Amor Universitário

8 Capítulo 8 - Trégua


Notas iniciais
Mais um capítulo pessoas lindas! Boa Leitura :3

O final de semana logo chegou, e eu fiz da vida de Kuroko um verdadeiro inferno, não sabia que era capaz de ser tão mal assim. Mais fazer o que, ele me tirou do sério! Com o final de semana, tivemos mais um jogo. Como era de se esperar, pisoteamos o adversário, e novamente foi uma chatice jogar. Ninguém nunca nos dava um pouco de trabalho sequer. Ao voltar para a universidade sem qualquer desvio, esses últimos dias passei com um mal-humor que não tinha nem como medir. Aproximei-me da porta do dormitório que dividia com Kuroko, ao tocar a maçaneta decidi não girar, em vez disso, encostei o ouvido na porta. Sem ouvir nenhum gemido, ai sim abri a porta. Sim, eu estou cansado de ver a minha querida empregada com vários caras aqui dentro. Abri a porta e dei de cara com uma cena que se tornou costumeira, Kuroko vestido de empregada sexy, com direito a tiarinha e meia calça, lendo enquanto estava deitado em sua cama.

– Parabéns. – Falou sem tirar a atenção do livro.

– Como sabe que ganhei? – Resmunguei enquanto me jogava na cama ao lado da do azulado.

– Não tem como vocês perderem. – Respondeu simplesmente.

Senti algo se mexer na minha cama, abaixo da coberta, logo ficou a mostra um rabinho peludo e o dono dele, um cachorro que latiu para mim. Bem, nessa situação eu fiz a coisa mais normal que a situação pedia. Fiz carinho no canino? Ou cai da cama gritando feito louco? É lógico que a opção numero dois!

– O que é essa coisa peluda do capiroto? – Falei quase gritando desesperadamente.

– Eu o achei no campus, e trouxe-o para morar com a gente. – Segurou o riso por causa da minha reação.

– ESSA COISINHA NÃO VAI FICAR AQUI MAIS NEM QUE POR UMA PAÇOCA!

– Porque não? Ele é inofensivo! – Levantou-se e pegou o cachorro no colo.

– Eu odeio cachorros! E esse quarto não é só seu! – Levantei do chão e fiquei o mais longe possível daquela coisinha peluda.

– Mais eu gostei tanto dele. – O cachorro lambeu o rosto de Kuroko o que o fez sorrir. Não sei por que, aquele sorriso me encantou e fez meu coração disparar, desviei o olhar rapidamente.

– O-Ok, está bom mais mantenha esse cachorro bem longe da minha cama. – Kuroko agradeceu e colocou o cachorro na cama com ele.

Deite-me com certo receio, vai que mais uma bola de pelos sai do meio do cobertor.

– Posso pedir uma coisa? – Kuroko falou baixinho, ao olha-lo ele estava de cabeça baixa.

– Depende, o que você quer? – Fui grosso como sempre, não posso deixar a empregada sair das rédeas.

– Amanhã você pode ir até um lugar comigo? – Ele ainda mantinha a cabeça baixa, senti que a situação era séria.

– Vou sim... Me acorde quando for a hora.

– Obrigado. – Um sorriso fraco tomou conta dos lábios do menor.

Virei-me de costas para o outro e seu bicho de estimação, adormecendo em seguida.

–x-

– Levanta. – Tiraram a minha paz logo cedo.

– Mais cinco minutos mãe. – Resmunguei tentando voltar para o sonho das gostosas de biquíni.

– Não sou sua mãe. Saia da cama. – A pessoa me chacoalhou.

– Que coisa me deixa dormir. – Encarei quem estava querendo acabar com o meu sono. Constatei que era Kuroko e o bicho do capiroto.

– TIRA ESSA COISA DE PERTO DE MIM! – Pulei da cama me afastando.

– Vamos, está na hora. – Demorei um pouco para lembrar do que tinha prometido na noite passada. Troquei de roupa rapidamente, me agasalhei bem porque a neve começara a cair do lado de fora do prédio.

Eu e Kuroko pegamos um ônibus, ainda não fazia ideia da onde iríamos, porém Kuroko estava totalmente tenso ao meu lado. Realmente vamos ir para um lugar que ele realmente odeia ou não queria estar. Depois de rodar quase a cidade toda, descemos na frente de um grande prédio. O azulado ficou mais branco que a neve quando começou a caminhar para dentro. Vi em uma placa escrito “Necrotério”.

Um arrepio subiu pela minha espinha, por que estamos em um necrotério? Outro arrepio percorreu meu corpo quando Kuroko agarrou minha mão, sem saber o que fazer apenas aceitei aquilo.

Um homem velho com um óculos fundo de garrafa veio nos atender, perguntou ao azulado algumas coisas, após alguns minutos de conversa e de ter que assinar uma papelada, entramos em um cômodo com algumas macas cobertas por panos brancos, e sob eles a silhueta de corpos eram demarcadas. Kuroko apertou ainda mais minha mão, o velho que tinha se identificado com John, dirigiu-se até duas macas no final da sala, conferiu algo escrito nelas e fez um sinal para que fossemos até ele.

Tive que arrastar o menor até a maca, ele estava igual um fantasma, e sua mão soava. John puxou um tanto considerável dos dois lençóis, revelando o rosto dos mortos. Tetsu me abraçou escondendo o rosto no meu peito fiquei totalmente confuso, sem saber o que fazer, apenas dei uns tapinhas nas suas costas enquanto ele chorava muito.

– Então Kuroko, reconhece as vítimas? – John perguntou sem nem um pouco de sensibilidade.

– Não está vendo que ele não está em condições? – Rosnei para aquele velho.

– Precisamos saber se ele reconhece as vitimas. – Seu tom era gélido.

– E elas foram vitimas do que? – Vou fazer picadinho desse tal de John.

– Foram executadas. Precisamos saber suas identidades, e só com o reconhecimento do seu namorado poderemos fazer isso. – Ele começava a demonstrar impaciência.

– Epa! Ele não é meu namorado! Olha como fala seu velho! – Ele ser perder a dentadura só pode!

– Posso te processar cabeça de fogo. – Realmente ele não gostou.

– Que venha! Não tenho medo de processos idiotas!

– PARA KAGAMI! – Kuroko gritou, fiquei assustado com aquela ação repentina e incomum. – São eles sim! São Meus pais!

Congelei. Os pais de Kuroko foram executados? Ele saiu correndo para fora da sala, demorei um pouco para segui-lo, deixei um ultimo xingamento para John e fui à procura do menor que já se encontrava fora do prédio. Aproximei-me sem saber como consola-lo. Optei por um afago nos cabelos azuis macios. Ele me encarou ainda com lagrimas nos cantos dos olhos.

– Eles vão pegar os culpados! Fique tranqüilo, estou do seu lado.

– Do meu lado? Você me faz de empregada, e fica me chamando de putinha da universidade! Como posso contar com alguém assim? – Ele explodiu de uma forma que fiquei estático pela segunda vez em menos de meia hora. Tentei achar uma resposta lógica, não tive sucesso.

– Me desculpe, eu sou um idiota. – Suspirei derrotado, quem diria o grande Kagami se desculpando.

– Do que adianta eu aceitar e você fazer de novo? Eu pensava que você era um cara legal, apesar de ser meio pirado, mais você é a droga de um masoquista psicótico! — Ele já gritava a essa altura.

– Eu não vou repetir isso eu prometo. – Suspirei e mostrei o mindinho da mão direita enquanto corava. – Trégua?

Ele me encarou por um momento antes de enlaçar seu mindinho ao meu.

– Trégua.