Notas iniciais
Olá!!! Mais uma vez peço desculpas... O capítulo ficou gigante e não consegui dividir... Ou seja vou pedir um favorzinho: só leia se puder e não faça leitura dinâmica ou leitura pulando partes... O bom será ler do início e ir até o final sem parar pela metade... e sem pular partes, porque poderá perder o sentido... Um agradecimento especial à "gilvania" que favoritou esta esta fic. Fiquei muito feliz, gilvania. Todas vocês são umas queridas, inclusive as minhas queridas fantasminhas que, por timidez não se cadastram e não comentam... Mas sei que vocês existem pois o número de acessos está crescendo maravilhosamente bem. Vocês (fantasminhas) leiam no meu perfil aqui no Nyah... Eu morria de timidez de comentar, eu tinha vergonha até de pensar em escrever um "a", juro. Mas aí um dia eu me enchi de coragem (imagina!!!) me cadastrei e não consigo mais ficar sem comentar... kkkk Obrigada a todos. Pode parecer cansativo, mas não é esta minha intenção, porém, eu preciso agradecer novamente a todos vocês que a cada capítulo, estão escrevendo comentários lindos que me emocionam. Eu também quero dar um "oi" e um abraço bem forte para os leitores que começaram a ler bem depois que eu inciei a fic, e, no entanto, mergulharam na história de corpo e alma e escrevem comentários maravilhosos, como por exemplo "castlevideo", "jussara vieira", "Anna Caskett", "DebsCaskett" e tantas outras lindas que, sorry, não vou citar os nomes porque tenho que postar logo... Mil bjinhos a todos. Fiquem sabendo que cada palavra dos comentários de vocês, me estimulam a escrever cada vez mais. Bjinhos prá vocês todos. Denise


... ESPERANDO SOCORRO...

— Kate! Meu amor! Fica comigo! — Sussurrando, Richard suplicava diante de uma Kate desacordada, pálida e inerte, deitada sob a parte alta do deck de madeira que circundava a piscina daquele deslumbrante apartamento que queriam comprar. Ele insistia — Kate! Meu amor... Meu amor! — ele acariciava e massageava as mãos e os pulsos gelados dela. — Kate! Meu amor! Fica comigo!

O momento era tenso. Kate estava com a respiração fraca. Ele sempre soube que o desmaio é a perda temporária de consciência e, em consequência disto, há uma diminuição transitória de fluxo de sangue para o cérebro, o que era muito preocupante, contudo, pelo menos ele estava vendo que ela respirava... Respirava fraco, mas respirava. Pois é, o único fato que o fazia ficar menos alarmado, é que apesar disto Kate continua respirando.

Kate estava imóvel... Não conseguira reagir ao mal estar e ao frio paralisante que tomara conta de seu corpo. Perdera os sentidos sem conseguir terminar de explicar ao noivo o que estava sentindo. Ele apenas a escutou dizer, com um fio de voz, que estava zonza e que sentia seu corpo gelado.

Por sorte, ele fora ágil e a amparou no instante em que ela desfalecera, impedindo que ela tombasse no chão.

Richard estava sem entender o que tinha acontecido. Eles estavam tão bem. Nada a aborrecera. Eles conversaram sobre a compra do apartamento e sobre a papelada, mas não se alteraram. Muito pelo contrário, eles até riram sobre isto e, instantes antes dela passar mal, eles tinham se beijado e até se divertiam, apontando e identificando os pontos conhecidos da paisagem. Estavam relaxados, abraçados e felizes, uma vez que tinham acabado de examinar todos os cômodos daquele imóvel que queriam comprar.

Apesar deste evento ter ocorrido somente há alguns segundos, Richard tinha a impressão de já ter passado vários minutos e por isto estava impaciente, pois o Corretor Imobiliário estava demorando de subir com a água que ele pedira e a ambulância parecia que não ia chegar nunca. Ele estava apavorado, pois não queria nem pensar na hipótese de perder Kate, o amor da sua vida.

Ele já vivenciara momentos similares com outras pessoas, mas nada se igualava a este, em particular... Kate era tudo para ele. Passara os últimos seis anos sem ela, mas agora que a reencontrara, ele não queria mais ficar sem ela... Não poderia viver sem ela.

Ajoelhado junto ao corpo gelado e inerte, Rick segurava as mãos dela entre as suas e não parava de friccionar, tentando aquecê-las. Alternadamente, ele também acariciava seu rosto e seus cabelos.

Debruçou-se sobre ela, encostando seu rosto ao dela e, apaixonado e emocionado, depositou um selinho nos seus lábios. Ao fazê-lo, suplicou — Kate! Meu amor... Meu amor! — ele acariciava e massageava as mãos e os pulsos dela. — Kate! Meu amor! Não me deixe... Fica comigo!

Kate se mantinha inerte.

Ele ouviu passos e se virou na direção do ruído e percebeu que era o Corretor Imobiliário que estava com o rosto tenso, indicando que estava constrangido por estar sem qualquer vasilha nas mãos e passou a explicar — Sinto muito Sr. Rodgers, não encontrei nenhum recipiente para por água. Mas eu vou procurar aqui em cima algo que sirva como copo ou algo parecido. — Dito isto, ele estava se afastando, quando comentou com o Richard — Eu imagino que você já chamou uma ambulância, então avisei ao pessoal que está lá no térreo para permitirem a subida dos médicos, paramédicos e enfermeiros. — antes que Richard perguntasse o moço continuou — Eu deixei a porta do apartamento aberta. — Em seguida, saiu à procura de uma vasilha.

Olhando para a noiva, um pensamento importante veio à sua cabeça. Teve um insight. Lembrou-se de Lanie. Ela não era somente a amiga íntima de Kate; ela era também sua médica. Mesmo sem se importar se a especialidade da médica era compatível ou não com o mal estar de Kate, ele entraria em contato, pois, com certeza, ela daria alguma orientação.

Ele pegou seu iPhone para telefonar para a médica quando caiu em si... Ele não tinha o número do telefone dela. Ele já ia ligar para Esposito para fazer a ponte, mas daí, rápido como um foguete, ele pensou em algo melhor e torceu para dar certo... Pegou a bolsa da noiva e de lá tirou o iPhone dela e deu graças a Deus por não haver código secreto para acessar o aparelho. Foi direto para a agenda e muito facilmente, encontrou o nome da médica e, de imediato, fez a chamada, e, no segundo toque a ligação se completou e ele ouviu a voz feminina do outro lado da linha.

— Oi, amiga! A garota se lembrou que eu existo, mesmo com seu bonitão ao seu lado, foi? — sorriu — Diz aí o que...

Interrompendo a médica, Richard aflito, foi logo dizendo — Lanie...

Surpreendida ao ouvir a voz do Richard, ela se espanta — Richard! — ela usou um tom de voz divertido, contudo, logo depois caiu em si e, preocupada, indagou — Você está usando o telefone de Kate? Onde ela está? O que aconteceu com ela?

— É sobre isto que eu quero te falar, Lanie. Nós viemos visitar um apartam....

— Eu sei, eu sei... — ela o interrompeu, tensa — Ela me disse que iria com você... Mas onde está Kate, Richard? Você telefonando com o aparelho dela... Há algo errado...

— Sim, Lanie. Ainda estamos no tal apartamento. Kate passou mal. Ela está desmaiada. — ele concluiu.

— Desmaiada? Oh, meu Deus! — Lanie fica pasma, porém, por ser da área de saúde, mantinha a calma e tentava passar esta calma para o amigo — Richard, você tem que telefonar urgente para "emergência médica".

— Eu já fiz isto, Lanie.... Mas estão demorando...

