Amor Universitário
28 Capítulo 27 - A recompensa.
Notas iniciais
Kuroko sem aviso prévio tomou meus lábios em um beijo necessitado, enlacei a cintura do azulado, enquanto este por sua vez puxava meus cabelos causando uma onda de arrepios no meu corpo inteiro. O outro rebolava no meu colo, meu membro já começara a despertar, o ar acabou então nos separamos ofegantes.
– Aqui não! – Falei entre dentes enquanto Kuroko acariciava meu membro por cima daquele avental que temos que usar no hospital.
– Porque não? – Mordicou a minha orelha, contrai-me perante o ato do menor que a muito tinha perdido todo o seu pudor. – Algo me diz que você quer isso. – Enfatizou apertando meu membro mais forte arrancando-me um gemido de surpresa.
– Mesmo assim é errado! – Tirei a mão dele de perto de mim e também o tirei do meu colo. – Aqui não. – Afirmei novamente, mais para mim do que para ele.
– Tem certeza? – Perguntou com um sorriso malicioso.
– Sim. – Foi o que minha boca falou, mas tudo o que eu queria era devorá-lo por completo.
Fechei os olhos, senti que ele se movimentava na cama, até que parou, abri os olhos rapidamente quando ouvi um gemido. A cena que vi, tirou toda e qualquer coerência que já tive, Kuroko estava deitado, apenas de camisa, o rosto virado para o outro lado com os olhos fechados, dava para ver que estava corado, se tocando, a mão direita descia e subia rapidamente e com habilidade, senti meu próprio membro pulsar, mordi o lábio inferior tentando me controlar, até que o menor abriu os olhos me encarando de forma provocante.
– Kagami... Vem... – Falou entre alguns gemidos que não fazia força para conter.
Minha sanidade ameaçava me deixar, deitei-me ao lado do azulado e puxei-o pra cima de mim, tomei seus lábios sendo correspondido, o menor arrancou o avental que me cobria, desceu distribuindo beijos pelo meu peito e abdômen definidos, ao chegar na minha virilha, continuou com os beijos, mas nunca dando atenção para o meu membro que, a esta altura, já estava totalmente ereto, sedento por atenção. Tentei empurrar a cabeça de Kuroko em direção ao meu pênis, ele simplesmente se afastou e com um sorriso falou:
– Vai ter que implorar! – Arregalei os olhos, eu? Implorar? Vendo que eu não obedeceria, ele continuou com os beijos.
– Por favor... – Sussurrei, com o rosto queimando de vergonha.
– O que falou? Não escutei. – O outro me provocava.
– Por favor... Me chupa logo! – Quase gritei, sentindo meu orgulho ir para o ralo.
Com uma risadinha abafada, senti finalmente Kuroko começar a deslizar a língua por toda a extensão do meu membro, apoiei-me nos cotovelos para ter uma visão melhor, o menor engoliu tudo o que podia do meu membro e começou os movimentos e vai e vem, arrancando-me alguns gemidos, arranhando levemente com os dentes, meu corpo estava quente, senti que o orgasmo estava próximo.
– Kuroko... Eu... Vou... – Senti o menor parar com os movimentos.
– Agora não! – Ficou novamente na altura do meu rosto beijando-me, interrompi o beijo, com uma raiva crescente, encarei-o deixando clara a minha insatisfação. Ele apenas sorriu debochadamente. – Você é muito apressadinho sabia?
O menor posicionou-se em cima do meu membro, segurei-o pela cintura impedindo-o.
– Assim? No seco? – Perguntei enquanto ele me fitava.
– Eu aguento ok? – Dizendo isso continuou.
Desceu devagar, fazendo uma careta de dor, tentei convencê-lo a parar porém ele não quis, devagar, eu já estava totalmente dentro do menor, que depois de um tempo começou a movimentar-se, no começo devagar, porém foi aumentando a velocidade, seus gemidos, que a um tempo deixara de ser de dor e se tornaram de prazer, estavam cada vez mais altos, até que acertou sua próstata, fazendo-o praticamente gritar de prazer, depois de acertar mais algumas vezes ali, ele chegou ao seu clímax gozando e sujando-nos, continuou a se movimentar até que eu não aguentei e cheguei ao orgasmo também, preenchendo-o totalmente. Deitei-o ao meu lado, apertando-o em meus braços. Nossos corpos estavam suados, Kuroko ainda estava com a respiração descompassada, depositei um beijo em sua testa, depois de um tempo sua respiração ficou calma, ele tinha adormecido. Não demorou muito para que eu fizesse o mesmo.
