Amor de Ontem, Hoje e… Sempre⏳⌛⏳
55 ... os dias vão passando...
Notas iniciais
... OS DIAS VÃO PASSANDO...
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Duas semanas... Três semanas...
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... ALMOÇO ENTRE AS DUAS AMIGAS...
Lanie chegara ao restaurante italiano com cinco minutos de antecedência do horário previamente marcado com Beckett, pois pegara o trânsito livre.
Este almoço era o que se podia de chamar de tradição... Almoço das BFF... que se repetia há mais de quatro anos.
Assim que se instalou na mesa, a médica fez o pedido da entrada e dos drinks.
O garçom ainda não tinha trazido as bebidas, quando Kate chegou, linda e maravilhosa, com tailleur finíssimo... Ela foi ao encontro de Lanie, que se levantou para cumprimentá-la.
Após trocarem beijinhos e abraços, ambas se sentaram.
— Oi, Lanie. Faz tempo que você chegou?
— Não... Tem uns cinco minutos, apenas peguei um trânsito ótimo. Livre, livre.
Torcendo a boca em sinal de queixa, Kate comentou — Bem... Não posso dizer o mesmo – fez uma pequena pausa – Ainda bem que tive a sorte de pegar um táxi, cujo motorista estava antenado na rádio que dava dicas para escapar de engarrafamentos. — suspirou demonstrando alívio por ter conseguido chegar — Pois é, cheguei agora somente porque o tal motorista fez um caminho alternativo, e com isso, evitou os congestionamentos... — Kate sorriu — Mas vamos deixar de falar sobre o trânsito, né?
— É mesmo. — Lanie concordou e olhou atentamente para a amiga — Hey, Kate, onde estão seus belos cachos?
— Amiga, lavei os cabelos e não tive tempo de fazer os tais cachos que você tanto gosta. Aliás, eu também gosto... me deixa com a aparência mais leve — sorriu e, passando os dedos por entre as mechas dos seus cabelos, ela perguntou — Não gostou como estão?
— Tá de brincadeira né, Kate? — sorriu — Menina, com ou sem seus famosos cachos, você é linda de qualquer jeito.... — sorriu.
— Aaahhh!!! Tá bom... — modesta, Kate caçoou, não levando muito à sério o elogio da amiga. Vendo que não havia nenhum petisco na mesa e que Lanie estava sem beber, perguntou — Hey, mas me diga aí... você ainda não fez o pedido das nossas bebidas e da entrada antes de partirmos para o almoço?
— Oh! Eu já fiz sim...
Kate interrompeu a amiga e a questionou sorrindo — Você pediu um dos meus preferidos, não foi?
— Bem... — sorridente, a médica piscou o olho para a amiga — Bem..., eu pedi, amiga. Pedi o mesmo drink para nós duas, "Mojito de Piña"..., — e fez uma carinha de 'culpada' e com um tom oscilante, ela continuou... — mas eu fiz uma pequena alteração... — deu ênfase nas palavras “pequena alteração”.
— Huuummm? — indagou Kate sem entender o que a amiga queria dizer com "alteração"... — Você disse "pequena alteração"? Como assim, Lanie?! Explica melhor aí...
Antes mesmo da médica responder, o garçom chegou com o pedido. Primeiro pôs uma travessa-petisqueira com "carpaccio de carne" em torradas, com mostarda, alcaparras e lasquinhas de queijo e, em seguida, serviu os drinks para cada uma delas.
(receita do drink: rum dourado, suco de abacaxi, fatias de abacaxi, rodelas de limão, vários raminhos de hortelã verde, açúcar e gelo moído)
Diligente, o garçom perguntou se elas já queriam fazer o pedido da refeição principal naquele momento, mas elas recusaram. Elas o chamariam mais tarde.
Assim que ficaram a sós, ambas passaram a bebericar o drink, sendo que Lanie estava atenta ao momento em que Kate iria provar a bebida o dela...
Como a médica previra, no exato instante em que Kate experimentou seu drink, após o primeiro gole, fez uma cara de que algo estava errado e, fina, se dirigiu a Lanie falando baixinho — Amiga, o bar man errou o meu drink... O seu está certo?
Ainda com cara de "culpada", Lanie assentiu — O meu está ótimo! Quanto ao seu...
Sem dar tempo da amiga concluir a explicação, Kate já erguia a mão para chamar o garçom, mas foi imediatamente impedida por Lanie.
Sem entender o que se passava, Kate indagou — O que foi? — continuando sem entender, Kate informa — Amiga, tá tudo bem. Pode deixar... Você me conhece... Não sou de fazer "barraco"... — sorriu — Eu só vou chamar o garçom e comunicar a ele que houve um pequeno equívoco no meu drink... Com certeza o bar man se esqueceu de acrescentar o rum. Simples assim...
