Amor Proibido

20 Problemas e soluções


Notas iniciais
Primeiro quero pedir desculpas pela demora, mas eu realmente não tive tempo para escrever. Então me desculpem e espero que continuem a acompanhar.
Esse capítulo ficou um pouco mais tenso do que para o engraçado, mas o rumo é assim mesmo rçrç
Boa leitura ;D

QUINN'S P.O.V

Depois de muita enrolação era finalmente o dia do jogo contra a Grifinória. Mas isso era uma das minhas menores preocupações.

Primeiro, o dia anterior tinha sido quase um dos meus inúmeros sonhos de adolescente com os hormônios a flor da pele, a única diferença é que tinha sido realidade. Rachel tinha — finalmente — exclarecido todas as malditas dúvidas que estavam me fazendo perder o sono desde o ínicio do ano. Mas, é claro, como eu tinha consertado um problema, mais dois novos tinham aparecido: Tudo o que Puck tinha me falado era totalmente verdade, e eu não tinha nem sequer parado para ouví-lo antes de questioná-lo; Rachel só ficaria comigo depois que eu fizesse uma super declaração exagerada e algum tipo de "ato heroíco", que consistia em voar em um dragão berrando em plenos pulmões: "RACHEL, EU TE AMO! VAMOS CASAR!". Maluquice total.

E como se não bastasse mais dois problemas novos na minha vida, eu ainda tinha um não resolvido: O maldito sumiço da Santana da minha vida. Maravilhoso, não?

Então eu decidi começar pelo primeiro ponto: Reatar a amizade com o Puck, meu melhor amigo e em quem eu não tinha acreditado. Infelizmente eu não acho que ele aceitará flores e chocolates como um pedido de desculpas.

Eu o encontrei (lê-se persegui) subindo as escadas para se dormitório depois de café da manhã e corri ao seu encontro.

– Puck!

Eu imaginei que ele me ignoraria e subiria as escadas sem sequer olhar para trás, mas sua reação foi totalmente o contrário.

–Sim?

Eu fiquei tão surpresa que por alguns segundos esqueci completamente o que tinha que falar.

– Precisamos conversar.

– Ah, agora tu quer conversar, né?

É, talvez a reação dele não fosse tão contrária da esperada.

– Eu... Me desculpa por não ter acreditado em você, o.k.? Fui uma grande imbecil, eu sei, mas... Acho que eu não queria ver algo que pudesse estar dando certo para mim quando tudo estava dando errado.

Ele me encarou confuso por alguns segundos.

– Tradução?

Se fosse em outras épocas eu já teria lhe dado um tapa, mas a nova Quinn era totalmente compreensível.

– Você tá tirando com a minha cara?

Talvez não tão compreensível assim.

– Nossa, grande jeito de reatar uma amizade.

Suspirei e tentei novamente:

– O que eu quis dizer, resumindo tudo, foi "me desculpa por ser uma grande idiota e não acreditar no meu melhor amigo cabeçudo".

Foi a vez dele de suspirar.

– Você sabe que eu sou super cool e manjo de qualquer parada, — me controlei para não dizer uma maldade ao estilo Snixx nesse momento — mas dessa vez eu não posso te perdoar tão fácil assim.

Derrotada era pouco para meu estado naquele momento.

– Ah, qual é, Puck! Eu sei que errei, mas vim aqui com o orgulho no puta que pariu te pedir desculpas... Não da pra perdoar só dessa vez?

Ele estreitou os olhos e respondeu:

– Ainda não. Tenho que fazer uma coisa antes. E duvido que você vá querer reatar a amizade depois disso.

Fala sério, ele não ia agarrar minha mulher de novo, não é?

– Do que diabos você tá falando?

– No jogo. Você vai ver. — Ele disse e começou a se afastar, ainda de frente para mim.

– Escuta aqui, acho você me falar o que vai fazer agora, antes que a sua surra seja pior do que deveria.

– Hm... É. Prefiro arcar com a surra.

Antes que eu pudesse lançar mais uma ameaça, ele já tinha sumido pelo corredor.

