Amor, Um Sentimento Confuso
44 Presa
Notas iniciais
–Muito bom! Estão de parabéns! Não são fracassados que nem os outros três que eu confiei – Ouvi alguém falar com uma voz totalmente calculada e ameaçadora. Eu não conseguia enxergar nada, estava com algo em meus olhos, quando fui tentar retirar senti minhas mãos presas a meu corpo, por alguma fita ou corda fina. Senti meu corpo todo estremecer, onde eu estava? Por quanto tempo dormira, cadê Alaric e Emmett? Será que alguém deu falta de mim? Se minha mãe descobrir ela vai ter um ataque... Meu Deus... Sentia meu coração acelerar e tentei me acalmar, com medo que ele que falava e quem mais estivesse ali sentisse minha agitação.
–Eu falei que não iria te decepcionar chefinho.
–Não me chame assim seu idiota! – ordenou o homem em voz alta, me deixando com mais medo ainda.
Era frio ali, ou talvez seja por que eu estava sem casaco, mas e o casaco de Alaric? Eu não estava com ele? Não conseguia lembrar de nada, só sentia uma forte dor na nuca.
–Você sabe que podia ter matado ela com o que fez não sabe? – perguntou o homem de voz grave ao outro.
–Mas...
–Se você tivesse matado ela, eu mesmo mataria você seu imbecil!
–Mas chefi...
–Cale a boca e me escute! Eu mesmo quero matá-la ouviu bem?
Estremeci ao ouvir isso e entendi tudo, desde quem se tratava e até o porquê estava fazendo aquilo.
–Agora tire a venda dos olhos dela, quero ver se ela acordou.
Ouvi passos rápidos virem em minha direção, e puxarem com força a fita de cola de meus olhos, deixei escapar um grito agudo, devido a dor que senti, ele quase arrancou meus cílios com aquilo.
–Oh, belezura, tão acordada quando eu...
Pude ver, mais ao longe, o homem alto e musculoso com a voz que me dava arrepios. E ao meu lado, coma fita na mão, ninguém menos que o guia de nossa aventura pela caverna, aquele mesmo que nos colocou no caminho errado da caverna e nos abandonou.
–Olá novamente Isabella!
Soltei um gemido, tentando insultá-lo, mas minha voz não saia coerente, devido à fita em minha boca.
–Pare de brincar com ela e tire a fita da boca dela, ninguém vai ouvi-la aqui mesmo!
O homem qual eu não lembrava o nome, o falso guia turístico, tirou a fita de minha boca, com o mesmo golpe da fita dos olhos, arrancando qualquer pelo que eu tivesse no rosto.
Fiquei olhando o homem a minha frente nos olhos, seria ele quem meu pai colocou na prisão há um tempo? Seria ele o R7?
–Deixe eu me apresentar formalmente! – começou ele – Sou seu maior pesadelo Isabella, não só o seu, mas o de toda sua família! Você pode até ser uma gracinha e ter escapado tantas vezes, como na explosão, na tentativa de sequestro, na caverna, de onde milagrosamente você e aqueles adolescentes conseguiram sair, mas agora, você está em minhas mãos, e não sairá tão fácil ,até por que, meus planos são simples para vocês, mas primeiro, tenho que deixar seu pai a par da situação, faz muito tempo que não vejo Charlie Swan!
–Deixe minha família e meus amigos fora disso! Acabe logo com essa sua vingança medíocre – Falei com a voz firme, tentando afastar todo o medo que sentia.
–Olha, você aparenta ser muito corajosa, engraçado... Bem diferente de seu pai, qual fugiu para esse fim de mundo.
Ah... então estamos em Forks! Boa, pelo menos não estou muito longe de casa.
–Vou te contar meus planos, só para tudo ser mais doloroso. Primeiramente vou me comunicar com seu pai, para ele saber que estou com você!
–Ele já sabe! – Esbravejei.
–Ah é mesmo? Bom, menos trabalho para mim. Continuando, depois vou trazê-lo até aqui, e matarei você na frente dele, assim como ele me prendeu há dois anos na frente de todo mundo.
–Ele não prendeu você, ele só fez o serviço dele!
–Mas ajudou, assim como todos aqueles policiais de merda que estão todos debaixo da terra essa hora. Nem o juiz escapou se você quer saber, me vinguei direitinho de todos, mas você e sua família estão me deixando sem paciência já.
–Você é doente! – Falei me arrependendo imediatamente, eu não podia tentar debater com ele, afinal, eu estava amarrada e em situação inferior a dele. Precisava agir com razão e consciência.
–Teria sido tão mais fácil se vocês estivessem na casa no dia da explosão! Mas quer saber, esta bem melhor agora, fazer seu pai sofrer dobrado, primeiro com você, depois com sua adorável mãe, depois com ele mesmo. Ele vai pagar caro por tudo que fez a mim.
–O que passo fazer agora chefe? – perguntou o cara ao meu lado, com as fitas grudadas em suas mãos.
–Ficar quieto seria ótimo, mas como você não consegue, que tal pegar o celular dela e ligar para a casa dela!
–Pra que? – perguntou ele procurando algo em seu bolço, tirando de lá meu celular e o ligando.
–Sem perguntas idiotas, ligue agora e diga que quer falar com Charlie Swan!
O homem assentiu e começou a mexer no celular, o colocando no alto falante e esperando enquanto chamava, não demorou muito e logo alguém atendeu.
–Bella? – Perguntou minha mãe do outro lado.
–Não minha Senhora! Mas quase! Passe para Charlie Swan!
–Não! Quem é você? O que esta fazendo com minha filha? – minha mãe começou a gritar histericamente ao telefone e logo alguém deve ter pegado o telefone de sua mão, e meu pai logo falou.
–Minha filha esta bem? Quanto vocês querem para deixa-la em paz?
–Nós não respondemos perguntas! – Falou ele, assumindo um tom de ameaça, qual eu não havia notado antes nele, só no seu patrão – Agora, alguém vai falar com você – Disse ele entregando o telefone para o suposto R7.
–Quanto tempo Charlie!
–Você, só podia ser, eu reconheceria essa voz de longe!
–Muito bom! Então, o que devo fazer com sua filha? – perguntou ele sorrindo diabolicamente, a única lâmpada que havia ali iluminava apenas uma parte de seu rosto, o tornando mais assustador que o normal. O local onde estávamos era tão assustador quanto ele, era toda vazia, só havia um móvel ali, que era uma cadeira onde ele estava sentado, eu estava amarrada ao chão, encostada em uma parede gelada, qual, pela textura, era daquelas salpicadas, eu podia sentir as pontas em minhas costas.
–Não faça nada com ela, por favor, faça o que quiser comigo, tenha sua vingança, mas deixei-a de fora disso! Resolva isso como um homem de verdade.
–Homem de verdade? Quem é você para falar como homem de verdade? Seu covarde! – gritou ele andando em minha direção com rapidez e direcionando sua palma da mão aberta em meu rosto, me esbofeteando de forma rápida e dolorosa, me pegando desprevenida e fazendo-me gritar tão alto que até assustei o capanga que andava de um lado para o outro. Senti as lágrimas escorrerem em meu rosto e ele desligou o telefone, andando calmamente até a cadeira e voltando a sentar.
–Desligue esse telefone, antes que alguém ligue! — Ordenou jogando o celular em direção ao seu capanga, qual quase derrubou meu celular no chão, mas por milagre conseguiu segurá-lo com uma mão e desligou-o, guardando no bolço e sorrindo de forma convencida.
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