Amor de Ontem, Hoje e… Sempre⏳⌛⏳
43 Almoço em comemoração ao noivado de Kate e Rick
Notas iniciais
Com o almoço de comemoração ao noivado de Kate e Rick, o resto da programação infantil do domingo foi alterado, pois ficaram ali mesmo no parque. As cinco crianças maiores se divertindo a valer, pulando, correndo e brincando com os brinquedos que tinham próximo à mesa e de vez em quando, incluíam os pequeninos na brincadeira mais levinhas.
Às 15:30 horas, Malcon consultou seu relógio de pulso e tocou com carinho no braço da esposa e a avisou — Querida, são 15:30 horas. Temos que ir senão perderemos nosso vôo.
— Ok, Malcon. Eu vou me despedir do pessoal e depois vou chamar as babás com as crianças.
O casal se levantou ao mesmo tempo, quando Malcom anunciou — Amigos, nós já vamos embora.
— Oh! — a comoção foi geral.
— Cara, ainda é cedo.- Javier falou.
— Não, Javi. Não é não, amigo. — Malcom sorriu cortês. — Nosso vôo está marcado para as 17 horas e ainda temos que reunir criança, trocar as roupas delas porque estas que estão usando agora já estão sujas. — sorriu divertido — Temos também que arrumar as sacolas. Vocês sabem o que é viajar com crianças, né? — todos sorriram — Ainda mais no meu caso, que Susan, só tem três anos e o Charlie tem somente um ano e meio, ou seja, ainda é quase um bebê e precisamos carregar muitas coisas por causa dele: potinhos, mamadeira, leite especial, roupinhas extras, cremes e loções, e outras mil coisas....
Lanie, consciente do que é viajar com crianças, comenta — Eu sei o que é isso. Oh, se sei... Só por isso estão perdoados – sorriu.
Neste momento, Richard anuncia que vai se retirar também.
— Amigos, aproveitando que o Malcon e a Antonella estão saindo, vou também me despedir de vocês todos. — dirige seu olhar para Kate e diz — vamos, amor?
— Não acredito que você vai embora hoje, Richard. Sério? — Lanie se expressa de forma divertida.
— São os ossos do ofício, Lanie. Eu não trabalho desde quinta-feira. Estou aqui há quatro dias...
Lanie o interrompe e graceja — Tô sabendo... tô sabendo... desde quinta-feira você tá tentando convencer minha amiga a se casar com você... Estou de olho em você, Rick. — ela põe dois dedos apontando para seus próprios olhos e depois direciona os mesmos dedos para Rick — todos caem novamente na risada — Aliás, — Lanie continua — Nunca vi uma pessoa mudar tão rápido de opinião... Eu tô falando da minha amiga... — e olha diretamente para Kate.
— Lanie! — Kate, embaraçada, a repreende.
Reforçando a opinião de Lanie, sem conseguir prender o riso, Antonella acrescenta — É mesmo, Lanie. Esta Kate de hoje nem parece a Kate com quem eu falei na quinta-feira pela manhã, aquela que estava espumando de raiva.
Lanie e Antonella não se aguentam e sorriem olhando para Kate que, encabulada, repreende as amigas — Lanie! Antonella! Menos, amigas! Menos!
Neste momento até Kate ri e entra na onda da brincadeira. E, seguindo, ela aponta para o Rick, e comenta — E este moço aqui, Antonella? Ele vai retornar para Nova York igual como saiu?
A brincadeira de palavras dos adultos seguia divertida e agradando a todos.
Antes mesmo de Antonella se expressar, o próprio Richard é quem diz seu ponto de vista acerca do comentário de Kate — Antonella, você nem precisa repetir o que disse mais cedo. Eu mesmo posso afirmar que o homem que saiu de Nova York na quinta-feira foi um cara tenso e pesado e que, com a desculpa de que queria contratar "uma advogada", veio atrás da mulher que era "a tal advogada". E não vou negar, foi duro, viu! Foi dureza eu convencer esta moça...
