Amor de Ontem, Hoje e… Sempre⏳⌛⏳
44 A linda família de Malcon e Antonella
Notas iniciais
VOANDO PARA NOVA YORK
Antonella e Malcon estavam relaxando e tomando vinho na sala de estar do lindo apartamento onde moravam.
O vôo fora agradável e as crianças dormiram assim que o avião decolou.
Apesar de cada criança ter a sua própria babá, tanto Antonella quanto Malcon amavam ficar com os filhos nos horários de folga.
Durante o vôo, por exemplo, tanto Charlie quanto Susan, ficaram o tempo todo no colo dos pais. Charlie primeiro ficou no colo da mãe e depois se jogou para o pai, momento em que Susan, que estava no chamego com o pai, foi para o colo da mãe, onde continuou a ser acarinhada.
Assim que a família se acomodou na larga e macia poltrona da primeira classe do avião, Charlie estava esperto, e balbuciava sílabas soltas, talvez alguma coisa que ele quisesse dizer, mas, como ainda não sabia falar, então ficava difícil manter a conversa, fazendo a mãe sorrir toda boba de amor por ver que seu garotinho queria conversar.
Ela o colocou sentada sobre seus joelhos, de frente para ela e o segurava pelas mãos.
Sorrindo, Antonella cutuca o braço do marido e fala baixinho — Querido, ele que falar, veja que fofura...
O casal ria com todas as pequenas coisas que seus filhos faziam.
Antonella continuou prestando atenção ao filho e passou a falar com o pequenino. — Você gostou de brincar com as crianças lá no parque, meu amor?
Antonella não sabia se ele entendia, sabia apenas que ele queria responder. Ele olhava a mãe e articulava algumas das últimas sílabas de palavras que Antonella acabara de falar. — ..."mor"!
— Isso querido, "amor"! Você é o "amor" da mamãe!
— "Mãmã". — ele balbuciava e sorria para a mãe, na certeza que estavam conversando.
Neste momento, para alegria de Malcon, Charlie olhou para o pai e balbuciou — "Papá".
Sorrindo, cheia de orgulho por seu filhotinho estar se desenvolvendo, Antonella comentou — Isto, querido, "papai". — Antonella olhou para o marido que também estava todo sorridente e de olho em Charlie. Ela, então, comentou. — É, Charlie, este é o seu "papai". Papai" — repetiu.
Mal Antonella terminara de falar, Charlie jogou seu corpinho em direção ao pai e, a mãe soltou suas mãozinhas e ficou o segurando pela cintura. Bastou ele ter suas mãos livres para jogar seus bracinhos para o pai, indicando que ele queria ir para o colo do pai — "Papá", "papá".
Antonella dirigiu-se para Susan e falou — venha minha princesa, venha ficar com a mamãe.
Então as crianças foram trocadas de lugar. Charlie foi para o colo do pai e Susan foi para o colo da mãe e aí ficaram conversando.
— Princesa, você gostou do passeio? — fazendo carinho nos sedosos cabelos da filha, Antoella, sorrindo, puxou assunto com a garotinha.
— Gostei, mamãe. Foi bom. Eu brinquei com a Alexis. Ela é grande e eu gosto da Alexis.
— A Alexis ficou com você no brinquedo, não foi? A mamãe viu.
— Foi, mamãe.
— E você também brincou com as outras menininhas. Você lembra os nomes delas?
— Não, mammy. Eu esqueci.
— Tem a Estelita, tem a Bia e a Annie.
— É. Eu gostei delas, mamãe. E o menino? Eu não lembro o nome dele.
— O nome dele é Juan.
E continuaram conversando. Assim que o avião começou a taxiar, as duas crianças já estavam bocejando e se acomodando nos braços dos pais.
Tentando achar uma melhor posição nos colos dos pais, ambos ficavam se aconchegando até que o sono os venceu e dormiram.
As babás estavam sentadas nas duas poltronas paralelas às de Malcon e Antonella e assim que o avião alcançou altura suficiente, estabilizou o vôo e apareceu o aviso luminoso, autorizando os passageiros a desafivelar os cintos de segurança uma das babás falou com Antonella — Dra. Symens, pode me entregar a Susan que eu carrego ela. — A outra babá também se ofereceu para carregar e acalentar o Charlie.
