Amor de Ontem, Hoje e… Sempre⏳⌛⏳
45 Amor infinito.
Notas iniciais
EM WASHINGTON, D.C.
Kate estava confortavelmente recostada no sofá da sala de seu apartamento aguardando com ansiedade que, a qualquer momento, Rick a chamasse para conversarem, por meio de Face time, em uma videochamada. Seu iPad estava ao seu lado e toda hora ela lhe lançava um olhar, como quem diz, "Vai, me chama...".
Kate sorria, pois sabia que Rick diria como fora a viagem de retorno à Nova York e ela contaria como fora o retorno dela e das crianças ao apartamento e tudo o mais que quisessem conversar. Ela também contaria como foi colocar as crianças para dormir e as conversas e perguntas que fizeram. Tinha certeza que ele pediria para ela subir ao quarto das gêmeas e que direcionasse o ipad para as meninas para que ele pudesse vê-las dormindo a fim de matar a saudade. Ela diria que já estava com saudade e ele tambem, com certeza diria a mesma coisa.
Kate se levantou, foi até a estante e ligou o diminuto e potente aparelho de som, cuja música se espalhava por todo o ambiente. O volume estava baixo e de excelente qualidade. Kate pôs uma coletânea de Michael Bublé.
Após o som se espalhar pelo amplo ambiente, ao invés de retornar para o sofá, Kate se sentou no felpudo tapete e olhou novamente na direção do ipad e não encontrou nenhum sinal de mensagem. Mas não se importou, pois estava muito feliz pelos dias que passara com Rick e ansiosa para passar o resto da sua vida ao lado dele e ao lado das filhas.
Com um inevitável sorriso nos lábios, Kate vai escorregando até se encontrar totalmente deitada, completamente satisfeita, animada e relaxada.

Como as fihas já estavam dormindo, seu único pensamento era em como gostaria de estar com ele naquele momento, trocando beijos, carinhos e fazer amor, com um excelente e prazeroso sexo.
Só em pensar nele e no que poderia estar fazendo com ele, subiu um calor pelo corpo... pelo pescoço, deixando-a acesa e muito excitada. Sentia suas entranhas pedir por ele. Respirou fundo e, conseguindo voltar à realidade, deixou estes pensamentos para mais tarde...
Agora ela aguardava o contato de Rick e estava envolta na gostosa melodia que ecoava na ampla sala.
Na possibilidade de Rick não conseguir fazer tal tipo de chamada, por qualquer problema tecnológico, Kate também estava com o seu iphone em mãos.
Pensativa ela sorria só ao repassar, novamente, na memória todos os acontecimentos dos quatro últimos dias. Por mais que evitasse, todos os seus pensamentos convergem até Rick.
Inevitável!
Ela ria ao lembrar das dezenas de 'selfies' que tiraram nos momentos em que estavam passeando com as filhas, inclusive as tiradas na cama dela.
Desde a última quinta-feira, sua vida mudara draticamente. Mas a mudança fora para melhor. Nem nos mais loucos sonhos que pudesse ter, ela nunca iria imaginar que Richard entraria, feito um furacão, pela porta do seu escritório, deixando-a tensa, transtornada, furiosa, acalorada e que discutiriam, brigariam, se beijariam, se abraçariam, na mesma proporção e com a mesma intensidade, levando-a à loucura.
Ela nunca iria imaginar que contracenaria com ele cenas típicas de novelas mexicanas, com bofetadas e beijos, raiva e abraços e, que por pouco não tiveram ali mesmo no escritório, uma fervilhante e maravilhosa cena de sexo... Sexo quente... Nunca ela imaginaria que as chamas da paixão se ascenderiam de forma tão poderosa, mesmo depois de tanto sofrimento, de tanta dor e tanta humilhação.
A quinta-feira fora um dia exaustivo para Kate, pois suas emoções iam de raiva à paixão numa velocidade assustadora, para, em seguida, retornar à raiva, numa velocidade ainda mais poderosa. Rick sempre tivera este poder contraditório nela, inclusive com relação ao sexo, pois ao mesmo tempo em que ele a fazia ficar derretida de prazer, ele a fazia ficar pegando fogo de desejo.
