Notas iniciais
Não vou enrolar muito aqui, nos vemos lá em baixo!
Boa leitura!

– Meu amigo está a fim de você.

Caralho! O que eu tinha feito?! No entanto, para a minha alegria, ela parecia desapontada.

– Seu amigo?

– Ahã.

– Que amigo?

O.k., agora ela tinha me pegado. Merda.

– Que amigo? – Perguntei feito uma retardada.

– É. Qual amigo seu está a fim de mim?

Olhei novamente para o corredor vazio, torcendo para que Santana aparecesse com seu sorriso convencido e idiota, mas nada aconteceu. Aquela latina vagabunda só aparecia quando eu não precisava dela. Vaca.

– Quinn?

– Sim, sou eu.

Não, agora é sério. Megan Fox e Angelina Jolie não podem com a minha sedução implacável.

– Quem é o amigo que você estava falando?

– Hã... Noah?

– Puck?

– É?

Ela arregalou os olhos e seu queixo caiu alguns centímetros. Será possível que todas as garotas reagiam daquela forma perante ao nome de Puck?

Rachel abriu a boca para me falar algo. Pela primeira vez eu desejei nunca ter puxado assunto com ela.

– Hei, Hobbit, chegou uma carta do zoológico. Eles querem a miniatura de tucano de volta.

Eu não sabia se voava no pescoço de Santana para matá-la ou para abraçá-la. Talvez fizesse os dois... E eca! Ela estava totalmente encharcada de lama e água. É, o destino tinha escolhido para mim: Ficar o mais longe possível dela.

– Pelo menos ela não mergulhou na lama antes de vir para cá.

Antes que eu pudesse perceber o que tinha dito, Rachel me encarou com surpresa estampada no rosto, que foi substituída por um enorme sorriso. Pensei em retribuir, mas antes que pudesse mexer um só musculo senti uma mão mesada de encontro com a minha cara.

E então a briga estava armada.

Santana tinha avançado alguns passos e me acertado bem em cheio no maxilar. Me levantei rapidamente e saquei minha varinha, movimento que foi imitado pela latina.

Tudo o que eu pensava naquele momento era proteger Rachel. Uma latina furiosa e insultada tinha uma arma perigosa nas mãos e a única pessoa que podia controla-la estava gritando para os unicórnios se abrigarem da chuva.

Dei dos passos para frente, protegendo Rachel com meu corpo. Consequentemente eu também estava dois passos mais próxima de Santana, que tinha recuado um pouco após o tapa. Bem, o pior que poderia acontecer era eu perder o equilíbrio e cair em cima da minha paixonite de sete anos. Enfim, nada grave.

Percebi que o corredor já estava cheio de gente. Grande merda, quando eu não precisava. Mas não tive muito tempo para pensar em minha falta de sorte, pois logo Santana gritou:

– Cara de lesma!

Ao mesmo tempo em que eu gritei:

– Fedorentixe!

Os dois feitiços acertaram em cheio (maldita família de sangue puro) e eu cambaleei um passo para trás, evitando cair em cima da Rachel.

– Quinn!

Ela mal teve tempo de terminar de gritar e eu me ajoelhei no chão, vomitando lesmas. Senti seus braços ao redor dos meus ombros, e aquele deveria ser o maior contato que tivemos em anos, mas não pude comemorar, pois tinham lesmas saindo pela minha boca.

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Já era de noite quando o maldito feitiço finalmente acabou. Eu e Santana tínhamos perdido o resto de nossas aulas, mas ganhado belos castigos que teríamos que cumprir com o diretor de nossa casa.

O tempo todo em que estive colocando algumas lesmas para fora, tudo o que pensei foi: Primeiro, eu deveria ter jogado uma azaração melhor em Santana; segundo, Rachel tinha colocado os braços ao meu redor! Toda vez que pensava nisso sentia meu coração disparar e meus pensamentos se perdiam nos seus cabelos sedosos e lábios carnudos...

Então eu me lembrava que tinha dito que Puck estava a fim dela. Maravilha.

Eu e Santana estávamos nos dirigindo ao Salão Principal (onde, com sorte, chegaríamos a tempo para a sobremesa), enquanto eu relatava a minha incrível burrada. E, bem, como eu disse antes, Santana e eu nunca ficávamos muito tempo brigadas.

– Você é idiota. – Ela me disse com seu ar mais sério.

Pensei em meter a mão na cara dela, mas decidi manter o controle. Pelo menos por enquanto.

– Eu sei, tá? E o que é que vou fazer agora?

