Notas iniciais
Como prometido, postei rápido...



Ainda na Sala da Presidência...

Após presenciar a cena que nunca pensara um dia assistir, Kate estava imobilizada. Parecia uma estátua. Tinha a postura ereta, nenhum músculo de seu rosto mexia e apesar de sentir seu pescoço e sua nuca pegarem fogo, sentia, contraditoriamente, o rastro congelado do seu sangue que circulava por seu peito.

Naquele exato momento, ao ser percebida pelo marido, Kate o encara e com desdém, repugnância e com uma frieza que não pensava possuir, mantém a compostura e pergunta com a sensatez que lhe era peculiar. – Atrapalho? – e sem dizer mais nada ou mesmo esperar resposta, ela gira o corpo para ir embora e dá de cara com suas amigas, Antonella e Lannie, que ainda chegaram à tempo de encontrar a linda indiana sobre o corpo de Richard, que, por sua vez, mantinha suas mãos nos quadris da morena.

Ao olharem a cena repulsiva, elas têm a mesma reação de Kate. Ficam estupefatas.

Kate continuou saindo e as amigas a seguiram.

Tudo foi muito rápido. Entre o momento da ‘chegada’ e da ‘saída’ de Kate, não se passaram mais de cinco segundos.

Constatando que seu mundo poderia ruir a qualquer momento, se é que já não ruíra, Richard não se importava com mais nada no mundo a não ser seu casamento e sua felicidade com Kate, o amor da sua vida.

Ele ignorou por completo as regras do manual da boa educação, usou de toda a sua força e empurrou a indiana jogando-a longe, nem se importando se ela ia se machucar.

Com rapidez e agilidade, ele se levantou e correu em direção à esposa.

Kate andava a passos rápidos, mas Richard a alcançou quando ela ainda estava no meio da sala da sua secretária, fora do alcance visual dos convidados. Ele a segurou pelo braço para fazê-la parar e falou baixo, porém visivelmente aflito. – Kate, não é o que parece. – ele respirava angustiado e suas narinas dilatavam devido a sua tensão — Sei que pode parecer uma desculpa esfarrapada, usada há centenas de anos, mas é a mais pura verdade.

Ao ser parada pelo marido, ela gira o corpo e fica cara a cara com ele.

Os olhos de Kate já não tinham o mesmo brilho que Richard conhecia tão bem. Logo em seguida, ela passou a olhá-lo com nojo.

Muito friamente e com desprezo, ela abriu sua bolsa, tirou de lá um pacotinho contendo lencinhos umedecidos específicos para limpar mãos e tirar maquiagem. Puxou um, o entregou ao marido e, com desdém, informou – Sua boca, seu pescoço e seu rosto estão sujos de batom... Se quiser limpar...

Alguns passos afastadas do casal, as amigas viam e ouviam a tudo.

Lannie conhecia Kate muito bem e percebeu que apesar de não estar chorando e estar chocada com a cena, ela estava bem. Não estava com a palidez característica de quem ia passar mal. A médica também sabia que a gravidez da amiga estava perfeita, mas de qualquer modo estava ali e ficaria de olho na amiga.

Demonstrando uma tranquilidade que estava longe de sentir, Kate continuou a usar sua voz baixa e falou lentamente – Richard, marque bem esta data no seu calendário, porque a partir de hoje você não mora mais comigo. Você agora é um homem desimpedido e livre para fazer suas orgias aonde e com quem quiser e no momento que achar mais conveniente, inclusive com esta desavergonhada aí no seu escritório, mesmo no horário do expediente.

— Kate! Você não pode estar falando sério. – enquanto se explicava, ele esfregava o lencinho por onde imaginava haver marca de batom e em seguida, passava a mão pelo cabelo um sinal claro de que estava apavorado – Esta indiana é louca!

