Amor Verdadeiro
8 Capítulo 7 - Chegou a hora
Notas iniciais
Capítulo 7 — Chegou a hora
(Bella)
– Ele pode ser o pai dela! – disse chorando.
Edward sentou ao meu lado e pegou minha mão.
– Amor, não fica assim. – ele disse fazendo carinho na minha mão. – Não tem porque você chorar, eu sempre soube que existia a possibilidade de não ser o pai biológico.
– Você é o pai dela, mesmo que qualquer exame prove o contrário! – disse chorando ainda mais.
– Então porque está chorando. – ele fez com que eu sentasse no colo dele.
– Eu tenho medo de perder você! – disse.
– Não tem por que. – ele me deu um selinho. – Se eu tivesse que te deixar, já teria feito isso, aliás, nem teria me casado com você.
– Eu sei que está tentando se livrar de mim, mas pode esquecer meu bem! Casou? Agora vai ter que me aguentar para o resto da vida! – disse sorrindo.
– Isso não é sacrifício algum. – lhe dei um selinho. – Posso te pedir uma coisa?
– Até duas.
– Faz amor comigo?
– Não precisa pedir duas vezes! – ele disse me levando para o quarto.
(...)
Acordei e vi que a cama estava vazia. Quando estava prestes a me levantar, vi Edward entrando no quarto com uma bandeja.
– Ah! Eu queria te acordar, amor! – ele lamentou.
– Desculpe. – disse. – Mas o que tem aí? – perguntei me referindo a bandeja.
– Nosso café da manhã. – disse colocando a bandeja na cama.
Nela tinha tudo o que eu gosto: suco, café, pão, frios, fruta, iogurte, granola, mel, tinha até mini sonho de padaria, que eu amo!
– Isso é o que eu chamo de café da manhã reforçado! – disse pegando o mini sonho.
– Você precisa recuperar as energias. – riu. – Não acredito que você está vermelha!
Realmente tinha sentido minhas bochechas quentes.
– Pois é mesmo depois de tudo o que já fiz, ainda sinto vergonha.
– Bella isso é passado! Agora vamos focar em nós três: você, eu e a nossa princesa. – ele disse fazendo carinho em minha barriga de 7 meses e a nossa menininha chutou.
– Acho que ela tá concordando. – disse.
– Isso mesmo filha! – Edward disse e deu um beijo em minha barriga. – Diz pra mamãe parar de falar besteria!
– Eu te amo! – disse olhando em seus olhos.
– Eu também te amo, muito! – disse e me beijou.
– Você não tem que ir para a faculdade? – perguntei.
– Não. Hoje tirei o dia para cuidar de você.
– Sabe que não precisa...
– Sei – ele me interrompeu. – Mas eu quero!
Terminamos nosso café e Edward decidiu ir para a piscina na casa dos pais dele.
– Não sei se é uma boa ideia. – disse.
– E porque não?
– Você sabe que a sua mãe não gosta muito de mim.
– Besteria. Ela está bem mais receptiva. – ele disse. – Já pegou o biquíni?
– Já sim.
– Então vamos logo! – ele saiu me puxando para fora do apartamento.
(...)
– Que surpresa boa meu filho! – Renée disse assim que viu Edward.
– Oi mãe. Tudo bem? – ele perguntou.
– Melhor agora. Estava com tanta saudade! Nunca mais veio me ver. – disse fazendo bico.
– Sem drama dona Renée! – Edward brincou. – Estou ralando na faculdade e quando chego em casa tenho que dar atenção para minha mulher. – ele me abraçou.
– Oi Bella. – ela disse sem graça.
– Oi Renée. – disse.
– E como está a criança?
– Está bem. – disse.
– Estamos pensando em um nome, não quer dar um palpite? – Edward perguntou.
– Não sei. – ela disse.
–Eu tenho um palpite ótimo! – Alice disse descendo as escadas.
– Qual? – perguntei sorrindo para a minha amiga.
– Alice! – ela disse rindo.
– Até parece que eu vou dar o seu nome para a minha filha! – Edward protestou.
– Não sei por quê. – Alice disse com a cara emburrada.
– Vamos nos trocar amor. – Edward saiu me puxando escada acima.
Entramos no antigo quarto dele para nos trocarmos.
– Você ficou linda de biquíni com esse barrigão. – Edward me abraçou por trás acariciando a minha barriga e a bebê acabou chutando. – Que coisa feia, chutando o papai? – ele brincou se agachando na minha frente para beijar a minha barriga.
– Vamos logo amor! Agora eu quero nadar. – disse.
Descemos as escadas e encontramos Renée tricotando, nem sabia que ela fazia tricô.
– Vamos para a piscina mãe? – Edward chamou.
– Agora não filho! – ela disse. – Tenho que terminar um casaquinho que comecei.
– E para quem é esse casaquinho? – Edward perguntou.
– Como para quem? Para a minha neta! – ela disse sorrindo.
– Você está fazendo um casaquinho de tricô para a minha filha? – perguntei emocionada.
– Bem, o meu filho decidiu assumi-la como filha, então, tecnicamente ela é a minha neta.
– Está certo mamãe! – Edward disse apertando a minha mão. – Depois vá nos fazer companhia.
– Tudo bem! – ela disse e voltou para o tricô e nós fomos para a piscina.
Edward logo caiu na água e me deitei ao lado de Alice na espreguiçadeira.
