Amor Proibido

8 Um Natal para não esquecer


Notas iniciais
Hey! Mais um capítulo para vocês, e acho que estou voltando ao ritmo antigo... Mais ou menos, um pouco mais enferrujada e menos engraçada.
Quero agradecer a quem não desistiu dessa fic e comentou no capítulo anterior, muito obrigada!
Como eu disse, muitos problemas com o word, então desculpem os erros graves e os ridículos.
Boa leitura!

QUINN'S P.O.V

Duas semanas antes eu tinha recebido uma carta de meu pai dizendo que não queria que eu e Santana (nossas famílias eram realmente muito unidas, até mesmo quando se tratava de expulsar as filhas de casa) voltassemos para casa novamente naquele Natal.

Claro, já que isso acontecia desde meus onze anos de idade, era nenhum tipo de surpresa ou algo escandaloso. Mas ainda assim sempre machucava.

E agora, duas semanas depois, exatamente dia vinte e quatro de Dezembro, eu estava sentada em uma das cadeira confortáveis do Hall de Entrada, com Santana ao meu lado, observando o quanto a escola tinha ficado vazia com a partida dos alunos para suas casas, onde comemorariam o Natal com suas famílias.

Sentir inveja dessas pessoas também já tinha se tornado normal.

- Smskm smff... — Murmurou Santana, olhando fixamente para o chão.

- Que diabos você tá fazendo?

- Estou treinando para passar o resto da minha vida me odiando. — Ela respondeu sem desviar os olhos do chão.

- E por que?

- Não consegui ler nenhuma daquelas cartas... — Ela suspirou e jogou a cabeça para trás, cobrindo o rosto com as mãos. — Droga, eu cheguei tão perto...

- Mas você não disse que viu a letra da pessoa?

- E eu vi.

- Puff... — Revirei os olhos.

Onde eu achava essas amigas cabeça de vento?

- Que foi? — Ela me olhou irritada.

- Dã. É obvio. Você conseguiria reconhecer a letra da pessoa se a visse de novo?

- Hum... É claro.

- Então pronto. É só você comparar a letra das cartas do Lord T. com uma amostra da letra do bocudo, e bam! Temos o resultado perfeito.

Seu rosto ganhou um brilho súbito.

- Isso é perfeito, Q! — Ela gritou se jogando em cima de mim.

- Ai! Me larga, Satan!

Tentei me desvencilhar de seu abraço de urso, segurando em sua cintura e empurrando-a, mas cada vez que eu tentava empurrá-la para longe, seus braços apertavam mais meu rosto contra seus seios macios.

Eu e Santana vinhamos sendo amigas desde sempre, e eu começei a vê-la como minha irmã mais nova com o passar do tempo, então é muito justo que eu nunca tivesse pensado em como seria ficar com ela. Claro, eu já tinha sentido atração física por ela — e quem não sentiria? — e ela por mim quando ficamos mais velhas, mas decidimos deixar todo o desejo carnal de lado e focar somente na amizade. No entanto, era impossível pensar em amizade quando se tinha "os gêmeos" sendo esfregados contra sua cara.

E de repente eu pensei no quanto seria gostoso apertá-los.

Tomadas pelo desejo, minhas mãos começaram a subir lentamente por seu tronco, em direção aos seios. Suas mãos deslizaram pelo meu cabelo até a nuca, puxando-me para mais perto. Eu percebi que ela também estava sobre o efeito do desejo — ou carência, o que era muito mais provável. E antes que qualquer uma de nós pudesse fazer alguma besteira, a voz da salvação nos tirou de nossa bolha:

- Ham, ham! Estamos atrapalhando alguma coisa?

Senti Santana olha para cima e levar o maior susto de sua vida.

O susto foi tão grande que ela saltou do meu colo e foi parar de bunda no chão, permitindo-me ver seu rosto assutado. Nesse momento eu soube que estávamos ferradas.

Olhei para trás tão rápido quando Santana tinha ido parar no chão, e mesmo sabendo que o que eu veria não seria nada bom, nada poderia ter me preparado para o que viria a seguir.

Rachel e Brittany — por quem levaríamos uma maldição imperdoável se fosse preciso — estavam paradas com os braços cruzadas e uma expressão nada boa.

- N-não é o que parece! — Defendeu Santana, de forma muito sensata.

- Tá, eu acredito em você. — Disse Rachel.

- Acredita? — Eu e Santana perguntamos ao mesmo tempo.

