Amor Selvagem!

9 Capítulo 9 A FLECHA DE EROS...


Notas iniciais
****Oi, pessoas lindas!!! Mais um capítulo chegando, agradeço a todos os reviews recebidos! **** MELIARE E KURAYAMI Obrigada pelo carinho e pela honra de terem recomendado a fic!!! Meus olhinhos ficaram brilhando! **** É sempre uma honra e uma grande felicidade ter essa galera importantíssima junto comigo: GINA CHASE, LUCYSTAR83, CHIDORI, SATURNO, KEMYLLY, JB, MELIARE, ANGELIQUE, VAMPIRE WALKER, MEL DARK, SHALL, KURAYAMI, ANARCHY, SUZUKI_YOI, DDKCAROLINA, LEMONY, AGHATA MARIE, CHAKAL_MALDITO, JURIETTO, WINX LOVER e SRTA ROSS ACKLES!!! Bjs, e saibam que comentando, favoritando, recomendando ou apenas lendo naquele momentinho de folga em que a gente prioriza a leitura e fica em silêncio, eu fico muito, mas muito feliz e grata pela existência de vocês! **** A poesia que abre o capítulo é minha mesmo (pequeno surto criativo em dia de chuva fazendo 6° graus onde eu moro!!! * risos)

Essa paixão que me toma, revira e fere

Como a flecha de Eros, teu corpo dispara em mim urgências e necessidades...

Vem, sacia-me, devora-me, permita-me ser teu...


Após um adorável e bem servido jantar, em que Pandora sentou-se entre o misterioso Hades e o artístico Minos, Valery a convidou para integrar o salão dos espelhos, a nova brincadeira erótica oferecida pela casa.

— Ah... Não sei se devo... – disse Pandora lançando um olhar aos dois amantes.

O brilho frio e indefinível dos olhos do duque evoluiu para um tom mais quente. Ele sorveu um gole de vinho, lentamente, e então a encarou sem nada dizer. Minos sorriu, abertamente, mordendo o dedo indicador, enquanto fixava os olhos no decote profundo que ela usava e acariciava a ereção de Hades por baixo da mesa.

— Ora, deixe de falsos pudores e venha! – disse Valery puxando-a pela mão. – Não vê que isso os excita?— cochichou próximo ao ouvido da jovem.

Pandora sentiu o rosto quente, porém sorriu e deixou-se levar. Hades continuava a mimá-la, presenteando-a com joias, sedas importadas e perfumes. Passeava com ela em público, deixando bem claro que ela lhe pertencia... No entanto, apesar da atenção ostensiva que ele oferecia, sempre que estavam junto de Minos, ela sentia que o jovem levava ligeira vantagem. Não era algo em demasia, mas mesmo assim, parecia que os laços existentes entre os dois eram muito fortes, talvez até mesmo, indestrutíveis...

— Diga-me, Valery... Hades e Minos, eles... nunca se separaram? – perguntou como quem não quer nada, enquanto caminhavam de braços dados pelo corredor permeado de obras de arte.

— Ah, você notou, não é? Esses dois tem um vínculo muito antigo. Minos era pouco mais que um adolescente quando foi para a cama com o conde. Pode-se dizer que Hades o iniciou, sexualmente, e a partir daí... Bem, você sabe.

— E como você... entrou nessa história?

— Eu? Bem, minha história é um tanto longa, mas digamos que os pais de Minos fizeram por bem dar uma esposa ao filho, principalmente depois de descobrir o envolvimento dele com Hades e ter de engolir o fato de não ter o mesmo cacife que o conde para impedir que o filho continuasse em sua cama. Eu era a filha mais velha de uma família rica e de renome, até meu pai falir e acabar com as chances de um bom casamento. No entanto, ainda éramos os Gauthier, conhecidíssimos pela importação de tecidos finos e por sermos os fornecedores preferidos da Rainha. Meu pai achou por bem aceitar a proposta de casamento e concedeu minha mão à Minos. Confesso, que mesmo solteira eu já tinha... Bem, aproveitado alguns momentos íntimos com cavalheiros que sabiam agradar e despertar uma mulher. Usei de todo o meu aprendizado para manter Minos como esposo e gozar do status que o casamento me deu. Nossa união é um acordo mútuo que permite a ambos desfrutar do que deseja.