Olhando fixamente para Kate, Lanie falou de forma amorosa, porém firme — Querida, você pode por favor me deixar terminar de falar?... Estou tentando te explicar o que está acontecendo e você, impaciente, não deixa... Fica me cortando...
Mais uma vez Kate interrompe a amiga e pergunta – Quer dizer que você está envolvida nesse negócio do bar man "errar" meu drink? É isto mesmo que eu entendi?
Mordendo o canto inferior dos lábios, como se estivesse agoniada, Lanie disse – Posso, por favor, falar? A senhorita permite? — brincou.
Divertida, Kate apertava e torcia os lábios, demonstrando que estava esperando uma explicação plausível, Kate falou — Tá bom! Tá bom! Diz aí, Lanie. O que é mesmo que você quer me falar? Explica... Estou esperando... Mas me explica direitinho... — sorriu.

Lanie fez uma expressão no rosto e na boca de quem fez travessura.
Lanie começa a explicar — Querida, o bar man não errou seu drink... e ele também não se equivocou... — percebendo que Kate ia interrompeê-la, Lanie a impediu, e continuou — Fique você sabendo querida, que eu mesma orientei ao garçom para dizer ao bar man que o seu "Mojito de Piña" devia ser sem álcool mesmo.
Franzindo a testa em sinal de dúvida, Kate disse — Ops! Eu ouvi certo? Não estou entendendo, Lanie. Você agora vai me policiar com relação a quantidade de bebida que eu tomo? — continuou sorrindo — Não vai ser um drink que vai me impedir de trabalhar à tarde. Helooo!!! Quer dizer que eu não posso tomar álcool, mas você pode...
Mesmo sorrindo, Lanie constatou que Kate estava a um ponto de ficar nervosa, então percebeu que tinha que falar de uma vez só e pronto, então jogou a bomba — Muito simples, Kate. Preste atenção: O meu drink veio completo porque EU posso tomar meu drink com álcool porque eu não estou grávida, já VOCÊ....
Kate não se aguentou com aquela declaração da amiga e comeou a sorrir divertida, mas logo depois, Kate declarou com ironia — Dra. Lanie Parish, eu não sabia que você fazia teste de gravidez só de olhar para suas pacientes. — Kate debochou e em seguida continuou em tom divertido — Amiguinha, pela milésima vez eu vou te dizer: "eu não estou grávida", eu não estou sentindo nenhum sintoma típico de gravidez, eu não...
— Pode parar, Kate. Pode parar. — apesar de falar baixinho para os outros clientes não ouvirem, Lanie explicava de forma enérgica — Kate, este seu discurso já está cansativo, querida. Eu já te disse milhões de vezes que uma gravidez nunca é igual a outra, portanto, até que me prove o contrário, vou tratá-la como gestante e pronto. — piscou divertida — A médica aqui sou eu e na condição não só de sua médica, mas também de sua amiga, vou dizer uma coisinha: fique você sabendo que na minha frente, você não coloca uma gota de álcool na boca até que me prove que não está grávida. Tenho dito. — concluiu.
Entendendo o ponto de vista da amiga, Kate tentou argumentar — Mas Lanie, eu não estou grávida...
Com os olhos semicerrados, a médica disse — Sério, Kate? Você vai continuar nisto? — fez-se um curto silêncio e, em seguida, Lanie falou bem mansinho, com um tom leve de quem estava pedindo um favor — Oh, meu Deus! Eu já te disse, querida... Vamos fazer logo um exame de sangue, ou mesmo um teste de farmácia. Tão simples... Aí, se confirmar que você não está grávida, eu me calo e você fica livre para beber até cair. — sorriu.
Ambas riram da forma como Lanie concluiu seu sermão.
— Ah, Lanie — Kate ria. — Só você mesma para me fazer rir depois desta bronca...
— Então...
De forma leve, Kate pediu de forma teatral — Agora eu posso falar? — e depois explicou — Lanie, eu também já te falei milhões de vezes que eu prometi ao Rick que só faria teste ou exame de gravidez se ele estivesse comigo, ao meu lado, no momento do exame. Eu já te disse, amiga, que ele quer participar desde o primeiro momento da minha gravidez... — vendo que Lanie fez uma carinha divertida no momento que ela falara "minha gravidez", Kate fez uma pausa e sorriu — corrigindo... deixa eu explicar melhor... e pare de fazer esta cara, Lanie... — soriu — ... o Richard quer participar desde o primeiro momento “no dia” em que eu suspeitar que estou grávida. "No dia...", entendeu Dra. Lanie Parish? — deu ênfase ao dizer "no dia"— Mas, como eu te amo e prezo muito sua amizade e sua preocupação com a minha pessoa... — sorriu — e, respeitando o seu ponto de vista, eu vou seguir tomando este drink — pegou o drink e deu um gole — vou seguir tomando "este" drink sem álcool... Quase um suco... — sorriu.
— É assim que se diz, amiga...
— Mas é só hoje, Lanie. Só hoje.
