Amor Universitário
39 Capítulo 38 - A grande fuga.
Notas iniciais
POV KUROKO
Não consegui conter o grito ao fim da ligação, minha mão foi inconscientemente para a boca que estava entre aberta, não consegui acreditar no que acabara de ouvir, meus olhos estavam arregalados, meu corpo tremia levemente, o celular ainda estava próximo ao meu rosto, como se esperasse a qualquer momento a ligação de Kagami falando que não passara de uma brincadeira de mal gosto, mas eu melhor que ninguém sabia que tudo era possível.
Sai do transe, disquei o numero do detetive Monroe que ainda tinha gravado no meu celular, depois de três toques o detetive finalmente atendera.
–Olá Kuroko! Precisa de algo? – Sua voz transmitia descontração.
– Kagami foi sequestrado. – Minha voz saiu fraca.
– Tem certeza? – Seu tom mudara rapidamente.
– Porque mentiria sobre isso? O celular dele tem GPS, dará uma localização de um quarteirão. – Minha fala saiu apressada, às vezes tropeçando nas palavras.
–Está bem, estou em casa, passarei ai na universidade em cinco minutos, esteja no portão lateral. – A linha ficou muda, guardei o celular no bolso.
Já era noite, uma brisa gelada soprava do lado de fora, peguei um casaco preto, literalmente corri para a saída, não tinha nenhum aluno ou empregado no pátio e jardim, ao chegar ao portão, abri-o, posicionei-me na calçada do lado de fora, olhava ansiosamente para os dois lados da rua, esperando que aquele carro conhecido virasse uma das esquinas.
Tentava pensar em coisas positivas, que não aconteceria nada de grave com ele, porém o tom da pessoa que estava com ele não tinha sido nada amistoso, mil e uma coisas passavam em minha cabeça, tentei discar novamente o numero dele porém ninguém atendeu, meu coração palpitava apressado, ouvi sirenes, olhei para o lado e o carro do detetive tinha acabado de virar a esquina, junto com outro carro de policia, estacionou perto de onde eu estava, entrei no carro tentando discar novamente o número de Kagami, tive o mesmo resultado, depois de chamar varias vezes caiu na caixa postal.
– Coloque o cinto. – Monroe disse, sua feição era séria, mexer no cambio do carro, logo saiu em disparada, seguindo a viatura. Atrapalhei-me um pouco com o cinto, mas o coloquei.
Não conversamos mais, ele estava concentrado em dirigir em alta velocidade, devo admitir que ele é um bom piloto, avistei o prédio da delegacia erguer-se imponente, ao chegarmos Monroe deu uma série de ordens.
–Equipe de inteligência para a sala de reunião, técnicos de computador também, temos um sequestro! – Pegou-me pelo braço, puxou-me por uma série de corredores até entrarmos por uma porta dupla, uma grande mesa oval estava no centro da grande sala.
Um a um, algumas pessoas entraram na sala, ficaram de pé, esperando as instruções que seriam dadas por Monroe.
– Não sabemos aonde a vitima está com certeza, técnicos de computação, o celular da vitima tem GPS que não da o local com precisão, fornece apenas o quarteirão que esta, tente pelo menos conseguir a rua. Equipe de inteligência, a vitima é Kagami Taiga, suspeito que o mandante seja Midorima Shintarou, procurem pessoas com alguma ligação com ele e que estaria em condição de fazer tal coisa, chequem tudo, desde vizinhos até colegas de universidade, Kuroko acompanhe o detetive Fitzgerald. – Apontou para um jovem de óculos que acenou minimamente. – Agora vão!
Quase que automaticamente todos se retiraram, segui o detetive, que me esperou do lado de fora da sala.
– Prazer, vou precisar que me passe o número de celular do Kagami entre outros detalhes. Agora vamos que não temos tempo a perder. – Sinalizou para que o seguisse, depois de dois corredores entramos em uma sala cheia de computadores, onde outras duas pessoas que estavam anteriormente na reunião, digitavam freneticamente, não se deram ao trabalho de encarar-me, Fitzgerald indicou uma cadeira ao lado dele para que eu me sentasse. – Agora me fale o número dele. – Forneci o número, que ele digitou em um campo no computador, em seguida apareceu o mapa mundial, após a Ásia, então o Japão e depois uma série de ruas, um campo vermelho piscava em quatro ruas. – Ele está por aqui, droga, são ruas grandes e totalmente residenciais.
O detetive concentrou-se, digitou freneticamente, olhei para o resto da sala, os outros dois tinham o mesmo mapa aberto, também digitavam sem cessar, fiquei ali observando, batucava freneticamente com os dedos em cima da perna, encarava as pessoas que passavam apressadas pelo corredor.
–Achei! – A garota que digitava parou, chamando a atenção de todos, os dois levantaram e foram até ao lado dele, olharam a tela, agora só uma rua piscava com o rastreador. O outro detetive já falava no celular com Monroe, passou toda informação que conseguiram.
– Eu vou junto! – Tentei sair da sala, mas Fitzgerald me impedira.
– Não, você não vai. – Ele segurou-me pelo braço. – Você só iria atrapalhar.
– M-Mas... O Kagami... – Desviei o olhar, fiquei a encarar o chão.
– Já pensou que por um deslize seu, o sequestrador pode tomar uma atitude extrema, como por exemplo, acabar com a vida do seu querido namorado. – A ultima palavra foi dita com desprezo. Parei de tentar argumentar, apenas me livrei do aperto dele e sentei-me onde estava anteriormente.
POV DETETIVE MONROE
O detetive Luck ligou-me avisando que já tinham o nome da rua, não era a toa que tínhamos uma das melhores forças táticas, por sorte eu e a equipe de campo já estávamos preparados, todos devidamente protegidos com coletes a prova de balas e com armas, a maioria com armas de grande calibre, porém eu continuava com a minha pistola presa à cintura, cada qual foi para a sua viatura, indiquei o endereço para os motoristas, orientando para que desligassem as sirenes quando chegassem a dois quarteirões de proximidade, não queria avisar o sequestrador da nossa chegada.
Entrei na viatura com outros quatro policiais, no total éramos vinte homens, divididos em dez viaturas, sem mais interrupções iniciamos o trajeto, as sirenes avisavam os carros que era para abrir caminho, um trajeto que em media demora trinta minutos, foi feito em quinze. Chegamos à rua já com as sirenes desligadas, fizemos uma pequena ronda, nenhuma casa parecia suspeita apenas uma, que era pequena, em contraste com as outras dali, que se baseavam em grandes mansões, sua fachada não era trabalhada, paramos ao longo da rua, desci do carro e caminhei até a casa, dei a volta no quintal, a grama estava alta, as janelas eram bloqueadas por tábuas, parecia realmente um cativeiro.
Pela minha intuição, que já me salvara de varias situações, mandei para os policiais se posicionarem, fique no final da fila, tinha policiais nas duas saídas e pelo quintal, se for realmente àquele local, a pessoa estaria totalmente cercada. Todos ficaram atentos esperando meu sinal, que não demorou para vir, dois policiais arrombaram a porta, um mar de coletes aprova de balas foi entrando na casa, fui o ultimo, ao ir no outro cômodo, avistei Kagami preso a cama, ele parecia estar bem a não ser o ferimento na sua teste, provavelmente de uma coronhada.
Um bilhete estava no criado mudo, ele dizia: “Enquanto distrai os policiais a verdadeira fuga acontece”.
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