Amor Universitário
21 Capítulo 20 - Resolvendo o mal entendido.
Notas iniciais
– Não é nada do que parece! – Tentei explicar, mas o olhar do azulado era inflexível.
– Então o que é Kagami? Não penso em nada do que possa ter deixado Kise pelado se não você! – Midorima disse quase cuspindo veneno, Kuroko concordava a cada palavra com simples manejares de cabeça.
– Não aconteceu nada Kurokocchi, bem que tentei, mas Kagamicchi só tem olhos para você! – A vadia loira fez um biquinho sem nem se preocupar em tampar sua parte intima.
– Ata, e querem que acredite nisso? – Kuroko falou de forma agressiva.
– Isso mesmo, Kuroko tem razão! – Aquele maldito quatro olhos colocava mais lenha na fogueira, meu sangue começou a ferver, cerrei meus punhos.
– OLHA QUER SABER KUROKO? EU NÃO AGUENTO MAIS ISSO! SE QUER FICAR COM UM CARA QUE TENTOU TE ESTUPRAR, QUE TENTA TE ENGANAR E QUE NÃO É FLOR QUE SE CHEIRE EM VEZ DE FICAR COMIGO QUE TE AMA TANTO E QUE ZELA POR VOCÊ A TODO O INSTANTE! A ESCOLHA É SUA! – Gritei pondo em forma de palavras toda a bagunça que estava dentro de mim, Kuroko recuou um passo.
– Não adianta gritar Kagami, o que aconteceu foi apenas um descuido meu nada alem disso e nunca vai voltar a acontecer! – Midorima ainda tentava fingir que estava calmo.
– Mentira Midorimacchi! Eu sou a prova que você é violento! – Kise se pronunciou com a voz embarcada. – Só eu sei o que passei em suas mãos.
– Fez porque quis e você gemia que nem uma prostituta! – A cada palavra o seu auto-controle ia embora.
– Então Kuroko como vai ser? Vai querer o que te faz feliz ou o que vai te fazer de objeto sexual? – Perguntei olhando diretamente nos olhos do menor que desviou o olhar. O silencio se fez presente até que cansei. – Vamos Kise, deixe esses dois ai, é uma palhaçada para uma conversa só.
– Esta bem Kagamicchi! – Veio todo animado me acompanhando até os dormitórios, ainda sem roupas, parou um momento para gritar para Kuroko – Kurokocchi, não adianta procurar, só Kagami pode te fazer feliz, desista do Midorimacchi! – Logo recomeçou a me acompanhar.
Fomos em silêncio até nosso destino, deixei Kise no dormitório que dividia com Midorima, em seguida fui até o meu próprio. Ao avistar a porta parei. Não queria ver Kuroko, pelo menos hoje não, mas e se o quatro olhos tentasse atacá-lo? Como vou protegê-lo? Não devia ter deixá-lo sozinho! Uma impaciência começou a me dominar, então me lembrei que ele não me deu resposta e ficou com o outro por vontade própria, a impaciência se foi dando lugar a um aperto no meu coração, encostei-me na parede, deslizando na mesma até parar sentado no chão com as pernas dobradas, levei a mão direita até meu coração, apertando a blusa naquele local, como se pudesse arrancar todo o amor que sentia por alguém que nem ligava para mim. Com a mão esquerda cobri meus olhos, as lágrimas ameaçavam cair, o que me frustrava mais ainda é que deixei de viver quatro meses da minha vida por ele e quando ele recuperou as memórias foi como esquecesse de tudo que passei por ele!
As lagrimas caiam livremente, como se aquilo fosse lavar tudo aquele sofrimento que me corroía por dentro, será possível eu conseguir ficar com aquele que amo sem nada atrapalhar? Ouvi alguém sentar ao meu lado, com certeza era Kise, devia ter vindo me ver. Surpreendi-me quando ao olhar para o lado era Kuroko e não o loiro arregalei os olhos.
– Me desculpa? Eu vendo sendo um completo idiota! E se você fala que não fez nada com o Kise eu acredito! Só que não suporto a ideia que você fez outro como seu não suporto isso! Promete-me uma coisa? Nunca mais me abandone sob nenhuma circunstancia! – Fez um biquinho, meu coração acelerou, um sorriso bobo se formou nos meus lábios, me levantei puxando o menor junto.
