Amor Verdadeiro

10 Capítulo 9 - Regeneração


Notas iniciais
Olá.....não disse que em breve eu voltava, sei que o meu breve é meio longo, mas o que vale é a intenção!!!! Vamos ao capítulo??

Cap.9 – Regeneração

(Bella)

– Porque você trouxe esse homem até aqui mãe? – perguntei.

– Ele é o pai da sua filha! Nada mais natural do que ele levá-la, já que você mesma disse que não a quer. – minha mãe afirmou.

– Eu sou o pai da Anne! Legalmente! – Edward disse ainda sem me soltar.

– Do que ele está falando? – minha mãe perguntou.

– Ele registrou a menina como nossa filha. – disse.

– Mas você disse que não queria a menina.

– Eu não quero mesmo, mas o Edward quer e já registrou a menina. – disse. – Agora será que vocês podem ir embora?

– Eu vou te esperar lá fora!

– Não precisa Tanya. Bella vai para casa comigo e a nossa filha. – Edward disse.

– Eu duvido!

– É verdade mãe! – disse.

– Mas e a menina? Você disse que não queria nem ficar perto dela.

– Mas eu quero ficar perto do meu marido! – disse e ele me seguro junto ao seu corpo.

– Se mudar de idéia pode me ligar que eu venho buscá-la. – minha mãe disse e saiu do quarto acompanhada do pai biológico da Anne.

– Então esse é o pai biológico da Anne? – Edward perguntou. – Não é aquele cara que enco...

– Não quero falar sobre isso! – interrompi, indo até a minha mala para pegar uma roupa para me vestir.

– Tudo bem! – ele disse sem graça. – Quer ajuda?

– Não! – disse e comecei a me vestir.

Já vestida, saímos do quarto, mas Edward parou no meio do caminho.

– Preciso ir até o berçário. – disse sem graça. – Não quer ir junto?

– Me dá a chave do carro. Eu te espero lá.

– Tudo bem. – ele disse me entregando a chave.

Entrei no carro e comecei a chorar.

– Eu acabei com a minha vida, com o meu casamento! – disse chorando.

Alguns minutos depois Edward apareceu com a menina nos braços. Ele entrou pela porta de trás do carro.

– Vou ter que pedir para você dirigir. Preciso providenciar uma cadeirinha para ela. Não é princesa? – ele começou a conversar com a menina.

Sai do carro e dei a volta. Dei partida e fomos para casa.

(...)

Chegamos em casa e Edward já me deixou sozinha.

– Eu vou levá-la para o quarto dela. – disse sorrindo. – Agora você está em casa filha! – o ouvi dizendo para a garota.

Fui para nosso quarto e fiquei olhando ao redor.

– O que foi meu amor? – Edward perguntou me abraçando.

– Quanta coisa eu ainda vou perder? – perguntei chorando.

– Você não perdeu nada meu amor. – disse ficando de frente para mim e limpando minhas lágrimas.

– Perdi sim! – afirmei. – Nunca tive uma mãe de verdade, perdi a minha dignidade quando ia pra cama com outros homens, perdi a nossa filha.

– Você não perdeu a nossa filha! Ela está no quarto da frente! – ele disse sorrindo.

– Ela não é nossa filha! Ela não é sua filha! – disse.

– Não é assim que eu a vejo! – disse.

– E estou correndo o risco de perder o meu marido, o homem da minha vida! – chorei mais ainda.

– Eu estou aqui do seu lado.

– Até quando? – questionei. – Até aquela garota chorar?

– Aquela garota é sua filha! – ele disse sério. – É ridículo esse papel que está fazendo. – disse saindo do quarto.

– Aonde você vai? – perguntei.

– Ver a MINHA filha! – disse e saiu.

Fiquei perambulando pelo quarto até que meu celular começou a tocar.

– Alô! – atendi com raiva.

Oi irmãzinha! Sou eu! – ouvi do outro lado da linha.

– Oi Rose! – disse sem animo nenhum.

Fiquei sabendo que a minha sobrinha linda já está em casa.

– Está com o Edward. – disse.

Mas é um pai coruja mesmo!

– Ele não é pai dela Rosalie! – disse com raiva.

Pai é quem cria, quem dá amor e carinho e é isso que ele está fazendo, então ele é o pai!

– Que seja! – disse.

Amanhã Alice e eu daremos um jeitinho de ir até aí para vê-las, tá bom?

– Tá. – disse.

Despedimos-nos e desligamos. Edward ficou praticamente o dia todo lambendo aquela garota.

Alguns dias depois...

Edward passou a cuidar sozinho da menina com a incrível ajuda da mãe Renée.

Muitas vezes ele me largava sozinha na cama para cuidar da pentelha, que chorava a noite toda. Eu já não agüentava mais aquela situação, ainda mais com Renée me olhando torto toda vez que vinha até nossa casa ajudar o Edward.

Estava tomando café e ela me olhando, como se fosse me fuzilar.

– A pequena acordou com fome. Vou fazer a mamadeira dela. Pode segurá-la um pouco mãe? – Edward pediu.

– Porque a Bella não segura? – ela questionou. – Ou melhor, porque ela não amamenta a Anne?

– Mamãe, por favor, não começa! – Edward pediu.

– Porque não? – ela rebateu. – Ela é mãe dela!

– Eu vou para o meu quarto! – disse me levantando.

Se fosse antigamente Edward teria vindo atrás de mim, mas não aconteceu, pois essa garota era o centro das atenções agora!