– Ham... Posso saber que sorriso é esse? – Alice perguntou.
– Você sabia que a sua mãe está fazendo roupinhas de tricô para a minha filha?
– Como é que é? – Rose perguntou rindo. – A bruxa? Fazendo roupinhas? Para a minha sobrinha? Impossível!
– É verdade Rose! Eu também teria essa mesma reação se alguém tivesse me contado, mas não, eu vi e ela mesma falou que está assumindo minha filha como neta dela.
– Bella eu sei que é tudo lindo e maravilhoso, mas toma cuidado! A dona Renée não dá ponto sem nó! – Alice me alertou.
(Renée)
Alguns dias depois...
Tinha acabado de chegar ao café que Tanya tinha marcado de me encontrar e logo a avistei com um rapaz.
– Boa tarde! – disse educadamente.
– Boa tarde Renée! – Tanya sorriu. – Sente-se, por favor.
Sentei-me de frente para ela.
– Deixe-me apresentar, esse é Jacob Black, pai biológico da minha neta. – disse com nojo. – Jake, essa é Renée Cullen, sogra da minha filha.
– Então a senhora que é a mãe daquele banana? – Jacob disse rindo.
– Eu não admito que fale assim do meu filho! – disse com raiva.
– Você não tem que admitir nada! – Tanya disse. – Tem que ser muito frouxo para assumir um filho que nem é seu!
– O Edward ama as duas. – disse. – Ele só não quer perder a Bella. – justifiquei os atos do meu filho.
– Eu não te chamei aqui para defender o seu filhinho, mas para lhe fazer uma proposta.
– Proposta? Que tipo de proposta? – perguntei.
– Bem, não é segredo para ninguém que você nunca aprovou o romance da Bella com o Edward, então, Jacob e eu tivemos uma ideia que vai beneficiar a todos nós.
– Que ideia?
– É muito simples, você só precisa nos ajudar a tirar a menina da Bella...
– Tirar a filha da Bella? – interrompi-a.
– Não arrancar a menina dos braços dela, mas fazer com que o Jacob consiga a guarda da menina. Isso fará com que a Bella largue o Edward e corra para os braços do Jacob.
– E onde você entra na história? – perguntei.
– Quando isso vier a acontecer, Jacob vai levar a Bella para Barcelona, ela vai ser exclusiva dele e ainda vou receber uma grana preta!
– Você não vale nada Tanya! – disse. – Você quer destruir a vida da Bella e do Edward, e eu não vou permitir isso!
– Como é que é? – Tanya perguntou furiosa.
– Eu não vou participar disso! Vocês não vão tirar a minha neta dos pais! – disse com raiva.
(Edward)
Um mês depois...
Ver Bella tomar banho alisando o ventre de 8 meses, agora era a minha mais nova mania. Ela ficava simplesmente deslumbrante.
– Porque você não para de ficar me admirando e entra aqui comigo? – Bella perguntou.
– Não precisa pedir duas vezes! – disse tirando a roupa.
Entrei no box abraçando-a por trás e comecei a alisar sua barriga, e logo nossa menininha começou a mexer.
– Às vezes eu acho que ela gosta mais de você do que de mim! – Bella fez bico.
– É claro que não amor. – fiquei de frente com ele e lhe dei um selinho.
– É só você colocar a mão na minha barriga que ela começa a mexer.
– Isso significa que ela também gosta de mim. – sorri.
– Mas ela tava quietinha!
– Pára de drama meu amor! A nossa filha ama você também. – disse. – Afinal, de contas é você quem está carregando esse barrigão, onde ela está abrigada, é você quem vai sentir as dores para trazê-la ao mundo. – dei um beijo em sua testa. – Não precisa se preocupar!
– Tá bem! Eu vou parar com isso. – disse.
Terminamos nosso banho e ela começou a me mostrar as roupinhas de tricô que a minha mãe fez para ela.
– Não são lindos? – ela perguntou sorrindo.
– São sim. Mamãe está caprichando! – disse sorrindo.
– Não esperava que a sua mãe fosse aceita-la assim tão fácil!
– Ela sugeriu um nome para ela.
– Ah é? Qual nome?
– Anne.
– Gostei. – ela disse alisando a barriga. – Gostou do seu nome Anne?
Passamos o resto da noite conversando com a nossa pequena Anne.
Uma semana depois...
Aproveitamos o final de semana livre para almoçarmos com a família de Bella.
– Bellinha você ficou linda grávida! – Rose disse a irmã.
– Também acho! – disse abraçando-a por trás.
– E você Rosalie? Quando vai me dar um netinho? – Charlie perguntou.
– Só depois que eu e o Emm nos casarmos. Nem vem pai! – Rose ralhou com o pai.
– Acho melhor irmos amor. – Bella disse.
– Sim, vamos!
Despedimo-nos da família dela e seguimos para a nossa casa.
Bella estava cansada e veio o caminho todo dormindo.
– Chegamos amor. – sussurrei em seu ouvido assim que estacionei o carro em nossa vaga do prédio.
Saí e dei a volta no carro para ajuda-la a sair.
Assim que Bella ficou de pé, ela me olhou com o rosto todo vermelho.
– O que foi? – perguntei.
– Acho que eu fiz xixi. – ela sussurrou.
– Bella... Isso não é xixi, a sua bolsa estourou!
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