Amor Universitário
16 Capítulo 16 - Retomando a velha vida Part. 2
Notas iniciais
– C-Como assim filho? – Os olhos dele se encheram de lágrimas.
– Você se esqueceu de tudo não é mesmo? Então, eu e Kagami somos um casal feliz! – Começou a bater palmas.
– NÃO SOMOS A DROGA DE UM CASAL! – Levantei-me já estressado. – Vamos ver esse ultra-som e já fazemos o exame de DNA entendeu? ESSE FILHO NÃO É MEU!
– Você me magoa desse jeito. SEU IDIOTA! – Ela saiu rapidamente com lagrimas nos olhos.
– Kagami, porque você a tratou assim? – Kuroko perguntou.
– Ela fica falando que esse filho é meu, mas todos sabem que pode ser de outro, e eu tenho certeza quase absoluta que NUNCA fui pra cama com ela. – Me defendi.
– Pelo o que li no diário você era gay...
– EU NÃO SOU GAY! – Gritei novamente, o que causou risos na vadia loira e o quatro olhos maldito.
– Você não engana ninguém Kagamicchi! – Kise continuou a rir.
– Todos sabem da sua pequena aventura com Aomine no vestiário... – Midorima deixou a frase no ar, o que fez Kuroko ficar ruborizado.
– Pelo menos eu tive UMA aventura! E você que já se aventurou com metade da escola? – Rebati.
– E nós três temos uma aventura em comum, todos aqui já ficam com você Kuroko. – O menor corou desesperadamente, parecia um tomate.
– I-Isso é verdade? – O pequeno escondeu o rosto nas mãos.
– Ai Kurokocchi você é de nós três! Não se envergonhe, todos aqui já fizeram uso do seu corpinho. – Kuroko se encolheu ainda mais.
– Meu Deus. – O azulado murmurou, eu realmente estava me divertindo com a vergonha dele.
– Pois é Kuroko não adianta ter vergonha. – Gargalhei.
– Porque não fazemos uso do Kurokocchi? – Kise falou maliciosamente enquanto acariciava as costas de Kuroko que pulou ficando de pé.
– O-O QUE É ISSO? – Ele ficou olhando desconfiado para Kise.
– Não fique com vergonha Kuroko, você já fez isso. – Agarrei-o por trás, ele pulou para longe.
– PAREM AGORA! – O menor falava tentando manter a voz firme, ainda estava totalmente corado.
– Está bem, só vamos te atacar quando pedir. – Coloquei as mãos para cima como sinal de rendição.
– Quero voltar para o quarto. – Kuroko fez um biquinho fofo. – Vocês são muito tarados.
– Pode ir, vou conversar com a diretora e falar que você já quer retomar as aulas. – Midorima levantou indo em direção ao escritório da diretora.
– ESPERA VOU COM VOCÊ. – Levantou seguindo apressadamente o quatro olhos.
– Vamos? – Perguntei enquanto começava o trajeto até o dormitório.
Kuroko me seguiu em silencio, ainda estava corado, parecia que queria falar algo, porém não tinha coragem, ao chegarmos ele sentou-se na cama pegando a bola de pelos no colo, acariciando-o.
– Kagami... – Começou.
– Pode falar. – Tirei a camisa que vestia logo me joguei na cama ao lado.
– Você ainda não me falou porque meus pais não foram me visitar. – Seu tom era sério, havia chegado a hora, de falar a verdade. Levantei da minha cama, sentei ao lado do menor.
– Você realmente quer saber? – Os olhos dele encheram de lágrimas.
– Não sei... Mas eu tenho esse direito. – Colocou o cachorro no chão, encarando-me.
– Seus pais... Foram... – Respirei fundo soltando o ar lentamente. – Eles foram executados.
– Como? Porque? Quem fez isso? – As lágrimas corriam livremente pelo rosto do menor, abracei-o.
– Eles foram brutalmente assassinados, a policia ainda não sabe quem foi, e o motivo também é um mistério. – Acariciei os cabelos daquele que tanto amava.
– Como eu descobri? – Continuou com as perguntas, sua voz quase não saia.