— Eu entendo sua apreensão, mas eles têm trânsito livre e, com certeza, vão chegar em instantes. Pode acreditar. Eles têm garagens de ambulâncias espalhadas por toda cidade.

— Sim... — ele assentiu.

— Então, assim que eles chegarem... – Lanie tentou falar, mas foi interrompida por Richard.

— Eles estão demorando muito...

— Calma, Richard. Mantenha a calma. — com um tom de voz cortês, ela recomendou — Você só vai poder ajudar se ficar calmo, Richard — a seguir deu algumas orientações a fim de que ele se ocupasse com algo e, assim, ficasse menos tenso — Richard, tente aferir a pulsação dela. Pegue o pulso, pressione levemente o dedo médio e o indicador na parte interna do pulso sobre as veias. Se a pulsação for constante, ela pode ser considerada normal. Mas se você reparou que está falha é sinal de que há alguma irregularidade. Vá, amigo, coloque o seu celular no viva-voz e siga as minhas orientações.

No momento em que ele se preparava para medir a pulsação da noiva, os paramédicos chegam e vão à sua direção. Eram três e empurravam uma padiola com roldanas.

— Eles chegaram, Lanie. Eles chegaram.

— Ótimo! — ele ouviu o som da médica suspirar aliviada — Richard, hoje eu estou de plantão no Hospital St. Thomas, que é um dos maiores e melhores hospitais daqui de Washington DC e temos todas as especialidades médicas, isto sem falar no Setor de Emergência que é excelente... É de primeira linha. Diga apenas aos paramédicos que você quer levar Kate ao St. Thomas e o resto eles sabem. Eles vão levá-la direto para o Setor de Emergência, na área de admissão. Eu estarei à porta esperando vocês.

Coincidentemente, assim que os paramédicos encostam, Kate começa a despertar, mas eles a orientam a não se mexer.

Como o celular de Richard ainda estava no viva-voz, Lanie escuta uma voz masculina, que não era a do Richard, orientando Kate a não se movimentar, então fala — Graças a Deus ela voltou a si, Richard.

Ainda aproveitando-se da comodidade do viva-voz do celular de Richard, Lanie cumprimenta os paramédicos, se apresenta e os orienta a levar Kate ao St. Thomas e, em seguida, desfaz a ligação.

Despertando lentamente, Kate faz menção de sentar, mas é impedida pelo pessoal da ambulância, porém, mesmo abatida, Kate ainda é Kate, então, contesta — Eu quero levantar.

Continuando o procedimento padrão, prendendo-a pelo pescoço, pelos pulsos e pelos tornozelos para ela não cair da maca, o pessoal a impede — Não senhora. Estamos satisfeitos que tenha recobrado a consciência, porém, mesmo desperta, a senhora terá que permanecer deitada. Nós a levaremos imediatamente ao Hospital St. Thomas, e no caminho, mediremos sua pressão e outras aferições de praxe.

Mais desperta, porém, indignada com a atitude do paramédico, inclusive por estar sendo presa àquela maca, Kate pede ajuda ao noivo — Amor, eu estou bem, eu quero me levantar. Não preciso ir a hospital nenhum. Fala para eles me soltarem, por favor!

Sem se deixar influenciar por ela, Richard mantém sua atitude anterior de levá-la ao hospital porque queria saber a origem do desmaio. Algo não estava normal, então declara — Não, querida, eu não vou te tirar daí. Você não deve se mexer... Você vai ficar quietinha aí, deitadinha, e você irá, sim, ao Hospital St. Thomas, porque não é normal uma pessoa desmaiar assim, do nada. — ele disse com muita naturalidade.

Aborrecida porque Richard não a atendeu, ela falou irritada — Richard Rodgers, fale 'AGORA' com eles para me soltarem. — vendo que ele não se manifestou para fazer o que ela pedira, ela suaviza o tom de voz, prá ver se ele muda de atitude — Amorzinho, eu já estou bem... Eu quero apenas levantar e ... Temos que estar em casa quando nossas filhas chegarem da escola. Se formos ao hospital, eles vão me prender lá para fazer milhões de exame sem necessidade... Já estou até pressentindo... Amor! Por favor! — ela faz uma voz mais doce, como se estivesse fazendo chantagem.

Sem se intimidar com o pedido dela, Richard mantem seu posicionamento e, sem poder se encostar nela para não atrapalhar o pessoal que a prendia à padiola, ele a informa de modo carinhoso — Querida, você não tem ideia do inferno que eu passei aqui nestes poucos minutos que você ficou desacordada, por isso, amor, vamos levá-la, sim, ao hospital. Eu já falei com a Lanie e ela está nos esperando no Hospital St. Thomas. Então, amor, você pode pedir, pode até implorar, que eu não vou mudar de ideia, mas se você insistir e quiser continuar implorando, não se mexa muito porque senão vai atrapalhar o pessoal, além do que, você pode até se machucar e, com certeza, não é isto que você quer...

Ao ouvir aquilo, Kate faz um bico, torce a boca e fecha os olhos, irritada e, em seguida, fala entredentes — Richard Rodgers, você me paga!

Levando na brincadeira ele responde — Sim, amor, eu vou te pagar. Pode esperar.

Um dos paramédicos fala com ela — Senhora, faça o que seu marido orientou...

Irritada porque estava sendo contrariada ela ia dizer que ele não era seu marido. Então, com voz cortante ela começou — Ele não é...

Interrompendo-a o rapaz a advertiu educadamente, mas de modo firme e intimidador — Senhora, Não se mexa, até porque não sabemos o motivo do seu desmaio, então terá que ficar imobilizada mesmo. E outra coisa, senhora, nós somos orientados para não abandonar o paciente, mesmo que ele já esteja, aparentemente, fora de perigo, como é o seu caso. Então, senhora, tente ficar parada.

Rick já identificou que ela estava bem e que não havia nada de errado nela, tendo em vista que ela já voltara ao seu normal, ou seja, a ser forte, mandona e teimosa, então ele brincou com ela. — Tá vendo? Eu te disse!

— Não fale comigo. Eu não quero falar com você.

— Esta é a minha Kate. — dirigindo-se para os paramédicos ele fala — Ela já está boa, tenho certeza. Não tem nada de errado com ela...

Ela sorri para Richard porque pressentira que ele iria mandar o pessoal soltá-la — Oh, amor isso mesmo. Eu estou ótima!

Mas ele continua falando com os paramédicos — Pois é, senhores, ela já está boa, tenho certeza. Não tem nada de errado com ela... — ele olha para ela, pisca e, fala baixinho para ela — Eu te amo.

Animada, ela responde — Eu também te amo, babe.

Contudo, Richard volta a se dirigir aos rapazes e comenta — Mas não mudem o sistema de vocês somente porque ela está tensa... Podem levá-la ao hospital como é a norma de vocês.

Voltando a ficar irritada ela fala novamente entredentes — Sério, Richard!?

— Minha vida... — ele olha para ela, mas é interrompido abruptamente por ela.

— Richard, eu não quero ouvir a sua voz.

Se aquela situação toda não tivesse sido provocada polo mal estar de Kate, ele até que acharia graça naquilo todo, porém, por mais que ele tivesse certeza que ela estava bem, ele precisava que esta certeza viesse da boca dos médicos.

Como ele não sabia o que ela tinha, tentou falar sobre as filhas — E quanto às meninas, querida, não se preocupe com elas... A Beth vai ficar com elas até nós chegarmos.

Kate lançou para ele um olhar encolerizado.