Agora, sem o Rick estar fisicamente ao seu lado, ela conseguia pensar com prudência, pois, ao seu lado, somente a paixão falava mais alto. Contudo, mesmo com a prudência prevalecendo naquele momento, ela tinha certeza que tomara a decisão certa em aceitar voltar para ele.
Kate esticou seu braço para frente e olhou fixamente para sua mão exatamente o local onde seu anel de noivado estava maravilhosamente situado. As pedras brilhavam.
Kate fechou os olhos e sua mente foi direto ao momento em que ele a pedira em casamento lá no parque, logo depois de obter das filhas a permissão para casar com ela. Kate sorriu ante a lembrança daquele momento. As três crianças, fofas e lindas, fazendo mil perguntas, desconcertando tanto ela quanto o pai.
Ela sorriu e constatou que somente Richard tinha o encantamento para fazer tais coisas. Ele era apaixonante. Ele era romântico. Ele era maravilhoso!
— Meu Deus! — ela pensou — como eu posso amar tanto assim um homem que me machucou até o fundo da minha alma?
Ela mal tinha se despedido dele no aeroporto e já estava ali, morrendo de saudades dele. Tinha também saudades da sua filhotinha ruiva, a Alexis, a primeira criança que amou na vida. Com ela, conhecera o que era a maternidade, mesmo sem nunca ter engravidado, muito menos parido.
Sorria feliz no momento em que ouve um pequeno ruído .
Interrompendo seus pensamentos, ela se senta lentamente e, de frente à escada que levava ao pavimento superior, procura a origem do barulho. Devia ser uma das filhas que acordara. Contudo não viu Bia nem Annie. Voltou a se deitar no tapete. Sorriu. Aquele barulho devia, com certeza, ser fruto da sua imaginação, pois estava ali sonhando...
De repente, o ruído continuou e desta vez mais próximo, ela voltou a se sentar e girou seu corpo em direção à porta do elevador que dava acesso ao apartamento e, para sua surpresa, se deparou com sua amiga Lanie e o marido.
Boquiaberta, sem saber no que pensar ou no que falar, Kate olhava para os dois.
Na mesma hora seu sangue gelou. Com certeza algo fora do normal havia acontecido.
Lanie tinha livre acesso ao seu aparamento. A médica possuía chaves, cartões e senhas necessárias para o acesso ao seu prédio, à garagem e ao elevador, contudo, por mais que sua amiga tivesse trânsito livre ao seu prédio e a seu apartamento, ela nunca viria sem combinação prévia, o que não era o caso.
Portanto, algo errado e estranho havia ali.
Havia acontecido alguma coisa.
Agora não era somente seu sangue que estava congelado. Suas pernas também não conseguiam se movimentar sozinhas, muito menos sua voz...
Ela conseguia pensar, mas não conseguia articular nenhuma palavra.
Olhando alternadamente de Lanie para Esposito, Kate não conseguia decifrar os pensamentos deles.
Os olhares, sim, era fácil de identificar. Havia acontecido algo terrível. Sabia que havia acontecido algo, mas não sabia detectar o que havia acontecido.
Com todas estes pensamentos insanos e conclusões precipitadas em mente, Kate não conseguia se levantar do chão, muito menos andar.
Com muito esforço, conseguiu escalar o sofá que estava atrás de si.
Sentando-se, Kate tentou perguntar o que estava acontecendo, mas não conseguia. Ela movimentava os lábios, mas deles não saia nenhuma sílaba, muito menos palavras.
Com muito esforço ela olha para Lanie e, mesmo sem articular bem as palavras, consegue balbuciar aos tropeços a única coisa que tinha em mente — O que aconteceu com o Rick?
Ao ouvir que ela perguntara por Richard, Lanie e Esposito trocam olhares entre si. Ambos respiram fundo e torcem a boca, indicando que estavam tensos e que Kate acertara.