– Eu e você fomos ao necrotério e fizemos o reconhecimento, eu prometi te ajudar a superar. – O senti envolver seus braços as minhas costas.
– Há quanto tempo foi isso? –
– Não muito tempo antes do acidente. – Ele se contraiu ainda mais não parando de chorar.
Fiquei ali, abraçado com Kuroko tentando consolá-lo, não sei se isso seria possível, porque esquecer tudo o que viveu em um período da vida e ainda mais descobrir que os pais foram executados não deve ser a melhor das coisas. Em um determinado momento ele soltou-se de mim, enxugou as lágrimas e com aqueles enormes olhos azuis me fitando, pouco a pouco fui aproximando nossos rostos, fiquei surpreso quando ele também começou a se aproximas mesmo que timidamente, ao faltar milímetros para nossos lábios se tocarem, parei, não é certo abusar dele quando ele ainda não tem suas memórias, estava me afastando, mesmo contra o desejo que me tomava por dentro, porém surpreendentemente ele colou seus lábios aos meus, no inicio, de modo tímido, mas depois ele foi perdendo a vergonha, enlacei a cintura fina do menor que, envolveu-me o pescoço com os dois braços, deitei-o na cama devagar, separamo-nos por algum tempo só para retomar o fôlego, continuamos o beijo que de carinhoso foi ficando sedento e cheio de luxuria, minhas mãos passeavam livremente por aquele corpo tão pequeno e magro, enquanto as dele permaneciam no meu pescoço, minha ereção já dava sinal de vida, arranquei a camisa do menor tendo total acesso ao seu corpo, desci os beijos até seu pescoço dando alguns chupões, o marcando como meu, desci mais um pouco até os mamilos, devorando-os, é tão bom ter finalmente esse corpo a minha mercê, á minha vontade. Arrastei os beijos até o seu abdômen, e finalmente cheguei ao cós da sua bermuda, ao olhar para cima e tive a visão mais erótica que poderia Kuroko totalmente marcado com o rosto virado, e totalmente corado, não consegui conter um sorriso malicioso, abri lentamente o botão e o zíper, abaixando bem devagar, recebendo um choramingo por parte do azulado, ao tirar totalmente aquele pano, me concentrei na cueca, arranquei-a fazendo questão de demorar bastante para tal, quando finalmente o membro do menor estava liberto, escuto a porta ser praticamente arrombada por uma vadia loira e um quatro olhos maldito.
– O QUEEEEEEE? KAGAMICCHI ESTÁ QUERENDO ELE SÓ PARA VOCÊ? – Kise gritou fazendo biquinho em seguida, Midorima apenas observava com uma veia saltada na testa, enquanto Kuroko corria para esconder seu corpo nu.
– N-Não é o que parece. – Kuroko tentou disfarçar.
– Ata... É o que então? – Midorima esbanjou ironia.
– É que ele falou que meus pais... Ai ele veio para me beijar... Eu o beijei... – A cada palavra que ele pronunciava seu rosto ficava mais rubro e eu mal continha a risada.
– Não tente explicar, só está ficando pior, todos nós aqui sabemos o que iríamos fazer. – Dei uma piscadela para o menor que se encolheu, escondendo o rosto com o travesseiro.
– Kurokocchi safadão! – O loiro falou gargalhando em seguida.
– Kuroko vá se vestir, Kise pare de brincadeira e você senhor Kagami, não tente se aproveitar do coitadinho. – Midorima lançou um olhar ameaçador em minha direção.
– Foi ele que começou! – Sorri maliciosamente, enquanto Kuroko levantava enrolado no lençol indo para o banheiro.
– Você não tem direito para fazer isso com ele. – O quatro olhos continuou.
– E quem irá me impedir? Você eu sei que não é. – Levantei encarando-o.
– Vamos parar com isso! Tem Kurokocchi pra todo mundo! – A vadia loira falou o que me arrancou um sorriso.
Ainda vou ter Kuroko só para mim, inteiramente, e não vai ser um quatro olhos idiota que vai me impedir. Esperei muito tempo para isso, e se tem alguém que mereça, esse alguém sou eu.
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