— Você o ama?

Uma risada alta escapou da boca de Valery.

— Amar é para os jovens e tolos, minha querida. Assim como os prazeres fugidios da carne, o amor parece ser uma fonte inesgotável, quando na realidade, também fenece! Digamos que eu prezo o dinheiro e o prazer prolongado que ele me oferece...

— Quantas amantes o conde teve, antes de mim? – perguntou Pandora, introduzindo outro assunto.

— Ele não lhe contou?

— Uma vez eu tentei perguntar, mas... Hades cortou o assunto com tanta precisão que não tive coragem de insistir.

Valery suspirou e ficou alguns segundos fazendo suspense.

— Bem, você conhece os apetites do conde. Ele já teve algumas amantes, mas admito que você é a que mais o agradou. Mas, mesmo assim, tem que resguardar o seu futuro, minha cara...

— Valery, eu... andei pensando e acho que Hades tem razão.

— Tem razão no quê? – perguntou Valery franzindo o cenho.

— Ele disse que eu devo pedir a anulação do casamento com Dohko para que possamos oficializar a nossa união e quer que eu desista de pedir parte na herança.

Valery colocou a mão no peito com uma expressão surpresa.

— Ele disse isso? Ele quer se casar com você?

— Sim, não é um sonho?

— Mas é claro que é, minha querida... Fico feliz por você. – disse Valery abraçando Pandora, enquanto pensava: Não posso deixar que isso aconteça!— Agora venha, vamos nos divertir um pouco...

Uma imensa piscina imitando as termas romanas situava-se no centro do grande salão. Espelhos espalhados, estrategicamente, ofereciam vários ângulos de vista. O chão estava forrado de pétalas de rosas, candelabros compostos de longas velas, repousavam estrategicamente, colocados sobre suportes baixos em forma de colunas greco-romanas e havia um incensário distribuindo um suave aroma de alecrim e cânfora, ditos afrodisíacos que serpenteavam, através de transparentes colunas de fumaça tornando o ambiente esfumaçado e misterioso.

A ideia era que os participantes bebessem, conversassem e trocassem carícias íntimas enquanto usufruíam do banho e de todo o clima sensual e declaradamente explícito. No entanto, para chegarem ao sexo, propriamente dito, deveriam usar os aposentos no piso superior da casa e só os acompanhariam, aqueles que fossem escolhidos para tal. O salão dos espelhos era, na realidade, uma vitrine onde todos observavam e eram observados, fosse de forma ativa, participando do ritual de banho ou passiva, olhando os corpos e selecionando aqueles mais belos e apetitosos.

— Quem é aquele? – perguntou Pandora sussurrando no ouvido de Valery e direcionando o olhar para o centro da enorme piscina.

— Aquele? Ah, ele se chama Radamanthys e é um barão... Dizem que é um verdadeiro garanhão na cama, mas quem o vê assim, jura que é um homem tranquilo, sem maiores arroubos...

O homem, apontado por Pandora possuía os cabelos loiros e acobreados, num penteado revolto e diferente dos nobres, em geral. Era jovem e possuía um físico invejável e atlético. Os olhos eram de um tom de mel, quase dourado, e a forma como ele a encarou, enquanto uma dama o despia, fez a pele de Pandora arrepiar-se.

— Interessada? – perguntou Valery sorrindo com malícia.

— N-não, claro que não! Fiquei, apenas curiosa. Nunca o tinha visto na corte. – respondeu Pandora.

— Ele voltou à Londres por estes dias, após viajar pelo Oriente, durante algum tempo. Pelo visto, o jovem barão a notou e pareceu agradar-se do que viu! – disse Valery com um risinho abafado.

— Eu pertenço, somente, à Hades.

— Mas sabe que Hades não pertence, somente, a você, minha cara... Portanto, se tiver vontade de experimentar algo novo, não se prive.