As amigas riram e passaram a se servir das torradas com "carpaccio de carne" e depois fizeram o pedido do prato principal.
Como sempre, o almoço seguiu tranquilo, com as amigas conversando sobre filhos, trabalho, viagens... e assuntos do cotidiano.
Perto de terminar a refeição, Lanie se lembrou de um assunto — Kate, você o o Richard já escolheram a data para o casamento? Já sabem se vão se casar aqui em Washington, D.C. ou em Nova York? — vendo que Kate fez cara de paisagem, Lanie continuou — Sim, querida. Não me olhe assim... Estou perguntando isto porque eu sei que vocês estão loucos para assinar estes papéis... tipo, "Katherine Beckett Rodgers"... O Richard então, tá que tá, que eu sei... — sorriu divertida — Amiguinha, você tem muita coisa para resolver sobre o casamento e até agora não vi você mexer uma palha... Você ainda não tomou nenhuma providência. Repare bem: Igreja, data, local e horário da festa. O melhor a fazer é você contratar uma empresa de cerimonial para organizar tudo, porque você não vai poder cuidar dos seus processos, das audiências e dos clientes ao mesmo tempo que tem que cuidar dos preparativos para o seu "grande dia"... — sorriu — E tem mais, depois que escolherem o local, o horário e o tipo da cerimônia religiosa, você terá que escolher o vestido de noiva e as roupas das daminhas... Entendeu, garota? Ouça a voz da experiência. Eu já passei por isto e te digo: dá um trabalho danado, viu? Vá por mim... Eu tive que contratar uma Cerimonialista, porque ou eu bem atendia meus pacientes e dava meus plantões ou eu bem cuidava do casamento e, muitas vezes, os horários para tratar dos assuntos se chocavam... Não é barato, mas é um dinheiro muito bem empregado. Acredite.
— Lanie, ainda não decidimos quase nada... Não temos assim uma data certa, nem local e muito menos horário do casamento. Quanto ao tipo de cerimônia, eu tenho pensado em algumas coisas, mas vou amadurecê-las e trocar ideias com o Richard... Mas uma coisa já sabemos... Só poderemos casar depois que terminar o ano letivo das crianças...
Interrompendo-a, Lanie perguntou — Entendi... Entendi... Mas, e sobre o local onde vocês vão morar, querida, já decidiram?
— Já é quase certo que moraremos aqui em Washington, D.C.. Tipo... 99% de chance de morarmos aqui.
— Oh meu Deus! O homem tá apaixonado!!!! Vai mudar a vida e toda a rotina dele por sua causa... Amei isto, amiga. Amei!!! Você merece ser amada. Fico muito feliz por você. Você é incrível!
— Lanie, eu não queria tocar neste assunto, mas, como somos mais do que amigas, posso te dizer uma coisa... Não quero ficar aqui chorando pitangas... Não queria ficar aqui me lamentando... Longe disto. Mas não posso deixar de registrar que se há seis anos, o Richard não tivesse agido da forma como agiu, ele agora não estaria mudando tudo... Não é isso mesmo? Ele fez uma escolha e agora vai pagar o preço. — Kate apertou os lábios, demonstrando que sentia muito o que havia acontecido com eles — Então, se ele agora entendeu que errou e que quer ficar comigo do mesmo jeito que eu quero ficar com ele, então amiga, o jeito é vim atrás de mim.... Há seis anos, quem foi que mudou toda a rotina e toda a vida, eihm? Eu!! Euzinha aqui. E eu mudei de cidade não porque eu quis. Eu mudei porque não vi saída. Então, agora é a vez dele. Muito justo. Mas você me conhece, né, eu não vou para Nova York por birra... Você entende não é? Eu não sou infantil, muito menos mesquinha, até porque eu amo o Richard. Amo muito. Amo como nunca pensei que o amaria. E agora está tudo bem. Estamos bem. Acho que tudo que aconteceu há seis anos, serviu para o amadurecimento de nós dois.
— Isto, querida. Eu te entendo. E é óbvio que eu vejo que você não faz isso por birra. Eu sei... Até porque você não é pequena... Você é nobre.
— E mesmo sem eu tocar neste assunto com ele, toda essa coisa referente a nossa separação há seis anos..., ele entende o meu ponto de vista. Prá você ver.... Ele analisou comigo que a maioria dos meus clientes está aqui e, cá prá nós, Lanie, a minha pasta de cliente, graças a Deus, é muito grande... O meu escritório de advocacia tem contrato fixo com dezenas de empresas daqui de Washington, D.C. e não vou entregar assim, de mão beijada, para outros advogados o que levei anos para construir... e o meu trabalho é exclusivamente no local onde os clientes estão. Eu sou boazinha, legalzinha e tudo o mais, contudo, não sou tola e não vou jogar fora anos do meu trabalho... Imagina! Tem ainda minhas idas diárias ao Fórum. Tenho reuniões diárias com clientes e tem também as reuniões nos escritórios de outros advogados para falarmos de processos. Tudo o que se refere ao meu trabalho, é aqui. Então, se eu fosse morar em Nova York, eu teria que fazer ponte aérea todos os dias e isto ficaria exaustivo e chegaria um dia que eu, de tão cansada, ficaria morando a semana aqui e iria à NY somente os finais de semana... Difícil, né amiga? Uma coisa é ficarmos agora, por uns cinco, seis meses, fazendo estas viagens de finais de semana alternados, outra coisa é viver eternamente assim... Não! Não é isto que eu quero para nós dois e para as crianças.
