Amor Verdadeiro
9 Capítulo 8 - Rejeição
Cap.8 – Rejeição
(Edward)
– Meu Deus! – Bella exclamou. – A Anne vai nascer! – começou a chorar.
– Vai sim amor, mas agora eu preciso que você fique calma. – disse fazendo-a sentar no banco do carro. – Eu vou subir para pegar as suas coisas e vou levá-la para o hospital.
Subi correndo as escadas, estava com muita pressa para esperar pelo elevador. Entrei em nosso apartamento e fui para o quartinho de Anne e peguei sua mala rosa, logo depois entrei em nosso quarto e peguei a mala de Bella.
Desci correndo os seis andares e encontrei Bella arfando e se contorcendo de dor.
– Edward... Começaram as contrações! – ela disse. – Tá doendo!
– Nós vamos para o hospital. – disse jogando as malas no banco traseiro. – Fica calma! – disse pegando a direção.
Corri para o hospital.
– AÍ! – Bella gritou e colocou a mão na barriga.
– A gente já tá chegando. – disse estacionando o carro.
Desci do carro e peguei Bella no colo.
– Alguém me ajude! – pedi. – Minha mulher está dando a luz!
Logo apareceu uma enfermeira com uma cadeira de rodas, onde sentei Bella.
– Vamos levá-la para um quarto para a médica examinar. – a enfermeira disse já empurrando a cadeira de rodas, e eu a seguia. – O senhor precisa preencher a ficha dela.
– Eu vou preencher a sua ficha e já te encontro. – disse lhe dando um selinho.
– Tá bem. – disse. – Não demore.
Preenchi a ficha da Bella e liguei para Alice avisar o restante da família que a minha filha ia nascer.
– Para qual quarto minha mulher foi levada? – perguntei.
– Quarto 304. – disse.
Peguei o elevador e fui para o terceiro andar. Logo encontrei o quarto e já fui logo entrando. A médica estava examinando-a.
– Com licença. – disse ao entrar.
– Quem é o senhor? – a médica perguntou.
– É meu marido. – Bella disse ainda com dor.
– Sr Cullen, certo? – ela perguntou e eu assenti. – Bem, a Sra Cullen está com contração, mas ainda não tem dilatação. Vamos deixá-la um tempo no soro e assim que tiver dilatação suficiente faremos o parto.
– Tudo bem. Posso ficar aqui com ela? – pedi.
– Pode sim. Qualquer coisa é só chamar. – disse saindo do quarto.
– Liguei para Alice avisar o resto da família. Daqui a pouco estarão todos aqui. – disse dando um beijo em sua testa.
– Não vejo a hora de ver o rostinho dela. – disse alisando a barriga.
– Eu também amor. – disse beijando sua barriga. – Papai está ansioso pra te ver linda!
Duas horas depois...
Estávamos na sala de cirurgia e Bella tentava trazer nossa filha ao mundo.
– Mais um pouco de força Isabella! – a médica pediu.
– Eu... Eu não... Consigo. – disse sem fôlego.
– Mas é claro que você consegue! – disse. – Aperta minha mão e faz força. A Anne precisa de você agora mais do que nunca!
Bella fez como eu pedi, fez força e pouco tempo depois ouvi o chorinho de Anne.
– Nossa filha nasceu! – disse sorrindo e chorando ao mesmo tempo.
– Eu quero vê-la. – ela pediu.
A enfermeira a enrolou em um pano e colocou no meu colo.
– Seja bem vinda ao mundo princesa! – disse e dei um beijinho em sua testa.
– Oi linda! – Bella disse emocionada.
– Precisamos levá-la para fazer alguns exames. – a enfermeira disse pegando-a do meu colo.
– Ela tem alguma coisa grave? – Bella perguntou preocupada.
– Não se preocupe Sra Cullen! São exames de praxe. – ela explicou.
– Ah tudo bem. – ela disse.
– Assim que ela terminar os exames e tomar um banho será levada para o quarto, para ficar junto com a mamãe. – disse levando a minha princesa.