Todos se divertiam não só com as coisas que Richard falava, mas também do modo como ele falava, gesticulando e fazendo trejeitos divertidos com o rosto. Ele sempre foi naturalmente engraçado. Sem forçar a barra, ele sempre consegue arrancar risadas de todos, ainda mais agora que estava feliz da vida.
— Resultado — ele continuou — além de ganhar a mulher eu ainda levo de quebra duas lindas filhas. Até parece propaganda de supermercado, tipo "pague um e leve dois", só que no meu caso é "pegar uma e leve três". Sou ou não sou um homem de sorte?
Kate dá um leve tapinha divertido no braço do noivo, como se o estivesse censurando.
— Uai, mulher! — ele faz uma encenação engraçada ao reclamar do tapinha como se tivesse sido forte. — Vocês estão vendo o que é que me espera, né? Eu aqui todo leve, apaixonado e ela toda braba!
— Você está se queixando, Richard? — Javier pergunta em tom de piada. — Se estiver reclamando, amigo, deixe a Kate aqui que eu tenho uns amigos para apresentar para ela, começando pelo meu grande amigo, o Promotor Will Sorenson. Ele ficou impressionadíssimo com a Kate. Pra falar a verdade, ele ficou encantado.
Mesmo sendo uma brincadeira talvez um pouco pesada, todos sorriram, pois o tom de voz do Javi deixava claro que ele só estava querendo fazer birra com o Richard e o próprio Richard não se aborreceu, muito pelo contrário, ficou sorrindo todo cheio de si e mal o Javier terminou de Falar, Rick se dirigiu para o Capitão e falou — Cara, eu confio no meu taco. — gracejou — Pois diga àquele Promotorzinho que a mulher é minha, ninguém mais encosta a mão nela, porque eu vi primeiro... E ainda sorrindo, ele abraça Kate pelos ombros, dá um beijinho na face dela e completa — E isto sem falar que ela é louca por mim.
Pronto. Ao dizer isto, não teve um que ficasse sem dar risada.
— Mas este meu noivo é confiado, né, gente? — ela sorriu o abraçou por trás e deu um beijinho na face dele e continuou — Hey, Rick, no dia em que você nasceu a "modéstia" estava em falta foi? E na falta de "modéstia" tá na cara que você veio com dose dupla de "atrevimento", não foi, Martha? — Kate se dirigiu à sogra e continuou sorrindo — É, Martha, só pode ser, porque nunca vi um sujeito tão convencido.
Sorrindo e entrando no clima da brincadeira, Martha comentou — Eu sempre achei isto, Katherine. Sempre achei isto. — ela fez uma pequenina pausa e prosseguiu — Mas, querida, olhe para ele... — Martha fez um gesto com a mão aberta com a palma para cima indicando o local onde o filho estava — Confesse... Ele é ou não é bonitão?
Todos se deliciaram com o comentário de Martha.
Rick continuou provocando Kate — Não foi isto, Kate, quando eu nasci eu ganhei dose tripla de charme e beleza. Só isso... Ah, meu bem, nós estamos entre amigos... Pode dizer que você me acha o máximo, que você me ama e não sabe viver sem mim.
Entre o riso de todos, inclusive o dela própria, Kate se levanta e sentencia — Olha gente, depois dessa eu vou embora. — continuou a sorrir — Vem, amor, vamos pegar nossas filhas e ir pra casa. Você tem que se aprontar porque seu vôo está marcado para as 18 horas.
Quando foram se despedir uma da outra, Kate e Antonella se abraçaram, trocaram beijinhos nas faces e Kate disse à nova amiga — Antonella, fiquei muito contente em te conhecer pessoalmente. Na quinta-feira, antes de você tocar no nome do Richard, eu já tinha gostado de você, pois tinha te achado muito simpática e agradável. Mas ainda bem que tudo se resolveu e podemos ser amigas.
