelho.
Quando ele a depositou sobre a cama, o vestido dela ficou parcialmente desarrumado, tanto a ampla gola ficou caindo pelo braço e a saia subiu desordenadamente, deixando visível sua roupa íntima de renda preta, tanto o sutiã quando a calcinha, cena que o excitou além da conta.
Kate continuava se debatendo, tentando a todo custo se libertar.
Diante de tal quadro e com muita motivação, Richard olha para o rosto e o corpo quase desnudo de sua noiva e com a mão direita livre, tanta fazer um carinho no seu rosto e nos seus cabelos, mas é rejeitado por ela, que, apesar de aprisionada, move o rosto de um lado para o outro na tentativa de desviar-se do toque.
Só que ao se movimentar para tentar se libertar no intuito de evitar contato, ela, propositadamente, friccionava seu corpo cada vez mais ao dele o que aumentava ainda mais a agitação interior que fervilhava nos dois corpos. Toda esta situação excitava a ambos de uma maneira extraordinária e inimaginável.
Excitado, Rick segura firme o rosto da noiva e passa a lamber, beijar e sugar o pescoço dela, que, com certeza deixará marca no dia seguinte.
Em seguida, deslizando os lábios pelo pescoço, Rick faz uma trilha até alcançar o queixo de Kate, arranhando-o de leve com os dentes, deixando-a em brasa, e, mesmo ela revirando o rosto de um lado para o outro, ele conseguiu capturar seus lábios e, ao invés de beijá-la, o mordiscou levemente, provocando fortes emoções em ambos.
Examinando-a, ele olha para os lindos olhos verdes dela e nota que suas pupilas estavam dilatadas, em sinal de excitação, notando também que os bicos dos seus seios estavam arrepiados. Ao perceber a situação em que ela se encontrava, Richard usa a mão direita livre e desce um lado da ampla gola do vestido dela, afasta a alça direita do sutiã dela, liberando o seio, passando a suga-lo sofregamente, como se fosse a fruta mais suculenta do mundo e, com o mesmo arador, envolve o seio esquerdo dela, apalpando-o com maestria, deixando-os mais excitados.
Sem conseguir se conter, Kate fecha os olhos, respira com dificuldade e emana leves gemidos abafados, em puro sinal de excitação.
Estimulado pela visão, pelo olfato, pelo paladar, pela audição e pela maciez da pele da noiva, ou seja, por todos os sentidos, toda a situação em si, Rick retorna ao seio dela, usando a língua para acaricia-lo, os dentes para arranhar levemente ao mesmo tempo em que dava suaves e arrepiantes mordiscadas nos delicados mamilos.
Rick sussurra — Kate, pare de resistir – ele dizia sem parar de apalpar e apertar o outro seio. – Se entregue por vontade própria. Eu quero você e sei que você me quer.
Com a respiração difícil diante do estado de excitação em que se encontrava, Kate balançou vigorosamente a cabeça em negativa – Nã... Não. Eu... Eu não quero. – e referindo-se às palmadas no bumbum, ela, sem conseguir disfarçar sua excitação, completou – Vo... Você me bateu... Eu... Eu... Eu te odeio!
Mesmo excitado e continuando a se deliciar com o seio dela, ele se diverte com a negativa dela – Você não me odeia, Kate... Longe disto... Você me deseja e me ama na mesma medida que eu te amo e te desejo.
Kate tentava se libertar a todo custo, mas Rick ainda a mantinha aprisionada e agora, como ela continuava se movimentando, deixara a mostra uma parte maior da calcinha, chamando sua atenção para o pequeno tecido de renda preta com lacinhos laterais, o que mexeu ainda mais com a libido dele.
Sentindo que sua calça ficava cada vez mais apertada tal o grau de excitação em que se encontrava, Richard, muito rapidamente, solta o seio dela e leva sua mão mais para baixo, fazendo uma nova trilha, em direção à calcinha, parando no lacinho, desfazendo-o.
Percebendo o que ele estava querendo fazer, ela, mesmo gostando de cada toque, cada lambida, cada mordiscada e cada apertada que ele dava nela, ela suplica – Rick... Richard, vá embora... Eu... Eu não quero. Eu... Eu... Eu te odeio!
Achando muito excitante o jeito como estava dando e recebendo prazer, mesmo que ela estivesse tentando provar o contrário, ele sussurra – Docinho, você fala uma coisa e seu corpo diz outra – Então, ao invés de sair, ele avança o caminho e, uma vez desfeito o lacinho da calcinha, ele começa a massagear a região íntima dela, percebendo que ela não estava apenas molhada, ela estava completamente encharcada, ele sussurra – Não, Kate, você não me odeia... Você me deseja... Você me ama e me quer – ao dizer isto, ele continua massageando a região íntima dela, tocando, acariciando e fazendo um reconhecimento da área, se detendo, no pequeno ponto central, elevado e mais sensível da região, deixando-a arrepiada e, mesmo aprisionada, ela, involuntariamente e misteriosamente, conseguia arquear o corpo, o que só confirmava o prazer que estava sentindo.