Fui até o berçário onde cuidavam da nossa filha, enquanto terminavam os últimos procedimentos com a Bella.
Logo em seguida vi uma enfermeira sair do berçário com Anne nos braços.
– Desculpe você vai levá-la para ficar com a mãe? – perguntei.
– Sim. É a filha da Sra Cullen. – ela disse parecendo não saber que eu era o pai.
– É minha filha. Sou Edward Cullen. Será que eu posso levá-la? – pedi.
– Sim. – ela disse sem graça e me entregou minha filha. – Eu vou acompanhá-lo, pois preciso explicar para sua esposa como deve amamentá-la.
Chegamos a porta do quarto e ouvi alguém me chamar.
– Edward! – era Alice e minha mãe.
– Que bom que vieram! – disse cumprimentando as duas com beijos.
– Será que eu posso ver a minha sobrinha? – Alice pediu.
– Mas tem que ser rápido, pois ela vai mamar. – a enfermeira disse.
– Tudo bem. – Alice respondeu.
Virei Anne para que elas vissem o seu rostinho.
– Tem certeza que não é a criança errada? – minha mãe perguntou.
– Claro que tenho mãe! – disse.
– Eu jamais entreguei uma criança errada Sra! – a enfermeira se defendeu.
– Tudo bem. – minha mãe se rendeu.
– Precisamos entrar Sr Cullen.
Abri a porta e vi Bella sorrir.
– Olha só quem eu trouxe para ficar com a mamãe. – disse me aproximando de Bella.
– Traga ela logo! – ela disse ansiosa.
– Calma amor. – disse sorrindo.
– Primeiro a Sra precisa abrir a camisola e fazer a higiene do seio. – a enfermeira disse ajudando-a com o procedimento. – Agora o Sr pode entregar a bebê.
Coloquei Anne no colo de Bella, mas ela me olhou assustada.
– Essa não é nossa filha! – ela disse.
– Claro que é amor! – disse.
– Não Edward! – disse começando a chorar. – Olha a cor dela!
– Eu disse. – minha mãe falou atrás de mim.
– Eu vou repetir: Eu nunca entreguei uma criança errada! Essa menina é do casal Cullen! – a enfermeira enfatizou.
– Não, não é! – Bella estava ficando nervosa.
– Calma Bella! – Alice tentou acalmá-la.
– Essa não é minha filha! Eu quero a minha filha! – Bella disse. – TIRA ESSA MENINA DAQUI! – ela gritou assustando a Anne.
A enfermeira pegou-a saindo do quarto e eu fui atrás.
– Desculpe Sr, mas eu tenho certeza que essa é a filha do casal Cullen. – disse preocupada.
– Eu sei que é. – disse. – A minha esposa teve um caso passageiro antes de nos casarmos e sabíamos que talvez a menina não fosse minha filha biológica, só não imaginava que ela fosse reagir dessa forma.
– Eu vou encaminhar a criança ao conselho tutelar. – a enfermeira disse.
– Conselho tutelar? – questionei.
– Sim. Para que vá para adoção.
– Mas quem disse que eu vou entregar a minha filha para adoção?
– O Sr quer ficar com a menina? – ela perguntou.
– Mas é claro que eu vou ficar com a minha filha! Em nenhum momento disse que não ficaria com ela.
– Mas é que ela não é sua filha.
– Quem disse que não? – questionei. – A Anne é minha filha! Independente da cor da pele ou do sangue que corre em suas veias, ela é minha filha! – disse.
(Bella)
Acordei e encontrei a Rose do meu lado.
– Rose! – exclamei e ela me abraçou.
– Bellinha! – disse fazendo carinho nos meus cabelos. – Você não devia rejeitar a sua filha assim! Ela é linda!
– Ela não é minha filha! – disse chorando.
– Ela não é filha do Edward, mas ela saiu de você Bella! Foi você quem gerou e quem deu a vida.
