Amor, Um Sentimento Confuso
45 Um pouco do Professor!
Notas iniciais
P.D.V. Edward
Não demorou muito para a ficha cair e eu perceber o que estava acontecendo, por que nunca prestei atenção no que ela dizia sobre ameaças de morte e vingança? Não havia outra resposta se não essa! Eles haviam pegado ela! Estavam com ela nesse momento. Eu me arrepiava todo só em pensar em alguém colocando as mãos nela! Como pode ser tão idiota? Dizem que o reconhecimento de um erro é o melhor caminho para a perfeição, mas que droga de perfeição era essa? Se eu não tenho nem como consertar meu erro? Será que um dia vou conseguir? Por incrível que pareça estou no mesmo carro que Alaric, deixando meu orgulho de lado e saindo a procura dela! Isabella, era ela que procurávamos, cada qual com seus motivos. Talvez eles se igualem em alguns sentidos, pois eu sabia sem sombra de dúvidas que ele a queria, por isso e mais algumas razões que minhas chances estavam limitadas. Ele sempre fora bom pra ela, dando-lhe a atenção necessária e cuidando dela até nos últimos instantes, enquanto eu me afastei e afastei o sentimento que existe dentro de mim. Talvez a diferença de idade fosse um obstáculo à vista da sociedade, mas não era na minha visão. E tinha mais um ponto para ele, ela havia o beijado e não o contrario. Provavelmente eu não teria mais um lugar dentro dela, mas precisava tentar, nem que seja seu perdão eu conseguiria!
–Já andamos a cidade inteira em um dia e nada...- declarou ele estacionando o carro em frente a um posto de gasolina.
–Mas não podemos desistir! -tentei afirmar, mas saiu como um lamento horroroso.
–Não vamos Edward! Mas devemos parar um pouco para comer.
–Não sinto fome...
–Você não comeu nada o dia todo! — lembrou-me ele.
Mas eu realmente não sentia nenhuma vontade de comer, só queria encontra-la logo.
Ele desceu de seu carro e andou rapidamente até a lanchonete do posto. Fiquei sentado pensando em tudo que estava acontecendo ultimamente, e no quanto minha consciência tinha mudado. Talvez estar perdido no meio do nada e pensar que meus dias de vidas estavam contados me fez valorizar melhor o que acontecia comigo. Eu nunca olhei para minha família com a admiração que olhava agora.
Nunca pensei em Isabella como alguém com quem eu pudesse passar os fins de semana ou dormir agarrado na noite fria, mas depois que voltei para Forks me vi em situações assim frequentemente. Eu teria mudado tanto assim? Ou esses eram os efeitos de estar apaixonado?
Alaric voltou com uma sacola na mão e me entregou algo que retirou de dentro dela, ficando com a sacola e o restante de seu conteúdo pra si.
–O que é isso? -perguntei olhando dentro do papel pardo e reconhecendo um pastel assado. Resolvi não questionar e comi o pastel de carne, sentido fome pela primeira vez no dia.
–Depois vamos dar uma olhada perto de sua casa, como você sugeriu.
–Ok -respondi sem vontade de dialogar.
Mas ele insistia em continuar falando, talvez fosse para disfarçar serio nervosismo ou afastar o sono, já que não dormimos desde o dia anterior.
–Sabe Edward, eu tenho um filho ou uma filha com sua idade mais ou menos! Quando namorei pela primeira vez eu era imaturo e jovem de mais, não dei o valor merecido a minha namorada, éramos bons juntos, nunca mais me senti bem com outra mulher como me sentia com ela. Então por uma besteira brigamos, eu deixei o instinto me levar e a trai, ela descobriu e foi embora — nesse momento ele jogou a cabeça para trás, a encostando no banco e fechando os olhos, apenas o observei, mastigando a massa folhada do pastel e tentando imaginar um Alaric diferente daquele que eu estava vendo agora. Ele prosseguiu com desânimo – Há alguns anos recebi uma carta de uma antiga amiga nossa, da época, nela, ela me informava do paradeiro de Brenda e que ela havia tido um filho meu, sem mais informações, comecei a procurar por Brenda, desesperado, ela havia sumido, sem dizer para onde ia. Eu havia mandado uma carta para seus pais, no antigo endereço, não sei como eles encontraram-na e me responderam, Brenda havia falecido logo depois do parto, deixando a criança em um orfanato, tentei me comunicar com o orfanato, mas não recebia respostas, então viajamos e você já sabe o resto. Quando estávamos naquela floresta, pensei que nunca teria a oportunidade de ver a criança, quando voltei pra casa, depois de longos dias perdidos, havia recebido um e-mail da diretora do antigo orfanato, amanhã viajo para lá, para conversar pessoalmente com ela e ter informações sobre a criança que já foi adotada há muito tempo.
–E o que você está fazendo nesse momento que não se arrumando para a viagem? – perguntei um pouco impressionado com sua história, uma pessoa descobrir que é pai depois de anos, isso era incrível, tentei me colocar no seu lugar, e se uma das meninas com quem já sai estivesse gravida? Mas sempre havia usado camisinha, ou quase sempre...
–Eu não vou conseguir viajar sem saber se ela está bem!
–Você não era casado? – perguntei tentando descobrir qualquer motivo que diminuísse suas chances de ficar com ela e aumentasse as minhas.
–Já fui casado sim, ela foi embora, sabe, tenho muita sorte, as mulheres sempre me abandonam, não seja que nem eu Edward! Não deixe as suas mulheres irem embora.
–Eu já deixei Alaric, está se esquecendo de que você conseguiu a garota? – perguntei deixando a raiva transparecer pela primeira vez no dia.
–Eu não consegui a garota Edward, ela ainda é sua, basta você saber se quer que ela seja sua ou não!
Fiquei minutos em silencio, pensando em suas palavras, como ele podia estar me influenciando a correr atrás dela? Ele não estava disposto a lutar comigo pelo amor dela? Então por que ele estava aqui?
–Por que você está aqui Alaric? – o questionei rancoroso.
–Por que eu gosto da garota Edward! Gosto tanto, que sou capaz de abrir mão dela para que ela seja feliz com quem queira!
–Isso não me parece justo! – Refleti sentindo o sono tomar conta de meus olhos.
–Talvez não seja, só o tempo dirá!
–Podemos ir logo? – Pedi chegando ao limite de meu controle, sentindo a ardência nos olhos.
–Você está com sono rapaz, vamos sim, amanhã será um longo dia!
–Precisamos encontra-la!
Foi a ultima coisa que eu disse antes de deitar a cabeça na janela e dormir. Foi um sono breve, sem sonhos e interrupções, acordei assustado com Alaric me chamando com um aperto no braço.
–Edward, acho que encontramos a garota! – Falou ele lentamente, olhando para uma entrada na floresta, qual ficava no meio do nada, onde, antigamente, eu costumava jogar beisebol com Emmett e Jasper.
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