Amor Universitário
12 Capitulo 12 - A tragédia.
Notas iniciais
Pov Kagami
Sai do refeitório não acreditando no que Kuroko fez, eu nunca tinha visto ele daquele jeito, nunca tinha o visto gritar daquela forma, ainda estava incrédulo tentando processar o que tinha acabado de acontecer, caminhei a passos lentos até o jardim do campus, sentei-me em um banco, com o olhar perdido.
Como eu engravidei Momoi? Apesar de eu saber o que eu fiz fisicamente, não consigo nem pensar em ter uma família com ela, agora um filho era tudo o que eu não precisava, isso pode influenciar na minha carreira, sem falar que não quero me amarrar a Momoi, meu coração pertencia a outro, apesar de que a pessoa em questão pediu para sair da vida dela. O que eu faço? Sem falar no jogo que vai ocorrer amanhã, nosso primeiro jogo no torneiro especial e eu não estou com cabeça para jogar basquete, mais isso é a única coisa que me deixa feliz e me faz ficar melhor, esqueço todos os meus problemas quando tenho uma bola na mão, foi o basquete que me ajudou a superar a situação do meu pai ser um sem vergonha e quando ele foi preso também, cobri meus olhos com minha mão, senti todas as emoções antigas e novas fazer meus olhos arderem, não queria que ninguém me visse assim, tão fraco!
Porém alguém me tirou dos meus devaneios, ao olhar percebi que era Momoi.
– O que você quer? – Perguntei esperando que ela virasse as costas e sumisse para sempre.
– Então... Como somos um casal agora...
– NÃO SOMOS UM CASAL ENTENDEU? – Levantei repentinamente, gritando com ódio para aquela vadia de cabelo rosa.
– Eu pensei que... Como vai ser pai... – Deixou a frase no ar enquanto acariciava a própria barriga.
– Pensou errado! Vou assumir esse filho mais com uma condição! Assim que possível vai fazer um exame de DNA! Só vou assumir depois disso. – Direcionei um olhar de puro desprezo a ela.
– Mas... Não tem motivo! – As lagrimas corriam soltas pelo rosto dela.
– Eu sei o que faço, só vou acreditar que você esta carregando um filho meu quando eu ver o resultado. – Me virei ficando de costas para a garota. – Sei que você é uma das mais rodadas da universidade.
Sai andando sem ligar para os gritos de Momoi, tenho sérias duvidas que seja o pai desta criança, todos sabem que a Momoi é meio louca e pode inventar qualquer coisa para ver alguém triste! Porém agora tenho algo muito mais importante para lidar, tenho que fazer Kuroko voltar para mim não sei se isso vai ser possível. Voltei para o meu quarto, ao abri a porta o cachorro dos infernos estava todo feliz de me ver, ele gosta tanto de mim, pobre coitado mal sabe ele que por mim ele estava a quilômetros de distancia. Fui até a cama de Kuroko e peguei o livro que tanto ele lia, o titulo era “O morro dos ventos uivantes”. Já ouvi falar desse romance, até onde sei tem várias pessoas que o intitulam de melhor livro romântico da época, sentei-me na cama do azulado abrindo o livro, lembrei-me que faz muito tempo desde que peguei um livro pela ultima vez, comecei a ler, capitulo um, dois, três, quatro... Li até o anoitecer, realmente aquele livro era muito emocionante. Ouvi o som da porta sendo aberta e logo após fechada, olhei rapidamente e contatei o obvio, era o azulado, ele me olhou de uma forma que transmitia puro ódio e magoa, não acredito que fiz isso com ele, um arrepio percorreu todo meu corpo.
– O que está fazendo com o meu livro? – Evitei olhar nos olhos dele.
– Apenas estou lendo. – Falei baixinho.
– Que seja. – Jogou os livros dele em cima da mesinha.
– Por que gritou comigo no refeitório? – Estou parecendo uma garotinha magoada.
– Você mereceu, vai ficar com a sua namoradinha em vez de ficar me enchendo.
– Ela não é minha namorada, eu não gosto dela. – Olhei-o me arrependendo em seguida.
– Que seja não dou à mínima. – Se virou segurando na maçaneta sem a girar.
– Kuroko porque não podemos ficar juntos? – Fechei o livro, me levantei, ficando logo atrás do azulado.
– Você vai ser pai caso se esqueceu. – A rispidez sempre presente.
– Mais e eu e você? – Perguntei com uma dor enorme no coração, antecipando a resposta.
– Não existe nós, alias, nunca existiu. – Saiu batendo a porta fortemente.
Encostei a testa na posta, meus olhos começaram a arder, as lagrimas não demoraram muito para começarem a cair, me permitir ficar dessa forma por alguns minutos, eu preciso tanto desse idiota, preciso dele do meu lado, preciso dos seus beijos! Não... Não vou deixar ele escapar assim tão fácil! E eu prometi ficar do lado dele, e é isso que vou fazer! Sai correndo pelo campus a procura do menor, perguntei para todos que via pela frente se alguém tinha visto Kuroko, sempre tendo à mesma resposta negativa, após procurar em quase todo o campus, um grupo de amigos me falou que ele e Midorima tinham saído do campus e foram em um barzinho, me apressei a sair, olhando em volta e não achei-o, comecei a correr em direção ao bar, ao chegar em um cruzamento vi os dois prontos para atravessar.
– KUROKO! KUROKO! – Gritei correndo ainda mais rápido, ao alcançar Kuroko ele me olhou com frieza.
– O que é que você está fazendo aqui? – Midorima falou sem paciência.
– Não estou falando com você quatro olhos maldito! – Direcionei um olhar de desprezo a ele. – Kuroko volta para mim!
– Nunca fui seu para voltar. — Olhou-me com ódio.
– Então seja meu! Eu sei que gosta de mim! Eu sei que sou o dono do seu coração! – Estava desesperado pela aceitação do azulado.
– Não quero você Kagami. – Kuroko não me olhava diretamente.
– Não minta para mim Kuroko. – Sorri de forma nervosa.
– Estou falando a verdade, o que tive com você foi só uma aventura. – Ele ainda não me encarava.
– Não esta ouvindo o que Kuroko está dizendo? Ele não te quer! – Midorima se intrometeu de novo.
– Cala a boca idiota. – Dirigi um olhar rapidamente para o outro.
– Cala a boca você Kagami! – Kuroko se estressou finalmente me encarando.
– Fale para mim Kuroko que não me quer, que não gosta de mim! – Eu estava suplicando pelo outro que demorou um pouco para falar, mal sabia eu o que isso geraria.
– EU NÃO AMO VOCÊ! EU NÃO QUERO VOCÊ! EU NUNCA VOU SER SEU! DESISTA!
Kuroko saiu correndo para a rua, não viu o caminhão que estava vindo em sua direção, o motorista estava distraído, quando o viu tentou pisar fundo no freio, mas foi tarde demais, só deu tempo de vê-lo ser atingido em cheio pelo pára-choque do caminhão.
–KUROKOOOO!
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