Pandora desviou o olhar e fez menção de deixar o local quando Valery pegou-a pelo braço e a conduziu até um divã onde já as esperava uma garrafa de champanhe junto de uma bandeja de frutas.

— Vamos sentar e somente olhar, então... Faça-me companhia, minha querida e vamos conversar, mais um pouco.

Pouco à vontade, Pandora aceitou e mais uma vez seus olhos se encontraram com os do barão. Ele agradecia à jovem que o despia com uma carícia suave e quando a beijou, virou-a na direção de Pandora. Enquanto movia a boca de forma lenta e intensa, mantinha os olhos abertos e os fixava nos olhos violáceos de Pandora... A luxúria explícita nos olhos dourados a fez engolir em seco e sorver, rapidamente, meia taça de champanhe.

Valery notou o rosto corado de Pandora e sorriu. Quando olhou para a piscina, Radamanthys já estava com a jovem em seu colo, distribuindo beijos pelo pescoço alongado e alvo.

— Ah... Um homem assim me faz reviver certas vontades. Se eu fosse você não me privaria de certas experiências... – suspirou Valery.

— Então porque não vai até lá e se junta a eles? – falou Pandora disfarçando a irritação e o constrangimento.

Antes que Valery respondesse, Minos e Hades adentraram o salão concentrando o olhar em Pandora. Excitada, ela compreendeu o que ambos desejavam e deixou o local conduzida pelos dois sob o olhar agudo da mulher mais velha e o discreto, mas ainda luxurioso olhar, do jovem Radamanthys.

0000****0000****0000

Camus estava sentado na biblioteca pensando nos últimos acontecimentos. Conseguira evitar que Milo sofresse abuso e até um escândalo, mas sua mente procurava a razão de tudo isso. Era certo que o jovem Milo era belo, naturalmente sensual e de um carisma atraente à todo tipo de pessoa. No entanto, havia um ardil sendo montado em toda aquela situação e o duque se perguntava quem mais, além de Jamian estaria envolvido em tal trama. Certamente a esposa de Dohko tinha algo a ver com isso!

Mergulhado em conjecturas, Camus quase não percebeu o ruído da porta sendo aberta. Ergueu a cabeça devagar, quando viu Jonas aproximar-se.

— Perdoe-me, milorde sei que já é tarde.

— O que foi Jonas? Aconteceu mais alguma coisa? – perguntou Camus dando-se conta que estava cansado.

— Bem, é que eu fui dar uma última olhada no senhor Milo para ver se ele precisava de alguma coisa.

Camus respirou fundo, já evidenciando sua preocupação.

— Ele acordou?

— Aí é que está, senhor. Ele não se encontra no quarto.

Uma nota de surpresa se fez notar nas feições belas e simétricas do duque. Mas onde andaria Milo? Como já possuía forças para levantar-se sozinho?

— Tem certeza que ele só não foi ao toalete?

— Sim, senhor. Eu fui até lá e ele não estava.

Camus levantou-se sem deixar transparecer seu aborrecimento. Nessas ocasiões a boa educação era muito mais contundente que a ira e costumava ser seu maior trunfo. No entanto, a convivência com Milo começava a perturbá-lo ao ponto de fazê-lo ter vontade de soltar alguns impropérios!

— Bem, pode ir se deitar que eu vou procurá-lo. – disse o duque olhando para o mordomo que esperava instruções.

0000****0000****0000

Milo acordou com um ronronar e uma lambida na orelha. Olhou em volta e riu ao ver a senhora gata amamentando três filhotes, enquanto o quarto brincava com os seus cabelos.

— Não está com fome, pequeno? Prefere enroscar-se nos meus cabelos, é? – disse o jovem retirando o gatinho e colocando-o junto dos outros.

A gata miou e Milo levantou-se da cama com certa dificuldade. Tinha uma sede atroz e sentia o corpo pesado, mas nada que impedisse a sua movimentação. Percebeu-se vestido com um camisolão, sem nada por baixo e sentiu vontade de tomar um banho. No entanto, àquela hora, certamente todos estavam dormindo e acordariam, somente para ajudá-lo. Não era afeito a esse tipo de coisa, ser servido a qualquer hora. Então, resolveu, apenas, lavar o rosto, a boca e sair um pouco daquele quarto.