– Hum... Fala com o Puck, sei lá, talvez ele ajude.

– É, talvez. – Viramos um corredor e continuamos em silencio mais alguns minutos. – E como foi com a Britt? Descobriu alguma coisa?

– Não. Ela passou as duas aulas inteiras ao lado do bocudo, e quando ela foi nos visitar na enfermaria eu estava fedendo.

Infelizmente, Santana seria sempre Santana.


SANTANA’S P.O.V

Assim que chegamos ao Saguão de Entrada, encontramos Puck sentado em um dos degraus da grande escadaria, com um monte de pratos cheios de comida em sua frente.

– Beleza! Finalmente você fez algo que preste, hein? – Comemorei, correndo em direção à comida.

Me sentei no chão à sua frente e Quinn se sentou ao meu lado. Comecei a devorar uma coxa de frango.

– Bem, eu ouvi que vocês brigaram e foram parar na enfermaria, então decidi pegar um pouco de comida para ninguém ir para cama com fome.

Quinn sorriu para ele e disse um “obrigada”. Puck sorriu de volta.

Tudo bem, se meu gaydar funcionasse com heteros, ele com certeza já teria apitado algo entre esses dois. Digo, não da parte de Quinn. Pensando agora... Pobre Puck.

Quando terminamos de comer os alunos já estavam saindo do Salão Principal. Decidi colocar meu plano mirabolante para descobrir o que Brittany estava escondendo de mim em ação.

Assim que a vi sair com mais duas colegas lufanas, me escondi atrás de alguns alunos do segundo ano e as segui.

Eu poderia andar por onde quisesse, já que sou monitora, mas assim não teria graça, certo? Certo.

As três subiram a escadaria que levava ao Salão Comunal da Lufa-Lufa e eu fui atrás, tentando ouvir o que elas conversavam baixinho. Quando já estava perto o suficiente, mas não tão perto assim, pude distinguir algumas palavras que uma morena, que estava ao lado direito da Britt, dizia.

... então você e o Sam nunca...

Arregalei os olhos ao perceber o assunto da conversa, e apurei mais minha audição para ouvir a resposta.

Não... Eu acho que... Não estava pronta para fazer com ele ainda...

Há-há. Passamos três anos tendo nosso momento de carinho por tudo quanto é canto e o bocudo não tinha chegado nem a segunda base com ela. Eu queria poder gravar isso e esfregar na cara dele. Literalmente.

Estava tão feliz mergulhada em minha própria felicidade que nem percebi que tínhamos chegado ao Salão Comunal e eu não poderia passar de lá.

– Feijõezinhos de todos os sabores. – Disse a menina morena para a gárgula.

A porta se abriu e elas entraram.

Fiquei alguns segundos parada, tentando descobrir o que faria para entrar no maldito dormitório e ouvir o resto da conversa. Você pode pensar que eu sou uma louca obcecada por essa garota, e eu poderia dar um murro na sua cara por isso, se não fosse totalmente e absolutamente verdade.

Então eu me lembrei de um feitiço que meu pai me ensinara há alguns anos atrás. Me apertei contra a parede e murmurei, apontando minha varinha para mim mesma:

Desilusório.

Em instantes eu já estava da cor da parede, totalmente camuflada.

Me esgueirei até a abertura e disse a senha.

O.k., vamos deixar claro uma coisa: Eu, sem duvida alguma, não pertenço a Lufa-Lufa. Tudo lá era muito fofo, muito amarelo e principalmente, muito confortável. Vários alunos estavam sentados em poltronas enormes e gordas, fazendo dever ou conversando sobre qualquer coisa.

Túneis, que tinham tampas de barris como portas, levavam aos dormitórios. Eu não precisaria procurar, pois sabia exatamente qual pertencia ao da minha garota.

Levou algum tempo até que eu conseguisse me esgueirar pelas paredes e entrar pelo túnel sem ser vista, mas eu não poderia dizer que não valeu a pena.

No dormitório, as duas amigas de Britt estavam jogadas na cama, enquanto ela penteava os cabelos loiros e sedosos e... Cof cof.

– Você tem certeza disso, Britt? Quero dizer, se você nunca isso fez antes... – Perguntou a amiga morena.

Nunca fez isso? Há-há. Aquela loira é uma ninfa disfarçada de santa.

– Tenho... Eu acho...

– Olha, Britt, você não precisa fazer essas coisas por pressão. Fala com ele, que você ainda não tá pronta e tudo... – Aconselhou a ruiva.

Brittany balançou a cabeça.

