Amor Proibido
9 Lavando roupa
Notas iniciais
Boa leitura!
SANTANA'S P.O.V
Eu estava andando pelo corredor, a procura de Brittany.
Quinn tinha acabado de me colocado a par de tudo o que acontecia na sua vida cheia de má sorte e, bem, eu gostaria de poder ajudar, mas sacoméné [sabe como é né]... eu já tenho meus próprios problemas. E o primeiro passo para resolvê-los era contar para Britt as minhas suspeitas sobre Sam estar escrevendo as cartas e assinando como Lord T., apenas para ficarmos separadas.
Eu sabia que ela tinha aula de Artes das Trevas, então seria mais facíl tirá-la da classe, já que, claro, o professor me amava. Por isso eu matei as duas aulas de Poções, para colocar meu plano infalível em prática.
Dei duas batidas na porta antes de abri-la e colocar a cabeça para dentro.
- Pois não, Santana? — Perguntou o professor, Amico Carrow, virando-se para me encarar.
- A Profa. McGonagall quer falar com a aluna Brittany S. Pierce.
- Hum... Certo. Brittany, pegue suas coisas e vá com Santana.
Encostei a porta e esperei no corredor até Brittany sair da sala carregando desajeitadamente alguns livros e penas. Peguei a maior parte de seu peso e começei retomei a caminhada pelo corredor, sendo acompanhada quase no mesmo instante.
- O que a Profa. McGonagall quer comigo, San? — Ela perguntou visivelmente preocupada.
- Nada baby, eu que inventei aquilo para ficar um pouquinho com você.
Coloquei suas coisas no chão perto da parede e agarrei sua cintura, puxando-a para mim.
- Sua safada... — Ela disse sorrindo e passando os braços em torno do meu pescoço.
Eu sorri de volta e cobri os lábios finos com os meus, beijando-a com calma e paixão. Brittany desceu os lábios para meu queixo, dando um beijinho, para depois descer para o pescoço, aplicando inumeros inúmeros beijinhos lá. Suas mãos subiram em direção aos meus seios, massageando-os por cima das vestes. Meus sentidos começaram a me abandonar, mas antes que as coisas pudessem ficar mais calientes, eu a afastei delicadamente.
- Eu... Calma... Tenho que... Falar com você antes...
Ela fechou a cara e me olhou como eu fosse Grinch e tivesse acabado de arruinar o Natal.
- É importante... — Eu peguei sua mão e a trouxe para mais perto da parede. — Temos que conversar sobre as cartas de Lord T.
- Tenho quase certeza que não foi ele, San... O Lord T. é bonzinho, apesar de ignorar meus avisos e fumar bastante...
Eu não pude deixar de sorrir com essa.
- Não foi ele, Britt... Acho que foi alguém daqui da escola, alguém que quer nos separar.
- E quem faria algo horrível assim, San?
- Eu acho que foi o bocu... Sam.
Ela fechou a cara novamente, mas dessa vez eu não entendi por que.
- Ele não faria isso.
- Como assim não? Faz todo o sentido!
- Apesar de namorarmos, ele é meu melhor amigo, e sei que se eu escolhesse ficar com você ele respeitaria e ficaria feliz por mim.
- Coisa nenhuma! Ele quer me destruir e pegar você só para ele!
- Para de falar isso, Santana! Você não gostaria que eu falasse mal da Quinn!
- Claro, você não falaria mesmo, a Quinn é foda.
Nessa hora eu tive a impressão de que ela poderia jogar a coisa em mim a coisa mais pesada que encontrasse pelo caminho. Nesse caso, seria o Finnbaleia.
- Quer saber? Você fica aí com a sua teoria sem cabimento e vê se me esquece!
Britt pegou todo o seu material a sumiu pelo corredor, antes que tivesse a chance de sequer processar o que tinha acabado de acontecer.
Mas como assim ela tinha defendido o bocudo? Ela não entendia que ele queria nos separar?!
De qualquer jeito não importava. Eu iria provar que o bocudo era o culpado.
De repente senti um par de olhos pregados as minhas costas e me virei rapidamente, sacando minha varinha antes que a pessoa tivesse a chance de me atacar por trás. Graças ao instinto latino.
Mas o que eu vi não foi um louco querendo me matar, e sim Artie Abrams, um cadeirante do sexto ano, parado no final do corredor. Assim que ele me viu olhando, arregalou os olhos e saiu deslizando a cadeira de rodas pelo corredor novamente.
Cada louco com a sua mania.
QUINN'S P.O.V
Fui direto para a aula de Poções depois do café da manhã, seguindo o conselho de Santana para não esperá-la.
Felizmente eu cheguei meio atrasada, então todas as mesas já estavam ocupadas, exceto por dois lugares vagos. Um ao lado de Greg Thomas, um estudante nerd e feio da Corvinal, e o outro ao lado de Rachel Berry, a garota mais irritante da Corvinal e também minha paixão platônica.