— Bem, senhora gata... Vou tomar um pouco de ar... Ainda estou com toda essa história entalada na garganta. Logo cedo, vou procurar aquele filho da puta para esclarecer umas coisinhas! – disse Milo olhando para a gata que ainda permanecia no calor das cobertas.

A gata virou a cabeça e soltou um miado baixo que se fosse traduzido na linguagem humana diria: " Isso mesmo, não deixa barato não!" Depois tornou a deitar e usufruir de quatro boquinhas famintas em suas pequeninas tetas.

A madrugada estava fria, porém mesmo sentindo arrepios pelo corpo quente e recém-saído da cama, Milo fechou os olhos e inspirou o ar gelado como se fosse o mais agradável dos aromas. A varanda ampla e silenciosa possuía uma vista para os jardins e para um pequeno pomar, antes da pequena estrebaria onde os cavalos utilizados no cotidiano, ficavam. Estava escuro, então não se podia visualizar muita coisa, entretanto, só em estar ao ar livre trazia ao jovem acostumado aos espaços amplos, um bem-estar, imenso.

Milo sentia uma contradição dentro de si, pois de certo modo, a situação em que se metera o levara para os braços do duque, embora o desvario tivesse sido interrompido e a esperança de retomá-lo era quase nula. No entanto, também detestava fazer o papel de frágil e tolo e isso o estava corroendo por dentro. Logo agora que estava tentando fazer tudo certo!

— Vai somar uma pneumonia ao seu, atual, estado senhor Milo? – perguntou-lhe uma voz grave saída das sombras.

— É preciso muito mais que isso para deixar-me doente, Sua Graça.— respondeu Milo virando-se e deparando-se com Camus.

O duque não desviou o olhar e sorriu, retirando seu sobretudo e aproximando-se do jovem pupilo.

— Fico feliz que já esteja melhor. Pelo que vejo nada pode deter, por muito tempo, essa sua língua afiada. – disse Camus colocando o pesado sobretudo nas costas de Milo.

— Sei de uma coisa que pode... Seus lábios... – rebateu Milo com um sorriso malicioso.

Camus cruzou os braços na frente do peito e olhou bem dentro dos olhos de Milo.

— Não nego o quanto é um homem atraente, Milo. Mas o que aconteceu não deve acontecer, novamente. Foi um momento em que estávamos vulneráveis com tantas coisas desagradáveis acontecendo e... Bem, nos beijamos! Porém, temos um trabalho juntos e não vamos confundir as coisas, certo? A sua apresentação à sociedade será no grande Baile, então vamos nos focar nisso.

Milo ficou sério, depois sorriu, novamente.

— Eu sabia que diria isso. Só não sabia o quanto teria que disfarçar para não demonstrar o quanto isso me dói!— Tudo bem, Sua Graça vamos continuar nossa relação, estritamente, profissional. E obrigado pelo sobretudo, mas não preciso de cuidados adicionais como se fosse uma donzela. O senhor só precisa ensinar-me a ser um destes cavalheiros hipócritas que diz uma coisa, enquanto pensa e faz outra! – falou Milo retirando o pesado casaco e colocando nas mãos do duque.

— Milo...

Senhor Milo! Não me dê intimidade para retirá-la a seu bel-prazer, Sua Graça. Ou melhor, dizendo, Seu Covarde! Agora, com licença! – disse o jovem passando por Camus e voltando para o interior da casa.

Um brilho de furor cruzou os olhos rubros do duque e ele foi atrás de seu pupilo. Deixe-o ir, Camus! Você fez o que era certo! Aproveite a ira dele e deixe-o! A própria voz parecia retumbar dentro de sua mente, no entanto, seu corpo não obedecia e ele alcançou Milo, segurando-o com uma força desconhecida e um desejo voraz.