Comecei a pegar as minhas coisas e jogar dentro de algumas malas, o que ficasse faltando buscaria depois.

Cheguei a sala e Edward se assustou.

– Aonde você vai? – perguntou.

– Estou voltando para a casa do meu pai. Peça para o advogado cuidar do nosso divorcio. – disse e as lágrimas rolaram pelo meu rosto.

– Bella espera! – Edward pediu, mas já estava passando pela porta. – ESPERA BELLA! – ele gritou quando estava entrando no elevador. – Porque está fazendo isso?

– Eu não agüento mais essa situação! Não agüento o seu distanciamento! Você só quer saber dessa garota!

– Ela é só um bebê! Precisa de cuidados! – ele justificou.

– Já que ela precisa tanto de você, vou deixá-los sozinhos para que possam se curtir.

– Bella olha o quanto está sendo ridícula! Você está com ciúmes da nossa filha! – ele afirmou.

– ELA NÃO É NOSSA FILHA! – gritei quando algumas pessoas entravam no elevador.

– Desculpe, mas está subindo. – Edward disse apertando o número do nosso andar.

– Eu não vou voltar para lá! – disse chorando com raiva.

– Vai sim! – ele disse. – Você não vai embora! Nem que para isso eu tenha que te amarrar na cama! – disse entrando em casa, enquanto Renée fazia aquela peste dormir.

Edward me levou para o quarto.

– Eu não vou deixar você ir embora. – ele disse e nos beijamos.

(Edward)

Um mês depois...

Acordei com o chorinho gostoso de Anne. Tirei Bella cuidadosamente de cima do meu peito, para que ela não acordasse, mas foi inevitável.

– Onde está indo? – perguntou e logo ouviu o choro da Anne. – Ah claro! – disse com desdém.

– Eu vou ver o que houve e já volto! – disse lhe dando um selinho.

Entrei no quartinho dele e fui direto ao berço.

– O que foi princesinha? – perguntei ao pegá-la no colo. – Meu Deus! Você tá ardendo de febre! – coloquei-a de volto no berço e arrumei a sua bolsa para levá-la ao médico.

Voltei para o quarto e troquei de roupa.

– Aonde você vai? – Bella perguntou.

– Vou levar a Anne no médico. Ela está ardendo de febre.

– Crianças sempre têm febre, deve ser um resfriado, logo passa. Volta pra cama! – ela disse em um pingo de preocupação.

– Dá pra você fingir pelo menos uma vez na vida que se preocupa com a SUA filha! – disse com raiva.

– Ela não é minha filha!

– É sim! Mesmo que você não aceite, foi de dentro de você que ela saiu! – disse saindo do quarto.

Peguei Anne e a bolsa dela e fui direto ao hospital.

(...)

Voltei para casa duas horas depois e vi que a minha mãe estava em casa.

– Então filho o que o médico disse? – perguntou.

– A Anne está com uma infecção. Precisa tomar antibióticos. – disse sem olhar para Bella.

– Tadinha da minha neta! – Renée disse pegando a menina do colo de Edward.

– Sabe o que a médica me perguntou Bella? – agora eu a olhava.

– Não. – ela disse.

– Se ela estava sendo amamentada corretamente e onde estava a mãe dela. Eu disse que a mãe dela morreu!

Bella ficou pálida.

– Ela disse que se ela estivesse sendo amamentada, não estaria com infecção. – disse. – Mãe fica um pouco com ela, que eu vou até a farmácia.

(Renée)

– É o seguinte Isabella! Acabou a palhaçada! – disse colocando minha neta no carrinho.

– Do que está falando? – ela perguntou assustada.

Fui até o quarto da Anne e peguei um pedaço de algodão. Fui até a cozinha e o molhei na água mineral. Voltei até a sala.

– Levante a blusa. – disse.

– O que? – perguntou alarmada.

– Você vai amamentar essa menina e vai ser agora!

– Eu não posso fazer isso!

– Você deve fazer isso! Ela é sua filha! – disse. – Essa garota é a coisa mais importante da vida do meu filho, se acontecer alguma coisa com ela, o Edward não vai agüentar.

Ela me olhou chorando.

– Você quer perder o seu marido? – perguntei.

Ela parou, pensou e levantou a blusa.

– Foi o que pensei. – disse. – Passe esse algodão no bico do seio. – disse.

Ela passou e me olhou.

Peguei Anne do carrinho e lhe entreguei.

– Coloque o bico do seio na boquinha dela.

– Eu não sei se ainda tenho leite. – disse chorando.

– Vamos descobrir agora.

Anne começou a sugar.

– Aí! – Bella gemeu de dor.

Anne continuou sugando.

– Você ainda tem leite. – disse.

– Mas isso dói!

– É normal.

Anne estava sendo amamentada e logo essa infecção ia passar!

– Filha! Minha filha! – Bella disse emocionada. – Me perdoa meu amor!

– Meu Deus! – Edward exclamou assim que entrou no apartamento.

– Ela está mamando filho! A Bella ainda tem leite! – disse também emocionada.

– Meu amor. – Edward disse sentando-se ao seu lado.

– Me perdoa? – ela pediu.

– Não tem o que perdoar você só estava confusa. – disse dando um beijo em seus cabelos.

– Bem, vou deixá-los a sós. – disse.

– Obrigado mãe! – Edward disse.

– Obrigada por tudo Renée. – Bella disse. – Será que você pode vim amanhã me ensinar a cuidar dela?

– Claro que sim. – disse e dei um beijinho na cabeça da Anne. – Amanhã a vovó volta!