— Você, ehim, sempre coerente. — Lanie sorriu feliz pela amiga saber equacionar estes problemas.
— Lanie, eu já te disse que tenho clientes em outros estados, mas a maioria está aqui. Já com o Richard é diferente. Ele mesmo disse isto e entende meu ponto de vista. Ele disse que as lojas "RODGERS's", estão espalhados pelo mundo todo. E ele disse que a quantidade de lojas franqueadas não para de crescer. A griffe "RODGERS's" está nos quatro cantos do mundo e quem trata com os cientes franqueados, para vender a franquia e para vender a mercadoria, é o setor de Vendas e o setor Comercial. E quanto a compra da matéria prima, também tem um setor específico para isto. E tanto a venda de produto final para os franqueados quanto a compra de matéria prima são feitas pela internet. O Richard tem que lidar apenas com a administração da empresa e ele gosta de ver tudo de perto, contudo, tendo uma pessoa certa no comando lá na fábrica de Nova York, ele pode gerir a empresa daqui mesmo. A internet está aí, né? Resumindo: Ele disse que vem morar aqui sem a menor dificuldade, aliás, partiu dele a iniciativa.
—Entendi, Kate. Entendi. Mas voltando ao assunto do vestido de noiva, você sabe que pode contar comigo para bater perna até encontrar o modelo ideal para o seu "Dia Perfeito", não sabe? — sorriram — E só para te deixar mais tranquila, já fiz uma seleção das melhores casas do gênero aqui em Washington, D.C.. Todas chiquérrimas!!! Tudo de primeira linha. Quando você decidir procurar o vestido, é só me falar que eu providencio agendar horário. — sorriu feliz — Eu vou amar fazer isto.
Ambas sorriram.
Como Lanie era a Lanie, ela não podia deixar de provocar Kate — Mas, amiga, o casamento não pode demorar tanto assim... Cinco... Seis meses... Não pode mesmo esperar mais cinco meses, senão você vai ter que encomendar um vestido de noiva mega especial para acomodar os seis meses de gravidez.... — A própria Lanie não se aguentou com a cara que Kate fez ao ouvir tal sugestão e caiu na risada, contagiando a advogada e ambas sorriam.
— Mas você, eihm, Lanie... — riram muito — Você está com idéia fixa de que eu estou grávida.... Você é demais, amiga. — entrando na sintonia de brincadeira da amiga, Kate propôs — Hey, Lanie, já que você está falando tanto de gravidez, porque você e Esposito não fazem mais um bebezinho, eihm? Quem sabe assim, queridinha, você para de ficar me imaginando grávida.... — a própria Kate gargalhou diante de tal ideia.
Mesmo rindo com a sugestão de Kate, Lanie rebateu — Tô fora, amiga. Estou totalmente fora — sorriu mais ainda — Eu sou completamente apaixonada pelos meus filhos. Sou louca por Estelita e Juan e nem consigo me imaginar sem eles, mas daí a engravidar novamente... Começar tudo de novo... depois de seis anos? Barriga grande, enjoo, tontura, o peso terrível da barriga, dor nas costas, e depois ficar quase sem dormir porque o bebê não para de chorar... limpar cocô...
Dito isto, ambas continuaram a rir...
— Pois então, Dra. Lanie Parish, vou "copiar" e "colar" todas as suas palavras... todas as suas justificativas... — Kate piscou o olho para a amiga — Lanie sabe aquele antigo ditado "Pimenta nos olhos dos outros é refresco"?? , então, querida... pare de ficar vendo coisas onde não existem. Eu não estou grávida... Pode acreditar! Olha, eu já superei totalmente todas aquelas ideias que até bem pouco tempo rondavam minha cabeça... eu grávida sozinha, as dificuldades, falta de dinheiro, morando num local terrível, eu cuidando das meninas sem o Richard ao meu lado, elas crescendo e me fazendo mil perguntas, etc, etc, etc... Superei tudo... Nem penso mais nisso, pois já me conscientizei que hoje o meu universo é outro, minha realidade é totalmente diferente, graças a Deus, mas te juro que não me vejo grávida novamente. As meninas já estão com cinco anos... já, já, vão fazer seis... e a Alexis já é quase uma mocinha... Aí seriam em casa três gerações de filhos... tipo, de cinco em cinco anos, aproximadamente....Já pensou? — Kate deu um suspiro, pensativa — É, né, mas só que eu não posso mais decidir isto sozinha... e o Richard não para de falar de um novo bebê em casa... Ele quer porque quer participar ativamente de uma gravidez minha... Ah, Lanie, ele é tão fofo! Ele é um encanto! Outro dia eu até estava me imaginando grávida e sendo mimada por ele, todo lindo, todo apaixonado, me fazendo as vontades.. Cuidando de mim... — Kate ficou rindo com carinha de boba... Uma linda, uma fofa e Lanie registrando tudo.
