Notas iniciais
Esse capítulo ficou curtinho... Eu acho. Mas ele é bastante importante para a fic...
Boa leitura!

SANTANA'S P.O.V

Eu estava andando pelo corredor, a procura de Brittany.

Quinn tinha acabado de me colocado a par de tudo o que acontecia na sua vida cheia de má sorte e, bem, eu gostaria de poder ajudar, mas sacoméné [sabe como é né]... eu já tenho meus próprios problemas. E o primeiro passo para resolvê-los era contar para Britt as minhas suspeitas sobre Sam estar escrevendo as cartas e assinando como Lord T., apenas para ficarmos separadas.

Eu sabia que ela tinha aula de Artes das Trevas, então seria mais facíl tirá-la da classe, já que, claro, o professor me amava. Por isso eu matei as duas aulas de Poções, para colocar meu plano infalível em prática.

Dei duas batidas na porta antes de abri-la e colocar a cabeça para dentro.

- Pois não, Santana? — Perguntou o professor, Amico Carrow, virando-se para me encarar.

- A Profa. McGonagall quer falar com a aluna Brittany S. Pierce.

- Hum... Certo. Brittany, pegue suas coisas e vá com Santana.

Encostei a porta e esperei no corredor até Brittany sair da sala carregando desajeitadamente alguns livros e penas. Peguei a maior parte de seu peso e começei retomei a caminhada pelo corredor, sendo acompanhada quase no mesmo instante.

- O que a Profa. McGonagall quer comigo, San? — Ela perguntou visivelmente preocupada.

- Nada baby, eu que inventei aquilo para ficar um pouquinho com você.

Coloquei suas coisas no chão perto da parede e agarrei sua cintura, puxando-a para mim.

- Sua safada... — Ela disse sorrindo e passando os braços em torno do meu pescoço.

Eu sorri de volta e cobri os lábios finos com os meus, beijando-a com calma e paixão. Brittany desceu os lábios para meu queixo, dando um beijinho, para depois descer para o pescoço, aplicando inumeros inúmeros beijinhos lá. Suas mãos subiram em direção aos meus seios, massageando-os por cima das vestes. Meus sentidos começaram a me abandonar, mas antes que as coisas pudessem ficar mais calientes, eu a afastei delicadamente.

- Eu... Calma... Tenho que... Falar com você antes...

Ela fechou a cara e me olhou como eu fosse Grinch e tivesse acabado de arruinar o Natal.

- É importante... — Eu peguei sua mão e a trouxe para mais perto da parede. — Temos que conversar sobre as cartas de Lord T.

- Tenho quase certeza que não foi ele, San... O Lord T. é bonzinho, apesar de ignorar meus avisos e fumar bastante...

Eu não pude deixar de sorrir com essa.

- Não foi ele, Britt... Acho que foi alguém daqui da escola, alguém que quer nos separar.

- E quem faria algo horrível assim, San?

- Eu acho que foi o bocu... Sam.

Ela fechou a cara novamente, mas dessa vez eu não entendi por que.

- Ele não faria isso.

- Como assim não? Faz todo o sentido!

- Apesar de namorarmos, ele é meu melhor amigo, e sei que se eu escolhesse ficar com você ele respeitaria e ficaria feliz por mim.

- Coisa nenhuma! Ele quer me destruir e pegar você só para ele!

- Para de falar isso, Santana! Você não gostaria que eu falasse mal da Quinn!

- Claro, você não falaria mesmo, a Quinn é foda.

Nessa hora eu tive a impressão de que ela poderia jogar a coisa em mim a coisa mais pesada que encontrasse pelo caminho. Nesse caso, seria o Finnbaleia.

- Quer saber? Você fica aí com a sua teoria sem cabimento e vê se me esquece!

Britt pegou todo o seu material a sumiu pelo corredor, antes que tivesse a chance de sequer processar o que tinha acabado de acontecer.

Mas como assim ela tinha defendido o bocudo? Ela não entendia que ele queria nos separar?!

De qualquer jeito não importava. Eu iria provar que o bocudo era o culpado.

De repente senti um par de olhos pregados as minhas costas e me virei rapidamente, sacando minha varinha antes que a pessoa tivesse a chance de me atacar por trás. Graças ao instinto latino.

Mas o que eu vi não foi um louco querendo me matar, e sim Artie Abrams, um cadeirante do sexto ano, parado no final do corredor. Assim que ele me viu olhando, arregalou os olhos e saiu deslizando a cadeira de rodas pelo corredor novamente.

Cada louco com a sua mania.

QUINN'S P.O.V

Fui direto para a aula de Poções depois do café da manhã, seguindo o conselho de Santana para não esperá-la.

Felizmente eu cheguei meio atrasada, então todas as mesas já estavam ocupadas, exceto por dois lugares vagos. Um ao lado de Greg Thomas, um estudante nerd e feio da Corvinal, e o outro ao lado de Rachel Berry, a garota mais irritante da Corvinal e também minha paixão platônica.