Ele entendia perfeitamente o motivo pelo qual ela estava chateada. Ele até pensou em pedir aos paramédicos para liberá-la, mas preferiu não se intrometer na rotina médico-hospitalar deles. Resolveu também não falar mais nada para não irritá-la ainda mais, até porque ele não sabia o que é que ela tinha.

Deixaram o prédio. A padiola foi fixada no compartimento próprio da ambulância.

Antes de Richard entrar na ambulância para ficar sentado ao lado de Kate, ele se dirigiu ao corretor imobiliário e o informou do interesse em comprar o apartamento e o moço ficou de encaminhar por e-mail as cópias de todos os documentos e dados do apartamento.

No caminho Richard achou por bem não falar mais nada, pois não queria que a situação entre eles ficasse mais tensa. Ele sabia que aquela situação era fruto apenas do estresse dela e que nada que ela dissera era verdade, contudo, preferiu ficar apenas de "espectador". Era mais saudável para ambos.

Apesar do percurso até o hospital ser curto, os paramédicos foram medindo e monitorando a pressão, temperatura e frequência cardíaca, conforme eles tinham previamente avisado.

Conforme prometera, Lanie estava na larga porta que dava acesso à entrada de Emergência do hospital.

Eles a instalaram em uma baia individual, típica de Emergências. Não havia porta, tinha apenas uma cortina rígida metálica.

Assim que entraram, uma servente estava terminando de limpar o chão. Com gentileza, a enfermeira pediu que a moça se retirasse e que mais tarde poderia voltar e concluir o serviço.

— Tudo bem. Não se preocupe. Está mesmo na hora do meu intervalo. — a moça sorriu e saiu do recinto, encostando o carrinho com o balde e produtos de limpeza no fundo do quarto para não atrapalhar o trânsito dos médicos e enfermeiros.

Logo em seguida chegou um médico e fez muitas perguntas à Kate sobre o que sentira antes do desmaio, como estava se sentindo naquele momento e tantas outras indagações relativas ao seu histórico de saúde.

Lanie, ao lado de Kate, assistia a tudo, calada.

Assim que terminou de fazer as perguntas, o médico analisou e deixou instruções escritas para as enfermeiras.

Em seguida, se dirigiu para Richard e para Kate — Sr. Rodgers, assim que resultados ficarem prontos, cerca de quarenta e cinco minutos, eu retornarei para conversar com vocês e, daí passar para uma nova etapa de exames, caso sejam necessários novas investigações.

— Doutor, o senhor já tem ideia do que pode ter levado Kate ao desmaio? — Richard perguntou preocupado.

Com ar preocupado, o médico torceu a boca, respirou fundo e falou — Bem, Sr. Richard, o que eu posso lhe adiantar é que até agora estou vendo um lado bom... É que a Srta. Beckett está com a pulsação e os batimentos cardíacos dentro do que se chama normal, está menos pálida... Eu diria que ela está corada com uma aparência saudável. Contudo, seria imprudente da minha parte adiantar qualquer diagnóstico.

— Então eu posso me levantar, vestir minha roupa e esperar os resultados lá fora?

Sorrindo diante da ansiedade de Kate em sair do hospital que, fato que acontecia com qualquer paciente, o médico explicou — Não, Srta. Beckett. Sinto muito, mas terá que esperar aqui mesmo, deitada. E não tente se levantar, pois não sabemos ainda o que a levou ao desmaio.

— Mas... — Kate tentou argumentar.

— Srta. Beckett, tudo me leva a crer que foi um mal estar passageiro... Cansaço, estresse ou até algo como o desconforto com o clima. A Dra. Parsh me disse que vocês estão se preparando para o casamento e comprando um novo apartamento... Então talvez ansiedade para este belo momento, comprar um imóvel para iniciar uma vida nova. Mas não podemos descartar qualquer outro problema de saúde, ou falta dela... Mas vamos esperar... Mas não se preocupem antes da hora. Vamos fazer pensamento positivo. Então, — ele olhou para Richard, sorriu e o orientou — a mantenha deitada.

Ouvindo aquela explicação, Richard, que segurava uma mão de Kate, a apertou ansioso.

Ao terminar de conversar com Kate e com Rick, o médico se despediu e, olhando para Lanie, a chamou para uma conversar reservada. E, para tanto, saíram do recinto.

Tudo acontecia muito rápido.

Uma enfermeira chegou com um carrinho com utensílios hospitalares e, utilizando o moderno sistema a vácuo para coletar sangue, vários tubinhos ficaram cheios do líquido denso vermelho e todos etiquetados com o seu nome e seu número de registro.

Lanie retornou no momento final da coleta do sangue e encontrou Kate com uma aparência boa e com jeitinho sapeca e achou isto ótimo. Depois viu Richard mais afastado. Ele estava com ar leve.

Vendo a quantidade de tubinhos usados, Kate, mais calma, comentou sorrindo para a enfermeira — Se continuar tirando tanto sangue, aí é que eu vou passar mal... Daqui a pouco eu vou ter que tomar transfusão de sangue — concluiu, espirituosa.

A enfermeira sorriu diante do comentário de Kate.

— Já vi que você está bem, amiga — Lanie comentou sorrindo.

— Eu te disse, Lanie. Eu estou ótima, mas parece que ninguém me ouve.

Assistindo a tudo um pouco mais afastado, mas sem falar nada, Richard sorriu ao vê-la brincando com Lanie e com a enfermeira... Isto era realmente um sinal de que ela estava bem. Ele também não via necessidade de fazer exames e de colher tanto sangue..., pois era evidente que ela estava saudável. Seus lábios e seu rosto já estavam corados, os olhos já estavam espertos e a voz estava firme. Contudo, ele era da mesma opinião do médico.

Richard tinha a impressão que, aliado ao mal estar do clima, Kate desmaiara devido ao estresse que ela estava vivendo, tudo muito novo para ela... Ele pensava nos motivos que a estavam estressando.... — "o meu retorno à vida dela, o nosso novo relacionamento, a tensão de não ficar comparando o passado com o presente, o impacto da minha presença na vida das nossas filhas, noivado, a compra de um novo apartamento, casamento.... Tudo muito rápido...".

Interrompeu seus pensamentos quando as enfermeiras anunciaram que tinham terminado a coleta do sangue e que em aproximadamente quarenta e cinco minutos o médico retornaria com os resultados.

Kate, fazendo menção de se sentar, falou — Então podemos esperar lá fora...

— A senhora ouviu o que o médico falou. Apesar de estar com uma aparência ótima, não deve se levantar até sair o resultado.

Inconformada, Kate assentiu e as enfermeiras saíram, deixando-os a sós com Lanie, momento em que Richard arriscou chegar ao lado da noiva. Ele afagou os sedosos cabelos dela, mas não falou nada.

— Amiga, o que foi isso, eihm? — Lanie sorriu para a amiga — Que susto você nos deu.

— Pois é, Lanie. Eu estava com o Rick no terraço da cobertura que estávamos visitando... é um duplex maravilhoso que ocupa dois pavimentos, o 20ª e o 21ª andar do prédio... — Kate explicou — e entre risadas e brincadeiras, apontávamos pontos distantes e conhecidos nossos, de repente eu olhei para baixo. Nossa Senhora! Eu achei muito alto... Ao olhar para a rua me deu um frio no peito, eu me senti como se um manto gelado estivesse tomando conta do meu corpo, e ficava a cada segundo mais pesado... Daí, quando despertei eu já estava deitada com os paramédicos ao meu redor...

— Para mim isto é uma surpresa, Kate... Não sabia que você sofria de acrofobia. — Lanie comentou, séria.

— Eu é que estou surpresa. Imagina! Mas essa agora....