– Ai Rose porque isso tinha que acontecer comigo? – perguntei. – Eu tinha tanta esperança que ela fosse filha do Edward, mas quando eu a vi já tomada banho e vestida percebi que ela não era filha dele, do meu marido.
– Ele a assumiu desde o primeiro momento! – Rose rebateu.
– Eu sei, mas eu não consigo nem olhar pra ela!
– Você tem que ver o cuidado e o amor que ele tem por ela. – Rose disse maravilhada.
– E por falar nisso cadê ele?
– Deve estar lá no berçário ajudando a enfermeira com ela.
– Aí minha filha! – minha mãe entrou igual a um furacão.
– Oi mãe! – disse.
– O que você está fazendo aqui? – Rose perguntou.
– Como o que? – questionou. – Vim visitar minha filha, já que a outra já renegou a mãe!
– Reneguei mesmo! – Rose disse. – Quer saber de uma coisa? Eu vou ver a minha sobrinha e impedir o Edward de vim até aqui.
– Ele já sabe que estou aqui! – minha mãe disse. – Encontrei com ele no berçário.
– Então você já viu a menina? – perguntei.
– Sim. Já sei que ela não é filha do Cullen. – disse sorrindo. – Eu vou cuidar de você filha! Sei que o seu marido não vai querer saber de você e da menina, mas a mamãe vai cuidar de vocês.
– Quem foi que disse que o Edward não vai querer cuidar delas? – Rose perguntou.
– Pelo simples fato da menina não ser filha dele!
– Você é louca ou o quê? – Rose já estava ficando nervosa. – O Edward ama essa menina e já a assumiu como filha. Ele vai cuidar das duas! Ninguém precisa de você aqui! – disse já empurrando a mamãe para fora do quarto.
– Rose a deixa ficar mais um pouco? – pedi. – Eu preciso de um pouco de carinho.
– Viu? Ao contrário de você, a sua irmã precisa de mim!
– Quer saber de uma coisa? Vocês duas se merecem! – Rose disse e saiu do quarto.
(...)
Dois dias depois...
A enfermeira estava me ajudando no banho, pois receberia alta hoje mesmo, quando Edward entra no banheiro.
– Pode me deixar sozinho com ela? – ele pediu. – Eu ajudo-a com o banho.
A enfermeira não disse nada e saiu.
Terminei o banho e desliguei a torneira. Edward me ajudou a secar-me.
– Não precisa me ajudar. – disse sem graça. – Sei que está morrendo de raiva de mim!
– Quem te disse isso? A louca da Tanya? – ele perguntou.
– Não! Mas eu sei que está! Desde que essa menina nasceu você nem apareceu mais aqui!
– Eu fiquei com a Anne sim, mas sempre que eu vinha para cá você estava dormindo. E eu ficava do seu lado, velando o seu sono.
– A minha mãe está vindo me buscar. – disse.
– Por quê?
– Eu vou morar com ela e se quiser entregar a menina para adoção, fique a vontade. Eu não vou ficar com ela!
– Eu não vou deixar você ir morar com a sua mãe e não vou entregar a Anne para adoção! – disse com os olhos cheios d’água. – Você ainda é a minha mulher! – disse me dando um selinho. – E a Anne já é nossa filha perante as leis.
– Como?
– Eu já registrei a Anne como nossa filha! – disse sorrindo.
– Você vai ficar com ela?
– Nós vamos! Ela é minha filha independente de qualquer coisa! – disse olhando nos meus olhos. – Vamos? – perguntou pegando a minha mão.
Entramos no quarto e minha mãe estava me esperando com um homem, que percebi ser o mesmo que encontramos no shopping, ou seja, o pai biológico da menina.
– O que você está fazendo aqui com esse homem? – perguntei.
– Eu vim te buscar filha! – disse sorrindo. – E ele veio buscar a filha dele. – disse olhando para Edward.
– Ninguém vai levar a minha mulher e a minha filha! – Edward disse encarando-os.
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