Amor, Um Sentimento Confuso
33 Um lugar de Esperança!
Notas iniciais
P.D.V. Bella
–Será que da para os pombinhos namorarem depois e permitirem que possamos seguir viagem?
Emmett estava parado a alguns metros dali, com um sorriso malandro no rosto.
Edward revirou os olhos enquanto eu me levantava e seguia em direção a Emmett.
–Cala a boca Emmett! – Falou Edward assim que se levantou.
–Você não viu nada! – Apontei o dedo em seu rosto assim que passei por ele.
–Tudo bem! – Falou ele levantando as mãos em rendição – Não esta mais aqui quem viu!
–Idiota! – Bravejou Edward logo atrás, andei para fora da floresta, os deixando para trás e indo na direção de Alaric.
–Esta tudo bem Bella? – quis saber ele assim que parei ao seu lado.
–Será que podemos andar até encontrarmos a saída daqui? Sem parar?
–Tudo bem! – Falou ele confuso.
Assim que Edward e Emmett apareceram eu peguei minhas coisas nas mãos de Jacob e começamos a andar.
Passou um bom tempo em silêncio, apenas os passos na areia e as respirações faziam barulho, até que Emmett, como sempre, cortou o silêncio.
–O Edward roubou pão, na casa do João! O Edward roubou pão, na casa do João!
Todos olharam na direção de Edward, ele seguiria com a brincadeira? Mas para a surpresa de todos ele seguiu.
–Quem? Eu? – perguntou sorrindo de lado.
–Tu sim! – Exclamou Emmett e mais um pessoal que entrava na brincadeira.
–Eu não!
–Então quem foi? – perguntei sorrindo.
–Foi a Bella! – Acusou ele piscando.
–A Bella roubou pão, na casa do joão, a Bella roubou pão na casa do João!
–Quem? Eu?
–Tu sim!
–Eu Não!
–Então quem foi?
Até Alaric participava da brincadeira.
–Foi o Alaric!
Ele me censurou com um olhar, mas seguiu brincando como todos, a brincadeira seguia, até estarem quase todos brincando e Rosalie errar a letra e Emmett começar a gritar.
–Não sabe não sabe, vai ter que aprender, cabeça de burro orelha de Et!
–ET é você Emmett seu retardado! – Gritou ela dando um soco no braço musculoso e grande dele, qual gargalhou como se ela tivesse feito cócegas.
Estava bom aquilo, aquele momento de descontração, estávamos todos muito tensos, e aquilo distraiu todos, acabando com as discórdias e brigas.
–Alguém sabe uma boa piada? – perguntou Emmett saltitando a frente, parecendo uma gazela.
–Ah Emmett, não começa com suas piadas! – Pediu Edward!
–Nem pensa Emmett! – Gritou Jasper rindo.
–Vou começar com uma de loira! – Falou olhando para Rosalie — ¨Duas loiras conversando, depois de muito tempo que não se viam:
– E como está seu filho?
– Ele está bem, está andando já fazem 6 meses.
– Nossa amiga, então ele já deve estar bem longe.¨
A maioria gargalhou, mesmo não achando graça da piada, Rosalie bufou ao lado de Emmett e fingiu uma risada.
–Que foi? — perguntou ele se fazendo de inocente.
Então Alaric entrou na onda e começou outra.
–¨O filho chega da escola e sua mãe, que é loira, pergunta:
– O que você aprendeu hoje na escola?
E o filho responde:
– Álgebra.
– Então fala pra mamãe como se fala “Bom Dia” em álgebra?¨
Foi impossível não rir, e assim seguimos boa parte de nossa caminhada, meus pés doíam, mas não dei muita importância, já estava acostumada a sentir essa dor!
–Olha lá! – Gritou Emmett, fazendo Jacob parar sua piada ao meio – Vocês estão vendo? – perguntou ele apontando para longe, a nossa frente. Todos olharam curiosos, até eu.
Ao longe, difícil de ver, mas não impossível podia-se enxergar uma pequena casa em cor escura, era uma cabana, talvez de madeira ou de palha, não era grande, mas era algo que fez meu coração se encher de esperanças e saltitar em meu peito.
P.D.V. Narrador
A quilômetros dali as famílias Black, Cullen, Denali, Newton, Swan, Stanley, Weber e mais algumas se encontravam em uma reunião na escola de Forks.
–As equipes de buscar querem encerrá-las! – Falou o diretor da escola no microfone, a frente de todos.
–Mas eles não podem! – Gritou Charlie Swan do meio da multidão!
–Já fazem dez dias Sr. Swan!
–Não importa, que façam Trinta! Não podemos desistir deles!
–Estou junto de Charlie, isso não é hora de desistir! – Falou Carlisle Cullen levantando-se.
–Se for preciso vamos nós mesmos atrás deles! – Se prontificou Billy Black!
–Eles estão esperando nossa ajuda, em algum lugar! – Gritou Esme Cullen sendo apoiada por todos os outros pais que se encontravam ali.
Nos últimos dias todas as famílias estavam se unindo, se confortando, a espera de seus filhos, e nada faria eles desistirem!
–Iremos até o fim, até encontrarmos eles! – Gritou Albert Stanley.
Mal sabiam eles onde se encontravam seus filhos, e quais que se encontravam, todos tinham a mesma esperança, de em pouco tempo abraçarem forte os filhos e não os deixarem partir tão cedo, as mulheres sempre choravam quando se juntavam, ficavam conversando sobre a infância de seus filhos, os primeiros paços ou erros, todos os detalhes que um dia passaram despercebidos e que agora faziam tanta falta.
–Teve uma vez que bateram em Emmett na escola, Edward foi até o menino, o agarrou pelas pernas e o jogou dentro da lixeira, me chamaram na escola e eu não sabia o que fazer, então eu ri!
–Teve uma vez que eu perdi Bells no mercado, entrei em desespero quando dei por falta dela, quando a encontrei ela estava conversando com a faxineira, dentro do depósito do mercado, nunca mais soltei sua mão na rua.
–Ângel sempre foi uma aluna disciplinar, um dia chegou em casa chorando por que havia ganhado uma advertência por ter ido sem uniforme para a escola, fiquei com tanta pena dela que comprei três calças de uniforme para ela.
Todos lembravam de seus filhos, Renée Swan enxugava uma lágrima que escapava de seus olhos e tentava lembrar da ultima vez que abraçara sua filha e lhe veio a cabeça o pesadelo que tivera naquele dia, onde sua Bella fugia e nunca mais aparecia.
O tempo estava sombrio do lado de fora do ginásio, uma chuva horrenda desabava, alagando as estradas e encharcando a grama. Ninguém fazia questão de sair de lá, ir para casa era pior, lembrava mais ainda aqueles que estavam ausentes, muitos pensavam na possibilidade de nunca mais voltar a vê-los, mas a afastavam para longe, não compartilhando com mais ninguém, eles precisavam ter esperanças e muita fé, eles precisavam acreditar no impossível, seus filhos estariam vivos, em algum lugar, a espera de ajuda, eles precisavam acreditar nisso, pois se não acreditassem todos desabariam de uma vez só!
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