O olhar de ambos fixou-se como se batalhassem pela supremacia da emoção veemente que os tomava de assalto. O duque sentia o sangue ferver, Milo também... Então, como se estivesse possuído por um alter ego, totalmente, entregue à necessidade desencadeada pelo prazer, o duque tocou o rosto do jovem e aproximou o seu ao dele...

— Não sou covarde!— disse ele cobrindo os lábios carnudos de Milo com um beijo faminto e sendo recebido com a mesma ferocidade, sedenta e sem barreiras...

Quando a língua ávida de Camus tocou a de Milo, ambos embarcaram numa jornada de calor e sensações intensas que não tinham mais como ser contidas. A rija masculinidade do duque pulsou junto da de seu pupilo e, esquecendo-se da razão, ele puxou Milo para mais perto do corpo, sentindo-o corresponder e começar a acariciá-lo por sobre a roupa de forma sôfrega.

O modo como chegaram aos aposentos do duque não ficou registrado na mente dos dois. Tudo estava acontecendo tão depressa que era impossível formar um único pensamento coerente...

Quando deram por si, estavam na cama, Milo retirara o camisolão revelando a perfeição de seu corpo nu... O duque olhou-o e sentiu a garganta seca. Sentia dor de tão excitado que estava e tentava compreender a razão de tanto desejo. Se não fosse um homem pragmático diria que estava sob o efeito de algum encantamento ou de uma droga poderosa e misteriosamente ingerida sem que soubesse. Via-se como um outro homem tomado pelo erotismo e com um desejo insaciável que o levava a quebrar convenções e regras que ele mesmo estipulara para si.

Desejava Milo, queria beijá-lo, prová-lo, acariciá-lo, possuí-lo! Os dois ficaram um longo tempo, apenas se beijando e tocando. As mãos de ambos sentindo o vibrar da pele, os gemidos ecoando próximos do ouvido, as diversas formas de sentir e dar prazer se intercalando...

A janela aberta deixava entrar o ar frio da madrugada, assim como a luz pálida e prateada que se infiltrava por entre as cortinas transparentes. A lareira que permanecia acesa nos aposentos do duque já estava, apenas, com pequenas brasas...

Porém, nada que acontecia, externamente, se sobrepunha ao despertar do erotismo adormecido do duque. Camus sentia-se, plenamente consciente do próprio corpo, percebia as zonas erógenas sinalizarem como nunca antes havia percebido, assim como intuía as urgências do corpo jovem de Milo e desejava satisfazê-las...

Os dois estavam trêmulos e nada falavam. As respirações pareciam substituir as palavras que não conseguiam ser ditas, visto à ânsia que os dois experimentavam com um inédito furor.

Milo sentia vontade de tocar o corpo de Camus e suas mãos alcançaram o peito do duque, alisando-o demoradamente. O ruivo desabotoou a camisa e Milo aproveitou a chance de admirar o corpo esguio e o peito forte. O duque não possuía pelos, porém seus ombros eram largos e seu torso possuía uma musculatura rija.

Como se estivesse hipnotizado, Milo foi descendo a mão para a barriga, contornando os músculos bem distribuídos e, para o prazer de Camus, continuaram descendo até encontrar a ereção que se projetava como uma rocha...

O duque gemeu quando a mão forte de Milo invadiu sua calça, tocando seu membro e fazendo-o estremecer. Mordeu os lábios ao sentir que Milo fazia movimentos contínuos de sobe e desce e seu falo correspondia, ficando cada vez mais duro na mão do jovem pupilo. Os toques de Milo eram de quem possuía experiência em proporcionar prazer e Camus perguntou-se com quantos ele já teria ido para a cama... O simples pensamento trazendo sua dose de veneno e ciúme.

Por um momento, aproveitou aquela carícia, mas logo reassumiu a postura dominante, fechando as mãos grandes sobre o tronco nu de Milo apertando tudo que podia, tomando-o para si num ímpeto de posse. Não importa com quem ele esteve. O que importa é que está aqui, em meus braços e me deseja tanto quanto eu a ele....

