Amor Universitário
9 Capítulo 9 - Os frutos da trégua.
Notas iniciais
Kuroko ficou muito abalado o dia todo, não fez nada além de deitar na sua cama e chorar enquanto o cachorro ficava deitado junto com ele parecendo sentir as mesmas dores que ele. Preciso nem falar que fiquei de longe tentando dar algumas palavras de apoio, nada me faz chegar perto daquele animalzinho.
Pensei em como fazê-lo se sentir melhor, então tive uma ideia, apesar de difícil de organizar, seria possível. O sol estava se pondo quando encontrei Himuro. Ele que iria me ajudar na minha ideia mirabolante.
– Taiga, bom te ver. – Cumprimentou-me.
– Igualmente, preciso de um favor. – Não posso perder tempo com conversa.
– Pode falar. – Abriu um sorriso.
– Preciso de um lugar bem isolado que fique dentro do campus, tem alguma idéia? – Ele pensou por alguns momentos antes de responder.
– Tem um deposito na área sul do campus, ninguém vai lá e qualquer coisa é só trancar as portas que não será incomodado. – Himuro me lançou um olhar sugestivo.
– Não é para isso que está pensando quero só ajudar alguém! – Fiquei na defensiva.
– Esta bom Taiga, não me deve explicações, agora tenho que ir, eu também tenho meus assuntos. – Deu uma piscadela e foi embora. Eu realmente me irrito com esse costume dele.
Caminhei apressado para o depósito que o moreno me indicou, ao abrir a porta, me impressionei tudo estava limpo e até que arrumado, finalmente entendi para que Himuro usava este lugar. Tive apenas que arrastar alguns móveis, abri um sorriso quando vi um sofá e uma mesa que não era muito grande. Arrastei a mesa para o centro tirando a camada de pó que a cobria. Posicionei duas cadeiras em cada extremidade da mesma. Posicionei o sofá um pouco longe da mesa, fui até a cozinha pedir alguma coisa para cobrir a mesa e a tia me deu uma toalha toda rendada, e pedi para elas fazerem alguma coisa de comer para dois, e que não fosse muito rebuscada, fui até a loja do outro lado da rua da universidade comprei umas velas voltei para o depósito em seguida.
A lua já reinava no céu, estendi a toalha, posicionei as velas maiores na mesa e as outras espalhadas pelo salão, dando uma iluminação romântica. Passei na cozinha de novo, peguei pratos e talheres, voltei mais uma vez até o deposito terminando de arrumar a mesa. Já era por volta das oito e meia quando cheguei ao dormitório, o azulado estava do mesmo jeito que o deixei, deitado junto com o cachorro e ainda com algumas lágrimas escorrendo pelo rosto, fiquei com pena ao ver aquilo, porém logo farei algo para tirar essa expressão triste do lindo rosto pálido.
Tomei um banho, me vesti com uma calça e uma blusa social, deixando os dois primeiros botões abertos, e lógico tomei outro banho de perfume desta vez. Kuroko me encarando a todo momento.
– Vai sair? – Perguntou com a voz ainda um pouco embarcada.
– Nós vamos! – Puxei-o carinhosamente para fora da cama, o deixando de pé. — Vá para o deposito que fica no sul do campus daqui a meia hora, por favor, não leve a bola de pelos com você.
– Está bem. – Ele deu um sorrisinho triste e foi tomar um banho.
Sai apressado pelo campus voltando para a cozinha, as tias já tinham terminado de fazer a comida. As agradeci, indo finalmente pela ultima vez para o depósito, pus a comida nos pratos e cobri com tampas. O prato era macarrão a bolonhesa, achei bom, assim poderia mentir que foi eu que fiz.
Acendi todas as velas, olhei no relógio, já tinha se passado meia hora, fiquei de pé ansioso esperando o azulado chegar.
– Olá Kagami. – Kuroko estava atrás de mim, dei um pulo soltando um grito.
– COMO É QUE VOCÊ VEIO PARAR AQUI?
– Eu já estava aqui. – Falou sem conter uma risada.
Respirei fundo algumas vezes me recompondo.
– Venha, sente-se. – Ele me acompanhou até a mesa, puxei uma das cadeiras para ele sentar, e me sentei na outra.
– O que é isso? – Kuroko falou apontado para a mesa.
– É o nosso jantar, e pelo amor de Deus não acaba com o clima. – Suspirei quase implorando.