Com a voz ainda fora do tom, face ao grande esforço que fizera para falar, Kate consegue falar novamente. Pálida e com os olhos assombrados ela indaga — Lanie, me diga, agora, o que está acontecendo... — olha para Javier e, com um tom de súplica, faz o mesmo tipo de pergunta — Javi, me diga, onde está o seu amigo?
Neste mesmo momento, Lanie adianta os passos e vai para junto de Kate. Senta-se ao lado dela e segura suas mãos, fazendo-a olhar para si.
— Kate, querida, fique calma. — dirigindo seu olhar para o marido, Lanie, com carinho, pede — amor, vá pegar um copo de água para Kate, por favor...
— Lanie, deixa de me enrolar, por favor. Vá direto ao assunto. — Tensa, ela conseguiu falar — Eu não quero água, Lanie, eu quero saber o que aconteceu com o Richard. Onde ele está? — ela faz uma pausa, fecha os olhos, respira fundo e prossegue — Onde estão ele e a Alexis... — Kate tinha os olhos vermelhos, cheios d'água e já falava sem dificuldade. Com a voz embargada, ela pergunta bem baixinho — onde está meu pai? onde está a Martha? — sem perceber ela passou a falar alto.
O som suave envolvia a todos na sala quando Lanie, olhando para a Kate, falou — Querida — Lanie usava de toda paciência e amor que tinha para com sua amiga. — Querida, não fale alto para não acordar as crianças.
Kate refletiu no que a amiga tinha falado, respirou fundo e disse baixinho — Você tem razão, Lanie. Mas, por favor, me diga onde estão o Rick, a Alexis, meu pai e a Martha.
Lanie olha para o marido, pisca discretamente para ele, induzindo-o a ir à cozinha pegar o copo d'água para Kate.
Apesar de emocioanada, Kate não estava chorando. Estava muito abalada com as notícias que sua mente produzia e nenhuma delas eram boas. Tinha até medo de continuar pensando, mas não conseguia controlar a enxurrada de pensamentos que seu cérebro elaborava. Por mais que uma de suas qualidades fosse ser positiva, ela, agora, não conseguia aplicar este otimismo.
Tensa e soltando suas mãos da de Lanie, Kate coloca suas mãos na cabeça, sobre os ouvidos, como se assim, os maus pensamentos não entrariam.
Javier chega com o copo d'água e entrega a Lanie, que faz Kate beber um gole, mas logo o abandona na mesa de centro ao lado de onde estava sentada.
Ainda com o mesmo olhar de súplica, Kate olha para Lanie e pergunta — Lanie, pelo amor de Deus, diga de uma vez o que foi que aconteceu. Você está me matando com este suspense...
Lanie demora para responder.
— Sim, Lanie. — Kate prossegue — Não adianta me enganar. Óbvio que aconteceu alguma coisa, senão você não se deslocaria da sua casa a esta hora somente para vim aqui me oferecer água, deixando seus filhos sei lá com quem... Porque eu sei que a Samantha, igual a Beth, não trabalha hoje. E se você apenas quisesse me contar algo corriqueiro, você telefonaria para mim. — Mantendo o olhar na médica, Kate volta a perguntar — Lanie, diga uma vez por todas o que aconteceu com o Richard, com a Alexis, com meu pai e com a Martha. Lanie...
Respirando fundo e voltando a pegar nas mãos da amiga, a médica fala. — Bem, Kate, a bem da verdade, não sabemos ao certo o que aconteceu, mas eu e o Javi viemos para ficar com você porque não sabemos o que pode acontecer. — fez uma pausa — Sim. É isso. — conclui.
Com as palavras de Lanie, Kate agora estava mais nervosa — Lanie, você falou, falou, falou e não disse nada. Por favor, amiga, deixa de enrolação e diga logo de uma vez. Você me conhece há seis anos, Lanie e será que não percebeu que eu estou aflita?