- Claro que não! Isso foi ironia!

- O que tá acontecendo aqui, San? — Perguntou Brittany, ainda com a cara fechada, mas mais compreensiva do que Rachel.

Santana levantou-se do chão e se recompôs, fazendo sua melhor cara de bitch.

- Nós não devemos nenhum tipo de explicação à vocês. Não somos suas namoradas.

- É. Vocês não podem pedir satisfações. — Entrei na onda da latina.

- Ah, então é assim? Pois saiba que eu ia dizer que seria muito legal passarmos o Natal todas juntas aqui na escola, mas agora eu não vou mais ficar! — Rachel explodiu e saiu andando em passos firmes, que podiam acabar derrubando o castelo tamanha a fúria.

Fiquei de boca aberta tentando raciocinar o que tinha acabado de acontecer ali.

Primeiro ela me odeia por jogar suco de abóbora em seu rosto por todos esses anos, depois se aproxima de mim, aí se afasta e saí correndo quando eu tento beijá-la, passa os próximos meses sem sequer olhar na minha cara e agora quer passar o Natal comigo? Qual o problema dessa mulher?

Brittany olha intensamente para Santana e faz sua melhor cara de gatinho sem dono antes de sair correndo dali.

A latina ficou um tempo parada processando a informação, para depois e encarar como se alguém tivesse arrancado fora seu coração e sair correndo atrás da loirinha.

Brittany 01 vs Santana 00.

SANTANA'S P.O.V

No começo das aulas eu tinha passado pelo tunel apertado que dava ao dormitório de Britt, um mês depois também e agora, dois meses depois, eu estava fazendo exatamente a mesma coisa.

Com um pouco de esforço e dor nas costas eu finalmente consegui entrar no dormitório da lufana, que estava vazio exceto por ela, que estava sentada na cama, a cabeça escondida entre os joelhos.

- B-Britt-Britt... Eu... Des — pausa para puxar o ar para dentro dos pulmões — culpa...

Ela ergueu a cabeça e olhou em minha direção com um enorme sorriso no rosto.

- Eu não estou brava, San. É que as vezes é legal imitar a Rachel.

Senti o enorme peso no meu coração se dizimar.

- Não é nada, a anã é uma chata. — Disse fazendo uma careta.

- Não chama ela assim, San.

- Tudo bem, desculpa. Prometo não fazer mais.

Santana Lopez, a garota que defende a sua opinião.

- Promete?

- Prometo.

- Tuuuuuuudo bem, então. Agora senta aqui que eu vou te dar seu presente.

Meu coração começou a correr, como se fosse um ramster andando em uma daquelas rodinhas.

- P-presente?

- Aham.

- E eu tenho que sentar aí?

- Aham.

- Na cama?

- Aham.

- Eu tenho que sentar aí, na cama, para você me dar meu "presente"?

- É, San. Sei que isso pode parecer confuso, mas tudo o que você tem que fazer é se sentar aqui e relaxar.

Engoli em seco.

- Sentar e relaxar?

- É.

Andei calmamente até a cama, tentando não transparecer o desejo ardente que pulsava no meio de minhas pernas em excitação ao que estava por vir.

Me sentei na cama tão devagar quanto tinha feito para chegar até lá.

- P-pronto...

- Tá, agora encosta na cabeçeira.

Comecei a me mover em direção a cabeçeira, tão lentamente quanto antes.

- Tudo bem, San, eu expulsei o monstro da cabeçeira das camas, elas estão limpas.

Eu assenti e me ajeitei, cruzando as penar esticadas.

- Agora... Fecha os olhos!

Eu obedeci, fechando-os com força.

Eu me sentia novamente como uma adolescente virgem que estava prestes a ter sua primeira vez com sua melhor amiga. Fechei os olhos com mais força ainda quando me lembrei que era exatamente isso o que tinha acontecido comigo, e senti toda a insegurança voltar.

Eu e Brittany tinhamos apenas quatorze anos quando ela me permitiu avançar no relacionamento. Naquela época nosso corpo tinha acabado de sofrer com as mudanças da puberdade e eu me perguntava se ela achava meus seios tão bonitos quanto eu achava que eles estavam.

Pensar nisso me fez pensar no quanto o tempo tinha passado desde então, e eu lembrei que ouvi minha mãe comentar com a mãe de Quinn uma vez que conforme os anos passavam tudo ia "caindo". Essa lembrança fez toda a minha insegurança aflorar.