– Esta bem. – Ele destampou seu prato, mantendo um sorriso fraco no rosto. – Vai me falar que foi você que fez isso?
– Sim! Acha que sou tão ruim a ponto de não saber fazer um macarrão? – Me irritei o que causou uma pequena gargalhada do menor.
Comemos sem conversar muito, percebi que a expressão dele tinha ficado mais leve, sem toda aquela tristeza de hoje mais cedo.
– Quer conversar sobre o que aconteceu hoje mais cedo? – Tentei abordar o assunto com mais suavidade possível.
– Melhor não, isso estragaria tudo isso. – O sorriso desapareceu de seu rosto.
– Então vamos conversar sobre o que você quiser. – Sorri segurando a mão dele.
– O que acha da teoria de relatividade de Einstein? – Arregalei os olhos sem saber o que responder.
– Bem... Ela é... Muito... Relativa? – Chutei sem saber o que falar o que arrancou um sorriso do menor.
Passamos um tempo com ele tentando me explicar essa teoria, o que me fez questionar “Como eu estou na universidade se sou mais burro que uma porta? Obrigado basquete”. Terminamos de comer, ele se sentou no sofá, dando algumas batidinhas do lado como se me convidasse, fiz o que ele pedia.
– Quais foram as suas intenções ao me trazer aqui? – Sua voz tomou um tom rouco.
– Não sei ao certo, mais e as suas ao chegar aqui? – Entrei na brincadeira, o menor começou a brincar com os botões da minha camisa.
– Que tal eu mostrar?
O azulado selou nossos lábios, logo pedi passagem e ele cedeu, deitei Kuroko no sofá, mantendo-me por cima. Nosso beijo apesar de calmo demonstrava muito desejo de ambas as partes. As mãos do outro passeavam pelo meu tronco, enquanto as minhas agarravam suas coxas, cessamos o beijo para arrancamos nossas camisas, logo voltei a devorar aquela boca que desejei tanto em segredo. Deixei um pouco a boca dele de lado começando a devorar aquele pescoço alvo, dando chupadas, mordidas e beijos deixando marcas vermelhar que com certeza se tornariam roxas.
Continuei descendo, passando por todo o tronco, arrancando alguns gemidos em resposta. Voltei a tomar-lhe a boca, Kuroko logo trocou nossas posições ficando por cima, ele realmente estava impaciente, foi direito para o cós da minha calça, abriu o botão e o zíper, ajudei-o a tirar aquele pedaço de pano. Ele logo olhou para a minha cueca que mostrava meu membro ereto, ele lambeu os lábios, o que me deu uma visão bem erótica, sem pestanejar o azulado arrancou a boxer que eu vestia. Começou a masturbação lentamente, mas logo abocanhou meu falo, iniciando um vai e vem tão lento que chegava a torturar, mordi meu lábio inferior fortemente tentando segurar um gemido quando Kuroko deu uma atenção especial a glande, sem obter sucesso.
Quando percebeu que eu estava quase chegando ao ápice, Kuroko cessou os movimentos, choraminguei em protesto, porem logo agarrei-o deixando por baixo de novo, mostrei três dedos para que ele, que prontamente os chupou, tirei-os de sua boca enquanto afastava suas pernas com a outra mão. Enfiei o primeiro dedo, o que não causou muito incomodo para o menor, depois de um tempo acrescentei mais um e depois o ultimo, já arrancando alguns gemidos do azulado, que e encontrava totalmente corado. Retirei os dedos, me posicionando entre as pernas de Kuroko, invadindo-o devagar, mesmo assim algumas lagrimas já eram vistas no canto de seus olhos. Comecei a masturba-lo, o que o fez relaxar um pouco.
Ao estar completamente dentro dele, esperei um pouco para que se acostumasse o que não demorou muito, logo comecei a estocar devagar e gradativamente fui aumentando o ritmo, o que fazia nós dois gemer juntos, parei um pouco para trocar de posição, sentei-me e pus Kuroko por cima, sem demorar muito, ele começou a subir e descer em cima do meu membro, ajudei-o com os movimentos segurando em sua cintura, o que me fez acertar um ponto especial nele, o que fez o menor delirar, após repetir algumas vezes, chegamos ao clímax juntos. Eu me desfiz dentro dele, enquanto Kuroko sujava nós dois com seu esperma.
Ficamos assim por um tempo para recuperarmos nossas forças, logo me retirei dele, o depositando no sofá, abracei-o e assim dormimos. Estou adorando essa trégua, definitivamente.
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