–x-
Batidas na porta nos despertaram, Kuroko levantou alarmado, procurando as suas roupas, vestindo-as rapidamente, as vezes fazendo caretas pela dor que estava sentindo entre as nádegas, calmamente vesti o avental novamente, nem sequer sai da calma, permaneci deitado e puxei a coberta me cobrindo, o azulado fingindo estar calmo destrancou a porta, do outro lado estava o médico.
– Posso saber por que essa porta estava trancada? – Olhou sugestivamente para Kuroko que parecia que tinha esquecido como falar, apenas olhava para o chão com o rosto totalmente corado.
– Porque eu estava dormindo e não queria ser incomodado. Algum problema?– Falei simplesmente, levantando uma sobrancelha em desafio.
– Quando é assim é só avisar uma das nossas enfermeiras! – o médico abaixou o tom de voz. – Vamos ver como você está. – Se aproximou tomou a minha pressão entre outras coisas, por ultimo concluiu: — Está tudo certo, logo terá alta, dependendo, amanhã mesmo você poderá voltar a sua rotina. E você mocinho vem comigo, o horário de visita terminou a um bom tempo. – Olhou para Kuroko que o seguiu para fora do quarto sem nenhuma reclamação.
Fiquei com um sorriso bobo no rosto, mesmo depois que fiquei sozinho no quarto.
–x- POV KUROKO –x-
Não me aguentava de vergonha, sai rapidamente do hospital, a dor que eu sentia era demais, da próxima vez vou ser mais cuidadoso, esperei o ônibus de pé, tinha duvidas se aguentava sentar, logo ele chegou, fiz a viagem de volta até a universidade de pé também, assim não doía tanto, desci no ponto mais perto da universidade, ao chegar o detetive Monroe me esperava no portão.
– Até quanto vai tentar protegê-lo? – Perguntou referindo-se a Kagami.
– Ele não está pronto ok? Ele levou dois tiros! Você já levou dois tiros? Eu não, mas acho que deve ser horrível! – Quase gritei, sentindo meus olhos marejados.
– Olha a forma que fala jovem, posso perdê-lo por desacato! – Um sorriso irônico tomava conta de seus lábios.
– Porque em vez de me atormentar tanto não vai pra sua casa cuidar dessa merda que é a sua vida? – Falei entre dentes, entrando na universidade sem olhar para trás.
O assedio da policia e mídia estava me tirando do sério, todos querendo saber como foi o tempo que passei nas mãos de Midorima, aquilo era tudo o que eu mais queria esquecer, está sendo tão difícil, esconder tudo isso de Kagami, eu queria que ele se recuperasse antes de sofrer vários interrogatórios nas mãos de policiais e vários jornalistas indagando a todo momento o que fizera ele levar os tiros e como descreveria tudo o que passou, mas algo que percebi era que nenhum deles estavam fazendo muitos esforços para finalmente prender Midorima, ele estava solto por ai, toda noite eu tinha pesadelos, sobre o dia que ele voltaria, e dessa vez ele poderia matar Kagami e a mim.
O terror estava presente no meu dia-a-dia, não ficava em multidões, nunca pegava um ônibus muito cheio, sempre olhava para os lados ansiosamente enquanto eu estava na rua, quando chegava alguma carta para mim era um desespero, sem falar quando o celular tocava, eu estava ficando cada dia mais paranoico, talvez tudo isso só acabe quando Midorima seja condenado à cadeia, talvez nem assim.
Caminhei devagar até o meu dormitório, abrindo a porta, somente meu cachorrinho me saldou, ainda não dei um nome para ele, acho que já passou da hora, peguei-o no colo, enchendo a tigela de ração do mesmo, fui rapidamente esquecido, tomei um banho demorado, vesti meu pijama e deitei na cama, o meu cachorrinho me acompanhou, acho que esse vai ser o nome dele, cachorrinho. Está ótimo, nunca fui bom com nomes, ele deitou nos meus pés, fiquei olhando-o enquanto mil e uma coisas passavam pela minha cabeça, a grande maioria dela era sobre Kagami, algumas perguntas não me deixavam dormir. Como vou fazer para que o detetive Monroe não o pressione como me pressionou? Será que ele poderá cumprir a promessa que fez à Yamato? Ele ficará totalmente recuperado? Será que a situação dele é mais difícil que a minha? E Midorima? Aonde ele está? Será que vai voltar? Ele está ainda mais insano? Suspirei, encarei o teto, tudo o que eu queria era dormir e fingir que tudo o que estava acontecendo era um pesadelo e que eu acordaria e tudo seria perfeito e feliz, os momentos que passo com Kagami são os únicos que me fazem sentir bem, como se tudo pudesse ser superado, mas quando o deixo, tudo volta como um tapa na cara, depois de muito tempo sendo atormentado pela minha própria mente adormeci.
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