Com delicadesa, Antonella recusou — Oh, queridas, obrigada, mas agora não. Vamos ficar mais um pouquinho com eles. Eles estão uma delícia! Depois nós os entregaremos a vocês, ok? — esboçou um sorriso aberto e estreitou Susan nos seus braços, beijando-a na cabeça. Da mesma forma, Malcon agradeceu, mas disse que ficaria também mais um pouco com seu garotinho.
O casal dirigia aos filhos um olhar doce. Antonella comentou — "Il mio amore, i nostri bambini sono molto belle."
Malcon virou seu rosto em direção à esposa e, dando um leve selinho, completou — "Il vero amore mio. I nostri figli sono belli."
EM NOVA YORK
A viagem foi rápida e assim, chegaram em Nova York.
Após todos estarem instalados em casa, as crianças foram colocadas nos seus respectivos aposentos, as babás haviam se recolhido e, após o casal tomar banho, Antonella e Malcon foram para a sala de estar degustar um bom vinho.
Antes de se sentarem, Malcon serve vinho para os dois, deixa as taças sobre a mesinha de centro e beija sua esposa. Um beijo apaixonado. Ao final do beijo eles se abraçam e, de mãos dadas, se sentam no confortável sofá.
Antonella tomou um gole de vinho, olhou para o marido e analisou — Amor fiquei impressionada! Que linda a Kate, não é, amor? Que olhos! Uma mistura de verde com castanho...Ela é muito linda e charmosa! E que classe!
— Também achei, amor. E você viu o Richard... Todo feliz. — sorriu contente ao falar do amigo.
Alegre, Antonella comentou — Graças a Deus que eles se encontraram... Olha, eu nem acredito.
— Nem eu. — Malcon concordou e concluiu — Mas estou muito contente que eles se reencontraram. Eu também ainda nem acredito.
— Parece que foi Deus que me orientou para eu sugerir o nome dela para ser a advogada no caso que envolvia a “NICE CLOTHES".
— É mesmo, querida. Foi Deus mesmo. Só pode... Mas vou te dizer uma coisa, eu não via a hora do Richard encontrar um amor. — Malcon recebeu um olhar curioso da esposa.
— Eu também. Não é que eu esteja me queixando dele. Ele sempre foi um cara gentil com todos na fábrica, todos mesmo, sem distinção de cargo ou condição social, e por isto mesmo é que queria que ele encontrasse uma mulher que o valorizasse como ele merece.
— Nem me fale isso. Um cara rico, bem apessoado, educado... Eu estava com receio dele cair nas mãos de alguma interesseira e ela pintar e bordar com ele.
— Prá você ver. Se você, homem, pensa assim. Imagina...- Antonella fez uma expressão facial que concordava com o marido — E você está certíssimo, o que mais tem são pessoas interesseiras e sanguessugas, atrás de pessoas como o Richard. Mas ainda bem que o anjo da guarda dele e o anjo da guarda dela arquitetaram o encontro — Antonella sorriu — Pois é, os anjos arquitetaram e fizeram com que o casal se encontrasse e o amor deles, como num passe de mágica "plim!" ressurgiu. Não sei se é porque eu sou romântica... Mas estava estampado na cara dos dois que eles estão apaixonadíssimos. Ela olhava para ele com um amor que eu fiquei emocionada, Malcon. A Kate é uma fofa. E o melhor, querido, é que ela não é só uma mulher bonita por fora. Pelo pouco que eu vi dela, percebi que ela é bonita por dentro também. Ela tem um olhar verdadeiro, uma voz firme, não é daquelas que ficam titubeando, sem saber ao certo o que quer... E tão carinhosa com o Richard. Uma fofa, amor! Ela é uma fofa. Gostei dela e espero que nossa amizade amadureça.
— Eu percebi a mesma coisa que você, querida. E, pode apostar: O Richard vai fazer das tripas coração para fazer o relacionamento dar certo. — recebendo um olhar indagador da esposa, ele explicou — Não estou botando gosto ruim, Antonella. Eu estou apenas pensando que relacionamento à distância é difícil. Mesmo que esta distância seja bem curta, como é o caso deles: Ele mora aqui em Nova York e ela em Washington, D.C.. Mas estou torcendo para dar certo e que nada os atrapalhe e que esta distância geográfica não seja um obstáculo para o amor deles.