Percebendo que Kate estava cedendo aos poucos, ele, ainda saboreando os seios dela, continua utilizando seus dedos e a acaricia, prosseguindo assim sua excursão erótica rumo a um novo caminho. Um caminho estreito, apertado e encharcado que ele precisava adentrar e assim o faz, inicialmente apenas com um elemento, que desliza suavemente, porém é titubeante, pois no mesmo momento que quer entrar, ele quer sair. Então, com movimentos ritmados, ele fica nesta atividade indecisa, até que um segundo elemento faz companhia ao primeiro e, juntos, ficam nesta mesma marcha cadenciada, quando os dois elementos convidam um terceiro e, juntos nesta jornada, ficam mais poderosos, são motivados a se aprofundar mais pelo caminho estreito e também decidem ser mais rápidos e precisos.
Com maestria selvagem e cadenciada, os três elementos unidos continuam a invadir o estreito túnel e, num precioso e esperado momento a agitação os dominou, levando-os ao frenesi, tornando o caminho ainda mais encharcado, ocasião em que Kate revirava o rosto não mais com o intuito de não ser tocada. Ela revirava o rosto e mordia a parte inferior dos seus lábios e, naquele momento Richard a ouviu se expressar, não com impropérios, mas com gemidos e estes sons eram unicamente de prazer, um prazer tão grande que levou seu corpo a um tremor comemorativo, até que, passados alguns segundos, a calma a atingiu e sua respiração ficou regularizada.
Pressentindo que podia soltá-la, ele o faz vagarosamente e ao fazê-lo, percebe que ela, mesmo lânguida, o envolve pelo pescoço, não em ataque agressivo para afastá-lo, mas sim um avanço sensual, oferecendo seus lábios, ao que Richard, prontamente os aceita e sofregamente invade e os explora e aí, sim, acontece um guerrear prazeroso de línguas.
Feliz porque conseguiu reverter a situação e compreendendo que ambos estavam muito excitados, Richard, sem nenhuma objeção por parte de Kate, rapidamente se livra do vestido e do restante da roupa íntima dela, e ajudado por ela, sua própria roupa e cueca vão parar no chão do quarto.
Neste momento, palavras eram desnecessárias. Ambos se acariciavam e se buscavam, só querendo tirar o máximo de proveito um do outro e a respiração de ambos estava acelerada e descompassada.
No intuito de provoca-la, Richard sussurra ao seu pé de ouvido – Kate, se você quiser que eu pare agora, eu paro... O que é que você resolve?
Também sussurrando e sem parar de acaricia-lo, ela passa a ficar sobre ele e o responde imediatamente – Richard, se você parar agora, eu sou capaz de cumprir minha ameaça. Eu pego minha arma e atiro em você.
Sorrindo com a reação espontânea de Kate, Rick gira com ela pelo amplo leito e trocam um longo e sensual beijo com forte clamor erótico e, acariciando-se com fome de se contentarem.
— Rick, eu quero você... – entre gemidos, ela consegue artiular.
— Não entendi, babe... Você quer o que? – ele sorria levemente.
Sem deixar que a zoação estrague o momento, ela o ameaça – Não se esqueça da minha arma, Richard.
Sem reservas, acontece a tão esperada introdução a fim de que a dança do amor se inicie. A acomodação se faz, as arremetidas são lentas e cadenciadas e o bailado continua. Os dois no mesmo ritmo, ao som de respirações ofegantes e gemidos entrecortados, os sons de corpos suados se chocando em busca de prazer até que os balanços tornam-se mais fortes e acelerados, mais profundos e violentos, fazendo com que Kate atingisse o seu ápice. Contudo, ambos não desistem de continuar a coreografia e, após alguns instantes, por fim, num último passo mais intenso e mais elaborado, juntos, emitem sons de júbilo sincronizados ao alcançarem um prazer jamais sentido, ocasião em que ele, satisfeito, explode dentro dela.
A dança foi excelente, por isso, ainda ficam ligados um ao outro até que Richard, com o objetivo de relaxar e descansar, desliza, recosta-se confortavelmente sobre seu travesseiro, mantendo Kate meigamente recostada sobre seu peito, sem economia de afagos, carinhos e doces palavras de amor.

Passados alguns minutos, uma Kate sonolenta e satisfeita, se encontra não mais sobre o peito dele. Eles estão deitados de lado, ambos na mesma direção, de conchinha, ela encaixada no peito dele e ele, carinhosamente a mantendo presa com o braço sobre ela, de modo a trazê-la mais para junto de si.
Felizes e agarradinhos, a calma chega, o silêncio acontece e ambos saciados e vencidos pelo cansaço, dormem.
Continua...
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