Será que ela me achava velha e caída? Será que achava que meus seios não estavam mais bonitos e certinhos quanto estavam alguns anos atrás? Era por isso que ela estava com o Sam agora, porque ele não tinha seios que iam ficar murchos e caidos um dia?

- Abre as pernas, San.

- H-hein?! — Abri os olhos e a encarei.

Brittany estava de joelhos na cama, com um pequeno embrulho nas mãos. Ela me olhou chateada antes de exclamar:

- San! Não era para você abrir os olhos antes que eu mandasse... Estragou a surpresa...

- M-mas... Você mandou eu abrir as pernas...

- Porque do jeito que você está não tem como eu olhar nos seus olhos!

Meus olhos correram do embrulho para seus olhos e de seus olhos para o embrulho.

Eu me senti a maior idiota do mundo, achando que ela ia fazer amor comigo.

- Eu... Desculpe, Britt.

- Hey, tudo bem.

Ela se aproximou de mim ainda de joelhos. Eu suspirei e cruzei as pernas em posição de índio para lhe dar mais espaço. Brittany se sentou na minha frente e me estendeu o embrulho.

- Feliz Natal, San.

Eu sorri e retirei o papel com cuidado, encontrando uma caixinha de madeira pintada de rosa bebe, com uma bailarina na tampa.

- Para você lembrar de mim... Você sabe, eu gosto de dançar.

Eu sorri.

- E você faz isso muito bem, é uma ótima dançarina.

Britt corou e abaixou o rosto envergonhada.

Meu sorriso aumentou ao perceber que ela não tinha mudado os habitos anteriores. Eu aproveitei sua distração para me inclinar e passar a ponta dos dedos em sua bochecha, fazendo erguer o olhar e me encarar com os olhos azuis piscina e brilhosos.

- Você é linda. — Suspirei.

- V-voce tem que... abrir a caixinha, San.

- Hã?

- A caixinha... Seu presente está dentro dela.

- Pensei que você fosse meu presente. — Acabei pensando alto.

— O que?

- Tá calor aqui, né? — Perguntei olhando para os lados, tentando disfarçar meu constrangimento.

- San!

Eu suspirei e olhei para a caixinha, abrindo-a logo em seguida. Dentro tinha vários band-aids com desenhos de patinhos e gatinhos.

Eu a olhei confusa.

- Quinnie me disse que você estava tendo dor de coração, então eu fiz esses curativos que tem um pouquinho do meu amor cada, assim, quando você sentir dor, é só colocar um bem assim... — ela colocou um dos curativinhos bem no local do meu coração, por cima das vestes. — E você vai se sentir bem melhor!

Senti meus olhos arderem e marejarem. Como poderia existir alguém tão puro em um mundo tão ruim?

Sem conseguir segurar as lágrimas que teimavam em cair, me joguei para frente de encontro ao seu corpo, prendendo-a em um abraço apertado e escondendo meu rosto na curva de seu pescoço.

- Não chora, San... — Britt começou a afagar meu cabelo com carinho. — Você é bonita demais para chorar...

Eu ergui meus olhos e encontrei com os seus, fazendo-me sentir em casa.

Brittany era minha casa, e eu sabia disso desde a primeira vez que a vi na plataforma meia nove.

- Deus eu te amo tanto, B...

- Eu te amo muito mais, San...

Ela arregalou os olhos e cobriu a boca com as mãos, como se tivesse acabado de dizer uma maldição imperdoável sem querer.

- E-eu não...

Coloquei o dedo indicador sobre seus lábios, impedindo-a de continuar.

- Não diz nada, B... Sei que quando o Natal acabar você vai voltar para o bocudo por causa das cartas do Lord T.

- C-como você...

- Isso não importa. Eu só te digo que não importa o que esse Lord T. esteja te usando para te afastar de mim não vai funcionar, porque eu te amo mais que tudo nessa droga de mundo e vou fazer o possível e o impossível para te ter de volta.

Uma de suas mãos desceu para a minha bochecha, acariciando-a com o polegar. Fechei os olhos para apreciar o toque.

Então, seus lábios se encaixaram delicadamente nos meus, iniciando um beijo calmo e sem pressa, demonstrando todo o amor que sentiamos uma pela outra.

Merda Santana, você fica realmente gay quando está com essa garota.

- Eu amo você. — Ela sussurou contra meus lábios.