— Ainda bem que você estava com o bonitão aí.

— Hummm! Nem fale, Lanie. Ainda bem que eu estava com ela. — Richard concordou. Curioso, Richard perguntou para a médica — Mudando de assunto, Lanie, porque não foi você quem atendeu a Kate aqui na Emergência?

— Porque hoje eu estou de plantão no Setor de Obstetrícia e assim, não posso nem mesmo triscar em um paciente que não seja de lá, muito menos opinar o diagnóstico, exceto se eu receber, por escrito, uma solicitação ou autorização do plantonista da Emergência. Apesar da Kate ser minha paciente lá no meu consultório, neste momento, eu estou aqui como amiga dela e não como sua médica.

— Ah, sim! Entendi. — falou Rick, mas logo veio outra dúvida — Porque não a levaram para fazer exames de ressonância magnética ou tomografia computadorizada... Sei lá... Para ver se há alguma coisa errada com ela...

Sorrindo diante da pergunta do amigo, a médica sorriu e respondeu — Não! — sorriu — Não podemos indicar estes exames de imagem, sem necessidade aparente. Então, temos antes que investigar o sangue. Depois, caso seja necessário, partimos para outros exames mais detalhados ou mesmo alguns exames mais invasivos.

Assim que Lanie terminou de dizer isto, ouviu-se um som de um bip.

Consultando o pequenino aparelho, Lanie avisou — Estão me chamando lá na obstetrícia... — a morena sorriu — Vou lá ajudar uma mamãe a trazer ao mundo mais um bebezinho.

Lanie fez um carinho nos cabelos de Kate, jogou um beijo para ela no ar, se despediu dos dois — Queridos, eu tenho que ir. Depois eu entro em contato com vocês.

À sós, ele começou a fazer carinho em Kate, no entanto, ela se dirigiu a ele com voz e com o semblante mal-humorado — Ainda estou chateada com você.

Olhando atentamente a cada expressão do rosto de Kate, percebeu que ela não estava assim... tão aborrecida como anunciava. Viu que ela apenas não queria entregar os pontos.

Então, resolveu não alimentar o mal humor dela. Decidiu ir por outro caminho e, na tentativa de quebrar o gelo, ele fala com voz alegre — E eu te amo cada vez mais.

Sem imaginar que receberia esta declaração de amor tão inesperada, Kate até que tentou continuar emburrada, contudo, Rick conseguiu quebrar a resistência dela. Então ela mudou sua expressão carrancuda e se derreteu toda — Ah, amor! — falou manhosa — Porque você deixou que me trouxessem para o hospital? Eu estou bem. — fez bico de dengo — Agora estou eu aqui, nesta baia que nem porta tem... é uma cortina metálica... E prá piorar, estou com este roupão hospitalar ridículo, coberta com este lençol e esta coberta que não me aquecem... Devo estar horrível! — fez bico — Eu estou perfeitamente bem. Minha saúde está ótima! Não sinto nada de errado. Deve ter sido uma queda de pressão... Sei lá!!!

Para reforçar a sua teoria, ela ergueu as mãos e os braços, falando — Rick, tudo bem que eles tiraram mil litros de sangue para milhões de exames... Mas repare que eles nem me aplicaram nenhum medicamento, nem mesmo um soro que todo hospital adora colocar nos seus pacientes da emergência... O soro é como se fosse um ritual de entrada...

Ambos sorriram.

Ele se aproxima ainda mais dela, pega uma de suas mãos e a coloca entre as suas e comenta — Eu até gosto de ver você birrentinha, mas só de vez em quando... — sorriu — Que bom ver você assim... Brincando... Rindo... — ele olha para um lado e para o outro para ver se realmente estavam sozinhos, aproxima seu rosto do dela e deposita um selinho. Ele seguiu fazendo carinho nos cabelos, nos braços e nas mãos dela — Minha linda! Você fica linda até com este roupão ridículo...

Ao ouvir tal comentário e vendo a cara dele de pirraça, ela fingiu estar aborrecida — Obrigada! — ela ironiza — Era tudo que eu precisava ouvir... Que estou ridícula vestida com um roupão ridículo...

— Sua boba! Eu não falei nada disso. E saiba que nada faz com que você fique feia... Impossível! — Ele acariciou seus cabelos e deu um selinho nela. – Fique sabendo que você está sensual com este roupão... – ele fez uma expressão sedutora.

Ela sorriu diante do carinho dele, torceu os lábios rindo, deixando-o perceber que estava feliz, e gracejou — Olha, pensando bem, até que eu estou gostando de estar aqui, sendo mimada por você, viu? Acho que eu poderia desmaiar mais vezes... — sorriu.

Ao ouvir tal comentário, ele se apruma e com voz baixa, mas tensa, desabafa — Kate, nem por brincadeira! — fez uma cara de assustado — Você não faz ideia do quanto eu fiquei louco quando te vi desacordada, pálida e gelada. Pensei em mil situações terríveis... — ele acariciou as mechas do cabelo dela.

— Oh, Rick, sinto muito. — ele a olhou com carinho e ela voltou a brincar — O que eu estava querendo dizer é que não é de todo ruim ter sido trazida prá cá e estar assim deitada nesta cama hospitalar e com você aqui do meu lado, todo preocupado comigo, cuidando de mim, fazendo carinhos e me dizendo coisas lindas... Estou gostando... — riu feliz.

— Ah, tá... – Ele sorriu para ela.

— Hey, você sabe que é tão incomum eu ficar deitada uma hora desta que até me tá dando um soninho...

— Mas você tá bem?

— Ah, sim. Tudo bem... – sorriu.

— Eu estou aqui do seu lado. Eu sou seu guardião. – sorriu para ela.

Abaixando-se e encostando-se sensualmente no ouvido dela, ele cochichou — Você não está achando muito ruir estar aqui nesta cama de hospital... Já eu, Katherine Beckett, preferia estar em sua casa com você, de preferência no seu quarto, especificamente na sua cama, embaixo dos edredons... — Sorrindo com um jeitinho safado, ele acrescentou — Mas não nego que me excita pensar em você aqui mesmo, nesta cama de hospital..., eu despindo você, arrancando peça por peça, até o último pedaço de renda — ele deu uma mordiscada na orelha dela e continuou sussurrando — ... arrancando sua calcinha... e aí, eu continuara beijado todo seu corpo, mordiscaria suas orelhas, sugaria seus lábios e seus seios... puxaria os bicos dos seus seios delicadamente com as pontas do dentes e arranharia sua pele, — ele ouve a respiração dela mais forte e continua a sedução -, eu desceria até o seu centro do amor, que a esta altura já estaria inundado e te acariciaria com minha língua e com meus dedos, explorando toda a região e te acariciando..., te beijaria e ficaria ali concentrado no seu sexo até você gozar, então eu sugaria seu mel. E depois eu subiria nesta cama hospitalar e, mesmo sem tirar a roupa, você abriria minha braguilha, libertaria nosso amigão da cueca. Então, você já pronta para mim, eu invadiria seu sexo... Eu entraria em você com muita intensidade e energia..., faríamos amor... Um sexo delicioso e quente... — deu uma nova mordiscada na orelha e no pescoço dela, deixando-a arrepiada. — Amor — ele sorriu — que bom que você já está bem... Que bom que não está sentindo mais nada.... E por isto, deu um selinho nela e retornou à sua orelha, mordiscando seu lóbulo e continuou sussurrando. — Sou capaz de apostar que você está molhada neste momento... Está tão excitada quanto eu e louca para fazer amor comigo e por em prática tudo isto... Muito sexo... — atento à cortina metálica que mesmo fechada deixava a situação mais excitante, ele passa seu braço por baixo do lençol... Neste momento, com a respiração entrecortada Kate o repreende — Rick! Aqui não!... Podem entrar...