Sem dar a mínima importância ao que o marido falava, Kate continuou — Eu vou mandar Beth arrumar suas roupas e objetos pessoais e ela mesma vai te telefonar para avisar que está tudo pronto. Então você vê o que faz. Se não for buscar no prazo de 24 horas, eu mando entregar para caridade, ou mando jogar tudo fora. Você me ouviu? Você entendeu? Se quiser eu repito.

— Kate! – ele estava aflito.

— Richard, poupe-me de suas desculpas esfarrapadas. Não foi ninguém que me contou. Eu mesma vi... – ela fez uma pausa para se acalmar – eu vi vocês deitados no chão e se esfregando. Ela estava encaixada direitinho nas suas pernas, Richard... seus braços estavam agarrando o corpo dela. — a fisionomia de Kate não negava que ela estava com raiva dele — Eu estou com nojo desta sua atitude, Richard e com muita raiva.

— Kate, eu estava tentando tirá-la de cima de mim.

Ao ouvir a justificativa do marido, Kate suspirou, demonstrando impaciência – Isto é patético! Richard, não vou ficar aqui discutindo detalhes de como esta mulher ficou ou não ficou em cima de você ou de como vocês se beijaram. – ela deu outra pausa, um suspiro e continuou – Segunda-feira eu entrarei com o pedido de divórcio.

A palavra “divórcio” causou pavor nele – Não! Não, Kate, pelo amor de Deus! Não! Precisamos conversar!

— Você está completamente equivocado, Richard. Não temos mais nada para conversar. Suas ações valem mais do que mil palavras. Eu vou falar o que? Eu só lastimo que você, além de não ter pensado em mim, no nosso casamento, na nossa família como um todo, você também não pensou nos seus filhos. Seis filhos, lembra? – ela deu uma curta risada sarcástica – Lamentável! Óbvio que eu vou pedir a guarda deles, mas não se preocupe, permitirei que você os veja. Como a Alexis não é oficialmente minha filha, eu não vou poder pedir a guarda dela, mas fique você sabendo que desta vez você não vai me manter afastada dela e você vai permitir que eu a veja quando ela quiser, inclusive passar finais de semana comigo, viajar e até morar comigo. Depende dela, porque se dependesse de mim, ela não sairia de lá de casa. Você ouviu bem?

Ele ainda agarrava o braço dela. Ela deu uma olhada fulminante nos olhos dele e na mão que ainda a segurava com força e falou baixo e pausadamente – Você pode, por favor, soltar meu braço?

— Kate! – ele implorava.

— Meu braço, Richard. Você está me machucando.

— Kate!

Assistindo toda a cena densa se desenrolar sem tumulto, Antonella e Lanie não se intrometeram, mas estavam tensas. Porém, no papel de amiga e médica, preocupada com a saúde de Kate e dos bebês, Lanie arriscou interceder e se meter na briga do casal, se dirigindo educadamente para o amigo. Colocou as mãos nos ombros dele, numa forma de pedir cautela – Richard, depois vocês conversam. Vocês estão nervosos. Deixe-a ir. – Lanie enviou para ele um olhar de súplica. – Por favor, amigo.

— Mas Lannie, isto não está certo. – Richard estava desesperado.

Neste momento a indiana passa por eles, impecável, dá uma paradinha e, com o objetivo de piorar a situação dá um sorriso lascivo, pisca o olho de forma sensual, e sem nenhum pudor ou constrangimento, se dirige a ele insinuando uma ligação íntima – Amorzinho, conforme você prometeu, eu vou esperar a sua ligação, ok? Não me faça esperar. – e seguiu em frente na direção da saída, cabeça erguida, tranquila, passos calmos, parecendo que nada tinha acontecido.

Após ouvir o ultimato que a indiana fizera na sua frente ao seu marido, Kate ferveu de raiva, olhou para a mesa da Secretária e avistou um estilete longo de metal rígido e pontiagudo, próprio para abrir correspondência. Irada, ela o pegou, o segurou pelo cabo e fuzilando Richard com os olhos, avisou à sua amiga advogada – Eu vou mata-la.

