Amor Universitário

40 Capítulo 39 - Fuga bem sucedida.


Notas iniciais
PESSOAS DO MEU CORAÇÃO ESTOU SEM COMPUTADOR! Quer dizer, estou com um reserva que é mil vezes mais lento e não sei quando dará para postar novamente e me desculpo pelo atraso T_T' Mas ai está o novo capítulo e eu não irei abandoná-las (los) Boa Leitura *-------*

POV TERCEIRA PESSOA

Os olhos do detetive apertaram-se após a breve leitura, preferia imaginar que não era possível Midorima fugir de um dos presídios mais bem guardados da região, porém vindo dele, mas duvidava de tal coisa, o jovem já se mostrou bem astuto e um bom estrategista, ponderou um momento, medindo as possibilidades de sair de lá vivo, não tinha a menor possibilidade caso não tivesse alguém de dentro facilitando a fuga ou se tivesse super poderes, Monroe sabia que pela ultima opção não seria. Por hora iria se preocupar com Kagami que continuava de olhos fechados, certificou-se que ainda havia pressão arterial, suspirou aliviado quando viu que ela era constante. A ambulância já estava à caminho, todos os policiais envolvidos na operação estavam reunidos do lado de fora da casa, Monroe decidiu juntar-se à eles.

– x –

Midorima aprendera a ver as horas de acordo com a posição do Sol em um acampamento de verão que fora obrigado a ir, nunca achara que aquilo realmente teria alguma utilidade, porém estava sendo de grande ajuda. Agora se encontrava sozinho em sua cela, seu antigo companheiro fora jogado na solitária, o contato do jovem entre os guardas tratou de forjar um pequeno canivete que supostamente estaria com aquele homem, tornando assim tudo mais fácil, sabia que o principal seria sair daqueles muros, por que com certeza Takao — ou como Midorima gostava de falar -, o seu peão estava a sua espera.

O plano era relativamente simples para o jovem de cabelos esverdeados, quando terminasse o banho de Sol dos outros detentos, o seu contato passaria trancando as celas, mas em vez de trancar a de Midorima, a deixaria aberta, deixaria ali também um uniforme que era idêntico aos que os guardas usavam e também uma peruca, então Midorima se vestiria e esperaria abaixar um pouco o movimento e então sairia da sua cela sem ser notado, se esta parte ocorresse sem problemas e se nenhum preso soar o alarme, o resto seria simples.

Com o fim do banho de Sol, os presos entraram em suas celas, em seguida viera o guarda trancando uma a uma, ao chegar à de Midorima, jogou disfarçadamente um saco preto para dentro, sem demora o jovem ficou em um extremo da cela que impedia os outros detentos o ver. Tirou o tradicional macacão laranja que o caracterizava como um detento, colocando o uniforme que seria seu disfarce, colocou a peruca loira e tirou os óculos, sua visão ficara embaçada, até demais, isso poderia acabar comprometendo a operação, mas deu continuidade.

Esperou um pouco apurando os ouvidos, os detentos estavam quietos, atreveu-se a ir para frente da cela, nenhum olhar era direcionado a si, empurrou a porta da cela lentamente, pedindo mentalmente para que esta não fizesse nenhum barulho, agradecendo quando ela se abriu o suficiente, não vira motivo para se arriscar a fechá-la, apertou o passo teria que passar na frente de todas as celas, para sua sorte ninguém dirigiu um segundo olhar para o guarda apressado, virou na esquina do corredor, tendo o cuidado de manter a cabeça baixa.

Já havia visto as plantas deste lugar, teria que seguir neste corredor, virar para a esquerda e em seguida para a esquerda novamente e então se depararia com a saída para os guardas. Estava virando a esquerda quando viu dois guardas conversando, diminuiu o ritmo bruscamente, começando a andar calmamente, assim que virou na outra esquina de corredores, voltou a andar rapidamente. E lá estava a porta, de coloração verde escura, com uma pequena placa em cima escrita “Saída para os funcionários”. Ao abri-la, viu seu contato parado do lado da máquina de identificação digital, não sabia que havia isto, arregalou os olhos minimamente, seu contato logo inseriu seu polegar no leitor de digitais, a porta se abriu e com um manejo de cabeça indicou que era para Midorima passar, algo que ele fez quase de imediato.

Uma vez fora do presídio, viu um carro preto estacionado, a janela desceu devagar, revelando seu peão, abriu um sorriso mínimo, entrou no carro no lugar do carona.

– Senti sua falta Shin-chan. – Um sorriso idiota reinava nos lábios de Takao.

– Eu também senti a sua. – Imitou o ato do outro antes de selar seus lábios em um selinho demorado que pegara Takao desprevenido, nem por isto foi menos satisfatório, mas para Midorima, aquilo era apenas uma forma de assegurar a lealdade do moreno, não sentira nada com o beijo, era apenas uma jogada necessária para que o seu peão mova-se pelo tabuleiro de acordo com suas ordens. – Vamos?

– S-Sim. – As bochechas do moreno avermelharam-se, um pouco atrapalhado deu a partida no carro.

O resto do trajeto fora calmo, o esconderijo temporário seria em um hotel velho e medíocre no subúrbio da cidade, não demoraria a notarem sua fuga, o hotel estava aos pedaços, sua fachada corroída pelo tempo, a pintura que um dia fora azul, hoje já não tinha nenhum sinal de sua cor original, os tijolos eram visíveis, estacionaram o carro na frente e entrou, a pequena escada de madeira que levava para a porta rangia, Takao chegou a duvidar que sustentasse seu peso.

No saguão que se resumia a um espaço vazio e um balcão, uma mulher velha estava atrás deste, um cigarro aceso estava entre seus dedos enrugados, pagaram em dinheiro, a mulher deu-lhes a chave e explicou que o quarto era no segundo andar a direita, indicou a escada ao lado do balcão, esta se encontrava ainda mais acabada que o resto do prédio, a cada passo a velha escada rangia, como se lamentasse por todos os anos de uso, no topo da escada viraram no corredor, no final deste tinha outra escada, igualmente acabada, esta tinha alguns degraus totalmente inutilizáveis.

Chegaram ao segundo andar, viraram a direita, o quarto era logo o primeiro, usaram a chave para abri-lo, este não saia do nível do hotel.

– Vamos sobreviver para terminar o plano? – O moreno testava as tabuas antes de por o seu peso sobre elas.

– Se preocupe em conferir se tudo está pronto. – Midorima arrancou a roupa de guarda vestindo uma sua própria que estava no carro. – Daqui dois dias tudo será acabado e então ficaremos junto não é mesmo? – Sorriu de forma doce, algo que aqueceu o coração de Takao, Midorima não se importava nem um pouco de ser tão dissimulado.

– Sim! — Aproximou-se do outro, envolvendo-o em um abraço. — Vamos acabar com isto logo... Ou melhor, com eles.