Abracei-o, ficando assim por algum tempo, até que os separei selando nossos lábios carinhosamente, uma suave batalha era travada por nossas línguas, enceramos o beijo quando não havia mais oxigênio nos nossos pulmões, peguei-o no colo caminhando até nosso quarto, ao abrir a porta o cachorro latiu um pouco, fechei a porta e o depositei sobre a minha cama com todo o carinho possível subindo em cima dele e tomando os seus lábios novamente, mas desta vez de uma forma sedenta e necessitada, as mãos do menor enlaçavam meu pescoço enquanto as minhas apertavam suas coxas.
Pausei o beijo somente para tirar a blusa que cobria o tronco do azulado, admirando por um instante o corpo daquele que tanto desejava. Distribui beijos e mordidas por toda a região do pescoço, queixo, peito e abdômen deixando marcas vermelhas e arroxeadas. Tomei novamente os lábios de Kuroko que estava corado e com os olhos semi cerrados deixando-o com uma aparência muito sexy, ele por sua vez, mesmo com dificuldade arrancou minha camisa, dando inicio a mais um beijo, ele arranhava minhas costas, enquanto eu massageava seu membro por cima da calça arrancando alguns gemidos baixos por parte do outro.
Cessei os beijos, dando atenção para o zíper e os botões da calça do azulado, ao conseguir tirar a peça da roupa deixando-o apenas de cueca, ele inverteu as posições ficando por cima, tirou minha bermuda juntamente com a cueca box que vestia, ajeitou-se entre minhas pernas começando uma masturbação lenta e torturante em mim.
– Mais... Rápido... – Falei entre gemidos, meu membro implorava por alivio.
Atendendo ao meu pedido Kuroko intensificou a masturbação, mordi meu lábio inferior para segurar os gemidos que insistiam em sair. Não consegui conter um gemido mais alto quando o menor abocanhou meu membro dando início à sucção deliciosa que me fazia delirar de prazer, hora ele dava atenção especial para a glande, hora para os meus testículos. Senti os espasmos denunciando que o clímax estava perto, com um ultimo gemido me despejei na boca do menor que engoliu todo o meu esperma sem reclamar, puxei-o para um beijo, sentindo o meu próprio gosto, deitei-o na cama mostrando-lhe três dedos que ele chupou sem reclamar.
Ao sentir que já era o suficiente, tirei-os da boca do menor abrindo bem suas pernas, com o primeiro dos dedos comecei a introduzir na entrada do azulado que fez uma pequena careta ao se sentir invadido, logo adicionei mais um digito fazendo movimentos em forma de tesoura o que fazia o menor gemer e só aumentava minha impaciência e a minha vontade de preenche-lo por completo. Finalmente coloquei o ultimo dedo, e quando achei que já estava preparado o bastante posicionei meu membro que já estava ereto novamente naquela pequena entrada, ao poucos fui invadindo aquela cavidade, lagrimas escorriam no canto dos olhos de Kuroko, prontamente enxuguei-as, começando a masturbá-lo o que o fez relaxar um pouco.
Quando estava completamente dentro, esperei algum tempo até que ele se acostumasse, começando a me movimentar devagar de início, logo aumentei a velocidade sem parar de tocar o membro do azulado que gemia a cada estocada, tirava meu membro quase por completo só para me enterrar novamente ali. As estocadas tomaram um ritmo frenético, nós dois gemíamos descontroladamente, às vezes sendo apenas palavras sujas, em outras palavras desconexas e também gemíamos um o nome do outro, novamente senti os espasmos que anunciava que iria gozar novamente, após mais algumas estocadas despejei-me dentro do outro que por sua vez, se desfez sujando nossos abdomens.
Retirei-me de dentro dele deitando ao seu lado, abraçando-o enquanto tentava acalmar minha respiração.
– Kagami... Eu... Te amo... – Kuroko sussurrou, enquanto se aconchegava em meus braços, nunca me senti tão feliz como agora.
– Eu também te amo meu anjo. – Adormecemos depois de algum tempo, um sorriso bobo reinava em meus lábios.
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