Ironizando, Lanie faou — Que dificuldade, né amiga!
— Ih, Lanie, eu nem posso "viajar" um pouquinho que você "fotografa" logo...
Lanie levantou as mãos em em sinal de rendição e exclamou – Ops! Não está mais aqui quem falou.
Retornando à "viagem", Kate prossegue — Se bem que ele até parou um pouco... Talvez ele não queira me pressionar... Mas sei que ele vai voltar a falar e tenho que me acostumar com a ideia. Isto é assunto já quase resolvido. Mas amiga, — sorriu — mas eu estou dizendo isto agora, mas eu garanto que no dia em que eu engravidar novamente, eu nem sei quem vai ficar mais exultante, se vai ser eu ou o Rick, viu? — sorriu pensativa — Isto sem falar nas três meninas e na Martha... E o meu pai.
— Vou repetir: "Que dificuldade!! — Lanie ironizou.
— Tá bom, tá bom, tá bom... Eu assumo que vou pensar com carinho na proposta do Rick de engravidar novamente. Pronto, Dra. Lanie Parish, satisfeita? Mas enquanto isto..., enquanto a dona Cegonha não aparece lá em casa, que tal mudarmos de assunto?
De repente, Lanie lembra de falar uma coisa — Mudando totalmente de assunto... Menina sem querer tocar em um assunto, mas já tocando... — Lanie torceu a boca porque ia tocar num assunto delicado.
— Diz, Lanie, pode falar...
— Jura? — a médica queria ter certeza.
— Ah!!! Tá bom!!!!.... Fala logo... Sério! Pode falar ou perguntar o que quiser.
— Então lá vai: Kate, você tem ideia quem foi o autor dos envelopes, dos bilhetes e das fotos? .... De seis anos atrás.... Que causaram todo sofrimento a vocês...
Percebendo que aquele, realmente, era um assunto delicado, Kate respirou fundo, tomou fôlego e falou — Não, Lanie. Eu até pensei em procurar pesquisar na época... Pensei em contratar um investigador particular, mas depois eu vi que a bomba já tinha estourado e que o mal já tinha sido feito e nada do que eu dissesse iria convencer o Richard. Então, eu preferi não futucar. E para completar o drama, eu descobri que estava grávida e aí minhas prioridades passaram a ser outras.
— Entendo... Mas Kate, você acha que algum dia o autor desta façanha repulsiva vai mostrar as caras?
— Hum! — Kate demonstrou nojo — Quem sabe?! O melhor é deixar prá lá... Se um dia aparecer... Hum!... Nem sei o que vou fazer...
— Então, tá, amiguinha... Vamos esquecer este assunto.
— Tudo bem... Estou bem! Sério! — Kate sorriu demonstrando que, realmente, estava bem e que aquele assunto do envelope do bilhete e das fotos não tiraram seu bom humor. Estava muito feliz e nada atrapalharia isto. Nada!
A conversa rolou ainda alguns minutos... e depois despediram-se e foram cada qual para seus afazeres.
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... OS DIAS CONTINUAM PASSANDO...
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... Quatro semanas... Oito semanas...
Já havia passado oito semanas desde aquela abençoada quinta-feira em que Katherine Beckett e Richard Rodgers se reencontraram e agora, a rotina do casal estava organizada da forma como eles acharam mais sensata, ou seja, eles se encontravam todos os finais de semana. Esta logística foi a melhor forma encontrada para se encontrarem, sem ser cansativo. Aliás, sem ser muito cansativo.
Kate e as gêmeas iam à Nova York e Rick e Alexis à Washington DC em finais de semana alternados, isto sem falar que por três vezes o Rick, morrendo de saudades, aparecera no meio da semana em Washington DC, do nada, para fazer uma surpresa à Kate, sempre no final da tarde.
Nestes dias, o casal e as gêmeas desfrutavam ao máximo todo tempo juntos, jantavam em casa, pedindo delivery, momento em que conversavam e se divertiam muito, pois as gêmeas narravam ao pai todas as novidades que tinham aprendido na escola, detalhes por detalhes, repetiam outras tantas já conhecidas, sempre cheias de caras e bocas, o que ele achava a coisa mais linda do mundo... Suas duas princesinhas sapecas.
