Amor Universitário

34 Capítulo 33 - Sentença Temporária.


Notas iniciais
Aqui estou novamente *----------*' Vou responder todos os reviews minhas lindas e lindos *-*' Mais um capítulo para vocês, não sei se postarei no próximo final de semana, mas farei o máximo. Boa leitura *-*'

Acabamos passando o dia sem maiores incidentes, percebo que Kuroko tremia a todo instante, arrumou o quarto mais de três vezes, deu banho no totó duas vezes, sendo que a segunda foi só porque sem querer tinha sujado a pata no suco que Kuroko derrubara no chão, fiquei até com um pouco de pena do cachorro, só um pouco mesmo.

O menor não dormiu a noite, revirou-se incansavelmente na cama, deu voltas no quarto, abriu a porta e olhou para o corredor como se Midorima estivesse apenas à espreita, também não consegui dormir muito, basicamente por preocupação com o menor, tentei acalmá-lo, porém todas as tentativas foram frustradas, ele apenas fingia que iria dormir, mas logo levantava e começava novamente a fazer algo, sua ansiedade e pavor marcavam sua expressão, ele suava frio, mas infelizmente ele tinha sido convocado para depor e não era algo que eu mudaria de acordo com a minha vontade.

O julgamento estava marcado para dez da manhã, mas pediram para que chegássemos um pouco antes, o motivo eu não sei, porém não tinha a intenção de questionar, às oito da manhã o despertador tocou, porém nenhum de nós acordamos devido a ele, estávamos acordados a muito tempo. O azulado tinha olheiras em torno dos olhos, algo que apenas dava uma imagem ainda mais depressiva e frágil para ele, às oito e meia, já estamos no ponto de ônibus, a cidade já estava agitada, várias pessoas andando para lá e para cá, carros tornando o tráfego mais difícil devido ao alto número de automóveis que tinha nas ruas.

– Vai dar tudo certo? – Kuroko pronunciou enquanto olhava em meus olhos como se procurasse algo para não fazê-lo sair correndo naquele instante e não ir a este julgamento.

– Calma, eu te protegerei de qualquer coisa, nada dará errado. – Sorri, o ônibus chegou, levantei com ajuda das muletas, o tribunal era basicamente do outro lado da cidade, realmente era longe.

Demoramos mais do que o necessário, mas eu não me incomodei, Kuroko parecia ter se acalmado um pouco, olhava pela janela, vendo a cidade passar rapidamente, ele estava perdido em seus próprios pensamentos, não me atrevi a tirá-lo daquele momento, aos poucos sua expressão suavizou, mesmo eu sabendo que ele continuava apavorado, sua aparência dizia o contrário, era apenas o Kuroko inexpressível de sempre, paramos o mais próximo do tribunal possível, isso era a uma quadra de distancia, andamos em silencio, ambos com seus medos interiores, chegamos ao prédio, subimos as escadas, me pergunto por que todo prédio público tem que ter escadas enormes, ao finalmente adentrarmos o edifício, o detetive Monroe nos esperava na recepção.

– Olá jovens! – Gritou abrindo o braço como se fosse me abraçar, usei a muleta para afastá-lo.

– Sem falsidade, por favor. Apenas no leve para onde devemos ir.

– Está bem, senhor mal humorado. – Levantou as mãos em sinal de rendição. – Me sigam.

Chegamos ao tribunal, estava ocorrendo outro julgamento, Monroe colocou o indicador sobre o lábio indicando que era para fazer silencio, sentamos em três lugas vazios na segunda fileira, a juíza olhava para o advogado de defesa com o tédio estampado em sua face, claramente não achando nem um pouco plausível o argumento apresentado, quando o advogado terminou, bateu seu martelo anunciando que daria a sentença.

– O réu foi condenado, pelos crimes de lavagem de dinheiro e tráfico de substâncias ilícitas, sentença de trinta anos em regime fechado, sem direito a fiança, levem-no daqui. – Bateu novamente seu martelo, no mesmo instante os guardas agarraram o réu e o levou, o homem por sua vez gritou e jurou morte à juíza. – Próximo julgamento.

– Julgamento de número cinco, réu Midorima Shintarou... – Kuroko encolheu-se ao meu lado, mas se manteve firme.

– Que entre o réu. – A juíza falou, enquanto se endireitava.

Dois guardas trouxeram Midorima, um de cada lado, nas duas mesas os advogados já estavam posicionados, os guardas levaram Midorima para a mesa do lado esquerdo, onde o advogado do mesmo se encontrava. Monroe nos chamou para sentar-se à mesa oposta, onde também tinha um advogado, imaginei que fosse o promotor do caso, mas nunca o tinha visto Monroe também se sentou ao nosso lado.

– Todos presentes? Que inicie o julgamento, Pode começar promotor. – A Juíza arrumou-se novamente na cadeira, o promotor levantou-se, ficando na frente da mesa, usando o espaço para andar em círculos enquanto falava.