— Psssiii! — com este pequeno ruído ele dá a entender que é para Kate se calar — Amorzinho, o médico só retornará em quarenta e cinco minutos... Ninguém vai saber... É só você não gemer alto...-, sem tempo para perder, escorrega sua mão pelas pernas dela, acariciando toda a região e, a seguir, direciona sua mão até o sexo dela, afasta as pernas dela e a parte baixa da calcinha e com as pontas dos dedos ele faz um reconhecimento de área e, percebendo úmida, lambuza seus dedos e, com vigor, os introduz profundamente, passando a movimentar, bombeando com força, deixando-a louca. Amando cada estocada que Richard dava, ela estava se controlando para não gemer de prazer. Ela afastou mais as pernas e botou o dorso da mão na boca para abafar seus suspiros até que, em pouco tempo, ela sente os tremores da pele e os espasmos do gozo, que faz com que os dedos dele dentro dela ficassem comprimidos entre as paredes internas do seu sexo. Ele ainda bombeou mais um pouco, levando-a ao segundo orgasmo, quando parou, sentindo que seus dedos continuavam dentro dela, cujas paredes internas apertavam seus dedos e pulsavam ritmadas, tal e qual a sua pulsação acelerada.

Kate respirava com dificuldade, não porque estivesse passando mal, muito pelo contrário, estava passando bem até demais.

Ele retirou seus dedos de dentro dela e, lambuzados de seiva, os colocou na própria boca, saboreando, lambendo de tal modo que os deixou limpos.

Passados alguns segundos ele avisou — querida vou te deixar sozinha só alguns minutos porque estou precisando procurar um sanitário.

Ao ouvir tal aviso ela arregalou os olhos assustada — Rick, não me diga que você vai...

Deduzindo o que ela ia dizer, ele a interrompeu — Nada disso que sua cabecinha está pensando... Eu realmente ainda estou muito excitado e estou mesmo com muita vontade de continuar a farra e gozar, mas eu quero gozar dentro de você... entendeu, mocinha? Portanto, vamos torcer para que nada de ruim seja encontrado nestes exames de sangue, porque estou com um tesão incrível... Já havíamos decidido que eu passaria a noite com você aqui em Washington, D.C., mas depois disto, eu não retornaria para Nova York hoje nem por decreto... — ele deu um sorrisinho maroto. — Pude perceber agorinha mesmo que você está ótima! Está maravilhosa! Deliciosa! Você não está mais pálida, nem com a aparência frágil, está saudável... Muito saudável!... Portanto... Que Deus nos ajude, porque a noite promete.

— Amor — ela o chamou — esta baia agora está com cheiro de sexo... Se entrar alguém aqui, por mais que façamos cara de paisagem, o cheiro de sexo vai nos denunciar.

Ele fez cara de quem estava pensando e tentando resolver o problema... — Deixa comigo... Vou resolver agora mesmo... — Ele se dirigiu ao carrinho de produtos de limpeza que a servente esquecera ali, procurou um produto com cheiro de eucalipto e derramou no chão e, em seguida, passou uma vassoura, tipo esfregão, e espalhou produto por boa parte do chão da baia, deixando o cheiro de limpeza no ambiente.

Feito isto, trocaram um olhar de crianças travessas e daí, ele falou — Bem, agora eu vou procurar um sanitário mesmo. Quero lavar as mãos e passar uma água no rosto para me acalmar, se é que me entende. Volto já.

Quando retornou, Richard sentou-se numa poltrona ao lado da cama onde ela estava deitada, perto o bastante para poder olhá-la e tocá-la com carinho.

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A servente retornou à baia e ao entrar no recinto percebe que a enferma estava dormindo e seu acompanhante estava sentado ao lado dela, com a cabeça recostada no colchão. Ele também dormia e sua mão segurava carinhosamente a mão da paciente, de forma protetora, mas ele estava com um sorriso igual ao de uma criança sonhando com travessura.

Por mais silenciosa que a servente procurou ser, o carrinho colidiu com a cama hospitalar, despertando tanto Kate quanto Richard e ambos olharam simultaneamente para a servente e depois ambos se encararam.

A cara de Kate era apenas de sobressalto por ser despertada e a do Richard era de susto mesmo. O momento do “alarme” foi interrompido pelas desculpas da moça – Desculpem-me. Eu fui desastrada. Perdoem-me por tê-los despertado... – a servente gaguejava constrangida — Devem estar exausto devido ao problema de saúde...

Após algumas palavra de Kate e de Richard de tudo estava bem, a moça terminou de limpar a baia e se retirou meio que sem graça.

Richard olhou desconfiado para Kate... – Amor, me tire uma dúvida... Eu fiz carinhos em você?

— Sim, amor... Aaahhh! – ela ficou pensativa — você acariciou meus cabelos, me disse palavras fofas, disse que me amava e disse ainda que era meu guardião quando eu falei que estava sonolenta.

— Mais nada?

Kate franziu a testa, fez um jeito com a boca de que não sabia do que ele estava falando – Ao que eu saiba, não teve mais nada. Acho que eu cochilei e despertei com a moça esbarrando na cama... Acho que igual a você.

— Uaaauuwww!!! Acho que também cochilei... E olha que não sou disto, mas, enfim...

— Que cara foi essa? – ela quis saber.

— Nem te conto... – tenso, ele passou as mãos pelos cabelos, desarrumando-os, e sussurrou — Nestes poucos minutos que eu cochilei, eu sonhei que eu seduzia você aqui na baia. Imagina! Eu te falava palavras eróticas e sensuais, te acariciei intimamente com os dedos até você gozar e depois você ficou preocupada com o cheiro de sexo no ambiente, então eu utilizei os produtos de limpeza do bendito carrinho e perfumei o ambiente...

— Nossa Senhora! – Kate sussurrou – Agora eu que digo... Uaaauuwww!!!! Quanta imaginação meu noivo tem... É, né, agora eu fiquei com vontade...

— Não dá, amor, porque a moça levou o carrinho... — Richard comentou, sapeca.

Ambos riram.

Ali fizeram planos para o casamento, falaram sobre como as filhas ficariam lindas com as roupinhas de daminhas de honra. Decidiram também que comprariam o apartamento que tinham acabado de visitar. Falaram sobre a contratação de uma empresa de arquitetura e decoração para fazer o projeto e a execução da reforma e decoração no apartamento, adaptando-o às necessidades deles e isto teria que ser feito neste período que antecedia ao grande dia deles... O "Dia Perfeito".

Vendo-a alegre e sorridente, Richard indagou – Amor, você está me parecendo ótima, mas como é que você está mesmo, eihm?

— Eu te disse, Rick. Eu estou bem, mesmo.

Ele fez um carinho na face dela, ergueu-se e deu um selinho nela que ainda continuava deitada por determinação médica.

Por fim, Rick retornou a um assunto que nunca mais haviam falado — Amor, eu quero resolver logo a documentação das gêmeas. Eu quero que as certidões de nascimento e todos os documentos delas constem meu nome como pai delas e quero também que elas passem a usar o meu sobrenome.

Direcionando a ele um sorriso emocionado, ela falou — Sim, amor. Eu também quero isto. Você não imagina como eu sonhei com este momento... Desde o momento em que eu fiquei grávida e depois quando eu olhei para os rostinhos delas assim que nasceram, ambas com os olhos que pareciam pedrinhas azuis, iguais aos seus, aos da Alexis e aos da Martha... Cinco anos... Então, agora você aparece... — Kate estava emocionada.