- Fica comigo nesse Natal. Vou te dar o melhor presente do mundo.

Ela sorriu sem desgrudar nossas bocas.

- Eu fico.

Meu peito se encheu de felicidade e adrenalina. Antes que essa sensação evaporasse eu me levantei em um pulo, peguei a caixinha com os curativos dentro e corri para a porta.

- Onde você vai, San? — Ela pergutou me olhando confusa.

- Vou buscar seu presente, oras.

***

Passei correndo pelo saguão de entrada, onde Quinn estava sentada em um dos degraus da escada, encarando tristemente o chão.

- Tá fazendo o que, Q?

- Nada. Só montando guarda aqui, assim poderei falar com a Rachel quando ela for jantar.

- Ah, claro. Pior plano de todos.

- Vai se fuder, Lopez.

- Agora eu não posso. Você avisa a Britt para me encontrar na entrada da Floresta Proibida faltando dez para a meia noite?

- Hum, claro.

- E mostre à ela como os ponteiros ficam posicionados quando são dez para meia noite. Relógios a confundem.

Não esperei o seu "sim, senhorita Lopez" (que é como todos deveriam me tratar) e saí correndo em direção à Floresta Proibida. Eu precisaria encontrar um unicornio, e já.

***

Faltavam exatamente vinte para meia noite e eu estava sentada no chão em frente a Floresta Proibida totalmente derrotada. Ao meu lado estava um centauro totalmente gay, que tinha me encontrado vagando pela floresta e se apaixonado por minha história de "impressionar o amor da minha vida", e por isso decidiu me ajudar, mas na verdade acabou estragando tudo.

Flashback on

Depois de muito esforço, finalmente conseguimos encontrar um filhotinho de unicornio um pouco afastado do restante. Tinhamos optado por pegar os filhotes porque ainda não corriam tão rápido quanto os adultos e também porque eram menores e mais fofinhos. O.k., se algum de vocês contar isso para alguém, vão acordar respirando por um tubo. É assim que fazemos em Lima Heights, a cidade trouxa onde minha vó passou a viver e cuidou de mim sempre que eu ia visita-la.

Estavamos agachados atrás de uma moita, apenas esperando o momento certo para pegar o pequeno unicornio: Quando a mãe dele virasse de costas.

Então, depois de longos dez minutos ouvindo o cavalo-gay murmurar sobre como ele achava lindo o amor adolescente, a mamãe unicornio finalmente se virou e a nossa chance apareceu.

No entanto, antes que eu pudesse fazer qualquer movimento, o ponei maldito saiu correndo em direção ao filhote, berrando:

- COMO É LIIIIIIIIIIINDO O AMORRRR ADOLESCENTEE!!

O filhote-unicornio se levantou assustado e saiu correndo para a sua mãe, que levou todos os seus filhotes embora dali.

Então eu mostrei ao ponei maldito como fazemos em Lima Heights.

Flashback off

- Aiii, Santieee... Você me machucou... Sua biba malvada!

- Cala a boca, seu ponei em corpo de macho.

- Uiiii, essa magoou...

Eu suspirei e olhei para cima. O céu estava estrelado e a neve parara de cair algumas horas atrás. O cenário perfeito para o presente perfeito. Um presente que eu não tinha.

- Falta dois minutos para a sua loira pernuda chegar aqui.

- Opa, respeito, seu monte de purpurina!

- Ain, vai me bater de novo, Santie?

- Vou se não parar de me chamar as-

Ele me cortou colocando a mão na minha boca em um movimento exagerado.

- Que foi? — Perguntei irritada.

Olhei para onde ele estava olhando e não pude acreditar. Perto das árvores estava o filhotinho de unicornio que tinhamos tentado pegar mais cedo, e o pequeno caminhava lentamente em inha direção.

Prendi a respiração quando ele chegou perto o suficiente e ergueu a cabeça para me olhar.

- Minha santa Deusa. — Exclamou o ponei purpurina.

- O que está acontecendo?

Ele balançou a cabeça de um lado para o outro antes de responder:

- Lendas antigas diziam que os filhotes de unicornio enchergam a bondade nos humanos, mas sempre achamos que isso fosse um mito...

O pequeno se aproximou mais um pouco e se acomchegou no meu colo, como se fosse um gatinho. Eu quase senti meus olhos marejarem.

- Ah. Meu. Deus.

Brittany estava com um gorro de natal vermelho e um vestido de mangas compridas combinando.