Rick aproveitava o máximo que podia para ficar com as filhas.
Alexis nunca podia ir com ele nestas viagens-surpresa durante a semana porque isto atrapalharia sua rotina escolar e rotina de horário. Nestas ocasiões, ela ficava única e exclusivamente aos cuidados da querida vovó Martha.
Nestes dias, à noite, logo depois de Rick contar historinhas para as gêmeas e colocá-las para dormir, a noite sempre terminava da melhor forma possível. O casal conversava, trocava confidencias, sonhos, fazia planos para o futuro, como compra do apartamento, a decoração da nova moradia, escolas para as três filhas... Assistiam filmes e se amavam como se fosse a última vez ou como se estivessem sem se ver há séculos. Faziam o melhor sexo do mundo. E o dia seguinte, podia estar chuvoso, nublado, ou podiam pegar um engarrafamento monstruoso, mas, devido a noite apimentada e apaixonada, eles achavam tudo lindo e maravilhoso. Nada tirava o bom humor deles.
E teve também uma vez que Kate tinha uma audiência em Nova York e, depois que saiu do Fórum, ela telefonou para ele e, de forma discreta, sem revelar que estava na cidade, procurou saber onde ele estava e, ao saber que ele estava na fábrica, foi até lá fez uma surpresa, deixando-o feliz da vida e com o coração aos pulos.
Naquele dia, ele estava fazendo uma atividade que dependia única e exclusivamente dele. Então, enquanto ele terminava o que estava fazendo Kate foi procurar Antonella e ambas botaram o papo em dia e estreitaram a amizade.
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Kate e Rick reservaram nas suas agendas uma manhã livre da quarta-feira, para irem visitar um apartamento que haviam previamente identificado na internet. Pelas fotos postadas no anúncio, o imóvel era ideal para eles, tanto na localização, quanto no tamanho e na estrutura do apartamento em si, como também nas comodidades do edifício, dentre outas qualidades.
Preferiram ir sem as crianças para focar a atenção exclusivamente no imóvel, detalhe por detalhe, tanto no imóvel em si, quanto nas papeladas, pois, caso fosse aprovado pelo casal, seria o futuro endereço dos Beckett Rodgers.
O edifício estava em fase de final de obra e ficava em uma área nobre de Washington, D.C., estritamente residencial, muito bem localizado, com fácil acesso ao escritório de Beckett e ao Fórum. Também ficava próximo da escola das meninas e outras tantas qualidades essenciais para a família.
Depois de visitar o imóvel, cômodo por cômodo na companhia do corretor imobiliário, o casal pediu licença e foi ao piso superior, na parte externa, próxima à piscina a fim de conversarem sobre a impressão que tiveram do apartamento e outros detalhes relativos à compra.
Satisfeito com o que vira no apartamento, Richard, sorridente, pergunta à noiva — E aí, moça, gostou do apartamento? Posso pedir preferência e entrar em contato com meus advogados para analisar a papelada e..., se eles aprovarem, posso comprar?
Pega de surpresa com aquele detalhe, ela ficou meio tensa e indagou — Como é, Rick? Como é esta história de "posso comprar"?
Sem entender o que ela queria dizer, ele comentou — Sim, amor. Foi isso mesmo que eu disse. Eu te perguntei se eu posso comprar o apartamento depois que os meus advogados confirmarem que é um negócio seguro.
— Pois é isto mesmo que eu estou sem entender... Mas aí eu te pergunto: Porque "você" comprar e não "nós" comprarmos? Podemos fazer isto juntos...
Amoroso e preocupado com aquele assunto tenso, e, sem querer estragar aquela tarde, ele a abraça de forma carinhosa, acaricia seu rosto e seus cabelos, dá um leve selinho nos seus lábios e um suave beijo na face dela e tenta ponderar da melhor forma possível — Meu amor, não vejo necessidade de você participar financeiramente desta compra...
Ela o interrompeu — Richard Rodgers, não foi o senhor mesmo que disse que não poderia morar comigo e com nossas três filhas no meu apartamento, justamente porque aquele era o "meu" apartamento? — percebendo que ele prestava atenção no que ela falava, continuou — Então, usando da sua própria justificativa, eu também posso dizer que não vou poder morar aqui com você e nossas três filhas porque este seria o "seu" apartamento, de onde se conclui que você não tem alternativa. Você tem que aceitar que eu participe financeiramente da compra deste apartamento... Meio a meio...
Parado um na frente do outro, ela de braços cruzados e com cara séria e ele, sorrindo diante da pose e da argumentação dela — Kate, Kate — ele sorriu e a puxou para um abraço leve e depois a soltou para ficarem, novamente frente a frente — Lá vem você mais uma vez com sua lógica. — soriru
— Eu estou certa...
