Amor Universitário

32 Capítulo 31 - Fim de papo.


Notas iniciais
Eaiii pessoas lindas do meu coração *---------------------*' Mais um capítulo, avilo que logo a fanfic chegará ao seu fim :/ maaas até lá vamos aproveitar né? *-* Boa Leitura :3

– Como vai? Estou vendo que não muito bem, estas muletas te entregam. – Mudou de posição, apoiando os cotovelos na mesa.

– Estou ótimo. – Foi a única coisa que eu consegui falar, minha voz saiu como um sussurro, meus músculos tremiam, tamanho era o sentimento de raiva que estava em mim. Continuei um pouco mais firme. – Por que quis a minha presença aqui?

– Sabe como é, queria ver o seu estado, apesar de que acompanhei de perto a sua recuperação no hospital. – Um sorriso maldoso tomou forma em seus lábios. – Um doce aquele garoto, Yamato não é mesmo? – Meus olhos se arregalaram, senti como se meu ódio duplicasse, finalmente me aproximei da mesa, sentei-me deixando as muletas encostadas na minha perna boa.

– Como sabe dele? – Rosnei tentando me controlar.

– Achou realmente que eu estava me escondendo em algum buraco imundo? Com medo de sair e ser pego? Fala serio Kagami pensei que fosse mais inteligente. – Gesticulou com as mãos como um professor ensinando uma criança que não sabe ler nem escrever.

– E na onde você estava? – Falei depois de respirar fundo algumas vezes, tinha que tirar tudo dele e a minha raiva não ajudaria, com muito esforço a repreendi.

– Em uma região afastada da cidade, na mansão que pertence a minha família. – Encarou-me como se esperasse que eu fizesse as perguntas certas, pensei um pouco antes de abrir a boca novamente.

– Manteve Kuroko nessa mansão quando o sequestrou? – Cruzei os braços, me apoiando no encosto da cadeira.

– Sim. Falando em Kuroko como vai ele? Continua gemendo que nem uma vadia? – Meu sangue ferveu, fiz menção de levar e dar um soco na cara daquele maldito, porém lembrei que se fazer isso não conseguiria tudo o que precisava, respirei fundo, contei até dez mentalmente.

– Ele vai muito bem, obrigado por se preocupar. – A ironia era quase palpável, assim como o ódio mútuo entre nós. – Você fez mais vítimas?

– Não, nenhuma outra pessoa me fez de idiota além de você e o Kuroko. – Seus olhos pareciam e eram de um lunático.

– E esse é o motivo de tudo que você fez? Ter sido feito de idiota? – Meus atos expressavam uma calma que eu não tinha, mas obriguei-me a continuar.

– O motivo real é que não consegui controlar todo o ódio que senti como ele me troca por você? – Falou com desprezo a ultima palavra. – Eu tenho inteligência, poderia der o mundo para ele, mas e você? Seu pai é um corrupto! Sua mãe você não a vê desde criança, você é um idiota descontrolado que espera que o mundo se dobre aos seus caprichos! Não sei como aquela vadia de cabelos azuis se esqueceu de tudo que você fez a nós! Eu não esqueci! Vê-lo derrotado e desesperado foi o que me fez te odiar, só que quando ele te perdoou e me trocou por você, foi o ápice do meu ódio! Como ele pode esquecer tudo? Como ele dorme ao seu lado sem nenhum ressentimento? Ele é apenas mais um inútil que não vai ser nada nesse mundo assim como você! – Ao terminar ele estava totalmente descontrolado, seus mãos apertavam com força as quinas da mesa, enquanto ele estava de pé, encarando-me, ele arfava um pouco.