— Pois é, Kate, o mesmo eu te digo, eu também gostei de cara de você. Te achei muito divertida e, no momento em que eu toquei no nome do Richard, eu te admirei mais, acredite, pois, mesmo sem eu saber o motivo da rusga, pois Richard sempre guardou para si estes assuntos, eu te achei uma mulher de fibra. Gostei.
Todos se despediram, prometeram trocar mensagens via WathsApp a fim de marcar novos encontros.
Malcon e Antonella foram de taxi para o Aeroporto. Recusaram carona de Javier, sob alegação de que não queria incomodar.
Richard, Kate e as meninas foram para casa em um taxi e Martha e Jim Beckett pegaram outro. Chegarem ao loft de Kate às 16 horas. Kate deixou o pai na varanda, rodeados de livros e revistas e mandou as meninas tomarem banho, instalando Alexis na suíte de hóspedes (que seria dela a partir daquele dia até a mudança para o novo apartamento) e tomaria banho sozinha, pois já era grandinha. Já as gêmeas, ficariam no próprio banheiro, e a pedido de Rick, seriam orientadas por Martha.
— Richard e Katherine vão se ajeitar que eu fico com as meninas. Não se preocupem.
Assim que Kate entrou na sua suíte, ouviu Rick trancar a porta e, rápido como quem furta, ele a agarrou, a carregou e a jogou na cama, caindo por cima dela, sem, contudo, machucá-la.
— Rick! — ela se assusta com o rompante dele, mas segundos depois já se encontra excitada com a espontaneidade e o modo como ele agia.
Antes de beijá-la, ele acaricia o rosto e os cabelos dela com as duas mãos e olha para ela como se fosse uma miragem. — Será que é loucura eu dizer que já não aguentava mais ficar sem te abraçar, sem te tocar, sem te acariciar e sem te beijar? — falando isto ele a beija com paixão, sem limites e, junto com ela, passam fazer a dança das línguas. Ora lambia, ora sugava, ora mordia, tudo na mais perfeita harmonia erótica.
Sem demora, ele abaixou uma alça do vestido floral dela e, junto da alça do vestido veio a alça do sutiã. Agora, ao invés de ser envolto pelo sutiã, o seio direito dela estava envolto das mãos quentes de Rick que, num piscar de olhos, já abaixou a outra alça, jogando longe o peça íntima e passando a acariciar ambos os seios.
— Mas você fez tudo isto na praça comigo, amor. Você me abraçou, você me tocou, me acariciou e me beijou.
Rouco de excitação, ele comenta — Eu não fiz isto na praça, Kate — ele passou a friccionar os mamilos e bicos dos seios dela com as pontas dos dedos, deixando-a acesa,- nem isto — continuando as carícias em um seio, ele passa a sugar, lamber, morder o outro, arranhando levemente com os dentes a pele sensível, causando arrepios. Afastando-se o suficiente para acrescentar — tampouco isto, querida.
Rick tinha a capacidade de causar efeitos contraditórios em Kate, pois ao mesmo tempo em que estava derretida de prazer, ela ficava acesa de tesão. Enquanto se deliciava em acariciar e sugar os seios dela, Rick levou sua mão direita à parte inferior da calcinha de Kate e, apalpando seu centro de prazer, ele a massageava e a provocava deixando-a completamente molhada e pronta para ele, quando, afastando para o lado a parte central da calcinha passa a acariciar e dedilhar o botãozinho saliente, deixando-a abrasada, fazendo com que ela movimentasse naturalmente seus quadris numa nítida demonstração do quanto estava querendo aquilo e ele não a deixou na vontade. Ele a saciou, introduzindo logo de partida dois dedos na sua cavidade úmida e macia, levando-a ao delírio, com movimentos fortes e alternados que ora invadia e ora recuava.
