Amor Universitário

25 Capítulo 24 - Um novo amigo.


Notas iniciais
GENTE, ESTOU COM MUITO POUCO TEMPO PARA ESCREVER, ME DESCULPEM D: Mas ai está um novo capitulo, beijos e boa leitura *-*'

Depois de um tempo que não sei dizer quanto e também isso não importava realmente, acordei. Uma dor de cabeça enorme tomava conta de mim, virei-me para o lado desconfortavelmente, não agüento mais ficar preso nessa cama, apesar de ter se passado apenas um dia me sinto como se fosse um ano, ao me lembrar que nunca poderia jogar novamente, qualquer ânimo de sair dali desaparecia.

Ouvi uma leve batida na porta, resmunguei para que entrasse. Com certeza era mais uma enfermeira pronta para me dopar mais uma vez, fiquei de costas para a porta, logo uma voz histérica preencheu todo o quarto:

– KAGAMICCHI! – Kise lançou-se em cima de mim. – Pensei que nunca mais iria vê-lo. – Sua voz estava em um tom manhoso enquanto me apertava fortemente.

– Me largue seu idiota! – Com dificuldade o tirei de cima de mim. – Porque nunca iria me ver? Nunca deixarei aquele idiota do Midorima me abalar! – Falei fortemente, Kise sorriu de forma triste, estão ele já sabe.

– Isso mesmo Kagamicchi, nunca se deixe abalar. – Sentou-se na cadeira que havia do outro lado do quarto, mantendo sua cabeça baixa.

– Que seja, onde está Kuroko? – Perguntei tentando diminuir a tensão que havia se instalado no quarto.

– Ele falou que estava vindo, tinha que terminar algumas pesquisas... – Mexeu-se desconfortável na cadeira. – É verdade que não poderá mais jogar? – Repousei a mão sobre o ferimento na coxa, apertando um pouco, sentindo uma dor espalhar-se pela minha perna, fiz uma careta de dor.

– É o que andam me falando... – Não quis admitir aquilo em voz alta, era como tirar toda e qualquer possibilidade de melhora, apesar de elas serem quase nulas.

– Que pena. – Mexeu-se mais uma vez tentando ajeitar-se na cadeira. – Mas com certeza tudo dará certo Kagamicchi, estarei aqui para tudo o que precisar! – Encarou-me com um sorriso forçado, porém sincero, arrancando-me um sorriso.

– Eu sei vadia loira. — Ele fez um biquinho o que me arrancou uma gargalhada, exatamente no momento que Kuroko entrava no cômodo.

– O que foi? Também quero rir. – Abriu um pequeno sorriso.

– É o Kagamicchi! Ele me chamou de vadia loira! – O loiro se levantou apontando um dedo acusador em minha direção. Kuroko abriu um pouquinho mais o sorriso.

– Vocês não podem passar cinco minutos juntos que já estão em pé de guerra! – Cruzou os braços.

– A culpa é dele Kurokocchi! – Novamente fez um biquinho, batendo o pé teimosamente.

– Não e não, apenas estou falando a realidade! – Rebati com um sorriso.

– Ok, ok, deixem de discussões bobas! – O azulado se aproximou da cama sentando-se na ponta.

Seguiram-se conversas totalmente banais, nós três rindo a toa sem precisar de motivo para isso. Esse fato realmente diminuiu a minha dor, e me fez esquecer um pouco da desolação que sentia. Aporta foi escancarada após uma pequena e seca batida, revelando o médico que estava cuidando da minha saúde.

– Olá Kagami, está sentindo algo? – Examinou meus dois ferimentos de forma brusca, conferindo o soro que estava conectado à minha veia.

– Está tudo bem.

– Hum, que bom, logo você poderá voltar para a sua rotina normal, claro, se fizer visitas de quinze em quinze dias ao hospital para que eu possa ver como vai à cicatrização. – Ele não estava com paciência isso era obvio.

– Que bom. – Fui seco como ele estava sendo.

– Está na hora de vocês irem embora. – Dirigiu-se a Kise e Kuroko.

– Mas, o horário de visitas não terminou. – Kuroko falou de forma fria.

– Mesmo assim, ele precisa descansar. – Encarou o azulado.

– Mas nós queremos ficar e cuidar dele! – Kise falou cruzando os braços e pondo-se de pé.

– E desde quando você é médico? Quando tiver o seu diploma talvez eu pense em deixar. – Sorriu de canto deixando Kise sem graça. – Agora vamos. – Sem mais protestos os dois seguiram para fora, deixando apenas eu e o médico.

– Olha, tem um menino que saiu da ala das crianças com câncer, se vê-lo avise qualquer pessoa, ele se recusa a fazer a quimioterapia e isso está me fazendo ficar louco! – Bufou saindo apressado pela porta, batendo-a em seguida.

Amaldiçoei aquele homem por ter roubado de mim a única felicidade que tinha nesse hospital, não aguentava mais ficar deitado, me virei de um lado para o outro incansavelmente, olhei para a janela, o sol ainda estava alto, avaliei a distancia entre a minha cama e a janela, pensando se conseguiria andar até ali, depois de um tempo avaliando o melhor caminho, sentei-me na cama, tocando o chão primeiramente com a minha perna boa, senti o frio do piso no meu pé, um pouco mais confiante, coloquei a outra perna, tendo como resposta uma dor imensa, mas não parei, apoiei-me na cama continuando a minha caminhada, não iria desistir agora, passo a passo finalmente cheguei ao meu objetivo, devia ter perdido uns dez minutos para fazer esse pequeno trajeto, mas para o meu estado, foi uma grande vitória.

A janela era bem grande, sentei-me nela, olhando para fora, ali tudo continuava, as pessoas correndo atrasadas, as crianças brincando, os carros parando em um sinal. Tudo continua da mesma forma como antes, todos eles alheios a minha dor, aos meus sofrimentos, as minhas inseguranças, sorri com a situação, estava tão distraído que não ouvi a porta do quarto sendo aberta, apenas vi um menino sem cabelos e muito magro parar ao meu lado, me observando.

– Oi. – Sorriu.

– Olá. – Estão era ele que estão procurando, retribui o sorriso virando-me de volta para a janela.

– Como você chama? – Continuou a conversa.

– Kagami e você? – Respondi sem deixar de olhar através da janela.

– Yamato. – O sorriso ainda estava presente em seu rosto, pude notar enquanto olhava-o de canto de olho. – Porque está aqui?

– Levei dois tiros.

– Hum... Eu estou com câncer... – Falou tristonho.

– Você vai melhorar! – Encarei-o exibindo um sorriso fraternal.

– Sério? – O sorriso voltou as suas feições. – Me falaram que você é um grande jogador de basquete!

– Sim. – Abaixei meu olhar olhando para o chão.

– Me promete uma coisa? – Perguntou.

– Pode falar.

– Me ensina a jogar basquete? – Seu sorriso aumentou. – E não somente para mim, mas para todas as crianças que tem câncer, elas iram gostar!

– Claro, assim que eu melhorar irei fazer isso está bom? – Tentei me abaixar para ficar na altura dos olhos do pequeno. Escutei passos no corredor, logo o alertando. – Agora se esconda de baixo da cama que a enfermeira está vindo.

Notas finais
Leitores/Leitoras, vocês devem estar se perguntando o porque do Yamato, mas eu lhes afirmo que ele será importante para o desenrolar da história Merece reviews? :3