Bem, agora era pagar para ver. Mas de uma coisa ele tinha certeza: Se ele chegasse perto da minha Rach de novo, seu "amiguinho" nunca mais levantaria de novo.


SANTANA'S P.O.V

Faltavam pouca mais de duas horas para o maldito jogo contra a Grifinória finalmente começar. Eu tinha tomado café e estava indo para o campo me preparar. Apesar de estar como sempre, eu me sentia melhor do que nunca, simplesmente porque a minha Britt-Britt estaria lá para ver o jogo e estava me dando uma chance de concertar todas as merdas que eu tinha feito.

Estava passando pelo Salão Principal quando duas vozes familiares vindas do Hall de Entrada me chamaram a atenção.

Mas por que Britt? Estávamos indo tão bem... Já iam ser sete anos...

– Desculpe, Sam, mas eu estou apaixonada por outra pessoa.

Meu coração saltou ao reconhecer as duas vozes e entender o que se passava.

Minha Britt-Britt tinha finalmente decidido mandar o bocudo pastar?

Eu rapidamente grudei na porta entreaberta e espiei o que se passava lá dentro.

– É a Santana, não é?

Britt suspirou e eu pude jurar que vi um brilho passar por seus olhos.

Fala sério Santana, mais impossível.

O bocudo suspirou derrotado.

– Tudo bem, Britt. Eu entendo. E como eu te disse antes, apoio totalmente qualquer decisão que você tomar.

– Obrigada, Sammy, de verdade.

Que porra de "Sammy" era aquela?

– Tudo bem. Agora acho melhor você correr para pegar um bom lugar para ver sua namorada jogar. – Ele deu uma piscada para a minha Britt, fazendo-a corar.

– Quase namorada. – Ela riu lindamente e correu para a porta.

Meu cérebro lento ainda tentava processar o que tinha acabado de acontecer e eu nem me dei conta que estava a um passo de ser pega no flagra espiando a minha Britt-Britt terminar o com o ex-namorado bocudo dela.

Mais do que tarde eu me joguei para o lado e apoiei minhas costas firmemente contra a parede, escondendo o rosto com as mãos e rezando para que ela estivesse tão entretida em conseguir um lugar na arquibancada que nem me notaria. Bem, com a minha atual sorte eu duvidava que algo desse tipo pudesse acontecer.

Felizmente aconteceu.

QUINN'S P.O.V

Eu estava voando pelo cambo em busca de balaços para acertar em alguém. Tentava afastar as palavras de Puck da minha mente para não me desconcentrar do jogo, mas, como sempre, não estava funcionando.

Olhei o placar apenas para constatar que estávamos cinquenta pontos na frente, o que não era muito, mas era significativo.

Voei um pouco mais rápido para imbedir que um balaço furioso acertesse diretamente o estômago de Billy Win, o artilheiro que estava com a posse da goles, mirando diretamente em Puck, como eu e Santana tínhamos planejado.

E então tudo aconteceu rápido demais.

O balaço voou furioso em sua direção e, como se tivesse previsto isso, Puck se virou bem a ponto de impedi-lo de acertar sua cabeça, mas para onde ele tinha mirado eu não estava preparada. O balaço mudou de rota e veio diretamente para mim, com o dobro de força do que eu o tinha mandado. Minha mente ainda estava processando o fato de que Puck tinha rebatido um balaço em minha direção. Tudo bem, não eramos mais amigos, mas eu tinha a plena confiança de que ele nunca faria nada que pudesse machucar eu ou Santana. Infelizmente eu estava errada de novo.

Quando pude finalmente entender alguma coisa já era tarde. O maldito balaço (que eu podia jurar que tinha um sorriso malvado) estava a milímetros do meu rosto. Fechei os olhos e apenas esperei pela dor dilacerante.

A última coisa que eu eu tinha processado era uma ventania forte e cortante contra meu rosto. Depois disso mais nada.

Notas finais
*ENQUETE* O que vocês acharam dessa com o Puck agora? E o bocudo aceitando na boa? Hehehe' Quero saber a opinião de vocês... E o que vocês acham que vai acontecer com a Quinn?
No próximo capítulo teremos surpresas!
Beijos ;D