Muito excitada, Kate se ocupava em abrir o zíper da calça dele e libertar seu membro que já estava em sua forma gloriosa.
— Rick, eu quero você, agora.
— Já?
— Já. — ela arquejava — Não me faça esperar, Rick — ela se posicionava e se colocava ao alcance dele e ele, rapidamente, substitui seus dedos pelo seu membro e, numa estocada feroz, ela se apossa totalmente dela, ocupando todo o território de uma só investida, levando-a a soltar um pequeno gemido, anunciando não uma expressão de dor, muito pelo contrário, estava se deliciando de prazer.
Após a invasão, Rick passa a movimentar seu próprio quadris. Inicialmente, lento, encaixando-se e desencaixando-se em Kate para, em seguida, ir aumentando o ritmo, quando, por fim, já arremessava com uma violência calculada e, fazendo o movimento inverso, retornava a arremessar, cada vez mais forte até que ela foi premiada com um orgasmo majestoso, contudo, ele ainda continuava investindo com movimentos repetitivos e harmônicos, de forma enérgica, tornando a levá-la ao delírio e, por fim, depois de mais seis bombeadas vigorosas, ele chegou ao clímax, momento em que ela foi contemplada com o segundo orgasmo que a deixou trêmula.
A roupa de ambos estava grudada no corpo pelo suor, dado o esforço e movimentos eróticos realizados.
Assim que ele recobra as forças e sua respiração volta a ficar normal, Rick sai de cima de Kate e se joga sobre os travesseiros, trazendo-a para si, apertando-a e acariciando-a contra seu peito.
Após alguns segundos que estavam assim, agarrados, ele acaricia os cabelos dela e complementa seu raciocínio inicial quando diz — Pois é, eu não fiz nada disso na praça.
Com este comentário, ela ainda com a respiração irregular comenta — Vou confessar que apesar de ter desejado muito que você tivesse feito isto na praça, tenho que ser bastante prudente para dizer que ainda bem que não o fez, né, senão seríamos presos por atentado violento ao pudor. — sorriem.
— Minha camisa e minha calça estão grudadas no meu corpo e estão me incomodando. — Dizendo isto ele começa a retirar as peças, ficando completamente despido. De repente ele comentou — Estou sem meias e sem sapatos mas não me lembro de tê-los retirado. — ele sorriu.
— Já eu, ainda estou completamente vestida, exceto o sutiã que você jogou longe e nem sei onde foi parar. — ao terminar de dizer isto, ele a ajuda a tirar o vestido e deitam-se novamente, abraçadinhos; eles sorriram. Em seguida, ela levanta a perna e mostra os pés — Você não me deu tempo nem de tirar as sandálias, amor.
— Bem que você gostou. — ele sorriu ao ver que ela confirmou o que ele dissera.
— E podemos repetir isto a vida toda que não vou reclamar — ela sorriu e continuou — Eu juro!
Diante de tal comentário dela, ele girou o corpo, ficando sobre ela. Em seguida, ele se ajoelha e fica admirando as pernas dela, da coxa aos pés, fazendo carinhos — Adoro vê-la com suas sandálias de salto agulha, Kate. Isto me excita que você não faz ideia.
— Eu faço ideia, sim, amor. Melhor dizendo, não só faço ideia, como também estou vendo, alias, vendo e adorando. — Ela comentou isto ao visualizar que ele, apesar de ter acabado de fazer amor com ela, já estava rígido novamente.
Ele continua ajoelhado e continuava a acariciar as pernas dela, fazendo-a dar suaves gemidos. Depois ele estica o braço e pega um travesseiro bem gordo e o coloca por baixo dela, na região das nádegas, de modo a elevar aquela região. Em seguida, ele ergue as duas pernas dela e as coloca sobre seus próprios ombros e, após analisar todo o corpo dela e continuar fazendo carícias íntimas e ousadas, o que a levou a arquear o corpo. E neste momento ele, num impulso e com um só gesto, rasga a calcinha de renda dela e com a mesma agilidade, a invade com seu membro majestoso e, ainda ajoelhado, agarrando firme as coxas dela, movimenta-se vigoroso, a puxando e a empurrando de forma a facilitar seus próprios movimentos. As investidas eram profundas e tiravam gemidos dos dois e depois de mais alguns mergulhos profundos e poderosos chegam ao gozo, momento em que ele retira o travesseiro sobre ela e deitam-se coladinhos. Ficam calados.
