Amor Universitário

23 Capítulo 22 - A tragédia.


Notas iniciais
MAIS UMA VEZ DESCULPA A DEMORA D: estou conseguindo postar somente aos finais de semana então todo final de semana postarei um capítulo novo. E queria agradecer a todos que favoritaram, que acompanham e que deixam reviews vocês que me fazem continuar *----*' Boa leitura lindos e lindas *-*'

Acordei com o barulho do despertador, sentei-me na cama vendo que Kuroko já não estava mais na mesma, olhei em volta, ele também não estava no quarto. Apurei os ouvidos e também não ouvi nenhum ruído vindo do banheiro, aonde será que ele foi? Levantei-me, talvez ele tenha ido para a sala mais cedo com o fim de estudar ou algo do tipo, quem sabe tirar duvidas com os professores. Mas, inexplicavelmente meu coração ficou apertado e uma impaciência tomava conta de mim, tomei um banho rápido, queria chegar na sala o mais rápido possível, queria ver o azulado e acalmar essa tempestade que tomava conta de mim.

Me vesti e logo sai porta a fora o mais rápido possível, parei no corredor e então percebi algo que não tinha prestado atenção, virei-me olhando para o quarto, encarei um ponto em especial, o uniforme de Kuroko estava perfeitamente dobrado sobre a cama do mesmo. Sai em disparada tentando imaginar situação para que ele tenha ido para a aula sem uniforme, mas Kuroko nunca iria sem uniforme, pois sem uniforme não se pode entrar.

Meu coração já estava acelerado, cheguei à sala arfando, entrei e procurei o menor, e como já era esperado, mas eu não queria aceitar, ele não estava lá. Andei totalmente desolado até o lugar dele, sentei-me ali. Fiquei olhando para o nada pensando em alguma situação para que ele não esteja aqui, e sinceramente, não consegui pensar em nada que não envolvesse algo ruim.

Fiquei ali, fisicamente na sala, porém meus pensamentos estavam longe, mais especificamente em Kuroko, mandei diversas mensagens para o celular dele, não obtendo nenhuma resposta, mexia a perna sem parar, batucava os dedos na mesa tentando conter o impulso de sair correndo dali atrás do azulado. Ao final da aula tentei não transparecer o que estava acontecendo, fui até o nosso dormitório, tinha um bilhete sobre a cama que dizia “Está sentido a falta de alguém Kagami? Ele está comigo, e você poderá tê-lo de volta, esteja na quadra de basquete à meia noite, não adianta procurar pelo campus, estamos bem longe daí e lhe aconselho a não chamas a polícia, mas já te aviso de uma coisa, se eu não posso tê-lo ninguém poderá! você está sendo observado por um "amigo" meu, cuidado com o que vai fazer, ele tem pavio curto”.

Um arrepio tomou conta do meu corpo, Midorima estava com ele! Era tudo o que eu não queria, Midorima é totalmente pirado! Sai do quarto em disparada, rumo ao quarto de Kise bati na porta de forma impaciente, depois de alguns minutos que mais pareceram horas ele finalmente abriu a porta, estava somente de cueca e tinha um cara na cama dele.

– Oi Kagamicchi, você chegou em uma hora bem inoportuna! – Demonstrava impaciência e raiva, não falei nada, apenas mostrei o bilhete para ele, que ao terminar de ler continuou – Ai meu Deus! – Pegou uma roupa e vestiu logo deixando o quarto junto comigo.

– Você sabe de algum lugar que ele poderia estar? – Perguntei em total desespero.

– Não... Apesar de ser colega de quarto dele, ele nunca m disse nada sobre essas coisas! – O loiro olhava em volta, tentando imaginar alguma solução, parei e respirei fundo algumas vezes para tentar pensar com clareza.

– Vamos organizar os fatos, temos até a meia noite, que é quando ele virá até a quadra de basquete. Consequentemente temos até essa hora para rodar a cidade e descobrir o paradeiro deles, porém não podemos chamar a polícia, vamos ter que mobilizar um grupo de alunos para nos ajudarem nisso.

– Mas como organizaremos tudo? E também quem podemos escolher? E se Midorima falou que está te vigiando é óbvio que ele não te deixará formar uma força tarefa! – Kise ponderou.

– Então vamos fazer assim, eu vou para fora do campus e começo a busca, então tecnicamente levarei o espião de Midorima junto comigo, ai então você poderá organizar alguns alunos, mas não chame muitos, pode chamar atenção. – Falei baixo olhando em volta.

– Está certo, qualquer coisa mando mensagem no seu celular, você faça o mesmo caso precise entrar em contato comigo. Até depois. – Saiu andando em direção ao refeitório e eu fui para fora do campus assim como o combinado.

Fiquei um tempo parado do lado de fora da universidade, pensando em algum lugar que poderia ser um ponto de partida, olhei para os dois lados da rua, para que Midorima pudesse levar Kuroko à força, deveria para um lugar não muito longe, decidi primeiramente fazer uma busca pelos quarteirões vizinhos da universidade, olhei para o celular e ele marcava 14h29min, comecei a bater de porta em porta, perguntando se haviam visto um rapaz com cabelos verdes que usava óculos, ou outro rapaz de cabelos azuis que tinha pequena estatura.

Uma após a outra, a resposta era sempre a mesma “Não vi nenhum rapaz com essas descrições”. A cada não recebido minha preocupação aumentava, até que meu celular vibrou, parei em uma esquina, era uma mensagem de Kise.

“Reuni um grupo de 10 alunos, já procuramos aqui no campus e não achamos nada, estamos indo para o outro lado da cidade enquanto outra parte do grupo está indo para o centro da cidade, achou alguma coisa?”.