Ele se levanta dá outro selinho nela, afagando as mechas de cabelo. Em seguida ele fala — E vamos fazer isto da melhor forma possível, sem necessidade de discussão sobre dúvida da paternidade delas, sem aquele desconforto de tocar no tema "guarda" de filhos...

— Você parece que leu meus pensamentos, amor. Isto realmente é terrível. Eu digo isto porque, como advogada, infelizmente eu vejo isto de perto. São Ações complexas e muitas vezes embaraçosas. Já vi centenas de pais só pensarem em si mesmos... Como se ficar com os filhos fosse o que menos importava... Isto é terrível e muitas vezes existem causas ocultas por trás destas Ações... Muitas das vezes o que existe é a disputa do poder, tipo quem é mais forte... Isto envolve vaidade... É um verdadeiro cabo de guerra. E se esquecem de que ‘o objeto da Ação’ são pequenas pessoinhas de carne osso e coraçõezinhos... São crianças... Inocentes... seus próprios filhos. E estas negociações causam danos terríveis ao psicológico dos pequeninos. Muitas das vezes, a disputa foge do controle e tratam o assunto como se fosse um jogo... sendo que as peças do jogo são as crianças... Seus próprios filhos.

— Mas temos sorte de não ter que passar por isto, amor — Richard completa.

Naquele instante, ele consultou o relógio e percebeu que já havia passado do horário previsto para sair o resultado dos exames de sangue de Kate.

— Amorzinho, espere um instantinho que eu vou na sala das enfermeiras para procurar saber sobre seus exames. — Ele deu um selinho dela e saiu.

Depois de mais ou menos uns cinco minutos, ele retorna ao pequeno aposento hospitalar com uma fisionomia um tanto irritada, chamando a atenção de sua noiva que logo quis saber o que se passava — O que foi, amor?

— Hum! — ele faz um trejeito amuado — Você não vai acreditar. — ele respondeu insatisfeito.

— Diga...

— Os seus exames já estão prontos, mas...

— Mas... Mas o que, Rick? Diga, por favor... Diga o que houve... O que é que eu tenho?

— Não! – ele fez um sinal negativo com a cabeça e de impaciência com os braços – Eu não sei! O médico que te atendeu não pode te atender agora. Ele não pode estar aqui para nos dar o resultado. Ele está incomunicável.

— O que? Não é possível! — Kate estava pasma.

— Pois acredite! Hum! — ele resmungou — Um paciente que sofreu um acidente grave deu entrada no hospital e teve que entrar urgente para cirurgia e sabe quem foi operá-lo? — fez uma pausa e balançou a cabeça em movimento afirmativo... — Sim. Ele mesmo... O médico que te atendeu.

— Mas, Rick, se ele foi fazer esta operação de emergência é porque o outro paciente precisava mais do que eu... Eu até entendo e aceito... Mas o que não pode é eu ficar aqui sem resultado... Eu quero poder me levantar e ir embora... Mas eu só posso ir embora depois que eu receber o resultado e se este resultado me permitir sair... Mas como eu estou me sentindo muito bem, não tenho dúvida que este exame não vai indicar nenhum problema... — Kate sempre otimista.

E continuou — Amor, volta lá á e pergunta para as enfermeiras... Deve ter outro médico que possa fazer isto por ele... Um médico que me dê o resultado...

Rick foi e depois de quase dez minutos retorna com cara de enfado.

— O que foi, amor? — Kate perguntou.

— Você não vai acreditar...

— Tente me falar, pelo menos...

— Eu pedi para a enfermeira consultar no computador se havia algum aviso ou alguma orientação do médico... Se ele havia autorizado outro médico a pegar o resultado... — ele parou de falar e a olhou com a mesma cara de enfado.

— Rick, você está me deixando tensa...

— Lanie.

— O que é que tem a Lanie?

— Foi ela... O médico autorizou a Lanie a pegar o resultado e te entregar.

— Mas porque ele escolheu a Lanie se ela nem mesmo está de plantão aqui na Emergência hoje?

— Eu fiz a mesma pergunta à enfermeira e ela, dramática e exagerada, me disse que o setor de emergência está um caos... Disse que pelo jeito todos os acidentes aconteceram hoje e que parecia que todos os feridos foram encaminhados para este hospital. E que por isso o médico autorizou a Lanie. A enfermeira ainda me disse que esse procedimento é normal quando a situação aqui na Emergência está assim.

— E onde está a Lanie?

Rick não respondeu e continuava com a fisionomia entre enfadada e chateada.

— Rick! — Kate o chamava.

— Aí é que está o outro problema... A Lanie não está no andar da Obstetrícia, não está no centro cirúrgico, não está na maternidade, não está no berçário... Não está em canto nenhum deste hospital... Já a chamaram pelo bip e ela não responde... Um dos médicos de plantão da Obstetrícia informou que ela está no horário de descanso dela.

— E que horas iniciou e que hora termina este "horário de descanso" da Lanie? — Kate estava ansiosa.

Encolerizado, ele responde — O descanso dela dura uma hora e começou há trinta minutos...

Fez-se um silêncio profundo no ambiente.

Kate fechou os olhos. Quando o abriu disse entredentes — A Lanie me paga.

Percebendo que ficar irritada não adiantaria de nada, Kate respirou fundo e falou — Então vamos esperar... Meia hora, né? — ela sorriu para o noivo. — Passa rápido.

O otimismo de Kate contagiou Rick, então, ele voltou a se sentar na cadeira e ficaram conversando. Cansado de ficar sentado, ele se levantou e continuou do lado dela conversando sobre as filhas.

— Ah, Kate, cada dia que passa eu fico conhecendo mais um pouco das meninas... Elas são tão espertas. — falou apaixonado.

— É. Elas são uma delícia! São inteligentes iguais a você, amor. — Kate falou, apaixonada.

— Ah! Elas são inteligentes e lindas iguais a você.

Com ar de dúvida, Kate perguntou — Você acha mesmo que elas se parecem comigo? Eu bem que acho que elas realmente se parecem comigo, mas acho que tem um jeitinho seu... Não sei... — Kate falou em dúvida... — Os olhos azuis delas chamam tanto a atenção que muitas vezes eu só consigo ver você nelas...

E ficaram assim, apaixonados, trocando selinhos, palavras doces e fazendo carinhos. E foi assim que, após uns dez minutos, Lanie, com a cara mais limpa do mundo, chegou e os flagrou. E, como sempre, chegou animada e brincando... Uma pessoa feliz — Olá, pombinhos?

Sem esperar a amiga falar mais nada, Kate falou — Sério, Lanie? Você sabe que horas são?

Ainda sorridente, Lanie prosseguiu — Calma, querida! Não fique assim, garota.

De forma tensa, porém, se esforçando ao máximo para não fugir das boas maneiras, Kate indaga à amiga — Lanie, por mais que eu esteja me sentindo bem, por mais que eu, na verdade, esteja me sentindo ótima, eu preciso saber se realmente estou bem e se posso ir para minha casa ver minhas filhas ou, se há alguma coisa de errada comigo... Eu preciso saber o real motivo do meu desmaio... Se há algum risco... E você parece que não está nem aí... Chega a ser contraditório, Lanie... Você aconselha ao Rick a me trazer prá cá e agora está aí toda serelepe, parecendo que eu estou num parque de diversões... Nem parece que eu tirei milhões de litros de sangue para fazer exames e que este suspense pelo resultado está me deixando louca porque eu tenho em casa duas filhas para criar.

— Ah, quanto exagero! — Lanie pilheriou.