Não prestei muita atenção, mas o promotor mostrava as provas enquanto falava, sua postura esbanjava confiança e convicção, alguns cinegrafistas acompanhavam tudo, com suas câmeras atentas a cada reação, tanto nossas como do réu que apenas observava tudo sem nenhuma expressão, às vezes abria um pequeno sorriso como quem dizia “você errou essa parte da sua teoria”.

– E agora eu gostaria de interrogar as testemunhas com a sua permissão, excelência. – O promotor concluiu.

– Permissão concedida. – A juíza não falava mais do que o necessário.

– Gostaria de começar com Kuroko Tetsuya. – Encarou o menor, que depois de suspirar, levantou-se e foi para o local de testemunhas.

Continuou de pé para fazer o juramento.

– Kuroko Tetsuya, você jura dizer a verdade e nada além da verdade? — Continuou.

– Juro. – Falou e sentou-se.

– Kuroko, relate como foi no dia do seu sequestro.

– Eu estava me arrumando para a aula, então ouvi batidas na porta, ao abrir era Midorima, — Suspirou, recuperando a firmeza na voz. – Ele usou algum tipo de droga em um pano que me fez desmaiar, acordei em uma grande mansão, amarrado e amordaçado, fiquei sem comer e sem beber água, até que já tarde da noite ele colocou um saco na minha cabeça e me colocou no carro, mais tarde descobri que tinha me levado para o campus. – Concluiu.

– Isso é uma mentira! – O advogado de defesa falou impaciente, seu tom era alto.

– Silencio! – A juíza bateu o martelo novamente. – Terá a sua oportunidade, mas até lá, fique em total silencio. Estamos entendidos? – Seu tom beirava a ignorância.

– Desculpe Excelência. – O advogado sentou e calou-se.

– Continuando, você sofreu algum tipo de tortura? – O promotor continuou.

– Apenas psicológica.

– Que tipo de relação você tinha com o réu?

– Ele já foi meu namorado. – Kuroko olhou para o chão, a juíza arregalou os olhos.

– Então ele fez todo esse mal por não aceitar a separação?

– Basicamente, sim. – Respondeu.

– Acabamos por aqui. – Kuroko levantou-se e voltou para o meu lado. – Agora, Kagami Taiga.

Levantei-me, com as muletas fui até o local a onde, até agora Kuroko estava, mantendo-me de pé para o juramento.

– Kagami Taiga, você jura dizer a verdade e nada além da verdade?

– Juro.

– Qual a sua relação com o réu? – Novamente o promotor continuou.

– Eu sou o atual namorado do ex-namorado dele. – A juíza tornou a arregalar os olhos.

– E-entendo. – Gaguejou o promotor. – Então, você foi ao socorro de Kuroko conforme o réu pedira, sem falar com a polícia?

– Sim, pode ver pelos dois tiros que levei. – Falei como se fosse obvio.

– Você viu outras vezes o réu?

– Apenas no interrogatório e reconhecimento.

– Obrigado, pode voltar para o seu lugar. – Quando cheguei ao meu lugar ele continuou. – Então, excelência, só posso concluir que o réu perseguiu estes dois jovens, por não ter seus sentimentos correspondidos.

– Está bem, agora à oportunidade está com o advogado de defesa.

O homem levantou-se, iniciou uma série de argumentos, para tentar diminuir a sentença de Midorima, como antes a juíza olhava com uma expressão tediosa.

– Posso interrogar as testemunhas excelência? – A juíza apenas concordou. – Kuroko Tetsuya, por favor. – Fez novamente o juramento, sentou-se esperando as perguntas do defensor.

– Você traiu o meu cliente com Kagami Taiga?

– No que importa?

– Apenas responda.

– Sim. – A juíza a cada menção a gays arregalava os olhos.

– Entendo, paramos por aqui, venha Kagami. – Novamente fiz o processo.

– Kagami, você admite que perseguiu o meu cliente?

– Sim, mas foi há muito tempo.

– Entendo, você admite que fez muitas coisas ruins, inclusive agressão física?

– Sim.

– Paramos por aqui, excelência, está mais do que claro que o meu cliente não pode ter uma punição tão grave, porque ele também é uma vítima! – Sentou-se novamente no seu lugar.

– Já tenho a sentença. – Os cinegrafistas agitaram-se, ficando totalmente atentos. – O réu foi considerado culpado pelos crimes de tentativa de homicídio, sequestro e porte ilegal de armas, a sentença será de setenta anos, sem direito a fiança e em regime fechado. – Bateu o martelo. – Podem levá-lo.

– Vocês acham realmente que eu ficarei preso durante muito tempo? Vocês não se livraram de mim Kagami e Kuroko. – Uma crise de gargalhadas o atingiu. – E alias Kagami, um amigo meu continua de olho em vocês.

Notas finais
A verdadeira emoção vem a seguir hoho u_u