Amor Universitário

35 Capítulo 34 - Amor insano.


Notas iniciais
Cheguei *-*' Beeeem novo capítulo ai né como o prometido *-* Espero que gostem! Boa leitura *-*'

Aquelas palavras causaram um nó no meu estomago, Kuroko congelou, não se mexia a não ser para respirar, seus olhos estavam totalmente arregalados, querendo ou não aquelas palavras também haviam me deixado desconfortável, tenho a prova no meu corpo que ele é lunático o suficiente para fazer alguma loucura. Quando ele finalmente foi levado para fora e acredito eu, que para o presídio, foi quando Kuroko finalmente se moveu, desabou sobre a cadeira, cada músculo de seu corpo tremia.

Era como se todo o terror que ele passara na noite anterior, voltasse em a tona, duplicando ou triplicando de tamanho, tentei acalmá-lo, mas parecia que ele não ouvia minhas palavras.

– Kuroko... Vai ficar tudo bem ok? Ele estava blefando! – A incerteza era presente na minha voz.

– V-você ouviu o que e-ele falou? – Finalmente encarou-me, suas emoções eram misturadas com lágrimas naquele olhar.

– Ouvi e exatamente por isso sei que não é verdade. – Tentei colocar o máximo de confiança possível na minha voz, arrancando uma risada sarcástica do outro.

– Das ultimas vezes que você falou isso, aconteceu o contrário. – Não consegui mais sustentar o olhar do menor, encarei o chão, como se pudesse ver cada partícula ali presente, eu sabia que as palavras de Kuroko eram verdade.

– Oi meninos, querem que eu leve vocês embora? – Monroe chegou em uma ótima hora.

– Se não for incomodo, nós aceitamos. – Falei ainda evitando o olhar do azulado.

– Claro que não incomodam! Vamos! – Kuroko se levantou na mesma hora, parecia um pouco mais seguro de si, o inseguro agora era eu. Segui os dois com um pouco de dificuldade, constantemente ficava para trás.

Ao chegar ao carro, sentei-me no banco de trás, consequentemente Kuroko foi na frente, seu olhar estava perdido, assim como meus pensamentos, Monroe falava coisas inúteis e aleatórias, porem não tinha nenhuma resposta, mas parecia que ele não fazia questão de tê-las. Quando chegamos a universidade, agradeci mentalmente, não suportava mais aquela voz irritante de Monroe, espero que esta seja a ultima vez que tenha que ficar no mesmo ambiente que ele por mais de um minuto.

Abandonamos o carro com um agradecimento breve, continuamos em silencio, aquilo estava me corroendo aos poucos, Kuroko não me esperou, logo que entramos na universidade, acelerou o passo, deixando-me para trás. Também não me esforcei para segui-lo, dei que ele fosse, entendo a explosão dele, mas achei desnecessária, como ele pode falar que sempre menti? Eu levei dois tiros por ele, não e todo mundo que faria isso, mas eu sei que no fim acabaríamos fazendo as pazes, afinal a falta que fazemos um para o outro é maior que qualquer mágoa e orgulho.

Chegando ao dormitório, o encontrei jogado na minha cama, seus olhos fitavam o teto.

– Pensei que hoje era o ultimo dia disso tudo. – Não se incomodou em parar de olhar o teto.

– Mas é o ultimo dia disso tudo! – Sentei-me na cama oposta, o cachorrinho correu para mim, o afastei com a muleta.

– Ele falou que tem alguém nos observando! – Cobriu os olhos com a mão direita, provavelmente seus olhos estavam marejados novamente.

– Mesmo se tiver, não vai fazer mal algum a você. – Encarei minha coxa, estava coberta pela calça, mas ainda sim, era como se a cicatriz que estava se formando ainda era visível. – Não permitirei.

O outro se silenciou por um momento, um fraco sorriso tomou conta dos seus lábios, tirou lentamente a mão dos seus olhos, saiu lentamente da cama, aproximou-se da onde eu estava, deitou novamente, com a cabeça sobre meu colo.