Olhou com luxúria para os mamilos escuros e túrgidos do jovem que pareciam chamá-lo... Curvou o tronco e fechou os lábios em um mamilo, enquanto acariciava o outro. Lambeu, vagarosamente, percebendo a cada toque as reações de prazer que fazia Milo gemer e entrelaçar os dedos em seus cabelos, puxando-o, trazendo-o cada vez mais para perto do seu corpo.

Camus observou-se sentindo prazer e poder na deliciosa e lasciva entrega de Milo e deslizou os lábios sobre a pele bronzeada, descendo, sorrateiramente do peito para a barriga lisa e arfante, circundando o umbigo antes de mergulhar dentro dele e arrancar um ofego. O gemido que Milo emitiu foi um som que fez o duque parar, encontrando o rosto afogueado do jovem e sentindo uma autoridade diferente daquela que todos o outorgavam... Não era o duque frio e autoritário, o professor rígido e excelente. Era apenas homem, um homem tomado pela paixão...

Corado e despenteado, Milo erguia os quadris, gemendo e imerso no prazer de sentir Camus devassá-lo com a língua quente e úmida... Abandonara-se, totalmente à mercê daquele homem e não recordava nenhuma situação semelhante.

— Camus... – gemeu Milo.

— Estou te machucando...? — Camus perguntou olhando-o com atenção, sem parar a carícia em suas coxas grossas e torneadas.

— N-Não... – disse Milo tentando conter mais um gemido. Nem ele sabia mais o que estava dizendo ou pensando.

O jovem pupilo estava muito excitado, queria o duque de um jeito quase desesperado, mas costumava ser o dominante. Não que nunca tivesse sido passivo e sim que jamais se entregara tanto como o fazia, agora, com Camus...

O duque olhou-o, sentindo algo inexplicável dentro de si, uma necessidade e um sentimento que se entrelaçaram em um entendimento único: embora diferentes, tanto ele quanto Milo jamais haviam vivenciado a experiência da entrega absoluta e ali estavam, sedentos pela paixão, subjugados pelo que despertavam um no outro...

—Eu nunca desejei alguém como desejo você... – disse o duque acariciando o rosto de Milo antes de tomar-lhe a boca em mais um beijo profundo e quente.

Ainda com os lábios nos do duque, Milo sussurrou baixo e ofegante:

— E eu nunca tive alguém como você...

Após aquela fala, Milo sentiu a mão do duque masturbá-lo devagar... Seus testículos e períneo, logo foram tomados em uma carícia gostosa, quente e ritmada e, os quadris de Milo foram de encontro à mão grande e forte que o levava a patamares altos de prazer e seus lábios se abriram em gemidos profundos, entremeados pela respiração entrecortada.

Logo, Camus retirou todas as suas roupas e substituiu a mão pelo próprio corpo e Milo arquejou, estremecendo com a fricção dos corpos, os músculos se retesando enquanto sua pele queimava pela forma prazerosa como o duque o tocava, e se movia contra ele...

Ofegante, Milo dobrou os joelhos, perdendo o controle da próprias reações. Com um gemido rouco, Camus deslizou, lentamente e o jovem pupilo sentiu o hálito quente e úmido seguido por um toque dos lábios na parte interna da coxa. Então o duque começou a subir pouco a pouco até alcançar o falo pulsante, lambendo-o, beijando-o e provocando-o com o roçar dos lábios e nariz.

Milo ergueu os quadris num movimento involuntário e instintivo, se oferecendo por completo. Camus emitiu um som áspero e excitado... Sorrindo, deslizou as mãos por baixo das nádegas de Milo, suspendendo-o e levando a língua até a entrada que se contraía, arrancando gemidos angustiados.

O duque se deliciou com as reações de Milo e o jovem, por sua vez, descobriu que seu preceptor podia ser completamente impiedoso, quase um sádico... Ele usava a língua de um jeito que quase o fazia implorar, os dedos para manipulá-lo prazerosamente, os lábios para fazê-lo arfar e perder-se ao ponto de se questionar até quando suportaria tanto prazer...