Dois dias atrás ela tinha dito que não gostava de mim (não com essas palavras, mas foi o que significou para mim), mas isso não nos impedia de sermos amigas, certo? Certo.
Me sentei na cadeira vazia ao seu lado e a cumprimentei com um "oi" amigável. No entanto, eu não tive nenhuma resposta.
Rachel continuava arrumando suas coisas em cima da mesa, como se eu não estivesse lá.
- Hei, Rachel, oi. — Tentei novamente.
Nada. Nem mesmo um olhar ou um aceno de cabeça.
- Qual é o problema?
Agora ela começou a anotar freneticamente em seu caderno.
- Rachel? — Nenhuma resposta. — Rachel?
Tudo bem que ela era o amor da minha vida e provavelmente a garota mais incrível da escola, mas, bem, eu não sou feita de paciência.
- Que droga, Rachel! Qual é o seu problema?!
Ela suspirou e recolheu todas as coisas de cima da mesa, indo se sentar ao lado de Greg Nariz de Tomate e me deixando sozinha.
Só Merlin — e provavelmente Dumbledore também — sabe o quanto eu me controlei para não jogar uma mesa em cima dela naquela hora.
***
- Puck! — Gritei correndo atrás dele pelo corredor.
Ele se virou para mim com um olhar confuso.
- Pensei que tivesse Transfiguração agora.
- Isso é mais importante. — Eu o puxei mais para o canto, longe dos olhares curiosos. — Por que mentiu para mim?
- O que? Q, eu não menti. Sabe que eu nunca faria isso com você nem com a Santana.
- Ah, por favor! Tudo menos mais uma mentira!
- De onde você tirou essa ideia?
- Quando eu peguei você e Rachel se agarrando na biblioteca, você me disse que ela tinha te pedido isso para me fazer ciúmes...
- E ela pediu!
- Mentiroso! Ela me disse que você tinha mentido!
- Espera. Você vai acreditar mais na garota em quem você jogava raspadinhas sempre, do que no seu melhor amigo?
Aquilo foi a gota da água. Eu não queria mais mentiras, e sabia que não conseguiria nada além disso com ele.
- Você não é mais... — Engoli em seco. — Meu melhor amigo.
Dito isso eu lhe dei as costas e fui embora, antes que as lágrimas começassem a cair.
SANTANA'S P.O.V
Aproveitei que teriamos Transfiguração com os lufanos para colocar meu plano genial em prática.
É claro, eu ainda estava morrendo por Britt ter brigado comigo daquele jeito, mas se eu conseguisse provar que o amiguinho dela não era tão santo quando ela achava, eu seria uma espécie de heroí.
Assim que cheguei na sala poucas mesas estavam ocupadas, e para a minha alegria a mesa em que Sam estava sentado estava com um lugar disponível. Sem perder mais tempo eu corri até lá e tentei ser o mais gentil possível.
- E aí, boca de truta.
Certo, talvez elogiar as pessoas não seja meu forte.
- S-Santana?
- Não, é a Beyoncé. — Revirei os olhos. — Olha, eu decidi que, já que vou ter que te aguentar mais um ano, por que não nos darmos bem?
- Até que é uma boa ideia. — Ele sorriu. — Na verdade, eu nem fazia ideia do por que de você me odiar tanto...
Ahã, até parece, bocão.
- Ótimo, e que tal começarmos agora?
- Como ass...
Antes que ele pudesse terminar de perguntar, eu me sentei rapidamente ao seu lado e comecei a organizar minhas coisas.
Alguns minutos depois a Profa. McGonagall entrou na sala e mandou todos sentarem em seus lugares. Ela escreveu algumas coisas no quadro e pediu para que uma pessoa da dupla anotasse, porque aquilo faria parte de algo que eu não prestei atenção. Tudo culpa da ansiedade por ver a letra do boca grande.
- Hã... Acho melhor você anotar... Minha letra é meio feia...
Você não me engana, boca grande, eu vi sua letra nas malditas cartas que você escreveu para a minha doce e inocente Britt.
- Não, não. Eu to com o braço quebrado.
- Não está n...
- Escreve logo. — Ordenei entre dentes.
Deixei ele passar um pouco da metade para me inclinar e bservar sua escrita, como se eu estivesse verificando se ele não tinha pulado nada.
Assim que cheguei perto o bastante para analisar a letra eu quase saltei da cadeira e berrei: "AHÁ! TE PEGUEI TRAIDOR MALDITO". E eu teria realmente feito isso. Quer dizer, isso se as duas letras não fossem completamente diferentes.
Santana Lopez, a garota mais idiota da face da terra.
Notas finais
Beijos e obrigada a todas que leem e comentam!
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