— Sim! Ok! Ok! Ok! Você está certa, 'entretanto'.. — frisou a conjunção adversativa 'entretanto' — ... você lembra o motivo principal pelo qual eu disse que não moraria no "seu" apartamento? — percebendo que ela estava tentando se recordar, mas não conseguia, ele prosseguiu — eu te disse, querida, que por mais que você tivesse dito para as gêmeas que eu e você fizemos e montamos juntos o seu apartamento, nós dois sabemos que isto não é verdade. E tem mais... Tem mais um detalhe muito importante. Tente se lembrar do que eu também falei sobre o seu apartamento.... Eu falei que aquele apartamento tinha somente a "sua" história, e, mesmo sem ter a intenção de indicar a posse do imóvel, você mesma disse naquele dia, que aquele é o "seu" apartamento. De onde se conclui que este aqui, caso o negócio seja fechado, será um território "nosso"... Um apartamento "nosso" e aqui nós construiremos a "nossa" história, independentemente de quem o compre, ou "eu" ou "você", ou "nós dois".
Ele percebeu que ela ficou mais animadinha com aquele posicionamento dele, então resolveu prosseguir — Mas, Kate, não e isso que está em questão agora...Não importa qual de nós vai comprar este apartamento... Eu vou repetir, querida, se o negócio for fechado, esse será o "nosso" apartamento e será aqui que nós dois construiremos a "nossa" história ao lado das nossas filhas. Contudo, amor, eu vou te dizer mais uma coisa, eu quero dar um presente de casamento para nós dois... E o presente que eu escolhi é um que você também gostou: este apartamento.
— Mas... — Kate tentou argumentar, mas foi interrompida pelo noivo.
— Querida, amor da minha vida, não tem "mas" nem "meio mas"... Será que eu não terei permissão para nos dar um presente de casamento? Um presente que vai servir para toda nossa família?
— OMG! Você está jogando sujo, Rick — ela sorriu e passou os braços pelo pescoço dele, abraçando-o.
— Querida, eu preciso jogar com as armas que eu tenho... Com as armas que estão nas minhas mãos.
— Você é um fofo e eu te amo, Richard Rodgers. — ela deu um selinho nele — E você me deixa irritada quando me leva na conversa... Quando vem me enchendo de carinhos, e beijinhos... Eu fico muito irritada... — ele deu um selinho nele...
Ele a olhou pensativo, sorriu um pouco e disse — Amorzinho, você não está me parecendo irritada... Se quiser, você pode até tentar outra vez... — sorriu.
— Ponto prá você. Tudo bem... Você pode comprar este apartamento... — ela fez uma carinha divertida — Porém, como foi mesmo que você disse sobre a documentação? — Kate o fez pensar, mas ele não respondeu... — Deixe que eu vou reavivar sua memória... Você disse que iria pedir aos "seus advogados" para examinar a papelada? Será mesmo preciso você encaminhar a documentação para os "seus" advogados em Nova York? — ela deu ênfase a palavra "seus", o fazendo rir — Será que esta aqui, euzinha, uma excelente advogada, — sorriu, fez charme e piscou para ele — não posso fazer tal tarefa? Já que eu não vou poder contribuir nem com um mísero centavo para a compra do apartamento... Será que eu mesma não poderia examinar a papelada a fim de confirmar ou não, se este imóvel está qualificado para venda, se está com a documentação regular, se está livre e desimpedido para venda, se não tem nenhum gravame sobre ele, sem débitos com o Estado e terceiros, e todas as demais análises necessárias para que "você", Sr. Meu Noivo, possa comprar este imóvel para nossa família?
— Touché! — ele ria muito com as colocações dela — Então está decidido, Dra. Katherine Beckett. Você vai fazer a verificação da papelada e depois que você liberar, eu compro. Tá bom assim?
Fazendo bico e revirando os olhos ela responde fazendo charme — Bom bom bom não está! Mas é o que deu para negociar com você, Sr. Richard Rodgers.
Então vamos descer e dar a notícia ao Corretor. Vamos alegrá-lo porque ele vai ganhar uma comissão fantástica com a venda deste apartamento.
— Espera só um pouquinho, Rick, que antes de você falar com ele, eu quero te perguntar umas coisas.
— Sim, diga... — sorrindo ele indagou — Quem vai perguntar é a Dra. Katherine Beckett ou a Sra. Minha Noiva? — indagou divertido.
— Huummm!!!! — fingiu estar pensando... — Hummmm! Quem vai perguntar é a futura Sra. Katherine Rodgers.
— Nossa! Amei ouvir este nome e não vejo o momento disto se tornar realidade. — ele a abraçou e a beijou apaixonadamente, sendo plenamente correspondido.
Ao final do beijo, ainda ficaram abraçados. Então ela retornou ao assunto. — Bem, sem querer ser chata, mas já sendo — ela sorriu — Eu sei que nós dois amamos este apartamento por todos os motivos que já falamos, mas você acha mesmo necessário comprar um apartamento tão grande quanto este? Ele é o dobro do seu loft e o dobro do meu também.