Antonella imaginava que Kate não teria coragem de fazer tal loucura, mas, por via das dúvidas, tirou o pequeno punhal das mãos da amiga com o objetivo de manter a calma — Não, querida. Você não vai mata-la. Você não é uma assassina, amiga. Não estrague sua vida, a de seus filhos e sua carreira. – a advogada italiana aconselhou, preocupada.

Atento a tudo que se passava, Richard continuava aterrorizado com o turbilhão que acontecia na sua vida — Kate, não acredite nisto, é uma armação! Com certeza essa indiana maluca arquitetou tudo.

— Richard, meu braço. – Kate tentava se soltar das mãos dele.

Lanie volta a interceder — Amigos, desculpa eu estar me intrometendo novamente, mas já que calhou de eu estar aqui, eu não posso deixar de agir como sua médica, Kate, e também como amiga de vocês. – Lanie olhou para o amigo – Richard, é meio óbvio o que eu vou falar, mas acho que você esqueceu... Sua mulher está grávida!

— Ex-mulher – Kate a corrigiu.

Sem dar ouvidos à interrupção encolerizada de Kate, a médica continua – Amigos, eu até entendo que a situação é complicada, mas preciso que vocês mantenham a calma. Richard, aparentemente sua mulher está bem, mas solte-a, por favor. Deixe-a ir. Eu vou junto e cuidarei dela. Deixe a poeira baixar, os ânimos esfriarem e depois vocês conversam e analisam tudo com calma.

— Mas Lanie... – Rick ainda insistiu.

De forma seca, Kate avisa ao marido – Eu vou preparar o pedido do divórcio já envolvendo a guarda dos nossos filhos. – Fria, ela completa — Não se preocupe... como eu já falei, eu vou permitir que você os veja. Eu mando os papéis do divórcio para você assinar. – ela falou enérgica e, após ele soltar o seu braço, ela seguiu em direção à porta.

Aflito, ele fala com Lanie — Vá com ela, por favor. Cuide dela. Eu a amo. Não deixe que nada aconteça a ela e aos meus bebês.

Assim que Kate saiu, Lannie o repreendeu, sussurrando – Pena que você não pensou nela e nos seus bebês antes de fazer esta asneira. Você é maluco, criatura? Como é que faz isto com a Kate? Logo ela que já sofreu tanto. Se você não queria nada à sério, que não se aproximasse dela novamente, não a enchesse de esperança, de palavras lindas e não casasse com ela.

— Lanie, até você está acreditando naquela cena burlesca de filme de quinta categoria do cinema de Bollywood!

Antonella chama Lannie – Lannie, se você não for agora, não vai mais encontrar Kate.

Lannie saiu apressada, mas antes pediu – Antonella, avise a Javier aonde eu vou. Depois eu telefono para ele.

Após a saída da médica, Antonella enviou ao amigo um olhar de preocupação – Como amiga de vocês eu vou te dizer uma coisa... Estou estarrecida, Richard. Nunca pensei... – ao receber um olhar de aflição dele, ela continuou — Não sei o que se passou ali. Segundo você está dizendo, a cena foi armação. Você disse que a estava rejeitando. No entanto, amigo, para quem estava de fora, aquela cena estava muito real, movimentada e erótica. – a italiana demonstrava estar aflita com aquela situação. – Eu sei que você ama a Kate e nunca quis fazer mal a ela, mas diante do que eu vi, só posso desejar boa sorte. Entretanto, como eu sou sua amiga, te conheço há muito tempo eu sei que aquela cena não combina com você e somente por isto eu fico na dúvida. Richard, e é justamente por ser sua amiga e por te conhecer há muito tempo é que eu quero e preciso acreditar em você, mas te adianto que a cena foi muito real.

— Foi uma armação, Antonella! Acredite em mim. Eu nunca tive nem vou ter nada com essa indiana maluca. Eu amo a Kate e você sabe disso.