- Não acredito, San!

- Feliz Natal, meu amor.

Ela se aproximou e ajoelhou-se na minha frente, fazendo carinho no pequeno unicornio, que ergueu a cabeça para olhá-la.

- Ela é tão linda, San...

- Ela?

- Sim! As unicornias tem o chifre mais cilindrico na base e os unicornios tem o chifre triangular.

Eu sorri enquanto ela pegava a "unicornia" para observá-la melhor.

- Como você vai chamá-la? — Perguntei, ainda admirada com tamanha beleza.

- Hum... Brittana!

- Não quis dizer Bretanhã, meu bebe?

- Não, San. Brittany + Santana = Brittana. — Ela explicou fazendo desenhos no ar.

- É perfeito, B.

Me aproximei de seus lábios para beijá-la, mas é claro que o ponei maldito tinha que estragar tudo.

- QUE LINDJOOOOOOOO! AIIWN, GAMEI!

Eu lhe lancei meu melhor olhar mortal e ele entendeu imediatamente o recado, nos deixando sozinhas.

- Quem era esse, San?

- Um novo amigo, talvez. Agora vamos voltar para o que interessa.

Britt sorriu e colou nossos lábios, ao mesmo tempo em que o relógio marcava meia noite. Mas isso, é claro, eu só fui descobrir depois.

QUINN'S P.O.V

- Você é tão linda, Rach... — Disse passando a ponta dos dedos por seus cabelos sedosos.

- Você é muito mais, Quinn...

Ela se aproximo um pouco mais de meus lábios, deixando-os quase colados.

- Tenho que te dizer uma coisa antes, Quinnie...

- Diz...

- Quinn... Eu...

- Sim?

- Eu...

- Sim, Rach, pode dizer amor...

- Eu quero passar...

- Hã?

De repente eu abri os olhos e a luz bateu diretamente no meu rosto. Tive que fechá-los novamente para abrir devagar depois.

- O-o que... — Olhei em volta, mas não reconheci o lugar por cota da claridade. — O-onde eu estou?

- Na escada, Quinn... Você está dormindo aqui desde que eu desci para a ceia...

- Rachel?

- É. Te acordei porque você está deitada no meio da escada e eu não consigo passar...

- Por que não passou por cima de mim?

- E-eu... Hã... N-não gosto de pular degraus.

Se Santana estivesse presente, com certeza faria alguma piada sobre sua altura. Graças aos céus eu não era Santana.

- Tudo bem... Desculpa... — Murmurei me sentando novamente. — Sobre o que você viu mais cedo...

- Esquece isso, o.k.? Eu fui idiota, tá na cara que você e Santana não passam de amigas... E vocês estavam certas, não me devem explicações.

Bem, se a vida te da um limão, faça uma limonada.

- Certo, vamos esquecer isso então. Sem ressentimentos? — Sorri meu melhor sorriso amarelo.

- Sem ressentimentos.

Ficamos alguns segundos em silencio, apenas olhando para o chão, até Rachel quebrá-lo:

- Bom, já está tarde... — Eu a olhei confusa. — São duas da manhã. Você passou o dia dormindo aí.

Claro, já que fiquei dois meses em claro, porque minha paixã de sete anos se recusava a falar comigo.

- Caramba.

- É... Bem, eu já vou dormir então. Até amanhã, Quinn.

- Até...

Fiquei sentada estática por mais alguns segundos, a dúvida cruel corroendo minha mente e coração. Apenas quando ela estava na metada da escada, eu tive coragem de me levantar e perguntar:

- Rachel, aquela noite que você beijou o Puck na biblioteca, era porque queria fazer ciúmes em mim?

Foi a sua vez de ficar estática.

- Q-quem te disse isso?

- Puck me contou.

Ela fechou as mãos em punho, apertando com força.

- Não. É mentira.

Então ela continuou a andar e sumiu pelo corredor. Desse jeito, sem me dar mais explicações ou respostas. Ela simplesmente jogou na minha cara que não sentia nada por mim e foi embora.

Notas finais
*SPOILERS*
No próximo capítulo:
*Uma técnica de sedução infalível
*O mistério do Lord T. resolvido (ou quase)
*Tapas e beijos
Beijos e até o próximo post!
P.S. Se alguém aí souber onde eu encontro um poster da Naya Rivera, me avisa. E se souberem como conseguir uma Naya Rivera de verdade, melhor ainda.