Após alguns segundos, ele fica de lado, de frente para ela e, apoiando a cabeça com o braço, ele, acariciando os cabelos dela, fala — Meu bem, me desculpa...
Ela o interrompe — Por que, Rick? Desculpar por que, se eu adorei, amor?
— Porque nem tivemos muitas preliminares hoje...
Ela o interrompe novamente e, fazendo-o deitar-se sobre os travesseiros novamente, ela fica sobre ele e o beija, longa e apaixonadamente. Um beijo profundo e sensual. Ao final, ela fala — Eu gostei, Rick. Eu também estava precisando disto, assim mesmo como foi.
— Será que já estamos com saudade antes mesmo de eu viajar e por isto ficamos tão ansiosos?
Ela já saíra de cima dele e agora Kate estava sentada, encostada na cabeceira da cama. Rick estava deitado, o peito encostado no colchão, tendo a cabeça sobre uma das coxas dela dela. Os lençóis estavam espalhados e um pedaço cobria parte das nádegas de Rick. Enquanto ela, sorrindo feliz, acariciava as costas dele, ele acariciava suas coxas e as costas dela.
— Será? — ela também quis saber.
De repente, ele, divertido, comenta — Pelo menos a minha ansiedade não provocou efeito negativo, o que acabaria com nossa festinha particular, não é, amor?
Ambos sorriem.
— Por falar em festinha de despedida, Rick, acho melhor tomarmos banho porque já deve está próximo do horário do seu vôo.
Ele esticou o braço e consultou o relógio que estava no criado mudo do seu lado e levou um susto.
— Meu Deus! Temos que correr, senão eu não vou chegar à tempo.
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A partir dali tudo foi muito rápido. Tomaram banho e ele organizou suas coisas e pôs na pequena mala.
Antes de destrancar a porta da suíte, ele a puxou novamente e a beijou.
— Acho que esta vai ser a semana mais longa da minha vida, Kate. — Dizendo isto ele a beijou novamente. Já iam sair quando ele perguntou — Hey, já ia me esquecendo de perguntar, você notou algo diferente lá no parque...
Ela o interrompeu — Diferente com relação a que, Rick?
Ele piscou o olho para ela e disse — Nossos pais...
Ela sorriu e comentou — Ah, você também notou? Eu pensei que era coisa da minha cabeça. — sorriu.
— Ah, quer dizer que não foi só eu que notei. Achei que eles estavam de conversinha e algumas vezes, eles se ausentaram e nos deixaram ali com nossos amigos. — sorriu — Bem, não sei o que ficaram fazendo...
De repente Kate sorri e fala — Querido, será que temos que fazer igual a nossas filhas quando nos flagram nos beijando? Será que devemos falar "Eca!"
Ambos caem na risada.
— Até você, né, Kate, fazendo suas gracinhas... Está aprendendo comigo é?
Ambos continuam rindo, mas depois, ela fala — É, mas não vá dizer nada a eles porque senão, ao invés de ajudar, vai atrapalhar, ok? Sua mãe ainda é descolada, é super atualizada e tem a cabeça parecendo que é da nossa idade, ou da idade das gêmeas, não sei — sorri — mas meu pai é todo formal e se brincarmos com essas coisas, é capaz dele se retrair e parar o que mal começou.
— Ok!
— Promete, amor?
— Prometo!