— Bem, se foi encenação, foi muito bem feita, amigo, a moça é uma excelente atriz... Digna de Oscar®. Amigo, se você realmente for inocente nesta... neste teatro, você e Kate precisam conversar. Mas vá com calma. Escolha o momento certo para falar. Pode contar comigo. No que eu puder ajudar, eu posso até tentar falar com ela.

— Antonela, primeiramente eu te agradeço por pelo menos ‘querer’ acreditar em mim mesmo vendo aquela cena bizarra, tosca... Mas não fale nada com ela por enquanto...

Richard fez uma pausa ao pensar em algo. Franziu a testa, arrumou os pensamentos e chamou a italiana – Antonella, preciso que você faça uma coisa, como amiga e como Diretora Jurídica da empresa. Por mais que eu seja um homem de negócios e saiba separar minha vida pessoal da profissional, etc, etc, etc, eu agora não tenho condições nenhuma de continuar lá no evento fazendo cara de contente, quando na verdade eu estou um farrapo, vendo meu casamento pendurado por um fio em um precipício. Eu vou sair e... Nem sei... – percebendo que ela fez uma cara de preocupação, ele esclareceu – Não farei nenhuma besteira, pode deixar. Não vou sair para me embebedar. Não vou pegar o carro e sair a mil quilômetros por hora correndo o risco de me envolver em um acidente, nem fazer nada que comprometa minha vida. E também não vou pra casa gritar e esbravejar para provar minha inocência. Eu vou apenas tentar salvar meu casamento. Pode ficar tranquila. Eu vou esfriar a cabeça. Avise discretamente ao Malcon. Quem procurar por mim, pode falar que eu tive de sair para resolver problema de saúde na família, o que não deixa de ser verdade, e que não me despedi porque era uma emergência.

Quando a italiana já estava saindo, ele lembrou – Ah! Antonella, de forma discreta, investigue como esta maluca veio parar neste coquetel e como um maldito convite caiu nas mãos dela. Não comente sobre isto com ninguém, nem mesmo com outro Diretor e pior ainda com esta nova secretária. Ela é muito lenta... Ao invés de ajudar, ela pode atrapalhar. Eu até acho que nem quero mais ela aqui comigo. Mas isto é um assunto para resolver depois.

Ao ouvir o pedido de Richard, e analisar a coerência e a aflição com que ele falava do assunto, Antonella, muito rapidamente avaliou a situação com frieza e percebeu que estava certa ao falar que aquela situação não combinava com Richard. Seu amigo era inocente naquela confusão e caíra em uma armadilha. Muito rapidamente acrescentou – Analisando melhor, amigo, eu confio e acredito completamente em você. Você nunca me decepcionou. Kelly Wilker não vale nada e é muito ardilosa e vejo que você caiu em uma armadilha. Te desejo boa sorte. Aliás, desejo boa sorte para você e Kate. Você é inteligente e vai saber como agir. Mantenha a calma. Não perca tempo em olhar pra trás para analisar o erro, olhe para frente para estudar um jeito de consertar seu futuro. E bote uma coisa na sua cabeça: “O amor, sempre vence”. – já ia saindo quando acrescentou – Pode contar comigo. Estarei do seu lado, consequentemente, do lado do casal, você e Kate. Afinal de conta, para que servem os amigos?

Após trocar com Richard um olhar de amizade fraterna e de confiança mútua, Antonella deixou o local e seguiu para o lobby.

.....................................................

As palavras sinceras e o olhar afetuoso da amiga serviram de estímulo para Richard. Ao ouvi-la, sentiu-se revigorado e mais confiante para analisar seu plano com bastante cuidado a fim de salvar seu casamento. Ele amava Kate e não podia perde-la por nada neste mundo. Iria recuperar sua mulher e seu casamento.

.....................................................

Usando uma porta alternativa que havia na sua sala e que dava para a escadaria do prédio, Richard conseguiu sair do seu escritório sem provocar nenhum comentário.