Suspirei um pouco mais aliviado por saber que teria mais pessoas atrás de Kuroko, assim seria mais fácil, respondi a mensagem de Kise:

“Não achei nada ainda, já passei por todas as casas perto da universidade, agora vou ir um pouco mais longe.”

Olhei para o celular em busca da hora, o mesmo marcava 15h42min, ainda temos tempo.

Continuei a busca, entrei em lanchonetes, prédios e qualquer tipo de estabelecimentos, e sempre me falavam não, minhas esperanças estavam no fim, Midorima é muito inteligente para ficar passeando com Kuroko por aí e correr o risco de ser descoberto. Sentei em um banco de uma praça a um quilômetro e meio do meu ponto de partida, cobri toda essa distancia, minhas pernas doíam, mas não me importava com isso, a vontade de achar o meu amado era maior, meu celular novamente vibrou, outra mensagem de Kise, ao olhar a tela, vi a hora, era 17h18min, a mensagem dizia:

Não achamos nenhuma pista, às sete e meia da noite voltaremos para o campus, desculpe Kagamicchi, acho que não conseguiremos.”

Lágrimas brotaram nos meus olhos, Kise já tinha perdido a esperança, isso claramente significava que eu teria que ir ao encontro de Midorima à meia noite, me sentia totalmente desanimado e me envergonho em dizer isso, mas até as minhas esperanças estavam no fim, respondi simplesmente:

“Está bem, obrigado pela ajuda Kise, também voltarei para a universidade por volta desse horário.”

Levantei, começando a procura novamente, iria cobrir até a área de dois quilômetros e então voltarei, terei que esperar até a hora, quem sabe consigo convencer Midorima a deixar Kuroko ir.

– x –

Era 18h53min quando terminei a minha busca, meu coração parecia ter metade do tamanho original de tão apertado que estava não queria perder Kuroko, mas eu não tive a capacidade de achá-lo, pior ainda, não tive a capacidade de protegê-lo das garras de Midorima, será que eu realmente o mereço? Será que sou a pessoa certa que o fará feliz?

Esperei em um ponto de ônibus até que finalmente chegou um que me levaria até a universidade, sentei-me na janela, olhando para fora, vendo a paisagem passar. Alguns pingos de chuva caiam formando uma chuva calma, assim como lá fora, meus olhos estava banhado de lágrimas, algumas pessoas me encaravam, mas eu não dava a mínima, tinha coisas mais importantes para me preocupar.

Desci no ônibus bem na frente do campus, já nem me importava com o horário, mas a lua já estava no céu, reinando solitária no céu, assim como eu me sentia, totalmente solitário sem aquele que tanto amo.

Entrei na universidade, Kise estava me esperando do lado de fora dos dormitórios, quando me viu veio correndo em minha direção.

– Calma Kagamicchi, tudo dará certo! – Ele tentou sorrir, sem sucesso.

– Não estou para conversa agora Kise, vou ir para o meu quarto e esperar até que finalmente dê a hora marcada. Espero que não me siga quando eu for para o ponto de encontro. – Sai sem falar mais nada.

Ao chegar ao quarto, tudo estava como eu deixara mais cedo, desabei sobre a cama, coloquei o relógio para despertar à 23h55min, meus olhos estavam cheios de lágrimas, meu corpo estava pesado, minha cabeça estava doendo, minha mente só pensava em uma pessoa, acabei cedendo ao cansaço e dormindo.

Ao acordar com o despertador novamente, levantei-me, a ansiedade tomava conta de mim, a tensão quase não deixava eu me mover. Mas estão lembrei que Kuroko precisava de mim, então consegui forças para fazer o percurso até a quadra de basquete, quando cheguei, olhei para a porta um momento antes de ter coragem de abri-la, mas assim fiz.

Midorima estava lá dentro, Kuroko também, meu coração disparou ao vê-lo, ele estava amarrado a uma cadeira, uma mordaça estava a em sua boca, não consegui conter o grito.

– Olá Kagami, estou feliz em te ver! – Um sorriso maldoso estava nos lábios de Midorima.

– Solta ele! – Falei entre dentes.

– Essa é a minha intenção, mas será que devo fazer isso? – Ele fez uma expressão de dúvida.

– Por favor, Midorima! Solte-o! – As lágrimas já se faziam presentes.

– Olha! Ele tem sentimentos! – Gargalhou, caminhei até próximo deles.

– Ele não merece isso. – Falei quase que em um sussurro.

– Ele despedaçou meu coração ao te escolher! É lógico que ele merece! – Gritava descontroladamente. – Mas eu vou deixá-lo ir, pode desamarrá-lo! – Completou calmo.

Mesmo receoso fui até a cadeira, retirei a mordaça, Kuroko permaneceu em silêncio, fui desatando os nós da corda que o prendia, olhando para Midorima, totalmente desconfiado, ao terminar Kuroko se levantou ficando de pé ao meu lado.

– O que estão esperando? Podem ir embora! – Falou com um sorriso que parecia bondoso, mas eu sabia que nada vindo dele é bom.

Nos viramos caminhando devagar, ainda desconfiados, até que ouvi um barulho vindo de onde estava Midorima, ao virar para olhar, só tive tempo de ver ele sacando a arma e apontando na direção de Kuroko, só tive tempo de entrar na frente do mesmo, logo se fez presente o som de dois disparos, e então eu cai, a dor era arrasadora, senti o sangue fluir para fora de mim minha visão ficava turva, só tive tempo de ouvir uma única coisa antes de desmaiar.

– Kagami! – o menor gritou em plenos pulmões.

Notas finais
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