Kate consulta o relógio e fala — vamos, amor
Saíram da suíte e perceberam que o andar de cima estava vazio. Desceram as escadas e encontrou as filhas lindas e arrumadas, sentadas, conversando com os avós. As maletas de Alexis, Martha e do Jim Beckett já estavam ao lado da porta.
— Todos prontos? — Rick pergunta.
— Sim, Richard, estávamos somente esperando vocês. — Martha comentou e deu um sorriso divertido, mas Rick não rendeu a conversa.
— Então já vou pedir um taxi.
— Não! — Kate fala. — Eu levo vocês.
— Não precisa, amor.
— Eu sei que não precisa, mas é que eu quero aproveitar um pouco mais de vocês. — Ela larga a mão dele e vai em direção a Alexis e a abraça e a beija na cabeça. — Minha bebezinha... Já estou com saudades, meu bem.
— Kate, nós somos quatro adultos e três crianças...
— Eu já falei, meu amor. Não se preocupe. O carro é grande e cabe todo mundo.
Rick se dá por vencido eles entram no elevador. Rick carregava a maleta dele e a de Martha.
Kate carregava a maleta de Alexis e Jim Beckkett carregava sua própria maleta.
Ao chegarem à garagem, Rick se depara com o suntuoso carro de sua noiva: uma SUV. Olhando para ela, Rick comenta — Realmente, bem que você disse para não me preocupar.
— Eu te disse. — ela sorri vai até ele, dá um selinho e entrega a chave do carro e pergunta — Você se importa em dirigir?
— Não. Você sabe que eu amo dirigir.
As maletas são acondicionadas na mala do carro, e todos se acomodam com tranquilidade, acionando seus respectivos cintos de segurança.
Rick dirige com maestria e muito rapidamente chegam ao aeroporto e estacionam o carro. Ele consulta o relógio e percebe que tem tempo suficiente para fazer o check-in e ainda para aguardar a chamada do vôo.
Feito o check in, eles não despacharam as maletas porque eram de tamanho reduzido e caberiam nos compartimentos sobre as poltronas.
Em seguida, eles procuram bancos próximos ao portão de embarque.
Rick se senta e coloca as gêmeas no seu colo, uma em cada perna e começa a conversar com elas — Princesas, o pai vai viajar mas não vai demorar. É como eu disse hoje cedo, nunca mais o papai vai viajar para demorar. Eu vou viajar mas volto logo.
As meninas o abraçam pelo pescoço e Rick sente pela respiração delas, que ambas estão próximas do choro, então ele cuida de distraí-las puxando assuntos divertidos.
Kate estava ao seu lado e mantinha Alexis, mesmo já grandinha, no seu colo.
Richard começa a distrair as meninas — Alexis, meu amor, conte aí quem foi que mais se divertiu lá no parque. Foi você, foi a Bia, foi a Annie, foi a Estelita ou foi o Juan?
Pronto, como num passe de mágica a tensão se dissipou e as meninas passaram a relatar as brincadeiras, com riqueza de detalhes. Riam a cada segundo enquanto narravam os momentos divertidos. Após terminar este assunto, ficaram conversando sobre o revezamento das viagens semanais entre Nova York e Washington, D.C.. Uma semana seria Rick que viajaria com a Alexis para Washington, D.C. e na outra seria Kate que viajaria com as gêmeas para Nova York. Mas o tema foi abordado de forma bem divertida. Rick falou que iria preparar uma suíte para as gêmeas e Kate disse que iria preparar para Alexis aquela suíte que ela usara para tomar banho.
Conversaram sobre as cores preferidas para arrumar os quartos e assim, o tempo passou e as crianças ficaram relaxadas.
O vôo foi anunciado e, assim que Kate ouviu o serviço de som anunciar o vôo de Rick, seu coração ficou apertado.
Todos se levantaram. Kate se despediu do pai e da sogra, beijando-os.