Quando por fim, Camus sentiu Milo desesperado para senti-lo, posicionou-se para penetrá-lo. Como se fosse um deus encarnado, Camus tomou Milo em seus braços com uma segurança e um sentimento de posse que jamais manifestara em suas relações. Não havia regras, medo ou hesitação...

O jovem pupilo ofegou sentindo-se, totalmente possuído por emoções profundas e, intimamente, ligadas ao significado daquele ato, do que Camus podia tão facilmente provocar dentro dele. Observou-o descer sobre o seu corpo com aquele olhar intenso e afiado que parecia devassá-lo e, ao mesmo tempo, atraí-lo para si, tornando-o seu. Apertou os olhos com força, enquanto sentia o corpo arder e o coração se expandir...

— Camus... – sussurrou Milo num tom baixo e rouco, porque nunca suspeitara que o sexo pudesse levá-lo para além do prazer, até o ponto de se sentir indefeso contra ele. Sua pele parecia ter vida própria e seus sentidos tiniam deixando-o com a respiração cada vez mais curta e rápida.

Camus segurou Milo pelos cabelos revoltos e fitou seus olhos. O jovem sentiu uma emoção tão forte e inexplicável que apertou, ainda mais, os olhos... Não iria chorar, mas agora, ao sentir um prazer tão surpreendente, compreendia como alguém podia derramar lágrimas de contentamento.

— Olhe para mim... – disse Camus com a voz ofegante.

Milo obedeceu e franziu o rosto, embalando-se contra ele... Camus abriu as pernas do jovem com suas coxas e penetrou-o numa graduação excruciantemente lenta e profunda sem deixar de olhar em seus olhos...

Estarrecido pelo choque de prazer e dor, Milo gemeu alto e abraçou Camus com força, sentindo-se ser preenchido e olhado com a luxúria explicita se expandindo nas íris rubras do duque.

Emaranhando os dedos nos cabelos e travando a boca nos lábios de Milo, Camus começou a se mover furiosamente dentro dele, tocando-o tão fundo que o jovem gemeu e gritou tomado por fortes ondas que se espalhavam por todo o seu ser, fazendo-o consciente do próprio corpo e o corpo do duque como jamais sentira com outro.

O falo do jovem pulsava junto ao ventre de Camus, a fricção triplicando o prazer que sentia com as estocadas e com o calor da pele do ruivo ardendo sobre a sua...

Vigoroso e quase selvagem, Camus continuava adentrando as profundezas do corpo apertado, o falo buscando o ponto prazeroso, enquanto sua boca continuava a beijar e morder, deixando Milo cada vez mais perto do orgasmo.

Músculos ondularam e retesaram, as bocas arfaram juntas e palavras roucas escaparam em meio ao suor. Os quadris se chocavam com o característico som da possessão e entrega, as peles brilhavam no resvalar erótico que emaranhava os lençóis, deixando marcas impressas de ambos os corpos...

Milo sentia o orgasmo chegando e seus dedos afundaram na carne rija de Camus. Suas mãos escorregaram pelo suor abundante da pele alva e a presença viril entre as suas pernas o fez sentir-se parte do corpo do duque e também, em outras instâncias mais profundas...

Camus sentiu os tremores abaixo de si, a força do corpo de Milo engolindo-o, apertando-o... Em meio ao furor de todo aquele prazer, os dois se abraçaram tão forte que pareceram fundir-se em um só corpo ardente.

Tudo pareceu ficar rubro como os olhos do duque e, em seguida, tão claro e explícito quanto o olhar de Milo...

Então, um grito abafado e rouco escapou da garganta do jovem pupilo ao ser sacudido pelo clímax violento e Camus tomou sua boca, engolindo o som, apertando-o junto a si, enquanto grunhia e também sentia seu corpo estremecer com fúria e o orgasmo irromper devastador não só no corpo, mas também no coração intocado por tanto tempo.

O sêmen abundante inundou o corpo de Milo, assim como o prazer do jovem derramou-se no torso de Camus...

Dentro e fora, carne e alma, saliva, sêmen e suor... Os corpos vivenciavam a dicotomia e a entrega, a luz e a sombra, o poder daquele que possui e o poder daquele que se deixa possuir, enquanto os lábios arfantes e trêmulos se buscavam, mais uma vez em um beijo molhado, quente e devorador...