Pegou o elevador e foi até a garagem. Parado ao lado da porta do seu carro, ele ficou novamente arrumando as ideias e pensando nas suas prioridades e começou a enumerá-las em ordem aleatória. “- Eu não quero perder Kate. Eu quero continuar com meu casamento e tentar ao máximo passar por este vendaval sem afetar a estrutura dele. Sei que não tenho culpa nesta confusão armada pela indiana maluca. Eu não quero perder o convívio diário com os meus filhos. Quero dormir e acordar na mesma casa com eles todos os dias. Quero ser acordado por eles nos finais de semana. Quero a cama cheia de criança para alegrar ainda mais a minha vida e a de Kate.”. Richard passava as mãos pelos cabelos da sua nuca, desarrumando-os. “- Não sei o que fazer. Por mais que eu queira, eu sei que não devo procurar a Kate agora porque poderia piorar. Ao mesmo tempo eu não quero deixar de procura-la porque quero resolver tudo, pois tenho medo que ela prossiga com a ideia do divórcio. Eu sou adulto, tenho que ser inteligente e pensar em uma forma de desembaraçar isto.”

Estava num impasse.

Procurou pensar rápido numa maneira de evitar o divórcio. Uma maneira de continuar casado com ela.

De repente, teve uma ideia, aliás, uma ideia louca, muito louca e arriscada. Mas não conseguia pensar em mais nada e para concretizá-la precisava primeiro saber as horas.

Consultou seu novo relógio de pulso...

Ao olhar para o mostrador azul, a fisionomia feliz de Kate veio-lhe à mente no momento em que ela o presenteou na noite passada. Seu coração apertou, contudo, ao pensar nela se sentiu fortalecido a fazer qualquer loucura para não perde-la. Tinha que arriscar. Respirou fundo e meditou “- Ainda estamos em horário comercial. Vou pôr meu plano em ação. Uma coisa é certa, eu amo a Kate e ela me ama. Ela pode até estar muito chateada com a cena que ela viu, ou pensou ver, mas vou conseguir reverter a situação. Ela pode nem ceder hoje ou amanhã, mas em breve, com certeza, ela entenderá e acreditará em mim. Ela vai acreditar que tudo não passou de uma armação daquela destrambelhada pervertida. Tudo vai dar certo. Com certeza Kate não vai prosseguir com esta ideia louca do divórcio, eu vou dormir em casa e, se eu der sorte, na mesma cama que ela. Não vai ter divórcio. Não vou permitir.”.

Sem perceber, a fisionomia de Richard mudou e dava para ver um fraco sorriso, demonstrando que pensava no sucesso da execução do seu plano.

Continua...

Notas finais
Que ótimo que vocês continuam tendo confiança na minha história. Com certeza escreverei com mais intensidade e paixão. Vou terminar de escrever o próximo capítulo e postarei assim que concluir a revisão. Serei repetitiva, mas nunca é demais falar: Sejamos cautelosos. Vamos manter a calma... Só peço isto. Lembrem-se que a história ainda não terminou e sem nenhum tipo de pensamento ruim eu acrescento... como é mesmo aquele ditado? Ah, sim... "Depois da tempestade vem a bonança" e o outro também encorajador "O amor sempre vence". Vamos juntos em busca da reconciliação deste casal que tanto amamos. ➡️⁉️O que será que Rick está planejando? ➡️⁉️Que 'arma' secreta será esta? ➡️⁉️Como será que ele vai usar esta 'arma'? ➡️⁉️Como será que a Kate vai reagir? ➡️⁉️Como será que está o coração da Kate? Termino a história ainda neste mês. CASKETT, Always! Bjinhos ======================= Kate decepcionada - http://38.media.tumblr.com/tumblr_lpbycmpEX71qd42jxo1_500.gif Rick pensativo - http://cimg.tvgcdn.net/i/r/2015/02/14/a304708b-7df2-4bb5-b21e-d97852b0967e/thumbnail/1300x876/a9e37fef4f3504768a1ed101995dc17f/150214-news-nathan-fillion.jpg Rick - https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f7/Nathan_Fillion_at_Serenity_premiere_1.jpg