– E-eu... Eu já estou enrolando ele faz sete anos... E, além disso, Lord T. me escreveu uma carta dizendo que essa é a melhor forma de afastar a Sant...

Senti meu coração apertar. O que aquele gato gordo e traiçoeiro estava falando para a minha inocente Britt-Britt?

– O que? A Lopez? E por que você quer afastá-la? Não são melhores amigas? – Perguntou a morena.

– E-eu não posso dizer! Lord T. disse para eu não contar a ninguém. Desculpem meninas, eu tenho que ir, combinei com o Sam as onze na Sala de Troféus e Armaduras.

Dito isso ela saiu correndo em direção à porta. Tive que me jogar para o lado e me encolher na parede para ela não me atropelar. Aproveitei a chance e também saí. Passei pelo Salão Comunal muito confortável e o vi sentado em uma das poltronas. Imediatamente a Titia Snixx acordou.

Como eu estava no território inimigo, decidi não lançar um feitiço que causasse maiores estragos, apenas conjurei o enorme balde, onde Quinn tinha vomitado lesmas a tarde toda, bem em cima da cabeça do desgraçado, que se gabava para os amigos igualmente idiotas.

Aproveitei o alvoroço e saí daquele lugar muito confortável, desci correndo a escadaria e fui me encontrar com a Fabray, que por acaso também era monitora.

Sam Evans que se prepare, pois eu o mandaria de volta para o lago junto com seus amigos trutas.


QUINN’S P.O.V

Eu e Noah estávamos reunidos com os outros monitores no Hall de Entrada decidindo o que cada um patrulharia quando Santana chegou completamente sem ar e quase tendo um ataque epilético.

– Eu... fico... com o... terce... iro andar! – Ela gritou, meio morrendo por não conseguir respirar, como se sua vida dependesse disso.

– Hã... Certo. – Tina Cohen Chang anotou isso em um pedaço de pergaminho.

– Ei! – Protestou Willy, um garoto da Corvinal. – Eu que iria ficar com o terceiro andar!

Santana lançou seu melhor olhar de “vou te matar, esquartejar e vender no primeiro açougue que eu achar” em direção ao garoto que se calou no mesmo instante. Droga, eu precisava aprender a fazer isso.

Tina e Mike estavam ajeitando mais algumas coisas quando eu me permiti olhar para Rachel Berry, que também era uma monitora e estava sentada na minha frente.

– Para de babar, Q. – Puck comentou risonho.

Tudo bem, aparentemente era só eu que me perguntava o que diabos Puck estava fazendo ali? Nem monitor ele era! Estava mais para um bad boy safado e irresponsável.

Decidi ignorá-lo e me concentrar na linda morena que estava acenando e sorrindo para mim. E PARA TUDO. RACHEL BERRY ESTAVA SORRINDO E ACENANDO PARA MIM?

Pisquei algumas vezes e tornei a olhar, e sim, ela estava realmente sorrindo e acenando para mim! O aceno era daqueles em que vemos em filmes, sabe? Do tipo em que passam em câmera lenta... E o sorriso sensual, que deixava seus dentes perfeitos a mostra... E então, o mais estranho aconteceu. Como se não bastasse eu já estar toda derretida, ela também piscou um olho, aumentando seu sorriso. Nessa hora eu quase caí da cadeira.

Parecia um sonho que Rachel Berry estivesse piscando para mim, depois de seis anos de suco de abobora que eu jogara em seu rosto. Eu sentia meu coração tentando alguns polichinelos e meu corpo inteiro estava mole e derretido. Por alguns segundos eu cogitei a hipótese de ir até lá e agarrá-la, sem me importar com mais ninguém.

Foi então que toda a minha felicidade e animação foram por água abaixo.

Não era para mim que Rachel Berry estava sorrindo, acenando e piscando. Era para Puck.

Notas finais
Muito bem, mais um capítulo para vocês, minhas caras, que me fizeram muito feliz comentando bastante nos outros capítulos.
Agora, alguns recados:
*Estou pensando em escrever capítulos menores, como esse, assim vou conseguir fazer posts diários. O que vocês acham? É claro que os reviews que vocês deixam também servem bastante para me animar a escrever cada vez mais e mais... #chantagem#
*Lembram que eu disse que só poderia postar quando o PC novo chegasse? Então, eu achei melhor não depender da boa vontade do correio e continuar escrevendo no PC velho mesmo... Então não teremos o hiatus previsto! Eba!
*... É, tipo, só isso mesmo. Então um beijo e até o próximo capítulo!
P.S. Quero saber o que vocês estão achando, o.k.?