Camus deixou-se desabar sobre Milo. Os batimentos do coração de ambos retumbavam, parecendo dois tambores conversando entre si.

O rosto de Milo estava afogueado e, incrivelmente, lindo e relaxado aos olhos de Camus que agora retirava alguns fios loiros da testa suada e acariciava-o como se quisesse gravar aquela expressão em seus olhos, em seu coração, dentro de si...

O jovem sorriu e começou a vagar para o sono, embora fizesse força para permanecer com os olhos abertos. O duque ficou em silêncio por alguns segundos, usufruindo do prazer de ter Milo em seus braços.

— Seus dotes vão além das lições de etiqueta... – murmurou Milo se aconchegando ao peito de Camus.

O duque olhou e acariciou o rosto belo e juvenil, sentindo-se diferente. Havia uma intimidade natural entre eles, gostava de sentir o corpo quente de Milo junto ao seu e da forma como o seu corpo reagia ao dele. Aquele jovem o tornava viril e desperto... Nem mesmo Aioros, meu primeiro amante, conseguiu despertar-me dessa maneira. Fazíamos sexo com cuidado, tínhamos carinho e respeito um pelo outro, mas não foi a paixão que nos uniu e sim uma cumplicidade de quem dividia os mesmos gostos, os mesmos objetivos. Nunca tivemos a chance de aprofundar nossa relação e, mesmo que não houvesse acontecido a tragédia que nos separou, temo que jamais o fizéssemos, porque nunca vivenciamos a loucura, o ardor... Com ele, eu nunca senti o que experimento agora.

Milo mexeu a cabeça e a forma como permanecia abraçado a si, fez Camus estreitá-lo com mais força, junto ao corpo. Teve que rir da própria atitude, pois nunca havia gostado de permanecer com alguém em seus braços... Aos poucos, seus olhos se fecharam e o torpor abraçou-o com tanta ternura como fazia com Milo.

Dormindo profundamente, os dois não perceberam a entrada da enorme gata amarela. No desvario em que se encontravam, Camus não fechara direito a porta de seu quarto. A senhora gata entrou devagar e pulou, sutilmente, sobre a cama para observar ao amantes. Seus olhos felinos se estreitaram e logo, em seguida, ela se aproximou de Milo e deu-lhe uma pequena lambida, fazendo-o franzir o nariz, ainda dormindo.

Depois foi a vez de Camus. Ela o cheirou e também lambeu-o no lobo da orelha. Ao contrário de Milo, Camus acordou e viu a gata encolher-se, esperando as palavras ásperas de ordem que ele sempre lhe direcionava.

Para a surpresa do animal, Camus olhou-a sério e depois sorriu, acariciando-a no topo da cabeça. A gata ronronou baixinho e logo se aconchegou ao ruivo. E, ante àquela cena, Camus mais uma vez contrariou sua natureza fria e permitiu-se ser tocado pelos dois seres que haviam trazido fortes emoções para a sua vida...



Notas finais
*****Esclarecimentos: Todo mundo sabe e é uma característica minha manter uma estética nos capítulos. Nem pequenos, nem grande demais, no máximo 4000 e poucas palavras. Como essa fic tem um ritmo mais lento, cada capítulo mostra determinadas situações e outras ficam de fora. Então, se tu amas Dohko e Shion, Saga e Kanon e eles ainda estão escondidinhos, não se desespere. Assim como se eles aparecerem e o casal central ficar escondidinho, também não arranque os cabelos. Essa fic é despretensiosa, mas tem alguns mistérios que vão entrelaçar todos os personagens e isso vai sendo tecido aos poucos, ok? Bjs e obrigada pela compreensão. **** Próximo capítulo: O resultado da noite de amor entre Camus e Milo ( não é gravidez, porque não é MPreg!! * risos), a apresentação de Milo à sociedade, o impacto de novos personagens, a saúde de Dohko e... muito mais!!! Aguardem!