– Realmente, eu era esse idiota que você falou sim eu fiz muitas coisas ruins com você e com o Kuroko, sim eu queria destruir vocês dois sim eu fiz de tudo para que vocês fossem humilhados, não vou negar. E fiquei muito feliz, você pode não acreditar, mas eu mudei, eu não sou mais tão idiota quanto antes, mudei por causa do Kuroko, tanto que fui capaz de arriscar a minha vida para protegê-lo, esta vendo essas muletas? – Apontei para elas que ainda estavam apoiadas na minha perna. – Então, eu preciso delas porque sem elas não consigo me locomover, um dos seus tiros atravessou minha coxa e a dilacerou, dilacerando também o meu sonho de jogar basquete profissionalmente, tirando de mim o que eu achava ser o mais importante, me lamentei por muito tempo até que notei que o que mais importava para mim agora é Kuroko e isso, você nunca vai tirar de mim! Não importa o que tente fazer, eu vou protegê-lo! – Sustentei o seu olhar, até que ele voltou a se sentar, peguei as muletas, fiquei de pé, caminhei até a porta, enquanto um policial destrancava a mesma, olhei uma ultima vez para Midorima, ele estava com a cabeça abaixada e os punhos cerrados. – Sabe o real motivo de você ter feito isso? Você nunca teve amor de ninguém, acha que Kuroko supriria essa sua necessidade, uma pessoa sem amor, não tem motivos para viver. – Quando a porta foi finalmente aberta, sai e no mesmo instante dois policiais entraram para retirar Midorima. Ele simplesmente ficou de pé e deixou ser levado, seus olhos estavam vidrados, como se sua mente estivesse longe.

– Muito obrigado Kagami, você ajudou muito, agora ele será preso, você e o seu amigo poderão ficar tranquilos. – Monroe colocou a mão em meu ombro.

– Me leva de volta para a universidade. – Fui seco, queria ver Kuroko o mais rápido possível.

– Está certo garoto. – Fizemos o mesmo caminho até a saída da delegacia.

Fiz novamente um sacrifício para conseguir descer aquelas escadas, mesmo sendo mais rápido do que subir, ao fim tive que recuperar o fôlego, Monroe esperou pacientemente, ele parecia mais solidário do que antes, é incrível como as pessoas ficam gentis quando você faz o que elas querem.

Continuei a caminhada até o carro dele, não estava muito longe, porém fomos a passos lentos, aquelas muletas me limitavam. Fizemos o caminho de volta em silêncio, como antes, apesar de agora um sorriso de satisfação estava estampado no rosto do detetive, deve estar pensando na promoção que ganharia, senti desprezo, como ele pode estar feliz de provavelmente subir na vida usando como degrau o sofrimento dos outros? Mas pelo menos ele pegou Midorima, ou melhor, Midorima deixou ser pego. Parou na entrada lateral da universidade, abri a porta do carro, fiquei de pé e bati a porta.

– Kagami, espera. Você daria um ótimo detetive sabia? – Sorriu. – Por que não tenta essa carreira?

– Não quero e ficaria feliz se não te visse nunca mais. Adeus. – Comecei outra caminhada, a entrada lateral ficava mais perto dos dormitórios, então só tive que fazer uma pausa.

Dirigi-me até o quarto do loiro, os músculos da minha perna reclamavam pelo esforço, puxava o ar ruidosamente, nem parecia um jogador de basquete, quer dizer, antigo jogador de basquete. Bati na porta, depois de alguns segundos Kise abriu a porta, Kuroko estava dormindo na cama do loiro.

– E então? – Kise perguntou depois de fechar a porta, ficamos nós dois no corredor.

– Ele foi preso, estou esgotado, acabei andando demais hoje e também estou com uma dor de cabeça insuportável, vou dormir, depois fale para Kuroko que já estou no dormitório e que está tudo bem. – Não esperei resposta, meu corpo precisava de descanso assim como minha mente, não esperei resposta e já comecei minha ultima caminhada do dia.

Ao chegar no quarto, me joguei na cama, o cachorro deitou-se do meu lado, não o tirei, estava cansado demais para tal. Olhei pela janela, lá fora a lua surgia timidamente, logo iria anoitecer. Pensei em tomar um banho, mas minhas pernas tremiam de leve então logo desisti. Virei-me varias vezes na cama até achar finalmente uma posição confortável, praticamente desmaiei em seguida.