Kate carregou as gêmeas para que elas pudessem beijar e abraçar os avós. Depois Kate abraçou e beijou Alexis, prometendo que ela iria fazer o possível para a suíte dela ficar linda. Para relaxar, Kate disse que mandaria pelo WhatsApp as fotos, ao que a menina disse — Não Kate, deixa ser surpresa. Eu adoro surpresas boas, tá certo? Eu sei que vai ficar lindo. Você tem bom gosto. O seu apartamento é lindo.
Kate corrigiu a garotinha — Querida ele não é mais o "meu" apartamento, ele agora é "nosso" apartamento, tá certo?
As irmãs se abraçaram e prometeram telefonar durante a semana.
Rick não carregou as gêmeas para evitar que elas se emocionassem, então, de forma divertida, ele se despediu delas. Kate deixou as gêmeas com os avós e com a Alexis e se afastou um pouco com Rick para se despedirem.
Contudo, no momento em que Kate ficou frente a frente com Rick e olhou nos olhos dele, ela não conseguiu se segurar. Mesmo respirando fundo e engolindo em seco, fazendo o máximo esforço, não deu outra, as lágrimas teimaram em escorrer. Ela jogou os braços em volta do pescoço dele e começou a soluçar.
Hey, moça. Pssssss!!!! — Rick, amoroso, fazia chamego nos seus cabelos e nas suas costas — Não fique assim amor. Se você continuar assim, quem não vai conseguir se segurar sou eu. — ele sorriu, a fim de tentar animá-la.
— Ai, Rick, é tudo muito difícil — ela soluçava — tudo agora me veio à cabeça. Quando eu tive que ir embora de Nova York, sem saber se te veria novamente. Eu pensei que não ia aguentar. — ela deu um pequeno beijo nele.
— Pssssss, amor! As coisas agora são diferentes. Você sabe que estamos bem e que nos veremos dentro de uma semana. Eu prometo! Você sabe que eu te amo e que nunca mais vou sair da sua vida — e para relaxar fez uma gaiatice — Ai de você se não quiser mais voltar para mim.
Ambos sorriram.
Ele levantou o queixo dela e a beijou. Um beijo leve e doce, cheio de promessas.
— Hey, amor — Richard falou — Não e para você chorar não, mas eu quero que você saiba que há muitos anos que eu não tenho dias assim tão felizes. Aliás, para ser mais exato, há seis anos que eu não sou completamente feliz e graças a você, consegui encontrar meu ponto de equilíbrio. Eu sei que não devemos procurar a felicidade no outro, pois devemos tê-la dentro de nós. Não devemos colocar no outro a responsabilidade de nos fazer feliz. Eu sei disto, mas não vou negar que a minha felicidade se completa quando eu estou perto de você. — ele deu uma pausa e percebeu que ela estava quase chorando novamente, então tratou de descontrair. — E para ficar mais completa ainda é só eu ter a Alexis, a Bia e a Annie ao meu lado. E, em breve, esse moleque que está aí dentro desta sua barriga. — brincou.
Rick acertou em cheio, pois assim que ele se referiu ao "moleque" ela deu um salto e arregalou os olhos — Rick, nem brincando fale isso. Ainda não estou pronta.
— Hey, moça, ninguém nunca está pronto. Nunca é o momento certo, mas também nunca é o momento errado. — ele deu um leve selinho nela — Então, querida, trate de se acostumar, porque ninguém sabe o que o futuro nos reservou. E só para o seu conhecimento, hoje à tarde fizemos amor duas vezes e as duas vezes não nos prevenimos. E por falar nisto, você bebeu champanhe e não devia, pois talvez você esteja grávida e gravidez e bebida alcoólica não são compatíveis.- ele falou sério, mas sorriu.
Kate queria encerrar o assunto, pois não se sentia confortável. Então, nervosa, ela falou — Richard, seu vôo já chamou. Você vai terminar perdendo o avião.
— Puxa amor, será que vai ser tão ruim assim se você estiver grávida de um bebezinho meu? — ele falou realmente magoado.