Respirando fundo e tomando coragem, Lanie começa — Ok! Eu e o Javi estávamos assistindo ao noticiário dominical do início da noite, da ABC. Naquele momento, estava passando uma reportagem sobre um grupo musical teen de Nova York que está numa carreira meteórica no mundo todo...
Kate interrompe a amiga e, indignada, fala — Lanie, pelo amor de Deus... Você não veio da sua casa até a minha para falar de um grupo de garotos... tenha paciência...
Ao ouvir tal comentário de Kate, Lanie diz — Tem razão, amiga. Eu não vim aqui para falar destes garotinhos, mas preciso falar sobre eles...
— Então alinhava isto, Lanie.. Eu não quero saber de nenhum grupo teen...
Sem se importar com o tom com que Kate falara, muito menos do olhar de impaciência que recebera dela, Lanie prossegue — Então, a matéria mostrou cenas do aeroporto JFK onde centenas de fãs, a maioria adolescentes, que esperavam o grupo que retornava de um show aqui em Washington, D.C.. Durante a reportagem, um fato me chamou a atenção. O repórter que estava no JFK mencionou que o voo do grupo teen era o da Delta Air Lines, das 18:00 horas e que tinha saído daqui de Washington, D.C. com destino à Nova York. Bem, você havia me dito que o voo do Richard era da Delta Air Lines, das 18:00 horas, então achei divertido prestar atenção na reportagem sobre a molecada jovem, quem sabe eu poderia ver o Richard. Como eu sei que você não é muito chegada a assistir TV, eu tinha quase certeza que você não estava assistindo àquele programa. Então, eu já ia te telefonar para que você ligasse a televisão e ficar também de olho... Quando, de repente...
— Lanie, nem me venha dizer que você o viu com outra mulher... Deve ser um engano... Tenho certeza... Deve se uma amiga, uma colega, sei lá... Qualquer coisa menos um relacionamento amoroso. — Kate sorriu convicta daquilo que dizia. — O Richard me ama, não me trairia e eu acredito nele.
— Querida, eu não ia falar sobre isto. O que eu ia dizer é que o repórter interrompeu uma entrevista de uma fã, para anunciar que tinha acabado de receber informações de última hora. Disse que o vôo que levava o grupo teen estava com problemas. — o coração de Kate gelou com a palavra "problemas". Lanie continuou — O jornalista não soube informar como a informação vazara da torre de controle do aeroporto, mas o fato é que o avião dava voltas numa região sobre o rio Hudson, nas proximidades do aeroporto com o objetivo de gastar o combustível, evitando, assim, uma explosão quando fizesse o pouso de emergência. O repórter continuou falando que recebera nova informação de que o avião teria que ficar ainda voando por cerca de uma hora, tempo suficiente para terminar o combustível. Então, amiga, assim que ouvi tal notícia bombástica, ao invés de telefonar para você e falar sobre a coincidência dos garotos estarem no mesmo vôo do Richard, eu teria que falar sobre o perigo que todos no avião estavam correndo. Contudo, este tipo de notícia eu não poderia dar para você por meio de ligação telefônica. Como sua amiga, eu teria que dar a notícia pessoalmente e ficar ao seu lado. Então, deixei as crianças com uma vizinha. Falei que era emergência e... estou aqui.
Kate continuava pálida e trêmula, mas não chorava.
Tensa e com voz baixa, porém ainda racional, Kate perguntou — Lanie, com certeza você deve ter olhado o relógio a hora em que o repórter falou isto... Então, a que horas, aproximadamente, está previsto para o combustível acabar?
Javi olhou o relógio de pulso e respondeu — Daqui a aproximadamente dez minutos, Kate.
Tomando impulso e se conscientizando que deveria ser corajosa, Kate se levantou e, baixinho, comunicou aos amigos — Vamos ao home Theater e sintonizar na ABC ou qualquer outra emissora que esteja transmitindo, ao vivo, esta notícia. — Kate foi à estante e desligou o som. Em seguida, levando consigo o iphone e o ipad, Kate seguiu em direção ao Home Theater. Assim que entraram no ambiente, Kate ligou a TV e procurou um canal que estivesse transmitindo, ao vivo, a reportagem sobre o voo da Delta Air Lines.