— Lanie!- Kate a recriminou.

— Amiguinhos — ela chega perto do casal.

— Lanie, você é a minha melhor amiga e eu não quero me aborrecer — Kate falou... — Já que você está aí toda sorridente, será que eu já estou pelo menos liberada para me sentar... Não aguento mais ficar deitada...

— Pode querida... Você pode se sentar... Tudo tranquilo... — Lanie respondeu e Kate imediatamente se sentou, ajudada por Rick, que não saiu de perto dela.

— Lanie, deixa de enrolação... Aonde é que você estava que nos deixou de molho aqui? Olha, deixa de suspense e diga logo o que é que eu tenho?

Sorridente, a médica disse — Uma pergunta por vez. Primeiro... Aonde é que eu estava? Simples...- ela fez uma pequenina pausa — Eu estava no meu horário de descanso, então fui ao shopping...

Ao ouvir a resposta, tanto Kate quanto Rick falaram simultaneamente — Em um Shopping?

— Que lindo! Vocês são lindos quando falam a mesma coisa no mesmo momento... — sorriu.

— Lanie! — Kate disse entredentes... — Como é que você tem a cara de pau de dizer que estava no shopping, enquanto eu fico aqui mofando e pensando em milhões de coisas... Milhões de coisas e que nem mesmo me sentar me era permitido...

— Simples!

— Se é “simples”, Lanie, então diga, porque já estou nervosa. Diga logo os resultados dos exames... Está tudo em ordem?

— Eu vou repetir, vamos por ordem, uma pergunta por vez... Primeiro, respondendo a sua pergunta se está tudo bem... Sim, Srta, Beckett, você está excelente... Sua saúde é de ferro! Segundo.... Porque eu fui ao shopping...

Inquieta, Kate fala — Pula esta pergunta, Lanie... Não quero saber o que você foi fazer no shopping. Pode nos dar logo o resultado do exame...

— Calma, garota, a médica aqui sou eu... — sorriu — Então, como eu estava dizendo... Você perguntou por que eu fui ao Shopping... Resposta: Bem, eu fui ao shopping para comprar presentes para vocês...

Ao ouvir tal resposta, Kate novamente se irrita — Sério, Lanie!!??

Com olhar de quem já não aguentava mais aquela pirraça da amiga, Kate disse — Se você está fazendo tanta gracinha, amiga, é porque eu estou bem, então assina logo a papelada da minha alta médica porque, me desculpa, Lanie, mas eu tenho mais o que fazer do que ficar aqui ouvindo suas brincadeiras.... — disse isso jé se virando e pedindo a Richard para ajudá-la sair da cama.

— Você já foi mais bem humorada, Katherine Beckett... — ironizou Lanie.

— Faça-me o favor, Lanie... Agora não! Eu estou indo embora. Me ajude aqui, Rick.

— Ops! A senhora não vai a lugar nenhum. Primeiro eu quero entregar o que eu comprei no shopping... — disse isto entregando um pequeno pacote a Richard e outro, uma caixa média, para Kate.

— Obrigada – Kate disse sem muita paciência — Em casa nós abrimos. Vamos Rick.

— Onde está suas boas maneiras, amiga? — Lanie indagou, risonha.

Kate revirou os olhos, encarou o noivo e, juntos, abriram os presentes... Richard abriu primeiro... era um tecido felpudo branco, tipo uma mini toalhinha de lavabo, mas sem detalhes ou bordados... Enquanto Kate abria o embrulho dela, Rick falou — Lanie, eu até agradeço o presente, mas o que é isto e para que serve?

No exato instante em que Kate conseguiu abrir o seu presente e viu o que tinha dentro, Lanie respondeu para Richard que ainda olhava para o pedaço de tecido.

Ainda sorridente, Lanie respondeu — Amigo este lenço felpudo é para você enxugar a sua baba... — ele faz uma cara de quem não estava entendendo, mas ela continuou — Porque você é o mais novo "papai" babão de Washington, D.C....

Neste momento, Kate estava emocionada, os olhos cheios d'água olhando para dois pares de sapatinhos de bebês... Sapatinhos brancos de tricô... Quando Lanie, carinhosa, deu um beijo na face da amiga e disse — Acho que eu não preciso explicar para que é isto, né amiga, e muito menos ler para você os resultados dos exames...

— Com voz embargada, Kate pergunta — Lanie... quer dizer... — olhou para Rick... Amor...

Feliz como uma criança que recebe um presente de Natal, Lanie diz — Katherine Beckett e Richard Rodgers, vocês serão papais novamente... Sim, querida, você está grávida! Gravidíssima!

Emocionado e feliz da vida com a notícia, Rick retira Kate da cama, a carrega e a levanta para o alto, e roda com ela pelo pequeno quarto, sem nem mesmo lembrar que ela estava usando uma camisola hospitalar.

Após alguns segundos, ele a põe no chão e abraça e fala repetidamente — você está grávida. Eu vou ser pai novamente de um filho seu. Eu vou ver e acompanhar esta gravidez do início até o final. Eu sou o homem mais feliz do planeta. — E a cada afirmativa que falava ele dava suaves e rápidos beijos nos seus cabelos, seu rosto, seus lábios, seu nariz, suas mãos.

Depois, Rick carregou Kate e a colocou sentada na cama, como se ela fosse uma criança e aí, foi ao encontro de Lanie e a carregou também, só que de forma totalmente diferente, sem intimidade, e após alguns segundos, ele a devolve para o chão e a abraça fraternalmente — Lanie, você me deu a melhor notícia da minha vida... — ele faz uma pausa e completa — depois do nascimento da Alexis e de eu saber da existência das gêmeas... Eu sou o homem mais feliz do mundo... Eu tenho uma mãe maravilhosa... Completa... Uma mulher extraordinária em todos os sentidos, três filhas lindas, inteligentes e saudáveis e agora... — ele fica meio perdido... Olha para Lanie e depois vai novamente encontrar Kate — E agora um bebê... — as lágrimas descem livres pela face dele... vibrando de alegria e sem nenhum constrangimento, ele, chora de emoção, acaricia a barriga ainda plana de Kate e fala — obrigada, amor! — em seguida, ainda comovido, ele se abaixa e beijando a barriga dela ele fala com a barriga — Bebê, sou eu..., o papai... — ele se ergue e abraça Kate novamente e prossegue falando — Eu só tenho que agradecer a Deus... Ele não te levou de mim... Ele devolveu você para mim e, como se isso já não bastasse, ele ainda me devolve você com duas filhas, a Bia e a Annie... E agora, mais este bebezinho... Eu nem sei se mereço isto... — ele fechou os olhos, lágrimas desciam pela face e ele conclui — Obrigada, meu Deus!

Também emocionada, Kate consegue parar as lágrimas. Enxuga seu rosto e o rosto de Rick e o puxa para si e o beija.

De repente, ouvem um som de — Huhum! Huhum! — e em seguida a voz da amiga — Não é que eu queira interromper os pombinhos... Mas que tal vocês comemorarem em outro lugar... Tipo, em casa... — Eles param de se beijar e olham para Lanie.

Imediatamente, Rick ajuda Kate a descer da cama hospitalar. Kate pergunta a Lanie. — Amiga, onde é que colocaram minhas roupas?

Lanie vai até a cabeceira da cama e aperta um botão de chamada de enfermeira que, imediatamente aparece e resolve a situação.

— Richard, que tal você ir acertar as contas no Setor Financeiro daqui do St. Thomas, enquanto eu assino a baixa hospitalar da mamãe dos seus filhotes. Assim que você chegar lá, a alta hospitalar já vai estar no sistema e eles vão poder fechar a conta. Pode ir.