— Não é isso, amor... Não é isso... Me dê um tempo... Eu só peço isto. Me dê um tempo. — Ela deu um selinho nele e sorriu de leve.
— Kate, eu vou te pedir uma coisa e preciso que você me atenda.
— O que é, Rick.
— Se não for pedir muito, eu queria que você não pegasse pílula anticoncepcional com a Lanie. Por favor.
Ela o olhou desconfiada e perguntou – Porque?
— Porque eu preciso ter outro filho com você, Kate. — ele foi direto — Não que uma nova gravidez vá trazer de volta os momentos que eu perdi com a gravidez das gêmeas. Não é isso, pois sei que isto é impossível. Mas eu preciso ter você grávida. Eu preciso sentir a ansiedade de esperar o resultado positivo do teste de gravidez da farmácia e o teste do exame de sangue. Eu preciso ver sua barriga crescer. Eu preciso fazer carinho na sua barriga. Eu preciso ver se você vai ter desejo e me deixar louco, e eu ficar desesperado para sair pela madrugada a fim de tentar encontrar as coisas que você desejar; eu preciso passar pela ansiedade do momento da bolsa estourar e te levar para a maternidade e ficar com você na sala de parto, apertar sua mão, te dar forças e esperar ao seu lado o momento em que o bebê vai nascer e chorar pela primeira vez. Eu quero sentir a emoção de ver você amamentando o meu bebê. Eu preciso não só saber, mas passar por uma gravidez ao lado da única mulher que eu amei, que eu amo e sempre vou amar. — comovido, Richard faz um carinho no rosto de Kate.
Eles se olham e Rick passa levemente a mão sobre a barriga chapada dela. Eu preciso fazer isso por nove meses. Eu preciso que você saiba que poderá contar comigo para qualquer coisa, não importa o que seja, não importa nada nem ninguém. Portanto, pense nestas coisas que eu estou te dizendo antes de pedir a Lanie qualquer medicamento contraceptivo. Pode deixar que eu cuido disto. Nas próximas vezes em que fizermos amor, se você quiser, eu me previno. Pode deixar que eu vou saber esperar seu tempo. Pode deixar que eu vou usar preservativos. Eu prometo. — Ele deu um selinho rápido nela.
Neste momento, algo tocou no coração de Kate e, instintivamente sua mão procurou a mão dele que ainda se encontrava na sua barriga.
Ela respirou fundo e falou com toda sinceridade — Está bem, amor. Pode ficar tranquilo que eu não vou pedir a Lanie nenhum tipo de anticoncepcional. — ela deu um suave sorriso, demonstrando todo o amor que tinha por ele – Nenhum.
Ele abraça Kate e a aconchega no seu peito.
O serviço de som anunciou — "Última chamada. Passageiros da Delta Air Lines, vôo 2726, das 18:00 horas, com destino a Nova York, fineza se dirigirem à sala de embarque doméstico. Embarque imediato, portão 20."
De mãos dadas todos seguem juntos ao local determinado pelo serviço de som. Ele dá um beijo em cada uma das gêmeas e o último selinho em Kate e comentou acerca da previsão de chegada em Nova York — No entanto, você sabe, tem o tempo do avião taxiar e outros contratempos. Mas assim que eu puder eu te ligo.
— Sim. — ela fala.
O portão de embarque ficava bem ao lado do local onde Kate ficou parada com as gêmeas. Rick já estava passando pelo portão, quando parou, girou o corpo na direção dela e fala — Até semana que vem, Kate. Eu te amo.
Eu sei. — sorriu — Eu também te amo. Até semana que vem, Rick.
— Eu também sei.
E simultaneamente, ambos falam – Always.
E de mãos dadas a Alexis, Rick, ao lado da mãe e do sogro, entra na sala de embarque, com a promessa de reencontrar com Kate na semana seguinte.

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