— Kate! Este apartamento é fantástico! É o melhor que eu encontrei nestas oito semanas de busca na internet. Ele tem uma vista de 360 graus, é espaçoso, tem tudo o que precisamos e muito mais. Vá por mim, querida. Você não vai se arrepender.
— Mas precisa ser tão alto, babe? A porta principal do apartamento fica no 20º andar... Sim, a porta principal, porque aqui onde estamos equivale ao 21º andar... É muto alto... As crianças...
— Não se preocupe. Tomarei todos as precauções... As mesmas que eu tomei lá no loft de Nova York.... tanto que Alexis nunca correu perigo. Acredite.
— Tá bom... Eu acredito.
Ele deu mais um rápido abraço e um beijo nela e, disse — Ótimo! Garota esperta! Então vamos descer para dar a notícia ao Corretor — sorriu — Mas antes vamos admirar um pouco mais esta vista — Com o braço em torno dos ombro dela, eles ficam admirando a vista e começam a identificar na paisagem pontos conhecidos e comentar sobre tais pontos.
De repente, Kate segura firme no braço do noivo e, com voz baixa e fraca fala — Rick, é tão alto que fiquei tonta ao olhar para baixo. Eu nunca tive problema com altura... Mas...
Rick brinca com ela — Pois vá se acostumando, futura Sra. Rodgers, porque a senhora vai morar aqui.
Em seguida ele a abraça forte e depois a afasta para olhar nos seus olhos. Neste momento sente que, apesar da maquiagem suave, ela está pálida e os lábios, que já não tinha mais batom por causa dos beijos, estava com uma coloração diferente, indicando que ela não estava bem e os olhos estavam quebrados, confirmando que ela não só estava abatida, ela estava passando mal mesmo. Neste mesmo instante, com voz mais fraca ainda, ela murmura — Aqui é muito alto... Estou sentindo meu corpo gelado, minhas pernas....
Kate não conseguiu falar mais nada. Ela não mais tinha controle sobre seu corpo, que naquele instante, estava desmilinguido, como se fosse uma boneca de pano e, se não fosse por Richard, ela teria caído no chão.
Imediatamente ele a carrega nos braços e, como o apartamento ainda estava em fase de final de retoques, não tinha nenhum móvel ou mesmo uma simples cadeira para acomodá-la então ele se viu obrigado a deitá-la sobre o deck de madeira que ficava em volta da piscina.
Assim que ele a acomodou na parte elevada do deck, sem desgrudar dela, ele, muito rapidamente e com o coração assustado, telefonou para o corretor que se encontrava no pavimento inferior do apartamento.
Assim que homem atendeu, Richard, sem pensar duas vezes, foi logo dizendo — Sr. Smith, sou eu, Richard Rodgers. Estou aqui em cima... Aconteceu algo inesperado... O senhor poderia, por favor subir e trazer um copo ou uma vasilha com água. Não é para beber... Água da torneira mesmo. Minha mulher está passando mal. Ela desmaiou e eu preciso despertá-la... Preciso passar água na testa, na nuca e nos pulsos dela. Eu não posso deixá-la sozinha aqui...
Imediatamente após encerrar a ligação telefônica, ele fez outra ligação. Telefonou para emergência médica e deu todos os dados do endereço onde estavam.
Enquanto esperava o Sr. Smith, Richard, ainda abalado e preocupado com a situação, continuava segurando a mão dela e também fazia carinho no seu rosto e nos cabelos — Kate! Kate! Meu amor! Por favor, acorde!
Acostumado a diversas situações similares, ele não estava se reconhecendo, pois estava nervoso... Estava angustiado e seu coração batia forte, parecendo que iria sair pela boca, tal a ansiedade e o medo que estava sentindo em ver o amor da sua vida ai, totalmente inerte... desacordada e pálida como uma boneca de cera.
Ele olhava o relógio e parecia que já havia passado horas no entanto, os ponteiros de segundos e de minutos não saiam do lugar.
Richard, aflito, indagava — Meu Deus, por favor, faça com que Kate abra os olhos. — inquietando-se, ele continua tenso — Onde é que esse Sr. Smith se meteu? E esta ambulância que não chega! — respirando fundo, tentava se acalmar e falava para si mesmo "Calma, Richard! Calma! Kate teve apenas um mal estar passageiro por conta da altura do apartamento. Não há de ser nada. Tudo vai acabar bem... Daqui a pouco ela vai despertar."
Contudo, por mais que ele tentasse se acalmar, não deu outra, ele estava em pânico, pois não conseguia se ver sem Kate. Não podia pensar na hipótese de perdê-la. Afagando as mãos os braços, o rosto e os cabelos dela, ele suplicava — Kate! Meu amor... Meu amor! — ele acariciava e massageava as mãos e os pulsos dela. — Kate! Meu amor! Fica comigo!

CONTINUA...
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