Assim que ele saiu, Kate perguntou — Porque você falou para ele acertar as contas... Se eu é que sou a paciente?

Exibindo uma cara de que estava sem paciência para aquele tipo de pergunta, Lanie diz — Sério!? E depois comenta — Katherine Beckett, eu nem vou responder esta sua pergunta idiota.

— Eita, Lanie... Tudo bem... Já entendi...

— Não, Kate, você não entendeu. Garota, preste atenção! Bote na sua cabeça que você não está mais sozinha... Você agora tem uma pessoa ao seu lado... Um homem maravilhoso, que te ama e que vai cuidar de você e te apoiar em tudo, sob todos os aspectos, seja no lado emocional, familiar e também no financeiro querida. Sei que você não precisa, porque tem seu próprio dinheiro e coisa e tal... blá, blá, blá... Kate, não é nenhum demérito você deixar ele arcar com certas despesas... Ele não vai ter que penhorar nada para poder pagar as coisas para você... Igual a você, ele também tem uma excelente condição financeira,... Se não me engano bem mais que você... — Lanie piscou para a amiga — Você não estará explorando... Isto faz parte da vida de casal, garota... Acostume-se... E tenha certeza que ele está adorando pagar cada centavo desta conta e de tantas outras que surgirem. Relaxe! Vai aparecer oportunidade em que você poderá pagar, mas isto tem que ser algo natural... Você vai se acostumar...

Em menos de quinze minutos, Richard retornou e já encontrou Kate pronta para sair.

Abraços, beijinhos e despedidas.

Kate e Rick já tinham cruzado a porta do quarto quando Lanie os chamou — Hey! Acho que nem preciso dizer que quero você no meu consultório o mais rápido possível, né, mocinha? Vamos acompanhar direitinho esta gravidez... Vamos ver como é que está este molequinho ou esta molequinha aí dentro. — Lanie se aproximou e acariciou a barriga plana de Kate.

Antes mesmo de Kate responder, Rick falou — Pode deixar. Ela vai... Aliás, nós vamos. — Feliz e orgulhoso, ele passou o braço pelos ombros da noiva.

Enquanto ele falava com Lanie, Kate apreciava o rosto do noivo e sorriu com a atitude dele e, em seguida, ela falou para Lanie — Amiga, se ele está dizendo que eu vou... Eu vou, né?

As duas riram, mas a médica entrou no jogo — Acho bom mesmo. E não demorem, entenderam?

— Sim senhora! – mudando a expressão do rosto, ficando agora com ar de curiosidade, Kate pergunta — Ah, Lanie... Não entendi porque você comprou dois sapatinhos idênticos para o meu bebê...

Imediatamente Rick a interrompeu e a corrigiu — Nosso bebê, amor. Nosso!- sorriu.

— Ah, sorrry, baby! — ela sorriu e deu um selinho nele. — Claro que é nosso, seu bobo — ela pôs a cabeça no ombro dele, mas logo em seguida voltou sua atenção para à amiga. — Mas me responda, Lanie, porque dois sapatinhos idênticos? Porque não comprou cores diferentes? — fez uma pequena pausa e a olhou curiosa como quem espera uma nova notícia — Tem alguma coisa que você ainda queira me contar, Lanie? Alguma outra novidade?

— Quer mesmo que eu te responda, Kate? — Lanie entortou a boca, como quem quer guardar um segredo e olhou para a amiga com os olhos semicerrados.

— Não... – Kate ironizou — Estou perguntando por perguntar. Estou perguntando porque não tinha nada para falar. — Kate torceu a boca e depois falou fingindo impaciência — Claro que eu quero que você responda, né, Lanie...

— Amiga..., bem...- fez um suspense... Quem sabe se não vai ser dose dupla novamente? — Lanie respondeu rindo da cara de assustada que Kate fez, totalmente diferente da expressão alegre de Rick.

— Eu ira adorar dois pirralhos correndo pela casa fazendo a maior zona! — Rick falou todo feliz, parecendo um garoto — Mesmo com todo o espaço livre na cobertura, os dois, com certeza vão querer jogar bola e brincando de ‘laser tag’ no meio da sala e quebrando os vasos, derrubando os enfeites...

— Ops! – Kate o interrompeu — Deixe eu olhar bem prá você, Richard Rodgers... — Kate o mirou — Sério, Rick!?? Dois molequinhos danadinhos iguais a você? Acho que eu não iria dar conta... Só com você eu já me vejo doida, imagina com mais dois iguaizinhos a você? — sorriu — E tem mais... Minha barriga ficou imensa com a gravidez das gêmeas... Eu parecia um elefante...

Lanie a interrompeu e, colocando uma mão na testa com ar teatral, comentou — Meu Deus! Que mulher exagerada! — e olhando para Richard, a médica falou — Não acredite na metade do que ela falou, amigo, porque ela ficou uma grávida linda! Era a paciente mais linda que eu tinha e fazia inveja a todas as outras na sala de espera. Parecia uma manequim que posa para revistas especializas em Moda Gestante.

— Menos, Lanie, menos! — modesta, Kate torcia a boca...

— Eu estou falando sério, amigo. Acredite em mim. Linda demais! Aliás, você já deve ter visto dezenas de fotos dela no período da gravidez — Lanie falou para Richard, sem dar atenção ao que Kate falava.

Prestando atenção nas duas, Richard olhou bem para a noiva e a mediu de cima a baixo e falou para Lanie — Eu acredito em você, Lanie. E você está certa, eu já vi fotos dela grávida e amei!

Continuando a lamúria, Kate prosseguia – Gente, no final da gravidez eu quase não conseguia dormir... Não tinha posição boa para deitar... E depois que nasceram, eram duas bebezinhas nos meus seios... Que depois viraram bebezonhas que adoravam mamar... Haja leite... Depois duas mamadeiras por vez, duas fraldas por vez, dois banhos por vez... — em seguida ela parou, sorriu feliz e emocionada, respirou fundo, toda feliz... — Em compensação, hoje eu tenho dois sorrisos por vez, duas vozes lindas dizendo "mamãe" ao mesmo tempo... Dois coraçõezinhos enormes me amando ao mesmo tempo — ela sorria. — Eu saí no lucro.

— Terra chamando! Terra chamando! — Lanie imitou a voz metálica de um robô e tentava trazer Kate de volta dos sonhos... — Querida eu estou brincando... Helooo!!! Eu comprei dois sapatinhos para tirar onda com você... Ainda é muito cedo para saber... Lógico que existe a probabilidade de serem gêmeos... Mas é pequena... Melhor não ficar sonhando... Vamos esperar...

— Ok! Eu sei... — Kate falou... — dirigindo-se para a amiga, prosseguiu — Lanie, eu vou telefonar para seu consultório e marcar um horário.

Despediram-se, trocaram abraços e beijinhos.

Ao se despedir da médica, Kate disse — Tchau, querida. Bom final de plantão.

Felizes, Kate e Rick deixaram o hospital.

Continua...

Notas finais
Espero que gostem. ============== Kate inerte - http://33.media.tumblr.com/11f737ef8006b432ea75d86fe20df151/tumblr_n5ktipmY0T1r4xqjbo4_400.gif Richard aflito - http://33.media.tumblr.com/219b0d88e6a7870c990863124675dff6/tumblr_nmtzhxZAQd1r679i6o1_500.gif Kate pasma - http://38.media.tumblr.com/tumblr_lyx6wtjxXT1qli0cno3_250.gif Abraço forte CASKETT - http://farm9.staticflickr.com/8205/8209565349_1bd2ce3966.jpg