– Desculpe pelas minhas palavras hoje mais cedo.

– Está bem, você estava abalado. – Levei uma das minhas mãos até suas madeixas, acariciando devagar.

– Espero que ele não esteja falando sério, sobre ter alguém vigiando todos nossos passos. – Fechou os olhos.

– Não tem o que temer. – Suspirei, ouvimos duas batidas na porta e ela ser praticamente arrombada por uma vadia loira, vulgo, Kise.

– O QUE ACONTECEU? – Jogou-se sobre nós dois. – Vocês estão bem?

– SAI DE CIMA! – Gritei enquanto o jogava no chão.

– Quanta violência Kagamicchi. – Sentou-se no chão, enxugou uma pequena lágrima que foi formada no canto do seu olho. – Vai o deixar fazer isso Kurokocchi?

– Não me envolvo nisso. – Ergueu as duas mãos tentando conter a risada.

– Mas, como foi lá no julgamento? Vi tudo pela TV, antes dele sair, Midorima falou algo que os microfones não captaram o que era? – Seu tom mudou para sério, a risada de Kuroko morreu na hora.

– Apenas uma ameaça, nada que realmente devemos nos preocupar. – Respondi, sem dar muitos detalhes, Kise entendeu o recado e trocou de assunto.

– Então, mas e você Kagamicchi quando volta a jogar? – Seu tom voltou para o brincalhão.

Depois de alguns minutos e várias discussões entre eu e o loiro, o menor voltou ao normal, rindo e até ficando ao lado de Kise contra mim, acabamos passando o dia assim, sem maiores acidentes, demos banho no cachorro, brincamos de mímicas e várias outras coisas banais, ao anoitecer, Kise foi embora, um dos seus muitos machos o estava convocando para uma noite de sexo intenso, em menos de um minuto o loiro já tinha ido embora.

Por conta de termos passado a ultima noite praticamente em claro, estávamos muito cansados, tomamos um banho e nos deitamos, dormi sem muito esforço.

POV TERCEIRA PESSOA

Já era tarde da noite, a lua brilhava em todo o seu esplendor, iluminava o quarto de hospital pela pequena fresta entre as cortinas, Yamato estava novamente desacordado. Seus pais estavam em sua casa, nenhum dos dois aguentava mais, a doença do filho além de entregá-lo para as garras da morte, estavam tirando toda a vida dos pais também.

Mas, naquela noite, algo estava diferente, um vulto negro passara pelas câmeras de segurança, o vigia achou que seria apenas um defeito, preferiu continuar a ler sua revista em quadrinhos em vez de ir conferir, a ala de crianças cancerígenas estava praticamente vazia, todos dentro de seus devidos quartos, não tinha recepcionista devido ao horário, de vez em quando passava uma enfermeira na ronda para monitoramento dos pacientes, o jovem esperou que a enfermeira deixasse o corredor, caminhou rente a parede, para que não chamasse a atenção do vigia, parou na frente de um quarto específico, abriu a porta e a fechou em seguida.

Já dentro do quarto, observou o pequeno menino desacordado, recebeu a ordem que era para matá-lo, mesmo que isto fosse contra todos os seus princípios, acabou cedendo, observou por mais alguns instantes, até que posicionou o dedo indicador no botão que desligaria todos os aparelhos que mantinha aquele pequeno garotinho vivo, antes de fazer tal coisa, procurou por algo que tivesse o nome do menor, achou em uma prancheta no criado mudo, estava escrito “Yamato”, respirou fundo, então apertou o botão, em segundos todos os aparelhos foram desligados, acabando assim com a vida da criança, saiu do prédio desapercebido assim como entrara, parou no gramado na parte de fora do hospital, olhou para o quarto que a minutos estivera ali.

– Faço tudo por você Shin-chan.

Notas finais
Reviews? Acho que ficou claro quem é o amigo de Midorima. Até o próximo!