— Nem quero pensar em nada negativo. A distância não vai atrapalhar. Não! Eu até já posso ver mais adiante... — Antonella lançou um olhar sonhador... — Estou vendo os dois casados e muito felizes. — ela uniu as duas mãos em sinal de "pedindo ajuda a Deus" — Se Deus quiser. — sorriu — Se Deus quiser vamos neste casamento.
Antonella se levanta, vai até a estante e pega um porta retrato e retorna ao sofá e se senta novamente ao lado do marido e entrega o objeto para que ele veja a foto.
— E espero que eles tenham uma festa de casamento tão linda como foi a nossa. — Antonella comenta, romântica.
— E que sejam felizes como nós somos — disse isto e dá outro beijo na esposa.- E ainda iremos para o batizado dos filhotinhos deles que vão nascer.
— Hey, você acha que eles ainda vão querer mais filhos? Eles já têm três. — fez uma cara de assustada — Três já é de bom tamanho.
— Eu sei. Três é um número bom. Mas é que eles têm três filhas e eu acho que o Richard é louco por um menino. — ele piscou para a esposa — Ai, amor, não me olhe assim... Você bem sabe... Quando ele encontra com o nosso Charlie, você vê que ele fica todo bobo e sempre se refere a ele como "garotão do titio" e ele já comentou comigo que o Charlie vai ser meu companheiro para ir ao jogos de basebol. Então, eu presumo que ele tem vontade de ter um menino, a quem ele vai chamar de "garotão do papai".
Antonella presta atenção ao que o marido acabara de dizer e, concordando, fala — Você tem razão... Vamos ver, né?
Malcon coloca sua taça vazia na mesa de centro, pega a taça das mãos da esposa, a coloca no mesmo lugar e, em seguida, gentilmente, ele a ajuda a se levantar, a abraça por trás e, sedutor, sussurra ao ouvido dela- Hey, "l'amore della mia vita", — ele fala com ela em italiano, o idioma natal dela — , as crianças estão dormindo, que tal pararmos de falar na Kate e no Richard e passar a falar sobre nós? — ao dizer isto ele a beija no pescoço, deixando-a excitada.
Em resposta, Antonella, excitada, sussurra — Ao invés de 'falar' de amor, "amore mio" que tal irmos para o quarto e 'fazer' amor, querido... Daí a gente termina o que estamos começando aqui.
Com um olhar sedutor, Malcon pega a mão da esposa e a leva à suíte deles. E, apaixonado, ele vai murmurando pelo caminho — "sono pienamente d'accordo"
Assim que chegaram ao quarto, Malcon a coloca gentilmente na cama e, apaixonado, passa a seduzí-la com palavras e carinhos, beijando-a pelo corpo todo, iniciando-se pelo vão dos seios.

Após algum tempo, estavam na cama, completamente concentrados apenas um no outro.
Nada mais passava pela cabeça deles, a não ser o amor, a paixão e o desejo que sentiam um pelo outro.
Naquele momento, as emoções e sentimentos eram traduzidos por ações... Por gestos... e por palavras.
— "io te voglio tanto bene"— Malcon sussurrava ao ouvido da esposa.
— "Amore mio." — Antonella também sussurra.
Abraçando-a e fazendo carinho por todo corpo da esposa, Malcon fala — "l'amore della mia vita"
Rouca, Antonella correspondia aos avanços do marido — "Voglio che tu, ora, l'amore. Vieni, fare l'amore con me"— em seguida, ela continuou pedindo— "Ti voglio dentro di me... Ora, l'amore..."
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TRADUÇÃO DOS DIÁLOGOS EM ITALIANO DO CASAL:
"Il mio amore, i nostri bambini sono molto belle."-> Meu amor, nossos filhos são lindos.
"Il vero amore mio. I nostri figli sono belli." -> Verdade, meu amor. Nossas crianças são lindas.
"sono pienamente d'accordo" —> Eu concordo totalmente
"io te voglio tanto bene" -> Eu te amo tanto
"Amore mio." -> Meu amor.
— "l'amore della mia vita" —> Amor da minha vida
"Voglio che tu, ora, l'amore. Vieni, fare l'amore con me" -> Eu quero você, agora, amor. Venha, fazer amor comigo
"Ti voglio dentro di me... Ora, il mio amore..." — "Eu quero você dentro de mim ... Agora, meu amor ..."
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