Dois dias atrás ela tinha dito que não gostava de mim (não com essas palavras, mas foi o que significou para mim), mas isso não nos impedia de sermos amigas, certo? Certo.

Me sentei na cadeira vazia ao seu lado e a cumprimentei com um "oi" amigável. No entanto, eu não tive nenhuma resposta.

Rachel continuava arrumando suas coisas em cima da mesa, como se eu não estivesse lá.

- Hei, Rachel, oi. — Tentei novamente.

Nada. Nem mesmo um olhar ou um aceno de cabeça.

- Qual é o problema?

Agora ela começou a anotar freneticamente em seu caderno.

- Rachel? — Nenhuma resposta. — Rachel?

Tudo bem que ela era o amor da minha vida e provavelmente a garota mais incrível da escola, mas, bem, eu não sou feita de paciência.

- Que droga, Rachel! Qual é o seu problema?!

Ela suspirou e recolheu todas as coisas de cima da mesa, indo se sentar ao lado de Greg Nariz de Tomate e me deixando sozinha.

Só Merlin — e provavelmente Dumbledore também — sabe o quanto eu me controlei para não jogar uma mesa em cima dela naquela hora.

***

- Puck! — Gritei correndo atrás dele pelo corredor.

Ele se virou para mim com um olhar confuso.

- Pensei que tivesse Transfiguração agora.

- Isso é mais importante. — Eu o puxei mais para o canto, longe dos olhares curiosos. — Por que mentiu para mim?

- O que? Q, eu não menti. Sabe que eu nunca faria isso com você nem com a Santana.

- Ah, por favor! Tudo menos mais uma mentira!

- De onde você tirou essa ideia?

- Quando eu peguei você e Rachel se agarrando na biblioteca, você me disse que ela tinha te pedido isso para me fazer ciúmes...

- E ela pediu!

- Mentiroso! Ela me disse que você tinha mentido!

- Espera. Você vai acreditar mais na garota em quem você jogava raspadinhas sempre, do que no seu melhor amigo?

Aquilo foi a gota da água. Eu não queria mais mentiras, e sabia que não conseguiria nada além disso com ele.

- Você não é mais... — Engoli em seco. — Meu melhor amigo.

Dito isso eu lhe dei as costas e fui embora, antes que as lágrimas começassem a cair.

SANTANA'S P.O.V

Aproveitei que teriamos Transfiguração com os lufanos para colocar meu plano genial em prática.

É claro, eu ainda estava morrendo por Britt ter brigado comigo daquele jeito, mas se eu conseguisse provar que o amiguinho dela não era tão santo quando ela achava, eu seria uma espécie de heroí.

Assim que cheguei na sala poucas mesas estavam ocupadas, e para a minha alegria a mesa em que Sam estava sentado estava com um lugar disponível. Sem perder mais tempo eu corri até lá e tentei ser o mais gentil possível.

- E aí, boca de truta.

Certo, talvez elogiar as pessoas não seja meu forte.

- S-Santana?

- Não, é a Beyoncé. — Revirei os olhos. — Olha, eu decidi que, já que vou ter que te aguentar mais um ano, por que não nos darmos bem?

- Até que é uma boa ideia. — Ele sorriu. — Na verdade, eu nem fazia ideia do por que de você me odiar tanto...

Ahã, até parece, bocão.

- Ótimo, e que tal começarmos agora?

- Como ass...

Antes que ele pudesse terminar de perguntar, eu me sentei rapidamente ao seu lado e comecei a organizar minhas coisas.

Alguns minutos depois a Profa. McGonagall entrou na sala e mandou todos sentarem em seus lugares. Ela escreveu algumas coisas no quadro e pediu para que uma pessoa da dupla anotasse, porque aquilo faria parte de algo que eu não prestei atenção. Tudo culpa da ansiedade por ver a letra do boca grande.

- Hã... Acho melhor você anotar... Minha letra é meio feia...

Você não me engana, boca grande, eu vi sua letra nas malditas cartas que você escreveu para a minha doce e inocente Britt.

- Não, não. Eu to com o braço quebrado.

- Não está n...

- Escreve logo. — Ordenei entre dentes.

Deixei ele passar um pouco da metade para me inclinar e bservar sua escrita, como se eu estivesse verificando se ele não tinha pulado nada.

Assim que cheguei perto o bastante para analisar a letra eu quase saltei da cadeira e berrei: "AHÁ! TE PEGUEI TRAIDOR MALDITO". E eu teria realmente feito isso. Quer dizer, isso se as duas letras não fossem completamente diferentes.

Santana Lopez, a garota mais idiota da face da terra.

Notas finais
Hey! Acho que estou voltando ao estado normal par escrever... Ou não. Enfim, já tenho os próximos três capítulos planejados, onde coisas interessantes acontecerão. Bem, é claro que eles só estão planejados na minha mente, e no caderno que eu anoto as coisas para não esquecer... Quero dizer, isso até eu esquecer onde coloquei o caderno. Huehuehehe
Beijos e obrigada a todas que leem e comentam!