Imediatamente, a primeira imagem que apareceu foi a do avião sobrevoando Nova York. O volume da televisão não estava alto para não acordar as crianças.
Kate preferia ficar de pé, mas suas pernas estavam tremendo muito, então se sentou.
Lanie conhecia a amiga e sabia que ela gostava de aparentar forte, quando, na verdade, por dentro estava um bagaço. Portanto, foi para o seu lado e Javier, permaneceu de pé dividindo sua atenção entre sua esposa, sua amiga e a TV.
De repente Kate sente um pequenino tremor ao seu lado e dá um salto e fala — meu iped está avisando que tem uma mensagem. — Kate se senta novamente, pega o aparelho e, realmente, havia uma chamada. Era Richard. Assim que Kate aceitou a chamada.
Imediatamente, Rick apareceu na tela e Kate, transtornada, foi logo falando — Rick! Graças a Deus! É você!...
Richard a interrompe e, com a fisionomia visivelmente abalada disse — Kate, eu te amo, mas, por favor, querida, não me interrompa. Eu preciso falar com você. — Com voz embargada, ele continua — Não sei quanto tempo eu tenho. — Muito tenso, ele prossegue — Kate, nunca se esqueça: Eu te amo... Sempre te amei. Meu amor por você é infinito. Mais uma vez eu te peço perdão pelas humilhações que te fiz passar. Por todos os problemas que você passou por causa da minha burrice. Kate, não importa o que aconteça, estou feliz porque te reencontrei e pude passar estes quatro últimos dias ao seu lado. Kate, você me deu um dos melhores presentes da minha vida: Você me deu Bia e Annie e, não importa o que aconteça, sou um homem feliz por ter passado estes dias ao seu lado e ao lado das nossas filhas, o que inclui a Alexis. Acho que nunca fui tão feliz.
Rick faz uma pausa e a imagem fica trêmula.
Kate fica agitada, contudo, a imagem retorna e Rick continua falando — Kate, seu pai está muito emocionado e disse que não tem condições de falar. — Rick direciona o aparelho na direção do pai e Kate o vê, tenso, ao lado da Martha. Richard continua — Ele está dizendo que ama você e as netas. Minha mãe também. — nova pausa — Meu amor... Eu te imploro: Se cuide e cuide das nossas filhas. Eu te imploro para você continuar dizendo para elas que eu as amo e não deixe elas pensarem que eu as abandonei... Por favor.
Kate o interrompe e fala — Rick, eu te amo. Te amo muito. Não vai acontecer nada, Rick. Devemos ser otimistas!...Não...
Ele volta a interrompê-la e repete — Eu te amo. Te amo muito e...
A comunicação é interrompida e a imagem trava com a fisionomia dele tentando articular alguma palavra. Neste momento, Kate se desespera e grita — RICK! — Até aquele momento ela estava controlada, mas ao vê-lo e ouví-lo, as comportas da represa de suas emoções se romperam e ela começa a chorar e a chamar por ele — Rick! Rick! Rick! — Passa a sacudir o ipad, como se assim, o fizesse funcionar, e a imagem retornaria novamente.
Kate olha novamente para a TV, mas não conseguia prestar atenção ao que o repórter falava. Kate só conseguia ver a imagem que passava... O avião de Richard sobrevoando Nova York.
O repórter continuava falando, mas Kate não captava nada... Ela estava displicentemente sentada em uma das poltronas do home Theater, em transe e olhava da TV para o Ipad e ao mirar o pequeno aparelho eletrônico, ela sussurrava — Rick! Rick, meu amor... Volte prá mim... Volte prá nossas filhas... Alexis... Papai... — as lágrimas agora escorriam livres por sua face e na sua mente só passava a imagem dele falando "(...) Se cuide e cuide das nossas filhas. Eu te imploro para você continuar dizendo para elas que eu as amo e não deixe elas pensarem que eu as abandonei... Por favor."
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